Articles on COP30

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Uma amostra da diversidade de participantes da COP 30: fora das salas de conferência plenárias, governos subnacionais, líderes indígenas e de movimentos sociais não esperaram declarações grandiosas e mostraram conquistas obtidas com muito esforço. Hermes Caruzo/COP30

Governos subnacionais e sociedade civil mostraram na COP 30 como podem ajudar o mundo a atingir metas climáticas

Instituição que reúne governos de municípios, estados, províncias e regiões de todo mundo mostra a força nas ações enquanto delegações de países discutem linguagem e mecanismos vinculativos
Disputa sobre se deveria ou não haver um mapa do caminho mostra o quanto os países que dependem de combustíveis fósseis estão trabalhando para retardar a transição energética, e como outros estão se posicionando para se beneficiar do crescimento das energias renováveis. Gerard Julien/AFP via Getty Images

A batalha pela transição energética entre países produtores de petróleo e produtores de eletricidade

Embora a energia eólica e solar tenham liderado os investimentos globais, a aposta em gás natural liquefeito também está em alta
A participação dos indígenas na COP 30 não se limitou a atos simbólicos. Eles lideraram debates e apresentaram propostas. AP Photo / Fernando Llano

COP 30 repetiu erros do passado, mas presença indígena expôs contradições na retórica da transição energética

Mobilização transnacional de povos amazônicos reforçou a centralidade política dos povos originários na defesa dos ecossistemas amazônicos e na denúncia dos impactos da crise climática sobre seus territórios
Nuvens de tempestade sobre Belém: além de facilitar a presença de representantes de povos indígenas, ter a cidade como sede da COP 30 ajudou a deixar claras as realidades das mudanças climáticas e do uso da terra, que são gritantemente óbvias na Amazônia. Alexander Lees

Por que foi tão importante sediar a Conferência do Clima da ONU na Amazônia, apesar do resultado decepcionante

As realidades das mudanças climáticas e do uso da terra são gritantemente evidentes na Amazônia.
Conferência sediada na Amazônia foi marcada por avanços via compromissos voluntários, e não um acordo global vinculativo, e deixou em falta um roteiro claro para a transição energética dos combustíveis fósseis para fontes renováveis Andre Borges / EPA

Cinco razões pelas quais a COP 30 não cumpriu a promessa de ser uma “Cúpula do Povo”

Os acordos foram fechados, mas elementos cruciais, como um mapa do caminho para a transição dos combustíveis fósseis para energias renováveis, fizeram falta
Profusão de eventos que unem calor, acidificação e queda na disponibilidade de nutrientes provoca efeitos visíveis no mundo inteiro, como o branqueamento dos corais e o colapso da pesca em certos trechos da costa da África. AP Photo/Sam Mednick

Oceanógrafa explica modelo de atribuição às mudanças climáticas de um evento extremo

Professora de Oceanografia Física e Clima da UFSC esteve na COP 30 para apresentar análises de recentes desastres ambientais causados por calor e acidificação do oceano no Atlântico Sul
Um fator nessa mudança pode ser o cenário político atual: de acordo com a análise do Pew, pessoas de direita são menos propensas a considerar as mudanças climáticas uma grande ameaça desde 2022. HM Shahidul Islam/Shutterstock

Preocupação com mudanças climáticas cai em países ricos, mas aumenta em nações como Brasil, Turquia e Índia

Pesquisas revelam mudanças nas atitudes em relação à ameaça das mudanças climáticas em todo o mundo.
Protestos na barqueata da Cúpula dos Povos, ocorrida no dia 12 de novembro na COP 30: diferente do que prega o bilionário filantropo, os desafios climáticos não estão diminuindo, as projeções superestimam capacidades futuras de evitar o aumento da temperatura global, e há uma falsa dicotomia entre investimentos na luta contra as mudanças climáticas e contra outros problemas globais. Hermes Caruzo/COP30

Análise: A COP 30 e os erros das “três verdades difíceis” sobre as mudanças climáticas apontadas por Bill Gates

As “verdades” de Gates são, pelo menos parcialmente, falsas, mas indicam claramente três erros estratégicos que os ocidentais cometeram recentemente sobre o assunto
Belém tornou-se o palco simbólico de uma disputa de legitimidades: o multilateralismo tenta sobreviver em meio à fragmentação política e à financeirização da natureza. Foto: Alex Ferro / COP30

Debate global sobre o clima tornou‑se um espelho da crise de governança internacional

Belém tornou-se o palco simbólico de uma disputa de legitimidades: o multilateralismo tenta sobreviver em meio à fragmentação política e à financeirização da natureza.
Uma plantação de cana-de-açúcar no município de Altinópolis, São Paulo: se a expansão for inevitável, várias estratégias podem ajudar a reduzir as consequências ambientais, evitando áreas ricas em carbono e biodiversidade. Thomas M. R. Gérard

Agricultura no Brasil: como as escolhas no uso da terra podem afetar a biodiversidade e o clima global

As escolhas feitas no Brasil, onde acontece a COP 30 que começa hoje,dia 10 de novembro, terão consequências para todo o planeta
Minar a confiança nas conferências climáticas da ONU classificando-as como “inúteis” traz o risco de retardar progresso de políticas importantes e tornar seus críticos cúmplices involuntários de Donald Trump em seu negacionismo.

Análise: As “cúpulas do clima” da ONU funcionam, só que não do jeito que seus críticos pensam

Muitos dizem que as cúpulas climáticas da ONU são inúteis. Eles estão errados, e minar a confiança nestes encontros traz o risco de retardar progresso de políticas importantes
A sessão plenária geral dos líderes, que marcou a abertura da COP 30: promover uma transição energética justa, zerar o desmatamento das florestas tropicais, consolidar instrumentos eficazes de financiamento climático, implementar políticas sociais e econômicas de adaptação ao novo clima e reforçar o multilateralismo são os cinco eixos de debate essenciais para que a COP 30 corresponda às expectativas que o mundo inteiro deposita neste encontro inédito sobre o clima, no coração da Amazônia brasileira. Foto: Alex Ferro / COP 30

Muito além da crise climática: COP 30 deve buscar a construção de um novo modelo de civilização

A crise climática que enfrentamos é o sinal mais evidente de que a humanidade atravessa mais uma grande transição histórica. O verdadeiro desafio é repensar nossas formas de produzir, consumir e viver — e, sobretudo, redefinir o que entendemos por progresso
Trecho da Volta Grande do Xingu, na Terra Indígena Paquiçamba, próximo da barragem de Belo Monte: a construção da hidrelétrica e a consequente redução do volume de água nesse trecho do rio impactaram gravemente o meio ambiente a o modo de vida das populações tradicionais localizadas nessa região. Foto: Lalo de Almeida / Folhapress

As sociedades tradicionais amazônicas estão em ponto de ruptura: que soluções esperar da COP 30?

Investimentos em mitigação climática às vezes acabam produzindo efeitos adversos sobre as populações amazônicas. A sustentabilidade local não pode ser alcançada através de mecanismos de mercado que excluam os povos que criaram e mantiveram a diversidade ecológica regional
Reunião de líderes indígenas Ashaninka do Alto Juruá (Brasil) e do Peru, financiado pelo Fundo Amazônia. Antes presos a sistemas de dívida e dependência, e resistindo durante séculos ao avanço de forasteiros, os Ashaninka do Brasil agora estão entre os líderes ambientais do mundo. Em novembro deste ano, eles chegarão à COP 30 em Belém não como vítimas da história, mas como seus sobreviventes e visionários. Eles trazem consigo as vozes da floresta, a memória da luta e um apelo à mudança. Foto de Cristiana Bartazoni

Vozes indígenas na COP30: a Amazônia fala ‑ mas o mundo irá ouvi‑la?

Os povos indígenas desempenham um papel crucial na adaptação climática, na conservação da biodiversidade e na proteção ambiental. Belém oferece uma oportunidade histórica de tornar esta conferência climática uma “COP indígena”.
O cerrado, nativo do centro-sul brasileiro, perde território a olhos vistos para o agronegócio: os índices de desmatamento seguem altos neste bioma, em meio a um discurso preservacionista carregado de contradições, que na prática segue estimulando a produção agropecuária em larga escala, com poucos mecanismos de defesa do ambiente afetado por ela. Foto: Adriano Gambarini / WWF Brasil/ Divulgação

Entre “celeiro do mundo” e “guardião da Amazônia”, Brasil segue sem solucionar seu dilema ambiental

Entre o discurso e a prática, país enfrenta contradições que hoje alimentam a fome, aceleram o desmatamento e corroem nosso futuro climático - exigindo uma revisão urgente do atual padrão produtivo e financiado
O indígena brasileiro Jonas Reis posa para uma foto enquanto participa de um protesto durante a quinta Cúpula Presidencial da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica. AP Photo/Fernando Vergara

Cúpula de Bogotá avançou na inclusão indígena, mas explicita limites impostos pelo interesse em combustíveis fósseis

O encontro deixou claro que os interesses do Brasil em relação à manutenção da exploração de óleo e gás falam mais alto, tornando a próxima COP 30 um teste decisivo para a credibilidade dos compromissos assumidos em defesa da Amazônia
Vista aérea do Parque da Cidade, onde será realizada a COP30. Países têm pressionado o Brasil a transferir a conferência climática da ONU de Belém para outra cidade em razão dos valores exorbitantes cobrados pelos hotéis da capital paraense. Alessandro Falco/Folhapress

Infraestrutura precária, ganância e colonialismo interno alimentam crise de acomodação na COP 30

Preço de hotéis pode levar a esvaziamento do evento; mas presença significativa de países e delegações é fundamental para legitimar as discussões da conferência
Se tratássemos os dados climáticos como tratamos os relatórios financeiros, o pânico se instalaria após cada atualização terrível. No entanto, embora os governos rotineiramente mudem de atitude quando confrontados com uma crise econômica, eles têm sido muito mais lentos para responder ao que os principais indicadores climáticos - os sinais vitais da Terra - estão nos dizendo. Piyaset/Shutterstock

Novo estudo alerta que o mundo está ficando sem tempo para evitar os piores impactos das mudanças climáticas

O mundo já atingiu um nível de aquecimento tão elevado que não pode evitar impactos significativos da mudança climática. Precisamos parar de queimar combustíveis fósseis agora e tomar medidas urgentes para reduzir o aquecimento global.
Arranha-céus no horizonte de Belém, metrópole encravada na floresta, às margens do Rio Amazonas: destino das cidades e das florestas é inseparável, e superar o abismo entre essas duas esferas é essencial para alcançar as metas climáticas globais.

Apesar de aparentemente antagônicas, florestas e cidades são uma frente comum na luta pelo clima

À medida que os líderes se preparam para a COP 30, é preciso encarar uma realidade básica: o destino das florestas e das cidades é inseparável. Superar o abismo entre essas duas esferas é essencial para alcançar as metas climáticas globais

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