Imagem do telescópio espacial Hubble mostra a abundância de estrelas no aglomerado globular NGC 6544: telescópio Roman tem um campo de visão 100 vezes mais amplo, o que deve permitir a descobertas de dezenas a até centenas milhares de novos mundos além do Sistema Solar.
ESA/Hubble y NASA, W. Lewin, FR Ferraro
O telescópio espacial Nancy Grace Roman vasculhará milhares de mundos para descobrir até que ponto nosso Sistema Solar é excepcional
Imagem composta do centro da Via Láctea, criada com dados dos telescópios espaciais Hubble e Spitzer e de Observatório de Raios X Chandra: faixa de luz serena acima de nós não é um símbolo de permanência, mas a lembrança visível de uma longa história de sobrevivência.
Nasa/JPL-Caltech/Esa via Wikimedia Commons
Arqueólogo galáctico explica como reconstruir o passado da nossa galáxia também ajuda a interpretar os sinais do seu futuro
A nuvem molecular de Taurus é uma região de formação estelar relativamente próxima, a 450 anos-luz de distância da Terra, e tem sido palco de muitas descobertas de astromoléculas.
European Southern Observatory
George Matsas, Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Com o advento da Relatividade, percebemos que espaço e tempo estão ligados em um uno chamado de espaço-tempo, e com isso podemos abrir mão das réguas e medir distâncias apenas com relógios
Etapas finais da vida de uma estrela que não explode como supernova, mas implode sob ação da gravidade, formando um buraco negro estelar: se supernovas fracassadas como essa forem comuns, número de buracos negros estelares é muito maior do que o esperado.
NASA, ESA, and P. Jeffries (STScI).
Na galáxia de Andrômeda, uma estrela 13 vezes mais maciça que o Sol desapareceu sem deixar vestígios de seu brilho
Atualização do observatório Super-Kamiokande, no Japão, vai permitir a detecção de neutrinos lançados pela explosão de todas as supernovas ao longo dos últimos 10 bilhões de anos da história do Universo.
Pexels
Neutrinos cósmicos, “partículas fantasmas” de antigas explosões estelares, podem ser detectados pela primeira vez este ano.
Elementos como ouro e platina são formados em alguns dos eventos mais poderosos do Universo, como a fusão de estrelas de nêutrons maciças: cientistas identificaram um desses eventos em estrutura remanescente de uma colisão de galáxias nos confins do Universo.
ESO/L. Calçada/M. Kornmesser
Ouro e platina, entre outros elementos, são criados quando duas estrelas maciças colidem
Ilustração da colisão de dois buracos negros e das ondas gravitacionais associadas à sua fusão: resultados são compatíveis com o “teorema da área do buraco negro”, ideia proposta Hawking em 1971 que afirma que a área total dos buracos negros não pode diminuir.
LIGO/Caltech/Maggie Chiang para a Fundação Simons.
A detecção da onda gravitacional GW250114, resultado da fusão de dois buracos negros a 1,3 bilhão de anos-luz de distância, é um novo marco na observação do Universo.
O Universo não é apenas um lugar onde as galáxias existem: ele é um palco dinâmico, onde o ambiente transforma essas gigantes ao longo do tempo. Uma galáxia isolada num campo — região de baixa densidade de matéria — tem uma evolução mais lenta. Já uma que existe em um grupo, mais denso que o campo, tende a perder gás e reduzir ou cessar a formação de estrelas, até mudar de forma. Ficando cada vez mais parecida com as galáxias mais velhas que compõem os aglomerados, onde a densidade é muito maior.
Imagem: CTIO/NOIRLab/DOE/NSF/AURA
Em regiões mais vazias, predominam galáxias azuis, ricas em gás e com intensa formação estelar. Nas regiões mais densas do Universo, são mais comuns as galáxias vermelhas, mais velhas e com pouca ou nenhuma formação de novas estrelas
Stephen Hawking também estava certo: avanços na qualidade das observações permitiu verificar validade de previsão do cientista britânico sobre a natureza e evolução dos buracos negros.
Carl Knox, OzGrav, Swinburne University of Technology
Primeiro, as ondas gravitacionais provaram que Einstein estava certo sobre a estrutura do Universo. Agora, elas também confirmaram que Stephen Hawking acertou sobre o sobre os buracos negros
A luz, seja de uma estrela ou de sua lanterna, viaja a cerca de 300.000 quilômetros por segundo no vácuo, velocidade em que experimenta efeitos relativísticos como a dilatação temporal e a compressão do espaço.
Artur Debat/Moment via Getty Images
A velocidade da luz é a mais rápida que qualquer coisa pode viajar. O que acontece com um fóton de uma galáxia a 25 milhões de anos-luz de distância em sua jornada em direção à Terra?
O Universo está repleto de estrelas, galáxias e planetas e está se expandindo todo dia, mas
esta expansão não é dentro de alguma coisa; o Universo se expande em si mesmo.
NASA/JPL-Caltech/University of Wisconsin via AP
O universo está em constante expansão, mas não existe algo no qual ele esteja se expandindo dentro
Ilustração mostra a Parker Solar Probe se aproximando do Sol: medições da sonda da Nasa e outra da Agência Espacial Europeia (ESA) permitiram aos cientistas identificar de onde pode estar vindo a energia que acelera e aquece o vento solar depois que ele sai do Sol.
Steve Gribben/Johns Hopkins APL/NASA via AP
Há anos os cientistas se perguntam qual é a fonte de energia que permite que o vento solar - uma emissão de partículas carregadas do Sol - passe pela Terra a centenas de quilômetros por segundo
Emissões de períodos longos e polarizadas que variam entre três estados, ou “modos”, não se encaixam em nenhuma das teorias atuais sobre as fontes cosmológicas destes sinais.
Shutterstock
A fonte de ondas de rádio que oscila lentamente e muda com o tempo pode ser uma estrela de nêutrons ou uma anã branca, mas seu comportamento não se encaixa em nenhuma de nossas teorias atuais
Ilustração de uma explosão de raios gama, com jatos de material e radiação sendo ejetados pelo colapso de uma estrela maciça: estudo indica que fenômenos não podem ser responsáveis pela síntese de átomos pesados que vemos no Universo.
Nasa/Swift/Cruz deWilde
A análise de duas grandes explosões cósmicas aprofunda o mistério da origem dos elementos “pesados” do Universo
O aglomerado de galáxias Abell 370: na imagem, um mapa da matéria escura (em azul) que se acumula no centro do aglomerado.
NASA, ESA, D. Harvey (École Polytechnique Fédérale de Lausanne, Suiza), R. Massey (Universidade de Durham, Reino Unido), e equipe Hubble SM4 ERO e ST-ECF
Para entender como é o Universo, é essencial distinguir entre matéria escura, energia escura e expansão
O superbólido de 19 de maio, designado SPMN180524F, visto de Estepa, Sevilha: estudos indicam que rocha era um pedaço de um cometa que se desintegrou ao se aproximar do Sol e tinha uma órbita muito excêntrica.
Antonio J. Robles/Red SPMN
O estudo científico do superbólido de 19 de maio mostra que tanto seu tamanho quanto sua órbita eram incomuns, e que se tratava de um pedaço de rocha resultante do colapso de um cometa
Simulação da vista da Terra da futura fusão da Via Láctea com a galáxia de Andrômeda: sem matéria escura, este processo seria muito mais lento, mas ainda assim aconteceria.
NASA, ESA, Z. Levay and R. van der Marel (STScI), T. Hallas, and A. Mellinger
Se não houvesse mais matéria escura no Universo, a Via Láctea perderia estrelas e sua futura fusão com a galáxia de Andrômeda seria mais lenta, mas isso provavelmente não afetaria o Sistema Solar
Ilustração do exoplaneta WASP-69b orbitando bem de perto sua estrela: perda de atmosfera dá pistas sobre por que os planetas extrassolares já encontrados tendem a ter tamanhos específicos - super-Terras ou sub-Netunos - e uma lacuna entre eles.
W. M. Keck Observatory/Adam Makarenko
Dakotah Tyler, University of California, Los Angeles
Estudos sobre um exoplaneta que está perdendo rapidamente sua atmosfera sugere aos cientistas por que os exoplanetas encontrados tendem a ter determinados tamanhos
Ilustração de um buraco negro supermaciço: observatório de ondas gravitacionais no espaço pode ajudar a identificar nova e ainda desconhecida propriedade comum destes misteriosos objetos além de sua massa, carga e rotação, que os cientistas apelidaram de “cabelo”
NASA/JPL