Algumas mulheres consideram a prática curativa ou empoderadora, como um ritual espiritual que as conecta ao seu corpo e à feminilidade ancestral, mas do ponto de vista dermatológico não há evidências de que seja benéfica, e pode trazer riscos de infecções.
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A tendência nas redes sociais chamada “menstrual masking” (máscara menstrual) afirma que o sangue menstrual pode rejuvenescer a pele. Alguns consideram isso espiritual, outros pseudociência.
O jejum é um fator de estresse fisiológico que pode desencadear processos adaptativos que beneficiam a saúde, mas em excesso, especialmente durante uma doença, pode causar danos: um jejum de água de 21 dias não é um tratamento plausível nem seguro para o câncer.
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Um jejum de água de 21 dias não vai “matar de fome” o câncer nem purificar seu corpo. Veja por que a ciência diz que isso não é apenas um mito, mas também potencialmente perigoso.
Dados da última pesquisa do INAF, divulgado em maio, são um alerta importante sobre os rumos da educação brasileira. Eles evidenciam que a maior parte da população, mesmo no grupo que domina a leitura e a escrita no papel, não desenvolveu competências digitais suficientes para atuar com autonomia online. É uma exclusão digital que aprofunda desigualdades em diversos aspectos da vida cotidiana, desde marcar uma consulta a fazer matrícula, checar se um boleto é verdadeiro, recorrer de multa ou atualizar o cadastro de um benefício. Em outras palavras, a fluência digital deixou de ser acessório para se tornar requisito básico de participação social.
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Pela primeira vez, o Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional (INAF)] incluiu uma avaliação da capacidade de realizar tarefas em ambiente online. Resultado não foi bom.
Estudo do Aláfia Lab, que analisou denúncias de racismo registradas entre 2011 e 2025 a partir de dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, resultou em dados alarmantes: as queixas cresceram fortemente a partir de 2020 e atingiram um recorde histórico em 2024. Entre as vítimas, como sempre, a maioria são mulheres negras.
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Mesmo diante do aumento expressivo de registros, os números refletem apenas parte da realidade, marcada por forte subnotificação
Aprovação, com pedidos de alteração e retorno ao Senado, foi um caso raro de acordo entre governo e oposição, mas alguns deputados conservadores, que seguram a bandeira da família e da religião, se opuseram ao projeto que prevê a regulamentação das redes sociais para proteger crianças e adolescentes de abusos, incluindo pedofilia.
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Arthur Coelho Bezerra, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) and David Nemer, University of Virginia
PL que que regula redes sociais para crianças e adolescentes foi aprovado com restrições e voltará para o Senado. Os votos contrários à medida que visa proteger crianças de abuso e pedofilia vieram de deputados que ostentam a bandeira da religião e da família
Corrida ao fundo do poço: o controle cada vez maior e danoso das redes sociais sobre o comportamento humano é culpa das pessoas ou dos algoritmos? A verdade está em algum lugar mais complexo, no meio do caminho.
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A radicalização induzida pelos algoritmos já faz a vida digital controlar a vida real. A retomada do controle dos nossos territórios existenciais é essencial para construir infraestruturas digitais capazes de proteger as democracias de decisões inimputáveis de Big Techs e seus aliados autocráticos
Vídeos e fotos de crianças, mesmo em situações privadas e absolutamente inocentes, são usadas por pedófilos do mundo inteiro para alimentar uma rede de compartilhamentos que explora uma união entre perversão e ganância, como ocorria no caso exposto essa semana no Brasil. Estar atento a esse grave risco é obrigação de pais e educadores.
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Nesses tempos de superexposição infantil, é essencial estar ciente dos riscos de “sharenting” e de como podemos ajudar a evitar esse tipo de situação
Perfil da “Dra. Rosemary Galbraith” no Facebook: um exemplo de almanaque das fraudes cada vez mais sofisticadas que usam a Inteligência Artificial para ludibriar clientes, que podem perder não apenas tempo e dinheiro, mas a própria vida, com promessas falsas de curas e tratamentos milagrosos.
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Ergon Cugler, Fundação Getulio Vargas (FGV) and Camila Modanez, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Com as novas ferramentas, qualquer rosto ou voz pode ser sequestrado. Qualquer autoridade médica, jornalística ou científica pode ser falseada para vender produtos e tratamentos fraudulentos, colocando até a vida das vítimas em risco.
As redes sociais coletam dados da nossa navegação como intuito principal de refinar um perfil comercializável de cada um de nós. Quem está nesses bancos de dados nem faz ideia que está sendo comercializado como produto.
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Marcelo Soares, Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Os algoritmos coletam informações que você nunca daria, fazem inferências sobre seu perfil, moldam seu gosto e selecionam o que você vê
O deputado Nikolas Ferreira, em um vídeo que viralizou nas redes sociais com informações falsas sobre a decisão anunciada pelo governo de monitorar o pix. Aos 29 anos de idade, deputado tem histórico de vídeos retirados do ar pela justiça, por conterem fake news.
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A remoção de conteúdos de redes sociais precisa de mais transparência para proteção da democracia digital
Nos últimos cinco anos, a indústria da desinformação se sofisticou e cresceu sem nenhuma punição ou monitoramento. No Brasil, a recente decisão do STF é um alento na luta pela responsabilização das Big Techs sobre o conteúdo que agregam e o comportamento que estimulam. O enfrentamento desse problema pelas camadas: cultural, política e econômica. É uma crise social, não um problema individual.
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O algoritmo é uma programação feita por humanos, com pesos baseados em interesses e ganhos econômicos. E o que vemos é que as plataformas priorizam o que gera mais atenção e lucro, não o que é mais relevante, de qualidade ou confiável. O que engaja mais, aparece mais
Redes sociais surgiram para aproximar usuários, facilitar a comunicação e acesso à informação, mas acabaram ampliando a ansiedade e depressão e se transformaram em terrcampos de batalha para conflitos, fake news e amplificadoras de discursos de ódio
A luta contra o celular nas salas de aula: proibição da prática é uma arma contra uma realidade que vem gerando uma epidemia de ansiedade e depressão. Para especialistas, enfrentá-la exige ações como a criação de ambientes que favoreçam o foco, o silêncio e o pensamento crítico.
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Adolescentes que passam mais de três horas diárias nas redes têm o dobro do risco de ansiedade e depressão, agravado pelo uso precoce, que expõe o cérebro vulnerável à dependência da validação social
Abordagem concentrada no comportamento - como as pessoas interagem, e não no que elas dizem, ou nas suas conexões - ajuda a revelar usuários mal intencionados e é mais difícil de ser driblada com estratégias como uso de palavras codificadas.
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Marian-Andrei Rizoiu, University of Technology Sydney; Lanqin Yuan, University of Technology Sydney, and Philipp Schneider, EPFL – École Polytechnique Fédérale de Lausanne – Swiss Federal Institute of Technology in Lausanne
Um estudo de aprendizado de máquina com milhões de publicações online encontrou cinco tipos básicos de usuários, incluindo os “discordantes”, que gostam principalmente de contradizer os outros.
O excesso de estímulos promovido pelas redes sociais funciona como um gatilho que pode deflagrar dependência. Nessas situações, o cérebro passa a pedir cada vez mais recompensas rápidas, o que pode atrapalhar a atenção, o sono e o equilíbrio emocional, afetando o autocontrole e aumentando a ansiedade.
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A distinção entre essas situações não pode se basear somente na quantidade de horas passadas nas redes sociais. Ela exige uma análise criteriosa de profissionais especializados em psicologia e psiquiatria
Estudo realizado por cientistas da USP mostra que quanto maior for a polarização de opiniões dentro de uma rede social, menor é o tempo necessário para que se forme um consenso - especialmente quando há um fator externo reforçando essa tendência.
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Estudo realizado por cientistas da USP mostra que quanto maior for a polarização de opiniões dentro de uma rede social, menor é o tempo necessário para que se forme um consenso - especialmente quando há um fator externo reforçando essa tendência
O jovem ator Amari Bacchus, da série Adolescência, interpreta um estudante que explica para o pai policial o papel das redes sociais e do uso de smartphones num caso de assassinato envolvendo colegas de escola: exemplo extremo da ficção que mostra como, na vida real, a hiperconectividade pode gerar ansiedade e afetar seriamente a saúde mental de pessoas com a personalidade em formação.
Foto: Divulgação Netflix
As novas tecnologias digitais, especialmente os smartphones, produzem um estado de conexão e alerta permanente que está diretamente ligado ao agravamento da ansiedade e ao prejuízo da saúde mental.
Um conjunto de fatores podem levar os jovens a enviar conteúdo erótico-sexual mesmo quando não querem. Normas de gênero e percepções de popularidade reforçam essa pressão, especialmente para meninas, fazendo com que o envio de material íntimo seja uma forma de satisfazer uma expectativa, e não uma escolha livre.
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O sexting é cada vez mais comum entre os adolescentes, mas traz riscos emocionais e sociais em que a pressão e o consentimento desempenham um papel fundamental.
“Parte essencial da crise global de saúde mental entre menores de idade”: é dessa forma que os estudos mais recentes indicam a gravidade da dependência de celulares e redes sociais apresentadas pelas novas gerações. Pela primeira vez, os registros de ansiedade entre crianças e jovens superaram os de adultos.
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Cientistas alertam que o uso descontrolado de smartphones e de redes sociais tem afetado a saúde mental dos jovens, criando uma “geração ansiosa” e um cenário cada vez mais grave e com características de epidemia
Protesto contra a obrigatoriedade da vacina da COVID-19 para crianças em SP, em 2022: grupos que atuam online utilizam o Telegram para espalhar desinformação sobre vacinas e lucrar com a venda de panaceias ilusórias. Brasil lidera em número de participantes e em volume de conteúdos publicados.
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Ergon Cugler, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
Mapeamento no Telegram identificou rede de comunidades com mais de 5 milhões de usuários que usam desinformação para promover a venda de falsas soluções para condições de saúde que vão de rinites a câncer, AIDS e até autismo
Profesor agregado del departamento de Psicología Clínica y de la Salud y Metodología de Investigación, Universidad del País Vasco / Euskal Herriko Unibertsitatea
Docente e Investigador Principal del Grupo Ciberpsicología y del Área de Bienestar Emocional en el Instituto de Transferencia e Investigación (ITEI), UNIR - Universidad Internacional de La Rioja