Pescador no Rio Amazonas: seres humanos já enfrentam aumento da frequência e da gravidade de fenômenos climáticos extremos, como tempestades, inundações, ondas de calor e secas, o que torna a ação mais urgente.
Anna ART/Shutterstock
O evento, que reúne representantes de povos indígenas e grandes magnatas, líderes dos países mais ricos e dos mais pobres, representa, apesar de tudo, uma porta aberta para o diálogo climático.
Implantado a cerca de 60 quilômetros ao norte de Manaus, em área de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia ([Inpa), o AmazonFACE está em fase final de construção. A estrutura das torres já está pronta - elas terão 35 metros de altura, o suficiente para ultrapassar a copa das árvores e liberar, por meio de tubulações, ar enriquecido com dióxido de carbono para medir as reações do ecossistema às alterações na atmosfera. A expectativa é iniciar o experimento em abril de 2026, ao final da estação chuvosa, o que permitirá começar o monitoramento de CO₂ no início de um novo ciclo biológico da floresta.
Foto: Maria Clara Ferreira Guimarães / Unicamp
David M. Lapola, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Após dez anos de desenvolvimento, mega experimento de campo está quase pronto e exporá uma área de floresta a níveis elevados de CO₂, simulando um cenário previsto para o futuro
O Rio Paranaíba, que nasce no Cerrado de Goiás para alimentar a bacia do Rio Paraná, na Região Sul: exemplo do potencial aquífero do bioma.
Foto: André Monteiro
Sem proteção, o bioma conhecido como ‘caixa d’água do Brasil’, que abriga oito das doze maiores bacias hidrográficas do país e três grandes aquíferos, pode perder até 35% da vazão até 2050
Uma plantação de cana-de-açúcar no município de Altinópolis, São Paulo: se a expansão for inevitável, várias estratégias podem ajudar a reduzir as consequências ambientais, evitando áreas ricas em carbono e biodiversidade.
Thomas M. R. Gérard
As escolhas feitas no Brasil, onde acontece a COP 30 que começa hoje,dia 10 de novembro, terão consequências para todo o planeta
Minar a confiança nas conferências climáticas da ONU classificando-as como “inúteis” traz o risco de retardar progresso de políticas importantes e tornar seus críticos cúmplices involuntários de Donald Trump em seu negacionismo.
Muitos dizem que as cúpulas climáticas da ONU são inúteis. Eles estão errados, e minar a confiança nestes encontros traz o risco de retardar progresso de políticas importantes
Podcast produzido em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), financiado pelo Council on Australia Latin America Relations (COALAR),com apoio do The Conversation Austrália contou com mais de 40 horas de entrevistas para construir um painel do que a ciência dos dois países está fazendo contra os efeitos negativos das mudanças climáticas.
Imagem: Reprodução do trailer
Produção feita em parceria com a UFPA mostrará o que a ciência do Brasil e da Austrália estão fazendo para reduzir os impactos das mudanças climáticas
Reunião de líderes indígenas Ashaninka do Alto Juruá (Brasil) e do Peru, financiado pelo Fundo Amazônia. Antes presos a sistemas de dívida e dependência, e resistindo durante séculos ao avanço de forasteiros, os Ashaninka do Brasil agora estão entre os líderes ambientais do mundo. Em novembro deste ano, eles chegarão à COP 30 em Belém não como vítimas da história, mas como seus sobreviventes e visionários. Eles trazem consigo as vozes da floresta, a memória da luta e um apelo à mudança.
Foto de Cristiana Bartazoni
Os povos indígenas desempenham um papel crucial na adaptação climática, na conservação da biodiversidade e na proteção ambiental. Belém oferece uma oportunidade histórica de tornar esta conferência climática uma “COP indígena”.
O processo de descarbonização do setor de energia não se limita à geração de energia de baixo carbono. É necessário analisar toda a cadeia energética, desde a fonte primária de energia até o uso final. São várias etapas envolvidas, como a produção, distribuição, logística, infraestrutura. Ou seja, para se ter um bom resultado é necessário um planejamento integrado de toda a cadeia.
Foto: Envato
Sem o devido planejamento, corre-se o risco de que a transição energética no país fique desbalanceada. O foco na retirada progressiva do uso dos hidrocarbonetos fósseis não pode desconsiderar que eles são insumos para um setor importante, que é a petroquímica
A água do derretimento corre na Groenlândia formando rios: camada de gelo já está perdendo massa e pode chegar em breve a um ponto crítico, que também pode afetar uma importante circulação oceânica com impactos até na Floresta Amazônica.
Maria-José Viñas/NASA
Um relatório alerta que os recifes de corais podem ter atingido seu ponto crítico, e que as plataformas de gelo, as correntes oceânicas e a Amazônia estão em risco crescente. Mas o que isso realmente significa?
O deslizamento ocorrido no Morro da Oficina, em 2022, destruiu mais de 80 casas e foi uma das maiores tragédias do gênero ocorridas no Brasil. O uso de retroanálises é o único instrumento capaz de fornecer uma avaliação confiável dos parâmetros de resistência dos materiais envolvidos na ruptura e dos mecanismos responsáveis pela falha, com vistas a ações preventivas contra novas ocorrências.
AP Photo/Silvia Izquierdo
Estudo do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da PUC-Rio traçou um histórico de mortes por deslizamentos no Brasil, entre 1988 e 2022,e apontou que a região Sudeste registrou 3.178 mortes. Destas, 640 foram em Petrópolis
As MOFs funcionam devido à sua estrutura porosa, que permite a captura e armazenamento de moléculas ou íons; a alta área de superfície e os espaços livres (poros) entre as estruturas permitem que as MOFs interajam com gases e líquidos.
Johan Jarnestad/The Royal Swedish Academy of Sciences
Saiba mais sobre como foi o desenvolvimento e as aplicações atuais e futuras desta tecnologia que pode ajudar no controle do aquecimento global e na transição energética
Omar Yaghi, professor da Universidade da Califórnia, um dos três cientistas vencedores do Nobel de Química de 2025, dá entrevista em Bruxelas após receber o prêmio pelo desenvolvimento de um tipo de malha metalorgânica que revolucionou a química dos materiais e abre novos caminhos para enfrentar desafios globais como as mudanças climáticas, a escassez de água ou a transição para energias limpas.
AP Photo/Harry Nakos
As redes metalorgânicas, premiadas com o Nobel de Química de 2025, são a prova de que imaginar e construir estruturas átomo por átomo pode ter um impacto muito real em nossa vida cotidiana e na saúde do meio ambiente
Gotículas sobre folhas de mirtilo: seja em forma de neblina, orvalho, garoa ou mesmo de filmes finíssimos de água condensada, as folhas de muitas espécies de plantas têm uma alta capacidade de absorver água da atmosfera, uma estratégia da natureza ainda pouco estudada, que protege diversos ecossistemas durante períodos de seca.
Foto: Stopabox / Envato
Daniela Boanares, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Absorção da água presente na atmosfera por meio das folhas ainda é um processo pouco ensinado nas escolas, mas pode ser uma ferramenta para gestores ambientais, agricultores e planejadores urbanos que buscam soluções inovadoras e sustentáveis para lidar com a escassez hídrica
O estudo das florestas sob a ótica temporal está diretamente relacionado às mudanças climáticas e é a forma mais simples de monitorar as respostas das plantas às alterações do clima.
Foto: Envato
O estudo das florestas sob a ótica temporal está diretamente relacionado às mudanças climáticas e é a forma mais simples de monitorar as respostas das plantas às alterações do clima
Como consequência do aquecimento global previsto pelos modelos há mais de 50 anos, a nação insular de Tuvalu está perdendo terras devido ao aumento do nível do mar, e suas fazendas e suprimentos de água estão ameaçados pela água salgada.
Mario Tama/Getty Images
Nadir Jeevanjee, National Oceanic and Atmospheric Administration
Desde o aumento das temperaturas globais até a amplificação do aquecimento no Ártico, os primeiros modelos climáticos previram as mudanças há meio século.
Telhados e paredes verdes em Barcelona colaboram com a infiltração da água da chuva e melhoria do conforto térmico.
Foto: Acervo pessoal
Corredores ecológicos, telhados verdes, sombreamento, pavimentos permeáveis e refúgios climáticos são algumas das adaptações adotadas por cidades espanholas que poderiam servir de exemplo para as cidades brasileiras
As previsões meteorológicas ajudam os agricultores a determinar quando e o quê plantar, onde usar fertilizantes e muito mais, decisões que podem ser melhor informadas com modelos baseados em inteligência artificial.
Maitreya Shah/Studio India
Modelos de IA podem fornecer previsões localizadas de forma mais rápida e barata do que os modelos tradicionais. O desafio é levar essa tecnologia para onde ela é necessária.
Reunidos na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), reitores da região Norte debateram os desafios e avanços na produção científica e no ensino na região, o financiamento institucional para a Amazônia e oportunidades de colaboração interinstitucional.
ASCOM da UNIR
Qualquer ação voltada à sustentabilidade, à conservação ambiental ou à justiça climática na região Norte do Brasil precisa necessariamente incluir e fortalecer as universidades federais
Além de revelar as mudanças no habitat, pesquisadores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), do Museu Nacional (MNRJ), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) descobriram uma nova espécie de anfíbio miniaturizado, do gênero Brachycephalus, identificado na Serra dos Órgãos.
Foto: José P. Pombal Jr.
Nova pesquisa revela que os recifes do Atlântico Sul vêm enfrentando episódios de estresse térmico há mais de 40 anos – e o cenário tende a agravar com as mudanças climáticas
Professor de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Professor de Filosofia do Direito, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)