As posições pró-combustíveis fósseis de Donald Trump estão em nítido contraste com os esforços para proteger o clima. O setor de petróleo implementou uma campanha de desinformação criada para lançar dúvidas sobre a ciência climática. A estratégia, extraída das páginas do manual do setor de tabaco, envolveu “enfatizar a incerteza” para lançar dúvidas sobre a ciência.
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Joe Árvai, USC Dornsife College of Letters, Arts and Sciences
O pêndulo da política climática está oscilando novamente com Trump no cargo. Dinheiro, lobby e conversas sobre estados republicanos e democratas desempenham um papel na divisão política e pública.
Bombeiros combatem incêndio em Palisades, Los Angeles, em janeiro de 2025: a Humanidade e o fogo vêm moldando a face da Terra desde a última glaciação, mas escala do uso do fogo mudou com a transição para uma civilização movida a combustíveis fósseis.
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Os seres humanos se tornaram uma força geológica que ‘cozinha’ o planeta, usando o fogo em uma escala que está alterando a terra, a água, o ar e os ecossistemas.
Avião despeja água em um dos incêndios na área de Los Angeles em janeiro de 2025. A água salgada corrói os equipamentos de combate a incêndios e pode prejudicar os ecossistemas.
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Em casos de emergência, despejar água do mar em incêndios pode ser a melhor opção. Mas a água do mar pode ter efeitos de longo prazo sobre equipamentos e ecossistemas, como mostra um novo experimento costeiro.
Calor extremo e suas consequências a longo prazo: num cenário muito otimista, a futura “Geração Overshoot” não terá de passar pelo sacrifício de reduzir as suas próprias emissões, já que supostamente contará com novas matrizes energéticas limpas. No entanto, ainda assim terá que mitigar retroativamente as emissões que a humanidade não dá conta de reduzir neste exato momento.
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Mesmo num cenário otimista quanto às metas do Acordo de Paris, uma geração inteira ainda terá de viver sob extremos climáticos sem precedentes e fazendo mitigações retroativas dos gases de efeito estufa que emitimos hoje
Um McDonald’s frita ao sabor do vento e das chamas no sul da Califórnia: Os ventos secos e fortes que descem as montanhas em direção ao sul do estado americano em janeiro este ano foram muito mais violentos, alimentando e espalhando incêndios florestais que atingiram a área urbana de diversos bairros e cidades próximas a Los Angeles.
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Os ventos secos e fortes que descem as montanhas em direção à costa do sul da Califórnia em janeiro este ano foram muito mais violentos, alimentando e espalhando incêndios florestais que atingiram a área urbana de diversos bairros da cidade
O anúncio da COP30 no Brasil durante a reunião de encerramento da COP29, no Azerbaijão: desde 1972, conferências, acordos, protocolos e metas se sucedem, mas a eficiência destas iniciativas sobre os efeitos das mudanças climáticas ainda é pouco significativo.
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Conferência de Estocolmo, Rio-92, Protocolo de Kyoto, Acordo de Paris, Objetivos do Milênio: reuniões de cúpula e documentos cheios de boas intenções se sucedem desde 1972, enquanto a humanidade segue sofrendo com os efeitos cada vez maiores das mudanças climáticas
Canteiro de obras: Uma grande arena e muitas outras estruturas de convivência estão sendo construídas no Parque da Cidade, em Belém, para sediar a COP30. No âmbito das negociações pelo clima, a responsabilidade do Brasil em novembro do ano que vem será imensa.
Mais de três décadas depois da Rio-92 e em plena administração de Donald Trump nos Estados Unidos, caberá ao Brasil liderar uma cúpula sobre mudanças climáticas que pode ser decisiva em um momento crítico para o planeta
Pescador joga sua rede no rio Tapajós, em Alter do Chão, no Pará: Na Amazônia Legal, os peixes são a principal fonte de proteínas para quase 40 milhões de pessoas. O desmatamento afeta a diversidade de espécies, reduzindo oferta de pescado e prejudicando a segurança alimentar de toda uma população.
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Perda da cobertura florestal reduz a diversidade de peixes, impactando a principal fonte de proteínas para os 38 milhões de habitantes da Amazônia Legal e provocando um desequilíbrio em toda a cadeia alimentar dos ecossistemas
Até um terço dos habitats de anfíbios anuros poderão se tornar mais áridos até o final deste século - e ações para preservação desses animais são urgentes.
Rafael P. Bovo
Com metodologias como mapeamento espacial e modelagem biofísica, pesquisa mostra que cenários climáticos futuros podem ser desastrosos para anfíbios anuros.
Leito seco de um lago: mudanças climáticas, somadas ao uso excessivo de água e projetos de irrigação, estão levando ao desaparecimento de corpos d'água interior ao redor do mundo.
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O crescente consumo de água pela sociedade, exacerbado pelas mudanças climáticas, está esgotando lagos e mares em todo o mundo.
O desfecho de Baku escancara que os países ricos fogem de qualquer responsabilidade, além de deixar aberta a conta do financiamento. A COP30, sob a liderança do Brasil, precisará avançar nas políticas de redução de emissões, ajudando os países em desenvolvimento a se adaptar ao novo clima, e estruturando uma nova economia mundial de baixo carbono.
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Avanços foram feitos na regulamentação internacional do mercado global de carbono, mas o documento final não menciona a necessidade de acabar com a exploração e uso dos combustíveis fósseis.
O chefe climático das Nações Unidas, Simon Stiell, à esquerda, e a assessora climática sênior Joanna MacGregor, ao centro, após a sessão de encerramento da COP29.
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As expectativas eram baixas para a última cúpula climática da ONU. Mas a especialista em direito climático Jacqueline Peel, que participou das negociações, explica o progresso que foi feito.
Os principais resultados da COP16, realizada em outubro em Cali, na Colômbia (foto), vão se complementar com as deliberações da COP29, que termina nesta sexta-feira, dia 22 de novembro, no Azerbaijão.
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Uma avaliação dos principais resultados da COP16 sobre biodiversidade e da COP29 sobre o clima, e como ambas se complementam.
Viagem liderada por brasileiros será inédita porque vai tentar chegar o mais perto possível da costa da Antártica em diferentes pontos que ainda não foram estudados pela ciência.
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Mais de 60 pesquisadores de sete países embarcam em uma expedição científica em busca de dados vitais para o futuro do planeta
Icebergs derretendo no Oceano Ártico: desaceleração da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC, na sigla em inglês) terá consequências para o clima e os ecossistemas de todo mundo.
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Pesquisas mostram desaceleração da Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC, na sigla em inglês) terá consequências para o clima e os ecossistemas de todo mundo.
Manifestantes em Baku protestam por mais financiamentos e menos empréstimos para iniciativas contra o aquecimento global: Países desenvolvidos não aceitam mecanismos de transferência de renda para ajudar as nações em desenvolvimento a reduzir emissões.
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Países desenvolvidos não aceitam mecanismos de transferência de renda para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir suas emissões e realizar a necessária transição energética para construírem economias de baixas emissões de carbono
Manifestante exibe um prato vazio com uma mensagem aos líderes do G20 sobre a fome, durante protesto numa das prévias da reunião de cúpula no Rio de Janeiro: como presidente do encontro, Brasil pode liderar ações para mitigar efeitos das mudanças climáticas sobre o funcionamento das cadeias de suprimentos ao redor do mundo, que podem afetar a economia, a saúde e a segurança alimentar globais.
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Como detentor da presidência do G20, o Brasil tem uma oportunidade de assumir um papel de liderança na construção de resiliência e na mitigação de riscos no comércio global
A “Zona Verde”, área da COP29 onde organizações internacionais compartilham ideias sobre redução das emissões de carbono: Pesquisa recente revela que muitas empresas praticam a chamada “lavagem verde” comprando créditos de carbono baratos de projetos de compensação de baixa qualidade. Regulamentação do mercado anunciada esta semana no Azerbaijão pode mudar este quadro.
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Na semana em que a COP29 anuncia a proposta de regulamentação de um mercado mundial de carbono, um mergulho nas práticas de 866 empresas de capital aberto e 1.413 projetos de créditos de carbono revela quais dependem de compensações baratas e quais realmente optam por reduzir suas próprias emissões
O verdadeiro sucesso da conferência seria conseguir metas significativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e o endosso explícito da necessidade de abandonar os combustíveis fósseis. Infelizmente, esse último aspecto não está em destaque na agenda de Baku.
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O foco central das negociações da COP29 está em uma meta maior para o financiamento climático - o dinheiro que as nações ricas fornecem às nações pobres para ajudar na transição energética e na resistência climática.
Permafrost sob a tundra, mostrando o solo congelado sob as plantas: região estoca um quantidade fenomenal de carbono, mais de 1 trilhão de toneladas, ou o dobro de todas as florestas e solos tropicais.
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Queríamos descobrir a quantidade de carbono e nitrogênio que está sendo liberada pelo permafrost do norte e fizemos o primeiro balanço completo de gases de efeito estufa da região
Professor de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Professor de Filosofia do Direito, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)