Paraty (foto), é um exemplo de cidade onde a urbanização é uma das causas do declínio da biodiversidade local. Isso acontece tanto pela destruição direta de habitats quanto pela degradação da qualidade ambiental. Em todo o litoral brasileiro, manguezais, dunas e praias vêm passando por processos semelhantes.
Foto de Aline Martinez
Aline Martinez, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP); André Pardal, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), and Rosana Rocha, Universidade Federal do Paraná (UFPR)
As Soluções baseadas na Natureza (SbN) usam processos e elementos naturais para enfrentar desafios ambientais, sociais e econômicos. Isso inclui conservar e restaurar ecossistemas costeiros, criar infraestrutura verde e azul e conectar áreas naturais
As rainhas de abelhões do gênero das mamangabas acumulam reservas de energia para se prepararem para o inverno: cada uma delas será responsável por fundar uma nova colônia quando a primavera chegar.
(Lucas Borg-Darveau)
A capacidade das rainhas de espécies de mamangabas de respirar e sobreviver debaixo d'água desempenha um papel importante — e até há pouco ignorado — na resiliência de populações de abelhas ameaçadas
Já sabemos que o aquecimento global reduz a produtividade agrícola e altera a qualidade nutricional dos alimentos. Mas o que acontece quando essas transformações atingem o cérebro humano por meio da nutrição?
Foto: SakuraImageInc/Envato
Mudanças climáticas reduzem a qualidade dos alimentos e comprometem o desenvolvimento cognitivo. As dificuldades educacionais limitam oportunidades econômicas e mantêm populações expostas aos impactos ambientais
A famosa Geleira de Rhone, na Suíça, coberta com panos numa tentativa desesperada de retardar o seu derretimento, no verão de 2025: o degelo recorde não é apenas um dado científico, é um sinal de uma nova fase do sistema climático, que exige adaptação, planejamento e compreensão.
AP Photo/Matthias Schrader
O sistema climático está sob estresse: todas as regiões glaciais do planeta registraram perda de massa em 2024, pelo terceiro ano consecutivo. E os efeitos disso vão muito além das regiões polares
O caminho sustentável da agropecuária brasileira é aumentar a produtividade com base científica e tecnológica, considerando as especificidades de cada região produtora. Para isso, é necessário desenvolver novas estratégias para a produção, incluindo materiais genéticos mais resilientes, insumos mais eficientes e sistemas de produção mais sustentáveis e seguros, iintegrando ferramentas digitais e dados climáticos na tomada de decisões.
Imagem: Envato
O futuro da produção de alimentos no Brasil não está na abertura de novas fronteiras agrícolas, mas na capacidade do país de transformar ciência em produtividade
Bombeiros e voluntários realizam buscas por pessoas desaparecidas em uma área soterrada por lama e detritos no bairro Paineiras, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Foi a partir desse cenário que pesquisadores da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) fizeram um levantamento sobre como a Câmara Municipal da cidade tem atuado sobre o tema das chuvas ao longo dos últimos 25 anos.
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress
Gustavo Paravizo, Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) and Guilherme Duque, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Se as cidades enfrentam eventos climáticos cada vez mais severos, a atuação dos vereadores ganha ainda mais importância. Ter conhecimento sobre o que fazem e como utilizam seus instrumentos legislativos de controle, fiscalização e proposição é fundamental
Em Minas Gerais, em fevereiro de 2026 novas enchentes e deslizamentos voltaram a cobrar um preço alto, deixando dezenas de mortos e milhares de desabrigados em cidades como Juiz de Fora (foto), uma das regiões mais urbanizadas em terreno de declive do país.
Foto: Rodney Costa/O Tempo/Folhapress
Estudos globais sobre gestão de risco de desastres indicam que cada real investido em prevenção pode gerar retornos de até quatro vezes o valor em perdas evitadas
Catadores trabalham no entardecer de num aterro sanitário em Rio Branco, no Acre: estima-se que mais de um milhão de pessoas exerçam essa atividade no Brasil, que é responsável por cerca de 90% de todo o material reciclável que chega às indústrias do país.
Foto: Dhárcules Pinheiro/Arquivo pessoal
Estima-se que cerca de 90% dos materiais recicláveis que chegam à indústria no Brasil tenham passado pelas mãos de catadores de papel, latinhas e outros materiais
Em locais como a comunidade México 70, na cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, cientistas, comunidade e a Secretaria Nacional de Periferias iniciam trabalho conjunto contra os efeitos de inundações e deslizamentos em áreas de risco.
Foto: Leandro Vaz
Na cidade de São Vicente, no litoral de São Paulo, cientistas, comunidade e governo se unem contra os efeitos cada v ez mais devastadores de chuvas e inundações
em áreas menos favorecidas
Moradores da cidade de Humaitá, no Amazonas, atravessam o leito do Rio Madeira, um dos maipores afluentes do Amazonas, inteiramente seco, durante a seca de 2024: nova plataforma Adapta Brasil, desenvolvida no INPE produz o retrato da situação e dos riscos de cada um dos 5.570 municípios brasileiros, sempre a partir da lente climática.
AP Photo/Edmar Barros
Jean Ometto, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)
Plataforma desenvolvida no INPE produz o retrato da situação e dos riscos de cada um dos 5.570 municípios brasileiros, sempre a partir da lente climática
Chuva derrete a neve e tira dos glaciares sua fonte de gelo, além de formar poças que desestabilizam plataformas de gelo, aumentando o desprendimento de icebergs e a perda de massa para os oceanos, e ameaçando a sobrevivência de várias espécies de pinguins
Gula52 / shutterstock
Na Península Antártica, as precipitações estão caindo cada vez mais na forma de chuva em vez de neve, com consequências para geleiras, pinguins e até os cientistas.
Sem refúgio: o boto-cinza é um animal costeiro e não costuma ir para o mar aberto. Ele depende das baías e estuários para viver, reproduzir e se alimentar. O problema é que as atividades econômicas da região usam exatamente as mesmas áreas rasas e protegidas.
Foto: Wikimedia
Guilherme Maricato, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Israel Maciel, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), and Rodrigo Tardin, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Pesquisas mostram que a intensa atividade humana na Baía de Sepetiba está empurrando a população de botos-cinza para um ponto crítico de não retorno
O uso de embalagens para alimentos por varejistas gera diversos debates sobre seus impactos ambientais e sua utilidade para o consumidor. Embalagens desenvolvidas para estender a vida útil do produto, evitando perdas no transporte e reduzindo desperdício, podem representar uma vantagem ambiental. Mas sem uma gestão adequada de resíduos sólidos, essa vantagem se perde. No Brasil,apenas 14% dos municípios é atendida por coleta seletiva de lixo.
Foto: Envato
Práticas como o uso de comida de produtores locais, o reaproveitamento de alimentos ou a redução do uso de embalagens podem parecer boas para o ambiente, mas esse nem sempre é o caso
Os pombos são bem adaptados à vida urbana e estão ocupando o lugar de espécies locais em todo o mundo: nas últimas sete décadas, as mudanças na biodiversidade da vida na Terra provocadas pela ação humana se intensificaram dramaticamente.
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A homogeneidade é apenas uma faceta das mudanças provocadas pelos seres humanos na tapeçaria da vida da Terra.
Uma amostra da diversidade de participantes da COP 30: fora das salas de conferência plenárias, governos subnacionais, líderes indígenas e de movimentos sociais não esperaram declarações grandiosas e mostraram conquistas obtidas com muito esforço.
Hermes Caruzo/COP30
Instituição que reúne governos de municípios, estados, províncias e regiões de todo mundo mostra a força nas ações enquanto delegações de países discutem linguagem e mecanismos vinculativos
Boston e grande parte dos Estados Unidos enfrentam uma forte onda de frio em janeiro de 2026: perturbações na corrente de jato atuaram em conjunto para criar condições favoráveis para tempestades e clima extremo
Craig F. Walker/The Boston Globe via Getty Images
Ferramenta, desenvolvida no Paraná, mostra como espécies hoje adaptadas para determinadas regiões podem não conseguir sobreviver ali no futuro
Luiz Antonio Elias, presidente da Finep, durante o seminário O Brasil Pós-COP 30, realizado nesta terça-feira, dia 27 de janeiro: os manguezais, que junto com os recifes de corais são bases ecológicas e econômicas para inúmeras comunidades, encontram-se sob pressão crescente e comprometem o turismo e a segurança alimentar. Esse é um dos desafios climáticos que o Brasil precisará enfrentar.
Livro reúne estudos de 95 pesquisadores que combinam ciência com visão estratégica para os desafios para o País. Brasil precisa ocupar um lugar de protagonismo, amparado em sua biodiversidade, em sua matriz energética renovável e em sua capacidade científica
Todos na chuva: em seu retorno à presidência dos EUA, Donald Trump agressivamente desmontou políticas locais verdes implementadas por seu antecessor, esvaziou iniciativas alinhadas ao desenvolvimento sustentável no plano internacional, boicotou a COP 30 e pressionou outros governos a flexibilizarem suas legislações climáticas. No pano de fundo desse rolo compressor, a negação à ciência em nome da economia.
Foto: Divulgação / Governo dos Estados Unidos
Como despolitizar a agenda do clima? É preciso restabelecer um consenso mínimo em torno da ciência. Na medida em que a realidade se impõe, os efeitos cada vez mais devastadores da crise climática também cobrará um custo político dos governos que a negam
Moradores fazem fila para pegar água perto da Cidade do Cabo, na África do Sul, em fevereiro de 2018, quando uma seca levou a cidade perto de um “Dia Zero”, quando os suprimentos de água se esgotariam.
Per-Anders Pettersson/Getty Images
Professor de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Professor de Filosofia do Direito, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)