A maior parte dos detritos espaciais de origem humana que caem de volta à Terra queima na atmosfera; a Lua, no entanto, não tem uma atmosfera, e assim qualquer detrito espacial — seja natural ou de origem humana — em rota de colisão atingirá sua superfície.
Nasa
À medida que mais e mais missões se dirigem à Lua, um número crescente de peças dos foguetes usados nelas acabará em trajetórias de colisão potencial com ela
O foguete New Glenn, da Blue Origin, explode na plataforma de lançamento em Cabo Canaveral durante teste em 28 de maio de 2026: metano é mais fácil e barato de usar que o usual hidrogênio líquido, mas ainda assim pode causar acidentes.
@JConcilus via AP
Um físico-químico destaca as promessas e os riscos associados ao metano como combustível e explica por que a SpaceX e a Blue Origin o utilizam em seus foguetes superpesados.
O Telescópio Lovell no Observatório Jodrell Bank: versão anterior das diretrizes foi adotada em 2010, mas de lá para cá o campo da busca por civilizações extraterrestres explodiu e não estamos mais apenas à escuta de sinais de rádio de algumas estrelas selecionadas.
Anthony Holloway
Entre as diretrizes está a de que astrônomos não devem tentar enviar mensagens para eventuais os ETs antes que haja uma consulta internacional
Missões futuras poderão coletar amostras de ambientes que possam abrigar vida, como Encélado, uma das a luas de Saturno: orientação espacial de moléculas e diversidade entre formas simples e complexas estão entre as possíveis pistas mais fáceis de obter.
Jason Major, Cassini spacecraft/Flickr
Missões futuras talvez consigam coletar apenas uma pequena amostra danificada, mas uma ferramenta de análise simples poderia ajudar a determinar se o seu conteúdo sugere a presença de vida
Imagem de uma mancha solar capturada pelo TRACE, um observatório solar da Nasa: monitorar e entender a atividade solar e como ela afeta nosso planeta é cada vez mais fundamental diante dos impactos que ela pode ter na tecnologia moderna de que tanto dependemos.
Wikimedia commons
A missão SMILE, fruto de colaboração entre a Agência Espacial Europeia e a Academia Chinesa de Ciências, explorará pela primeira vez a conexão global entre o Sol e a Terra
Nem todos os detritos espaciais estão se desintegrando na atmosfera antes de chegarem à Terra, e com o forte aumento no número de lançamentos nos últimos anos e previstos para os próximos, perigo fica cada vez maior.
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Matthew Ray, University of Wisconsin-Stout Polytechnic and Reese Hufnagel, University of Wisconsin-Stout Polytechnic
Alguns engenheiros estão priorizando o “design para a destruição” e projetando satélites que tenham maior probabilidade de se desintegrar completamente na atmosfera ao final de sua vida útil
Estamos fazendo com o nosso sistema de suporte de vida planetário o que nenhum astronauta faz com o dele: em uma nave, a sabotagem é impensável e socialmente intolerável, e seus colegas de tripulação e controle de missão interviriam imediatamente.
ixpert/Shutterstock
A ciência climática é o antídoto contra os mitos: há muito tempo os cientistas observam que o cérebro humano tem dificuldade em lidar com ameaças psicologicamente distantes
Na atual geopolítica internacional, além do mar e do ar, a potência dominante no mundo deve ter poder militar suficiente para garantir presença e limitar o acesso de terceiros também ao espaço. Com a possibilidade de exploração de recursos minerais na Lua ou em outros planetas do Sistema Solar, a possibilidade de militarização do espaço volta a ser discutida.
Nasa, via AP
Retomada do esforço de pousar na Lua acontece em um cenário de crescente competição entre as principais potências globais pela primazia da exploração espacial
O astronauta Jeremy Hansen tira uma foto através de uma janela da nave Órion: impacto das imagens não vem apenas por serem históricas, mas porque refletem as escolhas deliberadas e a intenção de um ser humano naquele momento e contexto específicos.
NASA
Um especialista em fotografia explica como um fotógrafo toma decisões artísticas que um algoritmo de IA ou um robô não consegue reproduzir
A tripulação da missão Artemis II: exploração sustentável da Lua e do espaço profundo é menos uma questão de engenharia e mais uma de alinhamento de incentivos políticos, econômicos, sociais e científicos.
Nasa
A exploração sustentável da Lua continua sendo um desafio para as democracias modernas
Robert Goddard, considerado o “pai” dos foguetes modernos, ao lado de um foguete em 1935: panorama da exploração espacial nos EUA mudou muito ao longo do último século.
Esther Goddard/Hulton Archive/Getty Images
Da Segunda Guerra Mundial à era Apollo, chegando ao programa dos ônibus espaciais e os atuais foguetes desenvolvidos pelo setor privado, panorama da exploração espacial nos EUA mudou radicalmente
Elementos como ouro e platina são formados em alguns dos eventos mais poderosos do Universo, como a fusão de estrelas de nêutrons maciças: cientistas identificaram um desses eventos em estrutura remanescente de uma colisão de galáxias nos confins do Universo.
ESO/L. Calçada/M. Kornmesser
Ouro e platina, entre outros elementos, são criados quando duas estrelas maciças colidem
Visão de um astrônomo de uma estrela obscurecida por traços deixados pelos satélites da Starlink: projetos que preveem o lançamento de milhões de satélites não são avaliados pelos seus impactos científicos, culturais e ambientais.
Rafael Schmall/Wikimedia Commons
Os impactos culturais, espirituais e, principalmente, ambientais não são levados em consideração nos projetos de lançamento de milhares de satélites.
Cancelamento da Gateway também levantaria questões mais profundas sobre o futuro do compromisso dos EUA com a cooperação internacional dentro do programa Artemis e seu papel na liderança da exploração do espaço profundo.
Nasa
A Gateway é uma estação planejada para ficar na órbita da Lua, mas será que ele sobreviverá à atual reformulação do programa Artemis, da Nasa?
Base Espacial Pituffik, anteriormente Base Aérea de Thule, no norte da Groenlândia: locais de alta latitude como a ilha no Ártico são ideais para lançar cargas em órbitas polares e heliossíncronas e para monitorar o que acontece na órbita da Terra.
Thomas Traasdahl/Ritzau Scanpix/AFP via Getty Images
A Groenlândia é fundamental para as estratégias de domínio orbital da Força Espacial dos EUA em um contexto que as leis e tratados destinados a manter a paz no espaço estão desatualizados.
Genoma reconstruído de Luca, o último ancestral comum de toda vida na Terra, indica que ele viveu apenas 290 milhões de anos após o impacto que formou a Lua, o que pode ter sido um período muito curto para que ele e todos seus contemporâneos tenham evoluído em nosso planeta.
Nasa / JPL-Caltech
Marte pode ter sido hospitaleiro para a vida no início de sua história, o organismos que lá surgiram podem ter viajado em meteoritos para nosso planeta
O Tesla Roadster de Elon Musk, com a Terra ao fundo: no caso mais conhecido de objetos estranhos enviados ao espaço, bilionário lançou seu carro esportivo em 2018, com um manequim e a música Space Oddity, de David Bowie, tocando no rádio. Hoje, ele está a cerca de 248 milhões de km da Terra.
wikipedia
De templos budistas e cinzas de pessoas e animais a carros, os seres humanos estão enchendo o espaço com objetos de todos os tipos.
Descoberto em julho de 2025, o cometa de órbita e características incomuns que causou furor na mídia sensacionalista em uma de suas mais recentes imagens, registrada pelo telescópio Hubble no dia 30 de novembro de 2025.
Imagem: Divulgação/Nasa
Descoberto por um telescópio no Chile em julho de 2025, o cometa de órbita e características incomum causou furor na mídia sensacionalista
O avião espacial militar americano X-37B: missão prevista para partir no próximo dia 21 de agosto levará a bordo um sensor inercial quântico, que pode permitir monitorar o posicionamento da nave com alta precisão sem a necessidade de referências externas.
VELOZ ALEXANDER
O sensor experimental promete revolucionar a navegação, podendo funcionar independente de quaisquer sinais externos com alta precisão.
Na versão artística gerada por IA, uma possível visão do que seria uma pequena usina nuclear na superfície da lua. Embora possa parecer uma corrida repentina, isso não é exatamente uma novidade. A NASA e o Departamento de Energia dos EUA passaram anos desenvolvendo discretamente pequenos sistemas de energia nuclearpara abastecer bases lunares, operações de mineração e habitats de longo prazo.
Reatores nucleares no espaço podem parecer algo saído da ficção científica, mas serão importantes para fornecer energia a missões espaciais de longa duração