Articles on Mudanças climáticas

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Espécies que evoluíram em áreas estáveis, moldadas por milhões de anos de constância, podem se tornar vulneráveis com as rápidas mudanças climáticas causadas pelo homem. Ubirajara Oliveira

Impacto das mudanças climáticas pode equivaler a 3,3 milhões de anos de transformações nas vegetações tropicais

Transformações que levaram milhões de anos podem se repetir em décadas, e essa mudança comprimida no tempo pode se tornar destrutiva, com consequências perigosas para o planeta
Floresta de araucárias e campos de pastagem nas regiões de altitude do Sul do Brasil: lições do passado podem nos ajudar a conservar esse ecossistema antigo e em risco devido a anos de exploração madeireira, expansão agrícola e as recentes mudanças no clima. Diego Murta/Shutterstock

Floresta de altitude do Brasil vem sendo moldada por mudanças climáticas e povos indígenas há 6.000 anos

Registros pré-históricos de pólen mostram que a dinâmica florestal no Sul do Brasil foi influenciada por mais do que apenas mudanças climáticas em grande escala
Pesquisa mostra que florestas tropicais da América do Sul, como a Amazônica, deixaram de absorver carbono durante o El Niño de 2015-2016: corremos o risco de testemunhar perdas de árvores e de carbono em escalas nunca antes vistas em repetição do evento climático extremo prevista para este ano. Teo Tarras / Shutterstock

Florestas tropicais podem deixar de atuar como sumidouros de carbono durante o El Niño

Algumas das florestas tropicais da América do Sul deixaram efetivamente de absorver carbono durante o El Niño de 2015-2016
Estudos recentes identificaram em golfinhos lesões cerebrais em golfinhos similares às causadas pela doença de Alzheimer em humanos. Shutterstock

Golfinhos também podem ter Alzheimer?

Lesões semelhantes às do Alzheimer foram encontradas em golfinhos e outros cetáceos. Comparar seus cérebros com os de humanos abre novos caminhos na neurociência e conecta a saúde do oceano com a nossa.
Entender a formação dos mantos de gelo do passado também pode nos dar pistas sobre o futuro: condições necessárias são extraordinariamente específicas e levaram muito tempo para se estabelecer, e quando os mantos de gelo desaparecem, eles não podem simplesmente se regenerar. Matt Palmer/Unsplash

Novo estudo indica por que a Antártica congelou milhões de anos antes do Ártico

Novas respostas para dois mistérios interligados revelam como e por que se formou o enorme manto de gelo da Antártica
Tabuleiro do “Jogo do Clima”, que guia as crianças por 46 casas que abordam temas de meteorologia e biodiversidade através de animais e fenômenos naturais. Imagem: @entrando_no_clima

Do dado à decisão: jogos são cada vez mais importantes no debate sobre clima na educação

Da sala de aula ao tabuleiro, a educação climática para crianças e adolescentes pode ir além da repetição da urgência com método, contexto, linguagem e recursos que transformam informação em experiência.*
As libélulas têm asas com uma complexa rede de veias que lhe confere um voo poderoso: as libélulas atuais — muito menores que as da pré-história — conservam quase intacto um desenho morfológico e comportamental que transformou suas ancestrais em máquinas de caça perfeitas. Patricia Casanueva Gómez.

Libélulas, joias vivas da pré‑história ameaçadas pelo ser humano

As libélulas conseguiram sobreviver a erupções vulcânicas, glaciações e meteoritos, mas hoje sua existência está ameaçada por perigos que partem de nós mesmos, os seres humanos
Desigualdade ambiental: eventos climáticos extremos como o super El Niño tendem a tornar mais evidentes as contradições do modelo de desenvolvimento social e econômico brasileiro, expondo quesões como o racismo ambiental, que é quando determinados grupos sociais são sistematicamente mais expostos a riscos climáticos e menos atendidos pelas políticas públicas de prevenção a desastres naturais. Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil

Sociologia: pela ótica das desigualdades, super El Niño que se aproxima neste inverno é um espelho do Brasil

Fenômeno climático reflete não apenas a força da natureza, mas as consequências de decisões sociais, econômicas e políticas
O Global Justice Report, relatório elaborado por uma coalizão internacional de pesquisadores ligados ao World Inequality Lab, propõe um caminho para enfrentar simultaneamente três dos maiores desafios do século XXI: a emergência climática, a desigualdade extrema e a perda de qualidade de vida. E uma das conclusões mais provocativas do estudo é que trabalhar menos pode ser parte da solução. Foto: Envato

Menos horas, mais vida: debate sobre escala 5x2 também envolve mudanças climáticas e desigualdade

Relatório elaborado por coalizão internacional de pesquisadores conclui que trabalhar menos pode ser parte da solução minimizar impactos da emergência climática, da desigualdade extrema e da perda de qualidade de vida
O Oceano Atlântico oferece poucos sinais visíveis do que se move sob suas ondas, como a circulação responsável por levar o calor dos trópicos para regiões mais frias do Hemisfério Norte. Arno Ryser / unsplash

Enfraquecimento de corrente no Atlântico, uma das maiores ameaças climáticas do mundo, tem um problema de imagem

A Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC) pode estar diminuindo sua velocidade, mas mudanças nas profundezas do oceano não geram imagens fáceis de transmitir ao público
Nações indígenas protestam em frente ao Congresso Nacional, durante o último “Acampamento Terra Livre,” maior mobilização anual de povos originários por direitos fundiários e proteção contra os efeitos das mudanças climáticas, que vêm gerando sofrimento psicológico, ansiedade, medo e sensação de perda coletiva nessas comunidades. AP Photo/Eraldo Peres

Mudanças climáticas já têm impacto sobre a saúde mental, sobretudo em comunidades mais vulneráveis

Nas populações de comunidades tradicionais, a crise climática dilacera vínculos profundos na relação e nos laços espirituais entre o ser humano e a natureza, o que gera sofrimento psicológico, ansiedade, medo e sensação de perda coletiva
Texto aprovado em maio reafirma que os Estados possuem obrigações jurídicas internacionais de proteger o sistema climático e prevenir danos ambientais significativos decorrentes das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa. AP Photo / Peter Dejong

ONU conseguiu transformar parecer climático da Corte Internacional de Justiça em instrumento político global

Texto aprovado em maio reafirma que os Estados possuem obrigações jurídicas internacionais de proteger o sistema climático e prevenir danos ambientais significativos decorrentes das emissões antropogênicas de gases de efeito estufa
Chuvas na Amazônia: estudo om participação de pesquisadores de cinco países investigou como as mudanças climáticas globais e os padrões regionais de uso da terra interagem para influenciar os padrões de precipitação na região sul do bioma até o ano de 2050. Foto: Fapesp Pesquisa / Rogerio Assis

Mudanças climáticas estão tornando regime de chuvas na Amazônia mais sensível ao desmatamento

Estudo com pesquisadores diversos países revelou que as alterações no clima deixam o equilíbrio pluviométrico ainda mais vulnerável às mudanças no uso do solo na Amazônia
As temperaturas estavam muito altas em algumas partidas durante a Copa do Mundo de Clubes de 2025 e também são esperadas temperaturas extremas durante a Copa do Mundo de 2026. Image of sport /Alamy

Copa do Mundo e clima: por que mudar os jogos para a noite não é suficiente para enfrentar o calor extremo

Previsões são de que condições climáticas extremas, tanto de calor quanto de chuva, atinjam as cidades-sede da Copa do Mundo neste verão no Hemisfério Norte
A zona portuária de Porto Alegre inundada pelas águas do Rio Guaíba, nas enchentes de 2024: estudos estimam que o Brasil já perde mais de R$ 110 bilhões do PIB por ano devido a desastres climáticos. São recursos que poderiam financiar ações em saúde, educação, transporte, dentre outras. As verbas emergenciais em resposta a desastres, como no caso do Rio Grande do Sul, foram quase dez vezes superiores aos investimentos em prevenção e preparação. AP Photo / Wesley Santos

Dados indicam onde a sociedade brasileira ainda não está preparada para lidar com a crise climática

Em ano eleitoral, população precisa escolher lideranças levando em consideração propostas de planos, programas e projetos de curto, médio e longo prazo que integrem a perspectiva climática à sua realidade local
O Vidigal é uma favela junto a um dos bairros mais caros do Rio de Janeiro, mas seus moradores sofrem muito mais com o calor do que seus vizinhos, com seus telhados de metal, sem áreas verdes e falta de infraestrutura. SIALABE/Shutterstock

O que é a “pobreza de refrigeração”, que torna o calor extremo mais perigoso para milhões de pessoas

Algumas regiões do mundo estão se aquecendo muito mais rapidamente do que outras, mas, mesmo dentro da mesma cidade, moradores de alguns bairros estão mais expostos e sofrem mais do que outros
Plantações de óleo de palma são, por vezes, consideradas uma solução climática, uma vez que o óleo pode ser transformado em biocombustível, mas projetos substituem sistemas alimentares locais por fazendas de escala industrial com altas emissões. mngthm / shutterstock

Projetos de “baixo carbono” da indústria petrolífera na verdade reforçam a dependência de combustíveis fósseis

Revisão independente de 48 projetos mostra que eles servem mais para reforçar a imagem das empresas ou até ajudar na extração de petróleo, sem alterar seu modelo de negócios
Estamos fazendo com o nosso sistema de suporte de vida planetário o que nenhum astronauta faz com o dele: em uma nave, a sabotagem é impensável e socialmente intolerável, e seus colegas de tripulação e controle de missão interviriam imediatamente. ixpert/Shutterstock

Por que precisamos tratar a Terra como uma nave espacial

A ciência climática é o antídoto contra os mitos: há muito tempo os cientistas observam que o cérebro humano tem dificuldade em lidar com ameaças psicologicamente distantes

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