Unidade hospitalar vinculada à Ascispes (Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (Acispes), um dos mais relevantes consórcios públicos de saúde de Minas Gerais. Pesquisa sobre seus 25 anos de atuação mostrou que o sucesso institucional nem sempre reduz conflitos. Em determinadas circunstâncias, pode até ampliá-los. E só a cooperação intermunicipal é capaz de neutralizar as disputas políticas.
Foto: Acispes / Divulgação
Avaliação de 25 anos de atuação de um importante consórcio público de saúde em Minas Gerais mostrou que o sucesso institucional nem sempre reduz conflitos. Em determinadas circunstâncias, pode até ampliá-los
Fortalecida desde a ascenção de Bolsonaro, a bancada BBB congrega políticos fisiológicos e integrantes das frentes parlamentares do agronegócio, dos evangélicos e da segurança pública,. Nas eleições de 2026, tudo indica que o grupo estará ao lado do indicado da família do ex-presidente.
Foto: Ascom / Congresso Nacional
Maioria dos integrantes da bancada BBB faz parte do chamado “Centrão”, ala fisiológica do Congresso que costuma apoiar o presidente de ocasião em busca de benesses políticas e econômicas
Marco Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, no dia em que foi preso: terrorismo, segundo o direito brasileiro e o entendimento predominante na literatura criminológica, pressupõe motivação ideológica, política ou religiosa. Nem o PCC nem o Comando Vermelho se encaixam nesse critério. São organizações movidas por uma lógica econômica: controlam rotas de tráfico, dominam territórios urbanos e operam cadeias de abastecimento com eficiência empresarial.
Foto: Agência Brasil
Robson Rodrigues, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
A classificação anunciada pelos Estados Unidos ignora o que sustenta o crime organizado: armas sem controle e dinheiro sem rastro. É uma forma de criar novos problemas sem resolver os antigos
Os supostos crimes cometidos por ele teriam ocorrido nos anos 90, mas as acusações só foram apresentadas agora
Jovens fazem a saudação nazista, durante manifestação bolsonarista em São Miguel do Oeste, Santa Catarina, em 2023: criação de observatório ibero-americano busca diagnosticar dinâmicas de radicalização juvenil e promover respostas para esse fenômeno.
Imagem: Reprodução de TV
Criação de observatório ibero-americano busca diagnosticar dinâmicas de radicalização juvenil e promover respostas
Para as eleições deste ano, o PL investiu mais de R$ 16 milhões em candidaturas femininas conservadoras, cuja retórica não só não questiona as desigualdades e padrões patriarcais, como defende a sua manutenção.
Imagem gerada por IA, via Envato Labs
Tathiana Chicarino, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) and Priscila Silvério, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Para as eleições deste ano, o PL investiu mais de R$ 16 milhões em candidaturas femininas conservadoras, cuja retórica não só não questiona as desigualdades e padrões patriarcais, como defende a sua manutenção
Jair Bolsonaro e sua indefectível “arminha”, durante a campanha de 2018: os candidatos “contra tudo isso que está aí” repetem-se historicamente na política brasileira.
AP Photo/Silvia Izquierdo
Adriano Codato, Universidade Federal do Paraná (UFPR); Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) and Roberta Picussa, Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Ao analisar a votação entre 2002 e 2022, pesquisadores descobriram que os candidatos “anti-sistema” não são um evento esporádico, nem tampouco um sinal de mudança no panorama político-eleitoral nacional. Ao contrário, são um padrão
Inversão de sentidos: se nas eleições de 2022 a esquerda soube convencer uma franja do eleitorado de que a reeleição de Jair Bolsonaro representava riscos à manutenção do regime, agora é o campo da direita — em especial a base bolsonarista — que denuncia os que “atentaram”, na visão desse segmento, contra a democracia.
Foto: Roque de Sá / Agência Senado
Foram analisados mais de quatro mil discursos realizados noplenário e nas comissões entre 2023 e 2026
Em 2026, o mundo observará as escolhas políticas brasileiras não apenas por curiosidade, mas pela percepção de que acontecimentos externos podem espelhar ou ser determinados por eventos ocorridos aqui.
Foto: Tribunal Regional Eleitoral do Sergipe
Chris Thornhill, Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP)
As eleições brasileiras são, de certa forma, eleições globais. Cada decisão eleitoral representa uma escolha entre modelos de cidadania, soberania e ordem internacional. O que ocorrer no Brasil estabelecerá precedentes para outras sociedades
à resposta à pergunta acima deveria ser: a todos. Mas desde o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, vestir a camisa amarela da seleção brasileira ou sair às ruas coma bandeira nacional tornou-se equivalente a declarar posição ideológica alinhada a um grupo que, na prática, usa estes símbolos para legitimar projetos de poder político e eleitoral.
Às vésperas de mais uma campanha eleitoral, grupos políticos antagoônicos voltam a reivindicar para si as cores da bandeira brasileira
Bolsonaristas em manifestação nas ruas: estudos procuram entender se o fenômeno se consolidou ou não como um movimento de extrema direita no Brasil, e trazer pistas sobre se o projeto político associado a Jair Bolsonaro tem forças para sobreviver às suas próprias derrotas eleitorais e na Justiça.
Pesquisadores de Ciência Política procuram entender se o bolsonarismo se consolidou ou não como um movimento de extrema direita no Brasil, e trazer pistas sobre se o projeto político associado a Bolsonaro tem forças para sobreviver às suas próprias derrotas eleitorais
Fuzileiros navais dos EUA cruzam a fronteira do Kuwait para invadir o Iraque em 2003: mais de 20 anos depois, sucesso militar da derrubada do regime de Saddam Hussein deixou para trás um Estado autoritário com fortes laços com o Irã.
AP Photo/Laurent Rebours
Mais de 20 anos após o sucesso militar dos EUA no Iraque, o resultado dos esforços americanos para mudar o regime não foi o esperado, e ditadores com laços estreitos com o Irã governam o país.
Lula e Petro: em perspectiva comparada, Brasil e Colômbia compartilham dilemas típicos de democracias presidenciais latino-americanas em ciclos de polarização. Eles incluem grande dificuldade de governabilidade, presença de atores com capacidade de imobilizar seus governos, fragilidade de consensos mínimos e intensificação da disputa simbólica.
Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República
Soraia Marcelino Vieira, Universidade Federal Fluminense (UFF); Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP) and Luciana Santana, Universidade Federal de Alagoas (UFAL); Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP)
Em 2026, Brasil e Colômbia viverão eleições presidenciais sob condições políticas que combinam aumento da polarização, fortalecimento de forças conservadoras e tensões institucionais, com crises entre os diferentes poderes
A IA já está remodelando a ordem global por meio das cadeias internacionais de suprimentos, da política industrial, dos mercados de trabalho, do planejamento energético e do espaço informacional.
Imagem gerada por IA, via Envato Labs
Robert Muggah, Instituto Igarapé; Princeton University
A IA já está remodelando a ordem global por meio das cadeias internacionais de suprimentos, da política industrial, dos mercados de trabalho, do planejamento energético e do espaço informacional
Na obra do pintor Theodore Chasseriau, um retrato da cena do banquete em que Macbeth conversa com o fantasma de seu amigo Banquo: assim como o protagonista atormentado da obra-prima de Shakespeare, a classe política brasileira insiste em conversar com um centro ideológico que não existe mais.
Reprodução / Wikipedia
A ideia de que, em meio aos extremismos, sempre haverá um centro moderado, equilibrado, capaz de construir pontes entre esquerda e direita, é hoje uma fantasia na política brasileira. Esse centro não existe mais
Nayib Bukele e Javier Milei, durante cerimônia na Casa Rosada, ano passado: considerados hoje os dois maiores líderes da direita radical na América Latina, os presidentes de El Salvador e da Argentina sofrem um revés com a derrocada do ex-presidente brasileiro e o provável enfraquecimento do bolsonarismo no país.
AP Photo / Natacha Pisarenko
André Araujo, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Um dos poucos países que conseguiu reverter a onda recente de autocratização, Brasil abre precedentes para que outros países que passem por situações semelhantes tenham condições de responder com as ferramentas democráticas e evitar novos golpes e desvios
Por decisão do ministro Alexandre de Moraes, Jair Bolsonaro ficará preso em definitivo na sede da Polícia Federal, onde já estava detido preventivamente desde o dia 22 de novembro. Com a saída de cena do ex-presidente, são a esposa Michele Bolsonaro e o filho Eduardo que registram os maiores percentuais de conhecimento entre os eleitores do campo da direita. Os possíveis candidatos desse espectro político, como Tarcísio de Freitas, Ratinho Júnior, Romeu Zema e Ronaldo Caiado, apresentam percentuais menores.
Folhapress / Gabriela Biló
A prisão preventiva de Jair Bolsonaro por risco de fuga acelera disputa entre líderes que dependem da sua base para chegar a 2026 — mas que ainda não conseguem converter conhecimento em voto
Mamdani durante a cerimônia de posse de seu novo staff: enquanto a eleição do prefeito imigrante em Nova York representa uma vitória dos democratas progressistas as hierarquias internas do partido, outro movimento se verifica na costa oeste: o avanço progressista institucional na Califórnia, onde se materializa uma disputa pelo governo.
AP Photo / Richard Drew
Enquanto Nova York revela o poder do progressismo nas urnas, derrotando hierarquias internas do Partido Democrata, na Califórnia materializa-se a disputa pelo poder de governo
Dados da Quaest e uma pesquisa qualitativa do INCT-ReDem indicam que o grupo que rejeita os dois principais polos políticos não é homogêneo — e essa divisão pode influenciar o rumo da disputa presidencial
Trump e Bolsonaro em encontro na Casa Branca, em 2019: a atual onda populista que se manifesta no mundo inteiro (a quarta da história contemporânea) é marcada por uma polarização política, social e afetiva que se alimenta mais do “gostar ou não gostar” do outro do que de divergências ideológicas concretas. E as ferramentas desse processo são a radicalização e o uso intensivo das redes sociais.
Foto: Vanessa Carvalho / Brazil Photo Press / Folhapress
Uso crescente das redes sociais na política e lógica do engajamento algorítmico levam a uma política cada vez mais personalizada, recheada de memes, ironias e insultos
Diretor de Relações Institucionais do Instituto Democracia em Xeque e Professor de Comunicação Política, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Ex-professor titular do IUPERJ/Uerj e ex-professor visitante no Departamento de Economia e Administração (FEA), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Cientista política e pesquisadora de pós-doutorado no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem), Universidade Federal do Paraná (UFPR)
Coordenadora Geral do Observatório Multilateral das Juventudes Frente ao Extremismo e professora de Ciência Política do Departamento de Ciências Sociais, PUC-Rio