Consequências da tempestade que atingiu a região de Valência, na Espanha, em 2024: em um cenário em constante mudança, seja no clima, na geopolítica ou na tecnologia, os parâmetros de décadas anteriores não servem mais, tampouco o planejamento e a gestão clássicos de crises.
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Marc Homedes, Generalitat de Catalunya; UOC - Universitat Oberta de Catalunya; Universitat Pompeu Fabra
Em um mundo marcado pela incerteza constante e pelo avanço das mudanças climáticas, da inteligência artificial e dos conflitos geopolíticos, os paradigmas do passado já não servem mais para responder às crises
Secretário-geral da ONU de longa data, ele poderia ter feito mais para proteger as pessoas mais vulneráveis do mundo
A expansão chinesa abriu mercados e trouxe receitas para a América Latina. Porém, vender muito por si só não estimula o desenvolvimento. A disputa entre EUA e China pelos recursos naturais da região pode ser uma oportunidade uma mudança no padrão histórico de troca de commodities baratas por tecnologiaa cara, sem espaço para o devido desenvolvimento de tecnologia e indústria locais.
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Disputa segue sendo por recursos naturais, mas países como o Brasil podem e devem agregar valor às suas commodities e negociar com mais autonomia, para romper posição histórica de meros fornecedores de matéria-prima e compradores de tecnologia
À medida que o comércio do Brasil com os EUA diminui, transações com a China continuam a crescer: capacidade de Trump de usar tarifas para pressionar o Brasil a mudar políticas às quais seu governo se opõe é limitada, pois a influência de Washington sobre o Brasil em questões comerciais vem diminuindo há anos.
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Trump iniciou essa disputa devido às suas preocupações com a política brasileira, e as eleições presidenciais podem pôr fim a ela em breve
O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, discursa durante o último Congresso Pan-Americano, em Montevidéu: criado em 2024 em Bogotá e repetido em 2025 no México, o fórum busca um diálogo mais equilibrado entre norte e sul, num momento em que a direita ocupa a maior parte dos governos democráticos das Américas.
Foto: Divulgação /Congresso Pan-Americano
O encontro uruguaio enfatizou a democracia, teve mulheres à frente da organização e debateu o trabalho de cuidado, a regulação das grandes empresas de tecnologia e uma política industrial verde
O primeiro-ministro indiano Narendra Modi, à direita, e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian se encontram à margem da Cúpula do BRICS em Nova Délhi, na Índia, na sexta-feira, 11 de setembro de 2026.
Foto: Ministério das Relações Exteriores da Índia, via AP
Mais do que sobreviver aos choques, BRICS deve aumentar a capacidade dos países e povos do Sul Global de decidir seus próprios caminhos de desenvolvimento
No funeral de um soldado estadunidense morto no Irã, um retrato dos custos militares e sociais que se somam aos prejuízos econômicos globais: em seis meses de guerra, dezoito combatentes morreram e 756 ficaram feridos.
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Transcorrido meio ano, os ataques estadunidenses e israelenses planejados para enfraquecer Teerã acabaram impondo perdas a consumidores, empresas e governos em todo o mundo, sem falar no sofrimento das famílias de militares mortos
A mina Serra Verde, em Goiás, que extrai neodímio, praseodímio, térbio e disprósio, essenciais para a produção de imãs usados em equipamentos médicos de alta tecnologia: Brasil possui as segundas maiores reservas conhecidas de minerais críticos do mundo, mas ainda explora pouco esse potencial, o que torna o país um alvo do interesse estadunidense para garantir acesso privilegiado a esses recursos.
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Brasil ganha espaço na disputa internacional por minerais estratégicos, enquanto Senado aprova política para o setor e BNDES financia centro de processamento em Minas Gerais
No centro de Caracas, um mapa da Venezuela inclui a região do Essequibo, estratégico na produção de petróleo e que correponde a 70% do território guianês, vem sendo pleiteado há décadas pelo país vizinho. Para proteger a autonomia da região, que também é de seu interesse, o Brasil aprovou um acordo militar com a Guiana.
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A escalada Irã-EUA desta semana, a disputa Brasil-EUA na OMC e o impasse no Essequibo mostram que mecanismos híbridos seguem essenciais para reduzir danos mesmo sem solução política definitiva
O Lago Ontário já “rebatizado” para “Lago América” na versão estadunidense do Google Maps: escalada comercial entre os dois países ganhou novos contornos após a provocação geográfica e novas ameaças de ampliar tarifas.
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Escalada comercial entre os dois países ganhou novos contornos após Trump determinar a mudança do nome do Lago Ontário e ameaçar ampliar tarifas
O presidente chinês Xi Jinping (ao centro), a presidente do Banco do BRICS, Dilma Roussef (de vermelho), e líderes de outros 28 países durante a conferência em Xangai que anunciou a criação da WAICO, em julho de 2026: potências como Estados Unidos, Japão, Índia, Reino Unido, França, Alemanha e Espanha não aderiram à iniciativa, o que indica um futuro de disputa entre modelos distintos de governança global da IA.
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Nova organização internacional formada inicialmente por 29 países promoverá a cooperação científica e tecnológica em Inteligência Artificial, particularmente no desenvolvimento, no acesso e na aplicação de tecnologias e serviços para fins civis
O caso de Maria Luiza Ribeiro Viotti não é um incidente isolado. A assimetria nas relações diplomáticas entre os dois países é constante. Mudam apenas os meios pelos quais os Estados Unidos a concretizam.
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A revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos é o ponto mais visível de uma crise que combina tarifas, disputas regulatórias, segurança pública e vistos, e que expõe uma relação estruturalmente assimétrica entre os dois países
Um menino que estava no grupo que chegou a nado à Ceuta implora ao soldado espanhol para não ser mandado de volta ao Marrocos: disputa de narrativas sobre a tragédia não aborda o sofrimento de quem a viveu, mas o controle sobre o sentido político do acontecimento. E é essa disputa — mais do que os números — que merece a atenção de quem estuda fronteiras e justiça social.
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A busca dos culpados pelas 70 mortes ocorridas quando milhares de jovens atravessaram a nado o trecho que separa o Marrocos do enclave espanhol de Ceuta diz mais sobre a política de fronteiras europeia do que sobre quem “abriu a torneira” que resultou na tragédia
Refinaria iraniana em chamas após um bombardeio em junho: guerra provoca alta dos custos logísticos e do preço dos seguros, e aumenta a volatilidade do petróleo - fatores que ajudam a produzir efeitos em cascata que atingem toda a economia mundial.
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A interrupção de rotas estratégicas, a alta dos custos logísticos, o aumento do custo dos seguros e a volatilidade do petróleo estão produzindo efeitos em cascata que atingem diferentes setores da economia mundial
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em visita a Pequim em junho de 2026: principal destino dos investimentos da China no mundo, Brasil agora começará a emitir títulos de sua dívida pública no mercado financeiro chinês.
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Em 2025, o Brasil se tornou o principal destino dos investimentos chineses no mundo, com aumento de 45% em comparação ao ano anterior
Petroleiros cruzam o Estreito de Ormuz: Acordo assinado entre EUA e Irã vale por 60 dias, deixa em aberto os pontos mais difíceis das negociações e estende o cessar-fogo ao Líbano sem que Israel tenha assumido compromisso de cessar suas hostilidades. Ou seja, trata-se de um documento ainda frágil, que pode ruir antes de o primeiro navio pagar a primeira taxa.
Foto aérea de Boukhatala Chamseddine / Shutterstock
Guerra entre Estados Unidos e Irã está suspensa por um acordo que libera a passagem por 60 dias. Depois disso, Teerã quer administrar, e cobrar, pelo corredor onde transita um quinto do petróleo do mundo
Resultado das eleições colombianas evidencia uma América do Sul mais polarizada, atravessada por redes conservadoras transnacionais e convertida em campo vital de disputa entre grandes potências. A eleição brasileira de 2026 será, portanto, também uma disputa sobre o lugar do Brasil no mundo e sobre o grau de autonomia que o país conseguirá preservar.
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Resultado revela a consolidação de uma nova fase da política externa sulamericana: mais polarizada, mais permeável ao trumpismo e mais exposta à disputa entre Estados Unidos e China
Protestos em La Paz: caos social no país é resultado de diversos descontentamentos que, no campo popular, têm como inimigo comum o presidente Rodrigo Paz.
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Contudo, mesmo em meio às divisões recentes, um elemento atravessa os diferentes setores mobilizados: a construção de Rodrigo Paz como novo inimigo comum do campo popular
Ranqueamento criado por pesquisadores da UnB e da USP ranqueou 86 países em suas habilidades de controlar infraestrutura digital, dados, inteligência artificial e os fluxos informacionais. O Brasil ficou na 48ª posição.
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China, França e Rússia lideram enquanto os EUA perdem terreno para suas próprias Big Techs. No século XXI, Soberania Digital deixou de ser opção estratégica e tornou-se condição de sobrevivência nacional
O ultradireitista Abelardo de la Espriella discursa após vitória no primeiro turno das eleições presidenciais: advogado penalista de 47 anos, De la Espriella ficou famoso na Colômbia por defender paramilitares e figuras ligadas ao tráfico de drogas, e construiu sua campanha como uma estratégia que inclui palavrões em discursos, roupas militares e frases de efeito que viralizam nas redes sociais.
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Eleição colombiana mostra que a disputa no continente não é apenas entre esquerda e direita — é também entre modelos diferentes de poder, segurança e relação com a democracia