Ilustração de um dos “pequenos pontos vermelhos” no Universo primitivo, mostrando uma fonte central brilhante e compacta inserida em uma galáxia hospedeira pouco luminosa: objetos podem ser as evidências dos primeiros buracos negros supermaciços de nosso Universo.
Ruiyuan Guo & Xuheng Ding
Andrew Battisti, The University of Western Australia; Australian National University
Acontece que esses pequenos pontos vermelhos podem, na verdade, ser indícios da existência de alguns dos primeiros buracos negros supermaciços de nosso Universo
Física quântica ajuda a explicar como a inflação cósmica, fase que o Universo passou por uma expansão exponencial extremamente rápida, ampliou flutuações que as tirou do mundo do microscópico e transformou em variações de densidade em grande escala que vemos hoje como galáxias e outras estruturas.
Retoka/Telos
Ruth Lazkoz, Universidad del País Vasco / Euskal Herriko Unibertsitatea
Antes do Big Bang quente, o Universo passou por uma fase de expansão rápida chamada inflação, que a física quântica pode explicar
O Telescópio Lovell no Observatório Jodrell Bank: versão anterior das diretrizes foi adotada em 2010, mas de lá para cá o campo da busca por civilizações extraterrestres explodiu e não estamos mais apenas à escuta de sinais de rádio de algumas estrelas selecionadas.
Anthony Holloway
George Matsas, Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Com o advento da Relatividade, percebemos que espaço e tempo estão ligados em um uno chamado de espaço-tempo, e com isso podemos abrir mão das réguas e medir distâncias apenas com relógios
Physics has multiple theories and interpretations of the existence of a multiverse.
Yana Iskayeva/Moment via Getty Images
Embora seja difícil encontrar evidências diretas da existência de múltiplos universos, as evidências indiretas levantam possibilidades intrigantes
A enorme câmera acoplada no telescópio do Observatório Ver C. Rubin vai produzir algo como um “time-lapse” do Universo, permitindo a identificação de objetos transientes que vão de asteroides nas proximidades da Terra a supernovas nos confins do Cosmos.
RubinObs/NSF/DOE/NOIRLab/SLAC/AURA/T. Lange
A câmera do Observatório Vera C. Rubin pode alcançar os confins do Cosmos, mas também vai observar objetos bem próximos de nós.
Enigma que Einstein e Rosen abordaram no início do século 20 nunca foi sobre viagens espaciais, mas sobre como campos quânticos se comportam no espaço-tempo curvo, com o tempo podendo se mover em dois sentidos.
remotevfx.com/Shutterstock
A ficção científica imagina os buracos de minhoca como atalhos através do espaço-tempo. Mas a ideia original sugere que eles podem ser algo muito mais estranho
O Universo não é apenas um lugar onde as galáxias existem: ele é um palco dinâmico, onde o ambiente transforma essas gigantes ao longo do tempo. Uma galáxia isolada num campo — região de baixa densidade de matéria — tem uma evolução mais lenta. Já uma que existe em um grupo, mais denso que o campo, tende a perder gás e reduzir ou cessar a formação de estrelas, até mudar de forma. Ficando cada vez mais parecida com as galáxias mais velhas que compõem os aglomerados, onde a densidade é muito maior.
Imagem: CTIO/NOIRLab/DOE/NSF/AURA
Em regiões mais vazias, predominam galáxias azuis, ricas em gás e com intensa formação estelar. Nas regiões mais densas do Universo, são mais comuns as galáxias vermelhas, mais velhas e com pouca ou nenhuma formação de novas estrelas
O proporção áurea está relacionada com a sequência de Fibonacci (1,1,2,3,5,8,13,21…), que está presente em relações de razão de todo o tipo, desde a arte, na natureza em geral até as estrelas e o Universo.
Roberta Conti / Wikimedia Commons.
A proporção áurea tem estreita relação com a sequência de Fibonacci e aparece em vários campos: desde a arte e a biologia até a própria estrutura do Universo.
O projeto DESI criou o maior mapa 3D do nosso Universo, em que cada ponto é uma galáxia: combinação com observações da radiação cósmica de fundo e de supernovas sugere uma energia escura que evoluiu ao longo do tempo cósmico.
DESI collaboration and KPNO/NOIRLab/NSF/AURA/R. Proctor
A expansão do Universo está acelerando, não desacelerando, e com isso nossa compreensão de como o Universo funciona pode precisar de uma atualização.
O Universo está repleto de estrelas, galáxias e planetas e está se expandindo todo dia, mas
esta expansão não é dentro de alguma coisa; o Universo se expande em si mesmo.
NASA/JPL-Caltech/University of Wisconsin via AP
O universo está em constante expansão, mas não existe algo no qual ele esteja se expandindo dentro
O limite do Universo: em primeiro plano, as galáxias do aglomerado Abell 274 como eram há 3,5 bilhões de anos. No contorno, 3 mil galáxias distantes, como eram há mais de 12 bilhões de anos, pouco após o Big Bang.
NASA, ESA, Jennifer Lotz (STScI), Matt Mountain (STScI), Anton M. Koekemoer (STScI), HFF Team (STScI)
Um estudo de estrelas azuis dobra a idade que pensamos ter o Universo e resolve o problema da imagem do telescópio James Webb que mostra galáxias primitivas que não deveriam estar lá.
Trilhas de estrelas em torno da cúpula do telescópio Mayall, que abriga o instrumento da Colaboração DESI: dados indicam que energia escura está se “diluindo” no Universo jovem, mas ganhou força no Universo antigo.
P. Marenfeld y NO
Os dados do experimento DESI indicam que a energia escura evoluiu desde o começo do Universo
Um viajante coloca sua cabeça sobre a borda do firmamento na impressão original (1888) de uma xilogravura do astrônomo francês Camille Flammarion (1842-1925): com sua nitidez e campo de visão, o telescópio espacial Euclid vai permitir mapear a evolução da distribuição de matéria no Universo.
Reprodução
Na época em que Henk Hoekstra iniciou seu doutorado, a turbulência da atmosfera e imperfeições óticas impediam observar com precisão a matéria escura. O Euclid é um divisor de águas nisso
Uma imagem de campo profundo do Dark Energy Survey (DES): quase todos os objetos vistos são galáxias distantes.
Crédito de la imagen: DES Collaboration/NOIRLab/NSF/AURA/M. Zamani
Eusebio Sánchez Álvaro, Centro de Investigaciones Energéticas, Medioambientales y Tecnológicas (CIEMAT)
Há uma força exótica que empurra as galáxias para longe cada vez mais rápido: é a energia escura, e o futuro do Universo depende dela
Sabemos que a energia escura ocupa quase 70% do universo observável e que sua principal função é impulsionar a expansão do universo. Agora, os resultados de uma década de estudos do projeto Dark Energy Survey (DES) podem nos trazer novas respostas.
NASA/JPL-Caltech/ESA/Harvard-Smithsonian CfA
Nenhuma intervenção direta de Deus é necessária para explicar o mundo ao nosso redor. Mas isso não implica que a crença em um deus seja irracional ou incompatível com a ciência.
Imagem de campo profundo do telescópio espacial Hubble: J-PAS vai coletar dados de centenas de milhões de galáxias para tentar responder algumas das questões mais profundas da astrofísica e da cosmologia, como o que está acelerando a expansão do Universo.
NASA/ESA/S. Beckwith (STScI)/HUDF Team
Projeto usando telescópio espanhol e câmera brasileira vai cobrir um quarto do céu da Terra em dez anos, coletando dados detalhados de centenas de milhões de galáxias
Catedrático de Astronomía y Astrofísica de la Universitat de València, y miembro del Observatorio Astronómico de la misma institución, Universitat de València