Além de mostrar privilégios luxuosos, livro revela como as pessoas que ocupam posições de poder percebem seu papel e atuam para influenciar os rumos do país.
Imagem gerada por Meta AI.
Matias López, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Diego Portales University; Débora Thomé, Fundação Getulio Vargas (FGV); Graziella Moraes Silva, Graduate Institute – Institut de hautes études internationales et du développement (IHEID), and Talita Tanscheit, PUC-Rio
Além de mostrar privilégios luxuosos, livro revela como as pessoas que ocupam posições de poder percebem seu papel e atuam para influenciar os rumos do país.
Governadores de direita se reuniram na quinta-feira 30 no Rio de Janeiro em apoio ao governador Cláudio Castro (com o microfone), para discutir a integração de estratégias de combate ao crime organizado e fortalecimento da cooperação entre os estados.
Foto Charles Sholl (Brazil Photo Press/Folhapress)
Mapeamento identificou mais de 407 mil menções às eleições presidenciais entre 2011 e o início de outubro de 2025. A antecipação do debate que acontecia apenas em anos eleitorais domina o debate público, limitando a inclusão de outros temas e influenciando os atores políticos.
Em resposta à ação policial deflagrada na área do Complexo do Alemão e da Penha nos dias 28 e 29 de agosto de 2025, a cidade do Rio de Janeiro registrou uma série de distúrbios. Várias vias fechadas, ônibus sequestrados e pedras sendo lançadas contra viaturas policiais e carros que passavam por vias expressas. Esse cenário de caos, infelizmente, não parece novidade, tampouco tem prazo para acabar.
AP Photo/Silvia Izquierdo
Pablo Nunes, Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC)
Desde 2020, o Rio de Janeiro teve cinco chefes de Polícia Civil, tendo um deles ficado no cargo por apenas 17 dias. Sinal claro de que falta um plano concreto para a segurança pública do estado
Os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Júnior (Paraná) disputam herança de votos do bolsonarismo para disputarem a presidência em 2026, mas a equação não é tão simples.
Imagens: Montagem sobre fotos Folhapress
Muitas vezes identificada como um bloco homogêneo, em razão do posicionamento ideológico, a base bolsonarista apresenta diferenças que podem tornar o trabalho dos candidatos do campo da direita mais difícil do que aparenta
Os ‘Nem, Nem’ são majoritariamente adultos jovens (quase 40% têm entre 16 e 34 anos), apenas 32% têm curso superior, a maioria é de homens (52%) e quase 50% desse grupo pensa que a situação econômica hoje está pior do que antes. Não são radicalizados, mas nem por isso são ingênuos. Um terço deles (33,6%) vê tanto bolsonaristas quanto lulistas como ameaças sérias ao Brasil.
Fotos: Folhapress
Pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) indicou que 25% dos eleitores brasileiros podem estar indiferentes às duas maiores lideranças políticas nacionais
Parlamentares comemoram a aprovação unânime do projeto de isenção do IR, no plenário da Câmara dos Deputados
Foto: Pedro Ladeira/Folhapress
A aprovação unânime, pela Câmara dos Deputados, do projeto que isenta de imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil e amplia a alíquota do IR para os super-ricos só foi possível por uma conjuntura de pontos fora da curva na relação do governo com a oposição.
Lula e Trump na ONU: discursos antagônicos representaram duas visões distintas do mundo que estão levando a uma nova divisão econômica e geopolítica mundial, e que tem o BRICS como bloco cada vez mais protagonista.
Montagem com fotos de Angelina Katsanis e Richard Drew /AP Photo
Falas configuram duas visões antagônicas sobre comércio exterior e geopolítica.
Um marcado pela defesa do multilateralismo, outro focado na construção de uma nova ordem internacional baseada na competição econômica sem limites
O presidente do Senado, David Alcolumbre (à dir.), e o presidente da Câmara, Hugo Motta,durante cerimônia com o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin: em 2026, os destinos das candidaturas para o Senado terão mais influência na distribuição de poder no Brasil nos próximos anos do que a disputa majoritária para presidente.
Tradicionalmente visto como a segunda casa do Poder Legislativo, o Senado costuma receber menos atenção do que a Câmara dos Deputados. Mas para 2026, a possibilidade de renovação de dois terços da casa ganhou centralidade no embate entre os Poderes.
A Esplanada dos Ministérios, em Brasília, tomada por manifestantes contra a PEC da Blindagem e o PL da Anistia: a aprovação maciça de ambas as propostas na Câmara suscitou protestos em todo o país,mas não deve se repetir no Senado. Estudo produzido pelo programa de pós-doutorado do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem) esmiuçou a distribuição ideológica entre os votos e os partidos.
No campo da extrema-direita, a proporção de votos favoráveis à PEC da Blindagem foi de 100%, uma distribuição exatamente inversa entre os partidos de extrema-esquerda, com 100% dos votos contra a medida
O julgamento de Bolsonaro ilustra a função essencial da democracia constitucional: demonstrar que até mesmo líderes eleitos devem se submeter às regras do jogo democrático. Ao barrar a corrosão “por dentro”, o Brasil mostrou que suas instituições ainda podem conter o autoritarismo. Mas a lição é dupla: a decisão representa uma vitória da legalidade, ao mesmo tempo em que revela que o risco de erosão institucional continua presente.
AP Photo/Luis Nova
Ao condenar Bolsonaro, o Brasil sinalizou que não tolera o uso das próprias instituições contra a democracia. Mas o risco continua.
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em vigília durante o julgamento que o condenou por tentativa de golpe de Estado: vestidosde verde-e-amarelo mas enrolados em bandeiras dos Estados Unidos, não se sabe ainda bem porquê… Estudo tomou o caso das eleições de 2022 nos EUA como base para uma investigação ampla, que mostra como a desinformação fragiliza a relação entre veículos de comunicação e suas audiências, e corrói a confiança no jornalismo.
AP Photo/Eraldo Peres
Campanhas de desinformação marcaram as eleições presidenciais de 2022, que depois de vencidas pela oposição foram alvo de uma tentativa de golpe, conforme sentenciou esta semana o próprio STF
O ex-presidente Jair Bolsonaro é visto em sua residência em Brasília, em 3 de setembro de 2025: nem todos os golpistas são responsabilizados por suas ações, mas caso do brasileiro pode ser um exemplo do fim de suas pretensões políticas.
Sergio Lima/AFP via Getty Images
Os líderes de golpes fracassados nem sempre enfrentam punições – e alguns dos que enfrentam recebem tratamento fora dos tribunais.
Aprovação, com pedidos de alteração e retorno ao Senado, foi um caso raro de acordo entre governo e oposição, mas alguns deputados conservadores, que seguram a bandeira da família e da religião, se opuseram ao projeto que prevê a regulamentação das redes sociais para proteger crianças e adolescentes de abusos, incluindo pedofilia.
Foto: Agência Brasil
Arthur Coelho Bezerra, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) and David Nemer, University of Virginia
PL que que regula redes sociais para crianças e adolescentes foi aprovado com restrições e voltará para o Senado. Os votos contrários à medida que visa proteger crianças de abuso e pedofilia vieram de deputados que ostentam a bandeira da religião e da família
Num contexto de desinformação e fake news produzidas nas sombras, o discurso de censura e perseguição contra extremistas como Jair Bolsonaro começa a fazer sentido para parte da opinião pública. Recente pesquisa do Datafolha, divulgada dias antes da ocupação do Congresso por políticos de extrema-direita, mostrou que 45% dos brasileiros acreditam que o ex-presidente está sendo perseguido e injustiçado.
AP Photo/ Luis Nova
Em um contexto de desinformação, o discurso de censura e perseguição começa a fazer sentido, minando as instituições democráticas e favorecendo forças políticas interessadas em tomar poder sem respeito às normas do Estado de Direito.
Aceno conciliador ao inconciliável - a relativização do golpe militar de 1964 - feito pelo ministro Dias Toffoli em 2018 às vésperas da eleição de Bolsonaro, foi contraposto de forma incontestável pelo atual presidente da corte, Luís Roberto Barroso, às vésperas do julgamento do ex-presidente.
Foto: Danilo Verpa/Folhapress
Aceno conciliador ao inconciliável - a relativização do golpe militar de 1964 - feito pelo ministro Dias Toffoli em 2018 às vésperas da eleição de Bolsonaro, foi contraposto de forma incontestável pelo atual presidente da corte, Luís Roberto Barroso, às vésperas do julgamento do ex-presidente.
Corrida ao fundo do poço: o controle cada vez maior e danoso das redes sociais sobre o comportamento humano é culpa das pessoas ou dos algoritmos? A verdade está em algum lugar mais complexo, no meio do caminho.
Ilustração: Envato Labs
A radicalização induzida pelos algoritmos já faz a vida digital controlar a vida real. A retomada do controle dos nossos territórios existenciais é essencial para construir infraestruturas digitais capazes de proteger as democracias de decisões inimputáveis de Big Techs e seus aliados autocráticos
Herbert de Souza, o Betinho, um dos criadores do Ibase, durante a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, em 1993: de raízes católicas, a assistência social passou por fases de ideal político e burocratização, até se profissionalizar. Hoje, para se manter laica e universal, depende da capacidade da sociedade de preservar sua autonomia frente a pressões morais, políticas e econômicas da atualidade.
Foto: Luciana Whitaker/ Arquivo Folhapress
De raízes católicas, a assistência social passou pelo ideal político e pela burocratização até se profissionalizar. Agora, para se manter laica e universal, depende da capacidade da sociedade de preservar autonomia frente a pressões morais, políticas e econômicas da atualidade
O “8 de janeiro de paletó”: para libertar a democracia brasileira do cativeiro representado pela invasão da mesa diretora da Câmara, os extremistas exigiram impunidade total para si e seus aliados, além da punição a quem ousou investigá-los, julgá-los e condená-los.
Foto Agência Brasil / José Cruz
Beto Vasques, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Episódio desnudou a essência do fazer político da extrema-direita antidemocrática global na última década: sequestrar a democracia, fechar o regime e instaurar projeto autocrático, iliberal e populista.
Manifestante durante o evento bolsonarista na Avenida Paulista: sempre marcado por traços de masculinismo e misoginia, os eventos mais recentes da direita usam um imaginário de religião, sacrifício e feminismo, por conta das mulheres presas pelos atos de 8 de janeiro, tidas como “mártires”.
AP Photo/Ettore Chiereguini
Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) and Álex Kalil, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Diante da inelegibilidade de Bolsonaro, da criminalização da [tentativa de golpe, da prisão de centenas de manifestantes e do afastamento dos militares, o campo bolsonarista precisou reorganizar sua gramática política
A parceria com a Suécia para a produção do caça Gripen (foto) é um exemplo raro de projeto bem sucedido de transferência de tecnologia de defesa para o Brasil.
Foto: Divulgação
Diretor de Relações Institucionais do Instituto Democracia em Xeque e Professor de Comunicação Política, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Ex-professor titular do IUPERJ/Uerj e ex-professor visitante no Departamento de Economia e Administração (FEA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Cientista política e pesquisadora de pós-doutorado no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem), Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Coordenadora Geral do Observatório Multilateral das Juventudes Frente ao Extremismo e professora de Ciência Política do Departamento de Ciências Sociais, PUC-Rio