Articles on Desmatamento

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Vegetação destruída por incêndios na Grécia: apenas 3% da cobertura original de florestas resta nos países da União Europeia, e estão concentradas na Suécia, Bulgária, Finlândia e Romênia. AP Photo/Michael Varaklas

Exigente com seus parceiros comerciais, a Europa esconde sua própria história florestal

Relatório do Centro Comum de Investigação, órgão científico da Comissão Europeia, mostra que florestas primárias representam menos de 3% de toda a área florestal do bloco.
Quando as pastagens são abandonadas, a floresta ganha uma nova chance, com o surgimento de capoeiras que podem ajudar a restaurar a biodiversidade e contribuir para a redução do carbono atmosférico. Margarete Brandão/Wikipedia

Quando a floresta volta: como as capoeiras ajudam a restaurar a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos na Amazônia

Quando as pastagens são abandonadas, a floresta ganha uma nova chance, com o surgimento de capoeiras que podem ajudar a restaurar a biodiversidade e contribuir para a redução do carbono atmosférico
Ao romper ecossistemas profundos, desequilibramos nichos biológicos e entramos em contato direto com hospedeiros de vírus desconhecidos. O Brasil não será apenas uma vítima da próxima pandemia. Corremos o risco de sermos o seu epicentro. AP Photo/Gleilson Miranda

OPINIÃO: Desequilíbrio de ecossistemas pode levar o Brasil para o epicentro da próxima pandemia

Isolar a ciência, flertar com o negacionismo ou negligenciar a devastação ambiental é assinar, de forma antecipada, a nossa derrota para o próximo vírus.
Muitos sistemas sociais, assim como os da natureza, têm pontos de inflexão, o que significa que não precisamos convencer todo mundo a fazer a coisa certa, mas um número suficiente de pessoas para fazer o sistema mudar na direção certa. Tarcisio Schnaider/Shutterstock

Como pontos de inflexão positivos na opinião pública podem ser a chave para a proteção das florestas tropicais

Não precisamos convencer todo mundo a fazer a coisa certa. Basta convencermos um número suficiente de pessoas para que o sistema mude na direção certa
Nesse contexto de redução do desmatamento, chama atenção a aprovação recente, pela Câmara dos Deputados, de um projeto de lei que restringe a adoção de medidas cautelares por órgãos ambientais, incluindo embargos baseados em monitoramento remoto. Imagem: Envato / CookieMaestri

Desmatamento cai no Brasil, e agora não é hora de enfraquecer o que funcionou

Diminuição do desmatamento se deve, em grande medida, ao fortalecimento dos instrumentos de monitoramento e controle, mas isso pode ser ameaçado por projeto de lei aprovado na Câmara que restringe a fiscalização ambiental
Os cursos d'água cercados de vegetação dos igarapés sustentam a alta diversidade de insetos, peixes e microrganismos da Amazônia. A retirada da vegetação ciliar reduz a entrada de folhas e matéria orgânica nos corpos d’água, prejudicando o ciclo de vida dos insetos e desequilibrando a cadeia alimentar. Foto: Fernando Cunha, via Wikipedia

Como o desmatamento reorganiza ‑ para pior ‑ a cadeia alimentar dos igarapés da Amazônia

Estudo mostra que a remoção da vegetação ciliar, nas margens dos rios e igarapés, ocorre uma mudança clara na base alimentar desses ecossistemas
Uma amostra da diversidade de participantes da COP 30: fora das salas de conferência plenárias, governos subnacionais, líderes indígenas e de movimentos sociais não esperaram declarações grandiosas e mostraram conquistas obtidas com muito esforço. Hermes Caruzo/COP30

Governos subnacionais e sociedade civil mostraram na COP 30 como podem ajudar o mundo a atingir metas climáticas

Instituição que reúne governos de municípios, estados, províncias e regiões de todo mundo mostra a força nas ações enquanto delegações de países discutem linguagem e mecanismos vinculativos
Frequentemente ofuscado pela Amazônia, o Cerrado é o segundo maior Ecodomínio da América do Sul, cobrindo 24% do território nacionale sustentando grande parte das principais bacias hidrográficas do país. Mas historicamente tem sido deixado de lado nos diálogos globais sobre conservação. Foto: Wikipedia

Mais de 55% da vegetação nativa do Cerrado, um dos Ecodomínios mais ricos e ameaçados do mundo, já foi perdida

O Cerrado cobre 24% do território nacional e sustenta grande parte das principais bacias hidrográficas do país, mas historicamente tem sido deixado de lado nas discussões sobre conservação
Plantação de soja nos arredores de Brasília, no coração do cerrado. Em vez de se expandir para proteger também o bioma mais ameaçado do Brasil, a Moratória da Soja - um dos acordos ambientais mais bem-sucedidos já implementados no mundo - perde força por conta da pressão política do setor agrário do vizinho Mato Grosso. AP Photo / Eraldo Peres

Esvaziamento da Moratória da Soja: uma decisão política na contramão da ciência

Diante das crises climática e de perda de biodiversidade, compromisso voluntário entre empresas, governos e sociedade civil que evita compra de soja proveniente de áreas desmatadas na Amazônia deveria ser expandido para o Cerrado
A desinformação climática no Brasil revela-se, entre outros fatores, pela propagação da ideia de que há uma antítese entre preservação e desenvolvimento, o que alimenta questionamentos sobre a real existência e gravidade das mudanças climáticas, banaliza riscos de eventos extremos e transforma fatos científicos em tema de debate político ideológico. Imagem gerada por IA via Envato Labs

COP da Amazônia catalisou soluções, mas Brasil ainda lida com devastação e excesso de desinformação climática

Apesar da crescente visibilidade da crise climática, a compreensão pública sobre suas causas e consequências ainda é limitada, e está relacionada à escolaridade, à faixa etária e ao acesso à internet, revelando uma profunda desigualdade informacional
O Rio Paranaíba, que nasce no Cerrado de Goiás para alimentar a bacia do Rio Paraná, na Região Sul: exemplo do potencial aquífero do bioma. Foto: André Monteiro

Cerrado enfrenta desmatamento acelerado e entra no centro do debate sobre conservação

Sem proteção, o bioma conhecido como ‘caixa d’água do Brasil’, que abriga oito das doze maiores bacias hidrográficas do país e três grandes aquíferos, pode perder até 35% da vazão até 2050
A sessão plenária geral dos líderes, que marcou a abertura da COP 30: promover uma transição energética justa, zerar o desmatamento das florestas tropicais, consolidar instrumentos eficazes de financiamento climático, implementar políticas sociais e econômicas de adaptação ao novo clima e reforçar o multilateralismo são os cinco eixos de debate essenciais para que a COP 30 corresponda às expectativas que o mundo inteiro deposita neste encontro inédito sobre o clima, no coração da Amazônia brasileira. Foto: Alex Ferro / COP 30

Muito além da crise climática: COP 30 deve buscar a construção de um novo modelo de civilização

A crise climática que enfrentamos é o sinal mais evidente de que a humanidade atravessa mais uma grande transição histórica. O verdadeiro desafio é repensar nossas formas de produzir, consumir e viver — e, sobretudo, redefinir o que entendemos por progresso
O cerrado, nativo do centro-sul brasileiro, perde território a olhos vistos para o agronegócio: os índices de desmatamento seguem altos neste bioma, em meio a um discurso preservacionista carregado de contradições, que na prática segue estimulando a produção agropecuária em larga escala, com poucos mecanismos de defesa do ambiente afetado por ela. Foto: Adriano Gambarini / WWF Brasil/ Divulgação

Entre “celeiro do mundo” e “guardião da Amazônia”, Brasil segue sem solucionar seu dilema ambiental

Entre o discurso e a prática, país enfrenta contradições que hoje alimentam a fome, aceleram o desmatamento e corroem nosso futuro climático - exigindo uma revisão urgente do atual padrão produtivo e financiado
Com apenas 3% de sua área sob proteção oficial, o Pampa é o bioma mais ameaçado de extinção do Brasil. Um perigo real, imediato e ocultado por uma profunda crise de visibilidade ofuscada pela desinformação incentivada pelos interesses do agronegócio. Foto: Fernando Bozza / Wikipedia

Discursos atrasados e interesses econômicos alimentam a desinformação ambiental que destrói o Pampa brasileiro

Desinformação ambiental, que evoluiu do negacionismo explícito para táticas mais sutis e aprimoradas, é vetor central da degradação do Pampa, bioma que, proporcionalmente, mais perdeu cobertura natural nas últimas décadas
Transformar a floresta em pé em um ativo econômico mais valioso do que sua derrubada é uma das estratégias possíveis para reforçar a preservação. Uma possibilidade é criar um Crédito de Conservação, vinculado ao carbono estocado na floresta e aos serviços ambientais que ela presta — regulação climática, biodiversidade, recursos hídricos etc. E isso não está mais só no campo da teoria: a Unesp já desenvolveu uma metodologia específica para quantificação desses serviços ambientais. Foto: Igor Tichonow / Envato

‘Fundo Florestas Tropicais para Sempre’ levanta questões sobre formas de financiar preservação

Derrubar floresta vale mais que mantê-la. Porém, se o hectare de floresta em pé valer mais do que o de soja ou gado, a lógica se inverte
Projeto de reflorestamento na Represa Billings, em São Paulo, que completou 100 anos em 2025: promessa de que a Restauração Ecológica sempre contribui para mitigar a crise climática pode ser enganosa. Se por uma lado é positiva para a biodiversidade, sua aplicação em projetos que visam apenas gerar créditos de carbono pode desestimular a adoção de outras medidas mais efetivas.

Como a Restauração Ecológica pode confundir controles sociais de desmatamento e queima de combustíveis

Cada vez mais usada para gerar créditos de carbono, a restauração ecológica não é capaz de capturar todo o resultado da queima de combustíveis fósseis e do desmatamento
AP.

Queimadas na Amazônia: Ciência e saberes tradicionais precisam caminhar juntos para garantir manejo equilibrado do fogo

O enfrentamento dos problemas causados pelo fogo na Amazônia depende de regulação ambiental, fiscalização eficaz, incentivo a práticas sustentáveis e respeito aos saberes tradicionais
Funcionários do ICMBio em atividade de reflorestamento em área afetada pelos incêndios de 2024 na região Centro-Oeste: o termo “matéria escura” da biodiversidade refere-se às árvores e plantas nativas que não voltam ao ecossistema mesmo depois da restauração ecológica. Por esta razão, portanto, preservação continua sendo a melhor solução para perpetuar espécies e ecossistemas. AP Photo/Eraldo Peres

A “Matéria Escura” da biodiversidade: por que certas espécies vegetais não retornam ao ambiente mesmo após o reflorestamento

Atividades de restauração ecológica como refloerstamentos são fundamentais mas sozinhos não são capazes capazes de devolver toda a biodiversidade de uma área degradada. Preservar, portanto, continua sendo a melhor solução
Pescador joga sua rede no rio Tapajós, em Alter do Chão, no Pará: Na Amazônia Legal, os peixes são a principal fonte de proteínas para quase 40 milhões de pessoas. O desmatamento afeta a diversidade de espécies, reduzindo oferta de pescado e prejudicando a segurança alimentar de toda uma população. AP Photo/Andre Penner

Mudanças climáticas: Desmatamento e perda de biodiversidade são ameaça à segurança alimentar

Perda da cobertura florestal reduz a diversidade de peixes, impactando a principal fonte de proteínas para os 38 milhões de habitantes da Amazônia Legal e provocando um desequilíbrio em toda a cadeia alimentar dos ecossistemas
Protesto de fazendeiros franceses contra o acordo comercial entre a UE e o Mercosul, na semana do G20 no Brasil: nova legislação que pode dificultar a entrada na União Europeia de produtos agropecuários gerados sem respeito ao ambiente acaba de ter sua implantação adiada por mais um ano. Entenda os interesses que estão em jogo, e o que diz a Ciência sobre o assunto. AP Photo/Matthieu Mirville

Defesa ambiental ou protecionismo? As novas regras que podem dificultar a entrada de produtos agrícolas brasileiros na Europa

Nova legislação que reforça fiscalização sobre produtos gerados sem respeito ao meio ambiente expõe interesse da União Europeia em liderar a transição ecológica global, mas pode dificultar interesses comerciais do Brasil e outros exportadores agrários

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