Atualização do observatório Super-Kamiokande, no Japão, vai permitir a detecção de neutrinos lançados pela explosão de todas as supernovas ao longo dos últimos 10 bilhões de anos da história do Universo.
Pexels
Neutrinos cósmicos, “partículas fantasmas” de antigas explosões estelares, podem ser detectados pela primeira vez este ano.
Elementos como ouro e platina são formados em alguns dos eventos mais poderosos do Universo, como a fusão de estrelas de nêutrons maciças: cientistas identificaram um desses eventos em estrutura remanescente de uma colisão de galáxias nos confins do Universo.
ESO/L. Calçada/M. Kornmesser
Ouro e platina, entre outros elementos, são criados quando duas estrelas maciças colidem
A enorme câmera acoplada no telescópio do Observatório Ver C. Rubin vai produzir algo como um “time-lapse” do Universo, permitindo a identificação de objetos transientes que vão de asteroides nas proximidades da Terra a supernovas nos confins do Cosmos.
RubinObs/NSF/DOE/NOIRLab/SLAC/AURA/T. Lange
A câmera do Observatório Vera C. Rubin pode alcançar os confins do Cosmos, mas também vai observar objetos bem próximos de nós.
Visão de um astrônomo de uma estrela obscurecida por traços deixados pelos satélites da Starlink: projetos que preveem o lançamento de milhões de satélites não são avaliados pelos seus impactos científicos, culturais e ambientais.
Rafael Schmall/Wikimedia Commons
Os impactos culturais, espirituais e, principalmente, ambientais não são levados em consideração nos projetos de lançamento de milhares de satélites.
Novo equipamento recém-lançado para a órbita da Terra vai complementar observações do Telescópio Espacial James Webb ao permitir analisar interferência de variações no brilho e comportamento das estrelas hospedeiras nas medições sobre exoplanetas.
European Space Agency
As descobertas do Pandora complementarão os dados do Telescópio Espacial James Webb, proporcionando aos astrônomos mais informações sobre estrelas e planetas fora do nosso Sistema Solar.
Alguns exoplanetas, como o mostrado nesta ilustração, podem ter atmosferas que os tornam potencialmente adequados para a vida mesmo que estejam fora da chamada “zona habitável” de suas estrelas
NASA/JPL-Caltech via AP
A busca por vida em outros planetas requer mais do que medir as distâncias em relação às suas estrelas. Um futuro telescópio da Nasa pode ajudar na busca por mundos potencialmente habitáveis.
Ilustração da colisão de dois buracos negros e das ondas gravitacionais associadas à sua fusão: resultados são compatíveis com o “teorema da área do buraco negro”, ideia proposta Hawking em 1971 que afirma que a área total dos buracos negros não pode diminuir.
LIGO/Caltech/Maggie Chiang para a Fundação Simons.
A detecção da onda gravitacional GW250114, resultado da fusão de dois buracos negros a 1,3 bilhão de anos-luz de distância, é um novo marco na observação do Universo.
Carl Sagan junto de uma imagem da sonda espacial Voyager, missão da Nasa que ajudou a concretizar: por meio de uma linguagem poética e emotiva, ao longo dos 13 episódios da série ele deslocou a transcendência e espiritualidade características das religiões para o empreendimento científico.
AP
Apresentada pelo astrônomo Carl Sagan, a obra manifesta uma visão poética e espiritualista da ciência e influenciou gerações de cientistas de várias áreas
O Universo não é apenas um lugar onde as galáxias existem: ele é um palco dinâmico, onde o ambiente transforma essas gigantes ao longo do tempo. Uma galáxia isolada num campo — região de baixa densidade de matéria — tem uma evolução mais lenta. Já uma que existe em um grupo, mais denso que o campo, tende a perder gás e reduzir ou cessar a formação de estrelas, até mudar de forma. Ficando cada vez mais parecida com as galáxias mais velhas que compõem os aglomerados, onde a densidade é muito maior.
Imagem: CTIO/NOIRLab/DOE/NSF/AURA
Em regiões mais vazias, predominam galáxias azuis, ricas em gás e com intensa formação estelar. Nas regiões mais densas do Universo, são mais comuns as galáxias vermelhas, mais velhas e com pouca ou nenhuma formação de novas estrelas
A rotação da Terra faz com que as estrelas pareçam estar se movendo: à medida que gira em torno de seu eixo, ela também viaja ao redor do Sol, a velocidades de passam de 1.600 km/h no primeiro caso e 100.000 km/h no segundo.
Qu Yubao/Xinhua News Agency via Getty Images
Você imaginaria que a Terra gira a 1.600 km/h em torno de seu eixo e, ao mesmo tempo, viaja pelo espaço em sua órbita ao redor do Sol a 108.000 km/h? Veja por que você não sente todo esse movimento.
Descoberto em julho de 2025, o cometa de órbita e características incomuns que causou furor na mídia sensacionalista em uma de suas mais recentes imagens, registrada pelo telescópio Hubble no dia 30 de novembro de 2025.
Imagem: Divulgação/Nasa
Descoberto por um telescópio no Chile em julho de 2025, o cometa de órbita e características incomum causou furor na mídia sensacionalista
Estrelas anãs brancas, como esta envolta por uma nebulosa planetária, são os remanescentes muito menores de estrelas como o nosso Sol, mas ainda assim podem aquecer planetas que sobrevivam na sua órbita.
NASA/R. Ciardullo (PSU)/H. Bond (STScI)
Será que estrelas minúsculas, com uma fração do tamanho do Sol, têm planetas habitáveis nas suas órbitas? Um novo estudo afirma que isso é possível.
Ceres visto com cores aprimoradas com base em imagens da sonda Dawn: dados da missão da Nasa mostram que planeta anão abrigou um oceano sob sua superfície com condições favoráveis à vida semelhantes às encontradas em fontes hidrotermais na Terra
NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
O planeta anão Ceres já abrigou um oceano com condições semelhantes às que encontramos em fontes termais na Terra.
No processo de formação de estrelas e seus sistemas planetários, material em disco gira e vai se acumulando até virar os planetas, que se movem cada vez mais rápido quanto mais próximos da estrela, como uma patinadora que encolhe os braços.
Nazarii_Neshcherenskyi/Shutterstock
Itziar Garate Lopez, Universidad del País Vasco / Euskal Herriko Unibertsitatea
Se não se movessem, os planetas seriam engolidos pelo Sol. Mas eles precisam se mover a uma velocidade muito específica para não sair “voando” do Sistema Solar também
Ilustração de Quíron com sua coma característica de um cometa: objeto descoberto há quase 50 anos entrou em período em que parece estar “andando para trás” no céu.
William Gonzalez Sierra / UCF
Se você é como a maioria das pessoas, nunca ouviu falar de Quíron, um híbrido de asteroides e cometa com anéis que ronda os confins do Sistema Solar.
A fusão de buracos negros gera ondas gravitacionais que os astrônomos podem rastrear, e análise de eventos do tipo indicam a existência de objetos que se encaixam em uma lacuna de massa entre os buracos negros gigantescos do centro de galáxias e o relativamente pequenos gerados pelo colapso de estrelas.
SXS
Grandes demais para terem se originado de uma estrela moribunda e pequenos demais para habitar o centro de uma galáxia, esses buracos negros são um enigma que os cientistas estão investigando com as ondas gravitacionais.
Trajetórias inesperadas de objetos descobertos além da órbita de Netuno são apontadas como indícios da possível existência de um planeta maciço ainda não detectado nos confins do Sistema Solar, mas outras observações contradizem esta hipótese.
Vadim Petrakov
O debate sobre a existência de um “Planeta X” ou “planeta 9” ainda não descoberto já dura mais de 100 anos.
As oscilações acústicas de bárions representam o “som” do Big Bang e sua análise indica que a existência de uma região de menor densidade de matéria em nosso Universo local pode explicar as medições contraditórias que temos sobre a velocidade de expansão do Universo.
Gabriela Secara, Perimeter Institute
A existência de um “vazio” no Universo local poderia resolver as contradições nas medições sobre a velocidade de expansão do Universo.
Esta imagem da Galáxia do Escultor está fornecendo aos astrônomos informações detalhadas sobre uma variedade de estrelas, nebulosas e regiões de intensa formação de novas estrelas
European Southern Observatory
Pesquisadores juntaram centenas de imagens do Very Large Telescope para formar um retrato impressionante de uma galáxia próxima à Via Láctea
Espectrômetros altamente sofisticados usam componentes eletrônicos que permitem detectar variações sutis nos espectros da luz e, com isso, permitem a identificação de todos os elementos presentes no Sol, mesmo estando a cerca de 150 milhões de quilômetros de distância.
Imagem: Envato Photos
Saber do que o Sol é feito é resultado de séculos de observações cuidadosas, perguntas bem formuladas, desenvolvimento de instrumentos cada vez mais precisos e verificações cuidadosas para revelar o que está muito além do nosso alcance físico