A Dra. Nancy Grace Roman no Centro de Vôos Espaciais Goddard da Nasa por volta de 1972: ela enfrentou a discriminação e foi uma das principais defensoras do investimento no Telescópio Espacial Hubble, sendo uma das principais arquitetas da era dos observatórios espaciais na Astronomia.
Nasa/Esa
A cientista enfrentou a discriminação em um campo dominado por homens e foi uma das arquitetas da era dos observatórios espaciais na Astronomia
Com seu amplo campo de visão e precisão, o observatório Nancy Grace Roman poderá ajudar a responder questões relacionadas à natureza da matéria e energia escuras, além de descobrir novos exoplanetas que não podem ser detectados pelos métodos em uso atualmente.
Nasa
O telescópio Nancy Grace Roman vai investigar a natureza da matéria e da energia escura e descobrir exoplanetas que não podem ser detectados pelos métodos atuais
Missões futuras poderão coletar amostras de ambientes que possam abrigar vida, como Encélado, uma das a luas de Saturno: orientação espacial de moléculas e diversidade entre formas simples e complexas estão entre as possíveis pistas mais fáceis de obter.
Jason Major, Cassini spacecraft/Flickr
Missões futuras talvez consigam coletar apenas uma pequena amostra danificada, mas uma ferramenta de análise simples poderia ajudar a determinar se o seu conteúdo sugere a presença de vida
Ilustração de uma missão a Marte que utiliza propulsão nuclear: tempos de viagem podem ser reduzidos de mais de seis meses para três ou quatro, além de ampliar janelas de lançamento que dependem das posições relativas da Terra e do planeta vermelho.
Nasa
Tecnologia poderia facilitar o envio tanto de pessoas quanto de cargas ao planeta vermelho.
Na atual geopolítica internacional, além do mar e do ar, a potência dominante no mundo deve ter poder militar suficiente para garantir presença e limitar o acesso de terceiros também ao espaço. Com a possibilidade de exploração de recursos minerais na Lua ou em outros planetas do Sistema Solar, a possibilidade de militarização do espaço volta a ser discutida.
Nasa, via AP
Retomada do esforço de pousar na Lua acontece em um cenário de crescente competição entre as principais potências globais pela primazia da exploração espacial
Vida em Marte? Pela “Escala de Confiança da Detecção de Vida” criada pela Nasa, o entusiasmo com as possíveis bioassinaturas detectadas pelo Perseverance em Marte (foto) não é injustificado, e dá base para que os cientistas defendam a manutenção da missão de retorno de amostras, prejudicada pelos recentes cortes no orçamento da agência espacial dos Estados Unidos.
Nasa, via AP
É preciso balancear o entusiasmo na busca com a sobriedade na comunicação de resultados para evitar ciclo de manchetes bombásticas e posteriores refutações que minem credibilidade da astrobiologia
Imagem composta dos meteoros da chuva das Geminídeas, capturados em 2020: este tipo de análise é capaz de revelar populações ocultas de asteroides indetectáveis pelos instrumentos disponíveis atualmente que passam perto da Terra, informação vital para a defesa planetária.
Aleksandar Merlak
Uma chuva de meteoros recém-identificada revela que o calor intenso está fragmentando um asteroide até agora ainda não detectado à medida que ele passa muito perto do Sol
A tripulação da missão Artemis II: exploração sustentável da Lua e do espaço profundo é menos uma questão de engenharia e mais uma de alinhamento de incentivos políticos, econômicos, sociais e científicos.
Nasa
A exploração sustentável da Lua continua sendo um desafio para as democracias modernas
Robert Goddard, considerado o “pai” dos foguetes modernos, ao lado de um foguete em 1935: panorama da exploração espacial nos EUA mudou muito ao longo do último século.
Esther Goddard/Hulton Archive/Getty Images
Da Segunda Guerra Mundial à era Apollo, chegando ao programa dos ônibus espaciais e os atuais foguetes desenvolvidos pelo setor privado, panorama da exploração espacial nos EUA mudou radicalmente
Cancelamento da Gateway também levantaria questões mais profundas sobre o futuro do compromisso dos EUA com a cooperação internacional dentro do programa Artemis e seu papel na liderança da exploração do espaço profundo.
Nasa
A Gateway é uma estação planejada para ficar na órbita da Lua, mas será que ele sobreviverá à atual reformulação do programa Artemis, da Nasa?
Novo equipamento recém-lançado para a órbita da Terra vai complementar observações do Telescópio Espacial James Webb ao permitir analisar interferência de variações no brilho e comportamento das estrelas hospedeiras nas medições sobre exoplanetas.
European Space Agency
As descobertas do Pandora complementarão os dados do Telescópio Espacial James Webb, proporcionando aos astrônomos mais informações sobre estrelas e planetas fora do nosso Sistema Solar.
Alguns exoplanetas, como o mostrado nesta ilustração, podem ter atmosferas que os tornam potencialmente adequados para a vida mesmo que estejam fora da chamada “zona habitável” de suas estrelas
NASA/JPL-Caltech via AP
A busca por vida em outros planetas requer mais do que medir as distâncias em relação às suas estrelas. Um futuro telescópio da Nasa pode ajudar na busca por mundos potencialmente habitáveis.
A missão espacial Shenzhou-20 partiu em abril de 2025: a maneira como a China tem construído sua presença no espaço de forma consistente nas últimas décadas destaca sua proeza tecnológica.
ANDRES MARTINEZ CASARES / EPA Images
A China vem se preparando para essa missão de forma consistente há mais de 20 anos.
A ISS será retirada de órbita em 2030 com uma queda controlada sobre um lugar remoto no Oceano Pacífico: ao longo de quase 25 anos de ocupação contínua, ela foi palco de importantes realizações científicas.
NASA via AP
A Estação Espacial Internacional tem recebido astronautas e viajantes espaciais continuamente há 25 anos.
As sondas Viking foram as primeiras a pousar com sucesso na superfície de Marte e levavam a bordo três experimentos desenhados especificamente para detectar sinais de vida no planeta vermelho.
As missões Viking abriram caminho para futuras missões a Marte e ajudaram os pesquisadores a compreender o clima e a geologia do planeta vermelho.
Ceres visto com cores aprimoradas com base em imagens da sonda Dawn: dados da missão da Nasa mostram que planeta anão abrigou um oceano sob sua superfície com condições favoráveis à vida semelhantes às encontradas em fontes hidrotermais na Terra
NASA/JPL-Caltech/UCLA/MPS/DLR/IDA
O planeta anão Ceres já abrigou um oceano com condições semelhantes às que encontramos em fontes termais na Terra.
O rover Curiosity próximo ao local conhecido como Mont Mercou, em Marte: instrumento a bordo do veículo-robô da Nasa detectou moléculas que na Terra estão associadas aos ácidos graxos, que compõem membranas celulares.
NASA/JPL-Caltech/MSSS
Rocha de um suposto antigo leito de lago seco em Marte contém moléculas orgânicas complexas.
Impressão artística de um asteroide com a Terra ao fundo: O 2024 YR4 tem cerca de uma chance em 77 de atingir a Terra em 2032… Mas não há motivo para pânico.
Buradaki / Shutterstock
O asteroide 2024 YR4 tem cerca de uma chance em 77 de atingir a Terra em 2032… Mas não há motivo para pânico
Representação artística de um astronauta na superfície de Marte: com a considerável influência de Elon Musk na Casa Branca, e a indicação do também bilionário Jared Isaacman para dirigir a Nasa, crescem as especulações de que os interesses comerciais da Space X na conquista de Marte vão escantear o projeto Lunar Gateway, já em andamento na agência espacial americana.
Esteban De Armas/Shutterstock
Há especulações de que Donald Trump pode cancelar o foguete Space Launch System, que a Nasa pretendia usar para ir da Lua a Marte
O chefe da NASA representa a agência perante o Congresso americano e no cenário global enquanto precisam lidar com uma questão recorrente: menos recursos que o necessário para realizar todas as tarefas que lhe são atribuídas.
AP Photo/Patrick Semansky