O infinito da matemática é mais um conceito do que um número ou uma distância, e embora ele possa não existir na realidade, seu estudo é essencial para compreender o Universo que nos rodeia.
Billion Photos/Shutterstock
O infinito, na matemática, não é um número, é um conceito, e embora possa não existir na realidade, seu estudo é essencial para compreender o Universo que nos rodeia
Imagem do telescópio espacial Hubble mostra a abundância de estrelas no aglomerado globular NGC 6544: telescópio Roman tem um campo de visão 100 vezes mais amplo, o que deve permitir a descobertas de dezenas a até centenas milhares de novos mundos além do Sistema Solar.
ESA/Hubble y NASA, W. Lewin, FR Ferraro
O telescópio espacial Nancy Grace Roman vasculhará milhares de mundos para descobrir até que ponto nosso Sistema Solar é excepcional
Ilustração de um dos “pequenos pontos vermelhos” no Universo primitivo, mostrando uma fonte central brilhante e compacta inserida em uma galáxia hospedeira pouco luminosa: objetos podem ser as evidências dos primeiros buracos negros supermaciços de nosso Universo.
Ruiyuan Guo & Xuheng Ding
Andrew Battisti, The University of Western Australia; Australian National University
Acontece que esses pequenos pontos vermelhos podem, na verdade, ser indícios da existência de alguns dos primeiros buracos negros supermaciços de nosso Universo
Ilustração mostra uma etapa da fusão prevista entre nossa galáxia, a Via Láctea, e a vizinha galáxia de Andrômeda, conforme ela se desenrolará ao longo dos próximos bilhões de anos.
NASA; ESA; Z. Levay and R. van der Marel, STScI; T. Hallas; and A. Mellinger
A Via Láctea contém um registro fóssil das galáxias que absorveu ao longo dos bilhões de anos de sua formação e crescimento
Com seu amplo campo de visão e precisão, o observatório Nancy Grace Roman poderá ajudar a responder questões relacionadas à natureza da matéria e energia escuras, além de descobrir novos exoplanetas que não podem ser detectados pelos métodos em uso atualmente.
Nasa
O telescópio Nancy Grace Roman vai investigar a natureza da matéria e da energia escura e descobrir exoplanetas que não podem ser detectados pelos métodos atuais
Os engenheiros estão desmontando 1,2 quilômetros do Grande Colisor de Hádrons para instalar o novo equipamento que vai transformar o LHC em um instrumento de “alta luminosidade”, multiplicando a quantidade de colisões que pode produzir e rastrear.
Joao Batista Lopes / Cern
Grandes obras de modernização podem permitir que o LHC descubra indícios de uma tão esperada “nova física”
Física quântica ajuda a explicar como a inflação cósmica, fase que o Universo passou por uma expansão exponencial extremamente rápida, ampliou flutuações que as tirou do mundo do microscópico e transformou em variações de densidade em grande escala que vemos hoje como galáxias e outras estruturas.
Retoka/Telos
Ruth Lazkoz, Universidad del País Vasco / Euskal Herriko Unibertsitatea
Antes do Big Bang quente, o Universo passou por uma fase de expansão rápida chamada inflação, que a física quântica pode explicar
Imagem composta do centro da Via Láctea, criada com dados dos telescópios espaciais Hubble e Spitzer e de Observatório de Raios X Chandra: faixa de luz serena acima de nós não é um símbolo de permanência, mas a lembrança visível de uma longa história de sobrevivência.
Nasa/JPL-Caltech/Esa via Wikimedia Commons
Arqueólogo galáctico explica como reconstruir o passado da nossa galáxia também ajuda a interpretar os sinais do seu futuro
No contexto da busca por vida fora da Terra, a pergunta “o que é vida?” deixa de ser apenas um problema filosófico e passa também a ter importância para a própria investigação científica: é necessário estabelecer critérios que permitam distinguir um ser vivo de algo não vivo.
Foto: Alan Fitzsimmons / ESO’s La Silla Observatory
A definição de vida é fundamental para o estabelecimento da própria metodologia de pesquisa quando se investiga a origem da vida, ou se há vida fora da Terra
Simulação da “teia cósmica”, a vasta rede de fios e filamentos de matéria que se estende por todo o Universo: a densidade da matéria escura é representada pelas cores azul-púrpura (à esquerda), enquanto a densidade do gás é representada pelas cores laranja-vermelho (à direita).
ESA
Embora seja difícil encontrar evidências diretas da existência de múltiplos universos, as evidências indiretas levantam possibilidades intrigantes
Atualização do observatório Super-Kamiokande, no Japão, vai permitir a detecção de neutrinos lançados pela explosão de todas as supernovas ao longo dos últimos 10 bilhões de anos da história do Universo.
Pexels
Neutrinos cósmicos, “partículas fantasmas” de antigas explosões estelares, podem ser detectados pela primeira vez este ano.
A enorme câmera acoplada no telescópio do Observatório Ver C. Rubin vai produzir algo como um “time-lapse” do Universo, permitindo a identificação de objetos transientes que vão de asteroides nas proximidades da Terra a supernovas nos confins do Cosmos.
RubinObs/NSF/DOE/NOIRLab/SLAC/AURA/T. Lange
A câmera do Observatório Vera C. Rubin pode alcançar os confins do Cosmos, mas também vai observar objetos bem próximos de nós.
A informação, antes tratada como uma ferramenta abstrata usada para rastrear estados ou probabilidades, tem sido cada vez mais reconhecida como uma quantidade física por si só, assim como a matéria ou a radiação, e isso muda totalmente nossa compreensão do Universo.
Pack-Shot/Shutterstock
Até recentemente os físicos em geral acreditavam que o tempo era uma característica básica do Universo, mas ele pode simplesmente emergir da informação cósmica.
Enigma que Einstein e Rosen abordaram no início do século 20 nunca foi sobre viagens espaciais, mas sobre como campos quânticos se comportam no espaço-tempo curvo, com o tempo podendo se mover em dois sentidos.
remotevfx.com/Shutterstock
A ficção científica imagina os buracos de minhoca como atalhos através do espaço-tempo. Mas a ideia original sugere que eles podem ser algo muito mais estranho
O Universo não é apenas um lugar onde as galáxias existem: ele é um palco dinâmico, onde o ambiente transforma essas gigantes ao longo do tempo. Uma galáxia isolada num campo — região de baixa densidade de matéria — tem uma evolução mais lenta. Já uma que existe em um grupo, mais denso que o campo, tende a perder gás e reduzir ou cessar a formação de estrelas, até mudar de forma. Ficando cada vez mais parecida com as galáxias mais velhas que compõem os aglomerados, onde a densidade é muito maior.
Imagem: CTIO/NOIRLab/DOE/NSF/AURA
Em regiões mais vazias, predominam galáxias azuis, ricas em gás e com intensa formação estelar. Nas regiões mais densas do Universo, são mais comuns as galáxias vermelhas, mais velhas e com pouca ou nenhuma formação de novas estrelas
Desde o início do século XX temos duas teorias com as quais os físicos são capazes de explicar o funcionamento do Universo, tanto em grande escala (Relatividade Geral) quanto na escala atômica (Mecânica Quântica), mas ambas são incompatíveis entre si.
agsandrew/Shutterstock
Uma nova teoria unindo a Relatividade e a Mecânica Quântica é o Santo Graal da Física, e talvez estejamos mais perto de encontrar esta “Teoria de Tudo”.
Stephen Hawking também estava certo: avanços na qualidade das observações permitiu verificar validade de previsão do cientista britânico sobre a natureza e evolução dos buracos negros.
Carl Knox, OzGrav, Swinburne University of Technology
Primeiro, as ondas gravitacionais provaram que Einstein estava certo sobre a estrutura do Universo. Agora, elas também confirmaram que Stephen Hawking acertou sobre o sobre os buracos negros
As oscilações acústicas de bárions representam o “som” do Big Bang e sua análise indica que a existência de uma região de menor densidade de matéria em nosso Universo local pode explicar as medições contraditórias que temos sobre a velocidade de expansão do Universo.
Gabriela Secara, Perimeter Institute
A existência de um “vazio” no Universo local poderia resolver as contradições nas medições sobre a velocidade de expansão do Universo.
As nebulosas Trífida (em cima) e Laguna são nuvens de gás e poeira a milhares de anos-luz de distância da Terra e berçários de estrelas na Via Láctea: primeiras imagens do telescópio reveladas recentemente são uma amostra do potencial de descobertas que ele vai proporcionar.
NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory
O novo observatório pode capturar imagens de alta resolução de objetos distantes em uma grande área do céu e vai produzir um “filme” de como o Universo evoluiu