Conceito acumulou muitas interpretações desde que foi proposto pela primeira vez, algumas muito diferentes de seu significado original e essencial de um afastamento marcante da estabilidade do Holoceno.
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Nova pesquisa defende que nenhum outro conceito reflete nossa transformação em escala planetária em seu contexto adequado de tempo profundo
Incêndio em terras indígenas no Tocantins, em maio de 2026: apesar dos evidentes efeitos do aquecimento global e do super El Niño, dos 13 planos de governo disponibilizados por candidatos à presidência ao TSE este ano, seis não citam em nenhum momento a palavra “natureza”. Destes, em dois a expressão “meio ambiente” também está ausente.
Tema fundamental para nosso futuro, ambiente não é sequer mencionado em vários dos programas de governos dos candidatos à presidência nessa eleição
Desenvolvida pela PUC-Rio, uma plataforma inédita cruza análise jurídica e bancos de dados para catalogar como o Judiciário é acionado na maior crise do nosso tempo.
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Desenvolvida pela PUC-Rio, uma plataforma inédita cruza análise jurídica e bancos de dados para catalogar como o Judiciário é acionado na maior crise do nosso tempo
Fêmea de orangotango de Tapanuli em Batang Toru, Indonésia: estudo sobre fatores por trás da perda florestal na região revela que projetos de infraestrutura podem desencadear mudanças abruptas, enquanto expansão agrícola e exploração madeireira exercem uma pressão mais lenta, porém contínua.
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Várias pressões atuam simultaneamente ameaçando o orangotango de Tapanuli, de indústrias extrativas à exploração madeireira, além da expansão agrícola e, cada vez mais, desastres climáticos
O estádio do Beira-Rio, em Porto Alegre, inteiramente alagado durante as inundações que arrasaram a cidade durante o El Niño de 2024: evidências indicam que o fenômeno este ano será ainda mais severo, provocando secas e inundações. Preparar-se antes requer planejamento e organização. Agir depois que a tragédia começou custa muito mais dinheiro - e vidas.
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Ainda não se sabe a intensidade exata do fenômeno, mas os sinais são suficientemente consistentes para justificar decisões e planejamento antecipado por parte dos governos e organizações da sociedade civil
Mesmo no caso de roupas feitas a partir de fibras naturais, os tratamentos químicos feitos durante o processo de acabamento podem acrescentar diversos produtos prejudiciais aos usuários e à natureza.
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Duas peças de roupa confeccionadas com a mesma fibra podem ter pegadas ambientais muito diferentes, dependendo de como foram processadas e acabadas
Pesquisa mostra que florestas tropicais da América do Sul, como a Amazônica, deixaram de absorver carbono durante o El Niño de 2015-2016: corremos o risco de testemunhar perdas de árvores e de carbono em escalas nunca antes vistas em repetição do evento climático extremo prevista para este ano.
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Algumas das florestas tropicais da América do Sul deixaram efetivamente de absorver carbono durante o El Niño de 2015-2016
O Atol de Rose é uma grande área protegida na Samoa Americana: sem regras, regulamentações e fiscalização consistentes, juntamente com financiamento e colaboração significativa com governos locais, indústrias e comunidades, muitas áreas correm o risco de se tornarem “parques no papel”.
Wendy Cover/NOAA
Até agora, cerca de 10% dos oceanos contam com proteção formal, à medida que os países trabalham para atingir a meta 30x30, mas muitas áreas ainda estão protegidas apenas no papel
Ao romper ecossistemas profundos, desequilibramos nichos biológicos e entramos em contato direto com hospedeiros de vírus desconhecidos. O Brasil não será apenas uma vítima da próxima pandemia. Corremos o risco de sermos o seu epicentro.
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Isolar a ciência, flertar com o negacionismo ou negligenciar a devastação ambiental é assinar, de forma antecipada, a nossa derrota para o próximo vírus.
Muitos sistemas sociais, assim como os da natureza, têm pontos de inflexão, o que significa que não precisamos convencer todo mundo a fazer a coisa certa, mas um número suficiente de pessoas para fazer o sistema mudar na direção certa.
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Não precisamos convencer todo mundo a fazer a coisa certa. Basta convencermos um número suficiente de pessoas para que o sistema mude na direção certa
Estamos fazendo com o nosso sistema de suporte de vida planetário o que nenhum astronauta faz com o dele: em uma nave, a sabotagem é impensável e socialmente intolerável, e seus colegas de tripulação e controle de missão interviriam imediatamente.
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A ciência climática é o antídoto contra os mitos: há muito tempo os cientistas observam que o cérebro humano tem dificuldade em lidar com ameaças psicologicamente distantes
Um leão descansa na savana da região de Maasai Mara, no Quênia: comunidades indígenas e povos da floresta têm sido historicamente culpados pela perda de biodiversidade, com estereótipos que persistem e levaram ao estabelecimento de regulamentações rígidas e muitas vezes punitivas.
(AP Photo/Brian Inganga)
Os preconceitos contra as comunidades indígenas africanas persistem e continuam a moldar as políticas de conservação, o que tem levado à adoção de regras “protetoras” e, muitas vezes, punitivas
‘Mahseer’ nadam no Rio Ramganga, um importante afluente do Ganges, no sul da Ásia: barragens, fragmentação de habitats, poluição, sobrepesca e mudanças climáticas estão rompendo conexões fluviais e ecológicas que os peixes precisam para sobreviver.
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Um novo relatório revela que 325 espécies de peixes migratórios precisam urgentemente de ajuda, incluindo alguns dos gigantes de água doce mais emblemáticos do mundo
Os pombos são bem adaptados à vida urbana e estão ocupando o lugar de espécies locais em todo o mundo: nas últimas sete décadas, as mudanças na biodiversidade da vida na Terra provocadas pela ação humana se intensificaram dramaticamente.
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A homogeneidade é apenas uma faceta das mudanças provocadas pelos seres humanos na tapeçaria da vida da Terra.
Um bebê orangotango apreendido pela polícia tailandesa em uma operação contra o tráfico de animais em maio de 2025: redes criminosas atuam nesta que é uma das indústrias ilegais mais lucrativas do planeta.
Thai police Central Investigation Bureau via AP
Se a tecnologia de desextinção pode trazer espécies de volta à vida, as pessoas se sentem mais confortáveis com a extinção delas? Um novo estudo testa essa ideia.
Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, durante o seminário O Brasil Pós-COP 30, realizado nesta terça-feira, dia 27 de janeiro: os manguezais, que junto com os recifes de corais são bases ecológicas e econômicas para inúmeras comunidades, encontram-se sob pressão crescente e comprometem o turismo e a segurança alimentar. Esse é um dos desafios climáticos que o Brasil precisará enfrentar.
Livro reúne estudos de 95 pesquisadores que combinam ciência com visão estratégica para os desafios para o País. Brasil precisa ocupar um lugar de protagonismo, amparado em sua biodiversidade, em sua matriz energética renovável e em sua capacidade científica
A ração para cães compreende uma parte significativa do sistema alimentar global, gerando globalmente emissões equivalentes a 59% a 99% das provenientes da queima de combustíveis fósseis pela aviação comercial.
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As rações caninas são uma parte substancial do sistema alimentar, não uma questão secundária.
O Rio Paranaíba, que nasce no Cerrado de Goiás para alimentar a bacia do Rio Paraná, na Região Sul: exemplo do potencial aquífero do bioma.
Foto: André Monteiro
Sem proteção, o bioma conhecido como ‘caixa d’água do Brasil’, que abriga oito das doze maiores bacias hidrográficas do país e três grandes aquíferos, pode perder até 35% da vazão até 2050
A sessão plenária geral dos líderes, que marcou a abertura da COP 30: promover uma transição energética justa, zerar o desmatamento das florestas tropicais, consolidar instrumentos eficazes de financiamento climático, implementar políticas sociais e econômicas de adaptação ao novo clima e reforçar o multilateralismo são os cinco eixos de debate essenciais para que a COP 30 corresponda às expectativas que o mundo inteiro deposita neste encontro inédito sobre o clima, no coração da Amazônia brasileira.
Foto: Alex Ferro / COP 30
A crise climática que enfrentamos é o sinal mais evidente de que a humanidade atravessa mais uma grande transição histórica. O verdadeiro desafio é repensar nossas formas de produzir, consumir e viver — e, sobretudo, redefinir o que entendemos por progresso
Senior Researcher at Swiss Federal Institute for Forest, Snow and Landscape Research and Adjunct Associate Professor of Ecology and Evolution, Stony Brook University (The State University of New York)
Osmar Malaspina, biólogo, professor livre docente e Coordenador do Grupo de Pesquisa em Ecotoxicologia e Conservação de Abelhas no campus de Rio Claro (SP), Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Vice-presidente executiva da Associação Brasileira de Ciência Ecológica e Conservação (ABECO) e professora visitante, Universidade Federal da Bahia (UFBA)