Stand do Brasil na COP29, anunciando o evento do ano que vem: escolha de Belém para sediar a COP30 destaca os interesses políticos e econômicos em jogo na região, mas também expõe expõe a desigualdade social e os problemas ambientais históricos e cada vez mais urgentes na cidade em particular, e na Amazônia como um todo.
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Jornalismo pode contribuir para alterar a percepção pública sobre as mudanças climáticas e o modo como entendemos o que é desenvolvimento
Amazônia em chamas: impacto de grandes infraestruturas de transporte - cujo mais recente exemplo é a ferrovia Ferrogrão - intensifica desequilíbrios que geram a ocorrência de incêndios florestais que agravam a emergência climática atual.
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Mudanças climáticas, secas prolongadas e atividades humanas como a construção de estradas e ferrovias criam condições para incêndios florestais de grande escala que se espalham rapidamente pela paisagem
Em busca de água, dois maçaricos reais aproximam-se perigosamente de um grupo de jacarés-do-pantanal no leito quase seco do rio Bento Gomes, próximo a Poconé, Mato Grosso: calor, seca, queimadas e incêndios que colocam em risco a biodiversidade e a própria sobrevivência humana em diversos ecossistemas do Brasil e do mundo não podem ser vistos como problemas isolados.
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Revisar o Código Florestal, fortalecer práticas agroflorestais e fazer a transição para um agronegócio de baixo carbono são algumas das ações fundamentais para o Brasil reduzir suas emissões
O novo estudo analisou a história genética de 23 mamíferos comuns na Europa. Não se sabe ao certo por que os humanos antigos e outros animais desse grupo viveram nesse clima severo em vez de explorar lugares mais hospitaleiros. Mas eles pareciam capazes de tolerar as condições da era glacial enquanto outras raças se retiravam para refúgios.
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A maioria dos animais se refugiou em pequenas áreas mais quentes. Mas alguns, como os humanos, parecem ter ficado onde estavam. Isso é surpreendente, pois nossos ancestrais se originaram na África e pode parecer improvável que eles fossem resistentes a climas frios.
Pessoas fugindo da passagem do furacão Milton perto de Naples, Flórida: quase todos os caminhos modelados para limitar o aquecimento global a 1,5°C envolvem a transgressão temporária dessa meta do Acordo de Paris, confiando em tecnologias de remoção de carbono que não existem.
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A superação de 1,5°C de aquecimento global não pode ficar para ser desfeita depois, confiando em tecnologia, terra e recursos que não existem.
Enquanto dados de satélite mostram o furacão Milton passando por uma das intensificações mais rápidas já observadas, autoridades do estado da Flórida - com o reforço do presidente Joe Biden - esforçam-se para evacuar as cidades litorâneas antes da chegada da tempestade.
O aumento na velocidade de rotação do Milton no Golfo do México foi uma das intensificações mais rápidas já registradas. Dois cientistas que estudam furacões explicam por que isso acontece
O Fiorde Dickson em agosto de 2023: apenas algumas semanas depois da captura desta imagem, um grande pedaço da montanha deslizou para o oceano, provocando uma gigantesca onda que reverberou 10 mil vezes durante nove dias dentro do fiorde e fez a Terra inteira vibrar.
Wieter Boone / Flanders Marine Institute
Esse tsunami, provocado pelo derretimento de uma geleira na Groenlândia, é um sinal do que está por vir com as mudanças climáticas
Pescadores em Mayotte, onde o idioma local Maore não tem palavras que traduzam facilmente “mudança climática”. As palavras que usamos para discutir esses efeitos podem fazer uma grande diferença na forma como as pessoas entendem os riscos e a necessidade de escolhas mais sustentáveis.
Mwanasimba via Wikimedia
Em uma ilha africana, onde um dos idiomas locais não tem palavras consagradas para mudança climática, um pesquisador descobre lições para todos ao discutir a mudança climática
Área desmatada ilegalmente dentro de parque nacional na Amazônia: áreas de proteção ambiental não conseguem evitar a perda de florestas em muitas partes do mundo.
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Precisamos tornar as áreas protegidas mais eficazes, para conservar o que resta das plantas e dos animais da Terra
Bois e bombas de petróleo numa fazenda australiana: atividades humanas como a criação de gado, a mineração e a extração de gás natural contribuem com cerca de 65% de todas as emissões de metano no mundo.
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Pep Canadell, CSIRO; Marielle Saunois, Université de Versailles Saint-Quentin-en-Yvelines (UVSQ) – Université Paris-Saclay, and Rob Jackson, Stanford University
As atividades humanas são responsáveis por dois terços de toda a liberação de metano para a atmosfera, e esforços internacionais para estancar o fluxo ainda não estão dando resultado
Uma imensa nuvem envolve um incêndio florestal na Califórnia: novos satélites mostram que tempestades induzidas pelo fogo são mais comuns do que cientistas pensavam.
Tempestades induzidas por incêndios e redemoinhos de fogo semelhantes a tornados são mais comuns do que se imaginava, como mostram agora imagens e dados de satélite de alta resolução.
Ondas de calor cada vez mais intensas, frequentes e perigosas são sinal evidente das mudanças climáticas, e tendem a afetar principalmente os mais pobres e os mais velhos no mundo inteiro. Especialmente em países menos preparados para condições extremas, como o Brasil.
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Atualmente, cerca de oito vezes mais pessoas morrem de frio do que de calor na Europa. Mas a previsão é que essa diferença diminua muito nas próximas décadas
Pesquisadores perfuram a Geleira Guliya, no Planalto Tibetano, por amostras: análise dos genomas de vírus permitiu vislumbrar 41 mil anos de história de adaptação dos micro-organismos às mudanças climáticas.
Lonnie Thompson
Amostras de gelo extraídas do Planalto Tibetano permitiram aos cientistas recuperar o equivalente a 1.705 espécies de vírus, cujos genomas contam a história de 41 mil anos de mudanças climáticas.
Faca de dois gumes: a geoengenharia pode lançar na atmosfera partículas que bloqueiam parte da radiação solar e minimizam o aquecimento global. Mas também pode estimular a manutenção do uso de combustíveis fósseis.
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Geoengenharia pode garantir a segurança das gerações futuras; mas pode também ser um pretexto para continuarmos a explorar e consumir combustíveis fósseis
Problemas de planejamento e operação de redes estão se tornando maiores e mais complexos devido à transição energética e atingindo limite da capacidade de processamento de supercomputadores comuns.
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Pesquisadores estão estudando como os computadores quânticos podem ajudar a otimizar a operação e o planejamento da expansão de redes de energia carbono zero.
Porto Alegre inundada pelas chuvas de maio de 2024: Estudos mostram que a percepção de riscos ambientais por parte das populações varia de acordo com fatores socioeconômicos, e é preciso encontrar caminhos para comunicar o perigo de desastres de forma mais integrada e eficiente.
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Estudos de percepção de risco deveriam ser sistemáticos a fim de encontrar caminhos estratégicos para melhor comunicar a população sobre prevenção em um contexto de eminente crise climática
Um data center em Ashburn, Virgínia, o coração da região dos EUA conhecida como “Alameda dos Data Centers”: aumento no uso da IA também fez explodir a demanda por energia do setor de tecnologia.
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A IA está em toda parte, o que significa mais data centers consumindo mais eletricidade. Não há uma solução fácil, mas uma combinação de eficiência, flexibilidade e novas tecnologias poderia aliviar a carga
A Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, durante a cerimônia de lançamento da Iniciativa Regional da Amazônia contra o Financiamento Ilícito da Natureza, dia 27 de julho em Belém: investimentos no treinamento e compartilhamento de informações contra organizações criminosas transnacionais que praticam desmatamento, mineração e grilagem, entre muitos outros crimes ambientais.
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Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, lançou no final do mês passado a Iniciativa Regional da Amazônia contra o Financiamento Ilícito da Natureza, com o objetivo de impulsionar o treinamento, a cooperação e o compartilhamento de informações contra organizações criminosas transnacionais
Os Jogos Olímpicos de Paris são um exemplo do que os grandes eventos esportivos podem fazer para reduzir seu impacto sobre o meio ambiente e promover soluções de sustentabilidade para um público global.
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Os Jogos Olímpicos de 2024 estão apostando tudo em energia renovável, materiais reciclados e muito mais para reduzir sua pegada de carbono. Eles são um teste de como os grandes eventos podem ser melhores para o meio ambiente.
Ilustração do interior de um tokamak - um reator de fusão nuclear em forma de rosquinha: desenvolvimento da tecnologia levanta questões éticas e de equidade, além de preocupações com processos que podem alimentar as mudanças climáticas e serem prejudiciais ao meio ambiente.
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Professor de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Professor de Filosofia do Direito, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)