Ilustração de um dos “pequenos pontos vermelhos” no Universo primitivo, mostrando uma fonte central brilhante e compacta inserida em uma galáxia hospedeira pouco luminosa: objetos podem ser as evidências dos primeiros buracos negros supermaciços de nosso Universo.
Ruiyuan Guo & Xuheng Ding
Andrew Battisti, The University of Western Australia; Australian National University
Acontece que esses pequenos pontos vermelhos podem, na verdade, ser indícios da existência de alguns dos primeiros buracos negros supermaciços de nosso Universo
Simulação da “teia cósmica”, a vasta rede de fios e filamentos de matéria que se estende por todo o Universo: a densidade da matéria escura é representada pelas cores azul-púrpura (à esquerda), enquanto a densidade do gás é representada pelas cores laranja-vermelho (à direita).
ESA
Alguns buracos negros podem ser relíquias de uma época anterior ao Big Bang
Etapas finais da vida de uma estrela que não explode como supernova, mas implode sob ação da gravidade, formando um buraco negro estelar: se supernovas fracassadas como essa forem comuns, número de buracos negros estelares é muito maior do que o esperado.
NASA, ESA, and P. Jeffries (STScI).
Na galáxia de Andrômeda, uma estrela 13 vezes mais maciça que o Sol desapareceu sem deixar vestígios de seu brilho
Atualização do observatório Super-Kamiokande, no Japão, vai permitir a detecção de neutrinos lançados pela explosão de todas as supernovas ao longo dos últimos 10 bilhões de anos da história do Universo.
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Neutrinos cósmicos, “partículas fantasmas” de antigas explosões estelares, podem ser detectados pela primeira vez este ano.
Enigma que Einstein e Rosen abordaram no início do século 20 nunca foi sobre viagens espaciais, mas sobre como campos quânticos se comportam no espaço-tempo curvo, com o tempo podendo se mover em dois sentidos.
remotevfx.com/Shutterstock
A ficção científica imagina os buracos de minhoca como atalhos através do espaço-tempo. Mas a ideia original sugere que eles podem ser algo muito mais estranho
Ilustração da colisão de dois buracos negros e das ondas gravitacionais associadas à sua fusão: resultados são compatíveis com o “teorema da área do buraco negro”, ideia proposta Hawking em 1971 que afirma que a área total dos buracos negros não pode diminuir.
LIGO/Caltech/Maggie Chiang para a Fundação Simons.
A detecção da onda gravitacional GW250114, resultado da fusão de dois buracos negros a 1,3 bilhão de anos-luz de distância, é um novo marco na observação do Universo.
Stephen Hawking também estava certo: avanços na qualidade das observações permitiu verificar validade de previsão do cientista britânico sobre a natureza e evolução dos buracos negros.
Carl Knox, OzGrav, Swinburne University of Technology
Primeiro, as ondas gravitacionais provaram que Einstein estava certo sobre a estrutura do Universo. Agora, elas também confirmaram que Stephen Hawking acertou sobre o sobre os buracos negros
A fusão de buracos negros gera ondas gravitacionais que os astrônomos podem rastrear, e análise de eventos do tipo indicam a existência de objetos que se encaixam em uma lacuna de massa entre os buracos negros gigantescos do centro de galáxias e o relativamente pequenos gerados pelo colapso de estrelas.
SXS
Grandes demais para terem se originado de uma estrela moribunda e pequenos demais para habitar o centro de uma galáxia, esses buracos negros são um enigma que os cientistas estão investigando com as ondas gravitacionais.
Ilustração de um buraco negro com um disco de matéria brilhante em torno dele: cálculos mostram que colapso gravitacional de uma nuvem de matéria pode atingir um estado de alta densidade sem formar uma singularidade, ricocheteando em uma nova fase de expansão.
Vadim Sadovski/Shutterstock
Nova proposta sobre a origem de nosso Universo tem a vantagem de fazer previsões que podem ser testadas
A Nebulosa da Tarântula vista pelo Telescópio Espacial James Webb: buracos negros primordiais leves poderiam ter feito campo de Higgs “borbulhar” no ambiente extremo logo após o Big Bang, o que não aconteceu por razões desconhecidas.
Nasa, ESA, CSA, STScI, Webb ERO Production Team
Pesquisa lança dúvidas sobre modelos que preveem que buracos negros leves se formaram imediatamente após o Big Bang.
Ilustração de um buraco negro de tamanho intermediário e seu disco de acreção: localizado no aglomerado globular Omega Centauri, objeto é um dos poucos do tipo já encontrados pelos astrônomos no Universo.
NASA's Goddard Space Flight Cente
Uma “dança” de estrelas sinalizou a presença de um buraco negro de massa intermediária na Via Láctea, um objeto importante para a compreensão da evolução dos buracos negros.
Ilustração de um buraco negro supermaciço: observatório de ondas gravitacionais no espaço pode ajudar a identificar nova e ainda desconhecida propriedade comum destes misteriosos objetos além de sua massa, carga e rotação, que os cientistas apelidaram de “cabelo”
NASA/JPL
O estudo teórico de buracos negros de rotação rápida está ajudando os físicos a entender melhor os misteriosos buracos negros do Universo
O disco de acreção do buraco negro J0529-4351, material capturado por sua gravidade que eventualmente vai ‘cair’ em seu interior, emite uma luz que é 500 trilhões de vezes mais intensa do que a do nosso Sol
Cristy Roberts/ANU
O buraco negro J0529-4351 é 500 trilhões de vezes mais brilhante que o Sol
Representação artística do sistema binário NGC 1851E: par de estrelas que oferece uma nova visão dos extremos da matéria no universo.
MPIfR; Daniëlle Futselaar (artsource.nl)
Research Fellow in Astrophysics at the International Centre for Radio Astronomy Research, The University of Western Australia; Australian National University