Centenas de barbatanas de tubarão secam ao sol num entreposto pesqueiro em Hong Kong: vendidas a preço de ouro em restaurantes, as sopas de barbatana de tubarão são sinal de status. Depois de obtê-las, os barcos pesqueiros descartam no mar os animais mutilados, e impossibilitados de nadar. Apesar de já haver rigorosa proibição dessa prática em vários países, ela continua ativa em todo o Sudeste Asiático.
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Especialistas estimam que cerca de 100 milhões de tubarões são abatidos na pesca a cada ano – um massacre ao qual eles simplesmente não conseguem resistir
A concentração de recursos naturais na Groenlândia, incluindo alguns dos maiores depósitos de terras raras do planeta, petróleo, gás e pedras preciosas, está ligada à sua história geológica extremamente variada ao longo dos últimos 4 bilhões de anos.
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Os depósitos de elementos de terras raras da Groenlândia podem estar entre os maiores do mundo em volume.
A ração para cães compreende uma parte significativa do sistema alimentar global, gerando globalmente emissões equivalentes a 59% a 99% das provenientes da queima de combustíveis fósseis pela aviação comercial.
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As rações caninas são uma parte substancial do sistema alimentar, não uma questão secundária.
Disputa sobre se deveria ou não haver um mapa do caminho mostra o quanto os países que dependem de combustíveis fósseis estão trabalhando para retardar a transição energética, e como outros estão se posicionando para se beneficiar do crescimento das energias renováveis.
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Embora a energia eólica e solar tenham liderado os investimentos globais, a aposta em gás natural liquefeito também está em alta
Estudos recentes analisaram a mobilidade assistida e questionam se veículos roubam oportunidades de atividade física e de interação social entre os jovens, além de aumentar o risco de acidentes com lesões potencialmente graves .
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Os veículos de mobilidade pessoal ameaçam a saúde e a segurança dos jovens, privando-os da oportunidade de combater a inatividade física por meio do transporte ativo.
Após três anos de funcionamento autônomo, em condições extremas de vento e temperatura, o Criosfera 1 recebe uma nova expedição de cientistas, que estão resgatando os dados de UVA e UVB coletados de forma contínua e por longo período pelo laboratório.
Foto: Heitor Evangelista / INCT Criosfera
Medições das radiações de UVA e UVB feitas pelo Crisfera 1 nos últimos anos ajudaram a concluir que a redução do ozônio e o aumento do UVB superficial provocaram impactos reais sobre a biota local, como o plâncton no oceano Austral
Distribuição de alimentos na Faixa de Gaza em maio de 2025: conflitos, crises econômicas, mudanças climáticas e falta de financiamento humanitário colocam milhões de pessoas em risco de insegurança alimentar grave, aponta relatório da FAO.
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Conflitos armados, crises econômicas, mudanças climáticas e déficit no financiamento humanitário estão deteriorando de forma preocupante o estado da segurança alimentar em muitos países.
Aumento do nível do mar altera as linhas costeiras, colocando casas e populações em risco: muitos lugares experimentam uma elevação superior à média global, enquanto lugares próximos à camada de gelo podem até ver o nível do mar baixar, e a principal razão tem a ver com a gravidade.
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É importante compreender o que acontece com o gelo da Antártica, pois à medida que ele derrete o nível do mar sobe, afetando vidas e economias em todo o mundo.
Balsa de passageiros no Burrard Inlet, perto do Porto de Vancouver, Canadá: com menos aerossóis no ar, nuvens contêm menos, mas maiores, gotículas, que refletem menos luz solar e são mais propensas a precipitar rapidamente, produzindo nuvens mais escuras e de vida mais curta.
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Entre 2003 e 2022, nuvens sobre o Atlântico Norte e o Pacífico Nordeste tornaram-se menos refletivas, permitindo que mais luz solar atingisse o oceano e aumentando a temperatura da superfície do mar.
Nuvens de tempestade sobre Belém: além de facilitar a presença de representantes de povos indígenas, ter a cidade como sede da COP 30 ajudou a deixar claras as realidades das mudanças climáticas e do uso da terra, que são gritantemente óbvias na Amazônia.
Alexander Lees
Alexander C. Lees, Manchester Metropolitan University; Joice Ferreira, Universidade Federal do Pará (UFPA); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), and Jos Barlow, Lancaster University
As realidades das mudanças climáticas e do uso da terra são gritantemente evidentes na Amazônia.
Conferência sediada na Amazônia foi marcada por avanços via compromissos voluntários, e não um acordo global vinculativo, e deixou em falta um roteiro claro para a transição energética dos combustíveis fósseis para fontes renováveis
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Os acordos foram fechados, mas elementos cruciais, como um mapa do caminho para a transição dos combustíveis fósseis para energias renováveis, fizeram falta
Primeiro podcast produzido pelo The Conversation Brasil terá cinco episódios semanais trazendo entrevistas com especialistas dos dois países sobre os esforços da ciência, da tecnologia e do saber ancestral dos povos originários para evitar o ponto de não retorno do clima
Protesto em frente ao Congresso por demarcação de terras indígenas, em outubro de 2025: apesar de numerosa, amplamente divulgada pela mídia e apoiada por grande parte da opinião pública, a defesa do ambiente e a luta contra as mudanças climáticas ainda perde feio dentro das casas legislativas para os interesses do agronegócio e do setor de energia fóssil - encorajados pela ambiguidade do governo quanto ao tema.
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Estudo mostra contradições complexas: muitos brasileiros têm opinião favorável à preservação, mas compartilham conteúdos falsos sobre o clima, o que favorece os interesses do agronegócio e do setor de energia fóssil
Burping cows are responsible for about a quarter of human-caused emissions of methane: a potent greenhouse gas.
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A remoção dos chamados “poluentes climáticos de curta duração” da atmosfera poderia reduzir o aquecimento global rapidamente.
Esporos do Histoplasma capsulatum, que causou a infecção por histoplasmose em 32 pessoas no Hospital Santa Rita de Cássia, no Espírito Santo, no começo de novembro de 2025.
Ilustração de Roger Harris / Science Photo Library
Tradicionalmente, a histoplasmose era associada a cavernas, áreas rurais ou regiões ribeirinhas. Hoje, crescem as evidências de que o Histoplasma está se adaptando ao ambiente urbano
Profusão de eventos que unem calor, acidificação e queda na disponibilidade de nutrientes provoca efeitos visíveis no mundo inteiro, como o branqueamento dos corais e o colapso da pesca em certos trechos da costa da África.
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Professora de Oceanografia Física e Clima da UFSC esteve na COP 30 para apresentar análises de recentes desastres ambientais causados por calor e acidificação do oceano no Atlântico Sul
Um fator nessa mudança pode ser o cenário político atual: de acordo com a análise do Pew, pessoas de direita são menos propensas a considerar as mudanças climáticas uma grande ameaça desde 2022.
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Pesquisas revelam mudanças nas atitudes em relação à ameaça das mudanças climáticas em todo o mundo.
Protestos na barqueata da Cúpula dos Povos, ocorrida no dia 12 de novembro na COP 30: diferente do que prega o bilionário filantropo, os desafios climáticos não estão diminuindo, as projeções superestimam capacidades futuras de evitar o aumento da temperatura global, e há uma falsa dicotomia entre investimentos na luta contra as mudanças climáticas e contra outros problemas globais.
Hermes Caruzo/COP30
As “verdades” de Gates são, pelo menos parcialmente, falsas, mas indicam claramente três erros estratégicos que os ocidentais cometeram recentemente sobre o assunto
Desde a década de 1950 a indústria sabia da ameaça potencialmente grave que representava para o clima da Terra, e nos anos 1970 tinha certeza que as mudanças climáticas eram inevitáveis, mas ainda assim, em vez de alertar o público sobre a iminente crise e tomar medidas, ocultou o que sabia.
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Desde a década de 1950 as empresas de petróleo e gás têm se dedicado a lançar campanhas de negação e desinformação para bloquear a adoção de políticas climáticas e de descarbonização.
Pescador no Rio Amazonas: seres humanos já enfrentam aumento da frequência e da gravidade de fenômenos climáticos extremos, como tempestades, inundações, ondas de calor e secas, o que torna a ação mais urgente.
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O evento, que reúne representantes de povos indígenas e grandes magnatas, líderes dos países mais ricos e dos mais pobres, representa, apesar de tudo, uma porta aberta para o diálogo climático.
Professor de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e Professor de Filosofia do Direito, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)