Imagem do telescópio espacial Hubble mostra a abundância de estrelas no aglomerado globular NGC 6544: telescópio Roman tem um campo de visão 100 vezes mais amplo, o que deve permitir a descobertas de dezenas a até centenas milhares de novos mundos além do Sistema Solar.
ESA/Hubble y NASA, W. Lewin, FR Ferraro
O telescópio espacial Nancy Grace Roman vasculhará milhares de mundos para descobrir até que ponto nosso Sistema Solar é excepcional
Ilustração de um dos “pequenos pontos vermelhos” no Universo primitivo, mostrando uma fonte central brilhante e compacta inserida em uma galáxia hospedeira pouco luminosa: objetos podem ser as evidências dos primeiros buracos negros supermaciços de nosso Universo.
Ruiyuan Guo & Xuheng Ding
Andrew Battisti, The University of Western Australia; Australian National University
Acontece que esses pequenos pontos vermelhos podem, na verdade, ser indícios da existência de alguns dos primeiros buracos negros supermaciços de nosso Universo
A Dra. Nancy Grace Roman no Centro de Vôos Espaciais Goddard da Nasa por volta de 1972: ela enfrentou a discriminação e foi uma das principais defensoras do investimento no Telescópio Espacial Hubble, sendo uma das principais arquitetas da era dos observatórios espaciais na Astronomia.
Nasa/Esa
A cientista enfrentou a discriminação em um campo dominado por homens e foi uma das arquitetas da era dos observatórios espaciais na Astronomia
Ilustração mostra uma etapa da fusão prevista entre nossa galáxia, a Via Láctea, e a vizinha galáxia de Andrômeda, conforme ela se desenrolará ao longo dos próximos bilhões de anos.
NASA; ESA; Z. Levay and R. van der Marel, STScI; T. Hallas; and A. Mellinger
A Via Láctea contém um registro fóssil das galáxias que absorveu ao longo dos bilhões de anos de sua formação e crescimento
Cotidiano é muito diferente do que sugerem os filmes de Hollywood, mas há uma sensação tranquila e constante de alegria por estar catalogando e compreendendo as estrelas que, um dia, poderão mostrar que abrigam outra Terra.
metamorworks/Shutterstocl
Minha compreensão do céu noturno foi transformada ao observar as estrelas com um telescópio de alta tecnologia
Ilustração do exoplaneta LHS 1140 b com sua atmosfera rica em hélio: avanços na tecnologia de smartphones têm ajudado a acelerar a miniaturização de câmeras e sensores com baixo peso e consumo de energia, enquanto velas espaciais impulsionadas pela luz começam a sair da campo da ficção científica.
Melissa Weiss/CfA
A miniaturização dos sensores e o desenvolvimento das velas solares para propulsão significa que poderíamos chegar a outras estrelas no período de vida de uma pessoa
Com seu amplo campo de visão e precisão, o observatório Nancy Grace Roman poderá ajudar a responder questões relacionadas à natureza da matéria e energia escuras, além de descobrir novos exoplanetas que não podem ser detectados pelos métodos em uso atualmente.
Nasa
O telescópio Nancy Grace Roman vai investigar a natureza da matéria e da energia escura e descobrir exoplanetas que não podem ser detectados pelos métodos atuais
O Kepler-138d despertou grande interesse porque, apesar de ter um tamanho semelhante ao da Terra, parece ter uma densidade muito menor, sugerindo que poderia conter enormes quantidades de água e materiais leves a ponto de ter sido identificado como um potencial “mundo oceânico”.
Zoteva/Shutterstock
Cada vez mais se descobrem exoplanetas com condições muito diferentes das da Terra; o Kepler-138d é um exemplo que nos leva a pensar em mundos nos quais seria até possível voar
Ilustração da Via Láctea vista de cima, com sua estrutura espiral e quatro braços principais: estudo de “ecos” de raios X indica que braços externos podem se estender a uma distância cerca de 10% maior do que se pensava.
NASA/JPL-Caltech/R. Hurt (SSC/Caltech.
Uma equipe de astrônomos acaba de descobrir que os braços espirais externos da Via Láctea podem se estender mais do que se pensava, cerca de 10% além do que é comumente aceito
Ilustração de uma estrela gigante vermelha engolindo um planeta: Terra deverá ser destruída neste processo, mas planetas gigantes gasosos mais afastados, como Júpiter e Saturno, podem sobreviver e até “migrar” para regiões mais interiores do Sistema Solar.
James Gitlin/STScI AVL
Nova descoberta revela o que pode acontecer com o Sistema Solar depois que o Sol esgotar seu combustível nuclear e “morrer”
Imagem do cometa 3I/ATLAS capturada pelo Telescópio Espacial Hubble em 30 de novembro de 2025: cada um dos três visitantes interestelares que vimos até agora tem se mostrado único.
NASA/ESA/STScI/D. Jewitt (UCLA)/M.-T. Hui (Shanghai Astronomical Observatory)/J. DePasquale (STScI)
Um processo chamado “combustão de fundo quente”, que converte carbono-12 (o isótopo mais comum do elemento) em carbono-13 ajudou os cientistas a determinar a idade do 3I/ATLAS
Imagem composta do centro da Via Láctea, criada com dados dos telescópios espaciais Hubble e Spitzer e de Observatório de Raios X Chandra: faixa de luz serena acima de nós não é um símbolo de permanência, mas a lembrança visível de uma longa história de sobrevivência.
Nasa/JPL-Caltech/Esa via Wikimedia Commons
Arqueólogo galáctico explica como reconstruir o passado da nossa galáxia também ajuda a interpretar os sinais do seu futuro
O Telescópio Lovell no Observatório Jodrell Bank: versão anterior das diretrizes foi adotada em 2010, mas de lá para cá o campo da busca por civilizações extraterrestres explodiu e não estamos mais apenas à escuta de sinais de rádio de algumas estrelas selecionadas.
Anthony Holloway
Entre as diretrizes está a de que astrônomos não devem tentar enviar mensagens para eventuais os ETs antes que haja uma consulta internacional
No contexto da busca por vida fora da Terra, a pergunta “o que é vida?” deixa de ser apenas um problema filosófico e passa também a ter importância para a própria investigação científica: é necessário estabelecer critérios que permitam distinguir um ser vivo de algo não vivo.
Foto: Alan Fitzsimmons / ESO’s La Silla Observatory
A definição de vida é fundamental para o estabelecimento da própria metodologia de pesquisa quando se investiga a origem da vida, ou se há vida fora da Terra
Protagonista do estudo é um exoplaneta de um tipo conhecido como “Júpiter quente” onde ventos supersônicos carregam partículas condensadas do hemisfério noturno para zonas progressivamente mais quentes da atmosfera.
sdecoret/Shutterstock
Pela primeira vez pudemos observar como o clima muda em planetas situados a centenas de anos-luz de distância, revelando fenômenos meteorológicos familiares na Terra
Imagem de uma mancha solar capturada pelo TRACE, um observatório solar da Nasa: monitorar e entender a atividade solar e como ela afeta nosso planeta é cada vez mais fundamental diante dos impactos que ela pode ter na tecnologia moderna de que tanto dependemos.
Wikimedia commons
A missão SMILE, fruto de colaboração entre a Agência Espacial Europeia e a Academia Chinesa de Ciências, explorará pela primeira vez a conexão global entre o Sol e a Terra
A nuvem molecular de Taurus é uma região de formação estelar relativamente próxima, a 450 anos-luz de distância da Terra, e tem sido palco de muitas descobertas de astromoléculas.
European Southern Observatory
As descobertas de moléculas no espaço que sugerem a existência de vida extraterrestre são empolgantes, mas devem ser vistas com cautela
Vida em Marte? Pela “Escala de Confiança da Detecção de Vida” criada pela Nasa, o entusiasmo com as possíveis bioassinaturas detectadas pelo Perseverance em Marte (foto) não é injustificado, e dá base para que os cientistas defendam a manutenção da missão de retorno de amostras, prejudicada pelos recentes cortes no orçamento da agência espacial dos Estados Unidos.
Nasa, via AP
É preciso balancear o entusiasmo na busca com a sobriedade na comunicação de resultados para evitar ciclo de manchetes bombásticas e posteriores refutações que minem credibilidade da astrobiologia
Imagem composta dos meteoros da chuva das Geminídeas, capturados em 2020: este tipo de análise é capaz de revelar populações ocultas de asteroides indetectáveis pelos instrumentos disponíveis atualmente que passam perto da Terra, informação vital para a defesa planetária.
Aleksandar Merlak
Uma chuva de meteoros recém-identificada revela que o calor intenso está fragmentando um asteroide até agora ainda não detectado à medida que ele passa muito perto do Sol
Etapas finais da vida de uma estrela que não explode como supernova, mas implode sob ação da gravidade, formando um buraco negro estelar: se supernovas fracassadas como essa forem comuns, número de buracos negros estelares é muito maior do que o esperado.
NASA, ESA, and P. Jeffries (STScI).