Quebra-cabeça da biodiversidade, montado com aprendizado de máquinas, mostra Amazônia e Cerrado como áreas de extrema importância para a conservação da biodiversidade do planeta
Novo INCT de alimentação enfrenta o desafio de transformar o potencial dos biomas brasileiros em geração de conhecimento, alimentos mais saudáveis e riqueza.
Foto: Envato
Novo INCT de alimentação enfrenta o desafio de transformar o potencial dos biomas brasileiros em conhecimento, alimentos mais saudáveis e geração de riqueza
Plantações de eucalipto, como esta da foto, são monoculturas florestais muito comuns no Brasil, que absorvem carbono mas abrigam uma diversidade de vida muito menor do que as florestas naturais, trazendo outras consequências ao equilíbrio ambiental que também precisam ser calculadas.
Foto: Envato
Reduzir as emissões de gases de efeito estufa é indispensável, mas algumas soluções incompletas podem agravar a perda de biodiversidade, a poluição e outros problemas ambientais
Quando as pastagens são abandonadas, a floresta ganha uma nova chance, com o surgimento de capoeiras que podem ajudar a restaurar a biodiversidade e contribuir para a redução do carbono atmosférico.
Margarete Brandão/Wikipedia
Quando as pastagens são abandonadas, a floresta ganha uma nova chance, com o surgimento de capoeiras que podem ajudar a restaurar a biodiversidade e contribuir para a redução do carbono atmosférico
Adenomera varcena é a nova espécie, identificada por pesquisadores brasileiros e internacionais em áreas de floresta de várzea da Amazônia ocidental.
Foto disponibilizada pelos autores
Pesquisadores descrevem anfíbio até então desconhecido na Amazônia, o que reforça o quanto a biodiversidade amazônica ainda é desconhecida
A neblina amazônica contém muito mais do que apenas água: ela pode representar a conexão entre atmosfera, biodiversidade e funcionamento dos ecossistemas amazônicos.
Bruna Sebben
Bruna Sebben, Universidade Federal do Paraná (UFPR)
A floresta suspensa no ar guarda uma mistura complexa: bactérias, fungos, grãos de pólen e fragmentos microscópicos de matéria orgânica, que são um componente pouco conhecido da biodiversidade amazônica
O Atol de Rose é uma grande área protegida na Samoa Americana: sem regras, regulamentações e fiscalização consistentes, juntamente com financiamento e colaboração significativa com governos locais, indústrias e comunidades, muitas áreas correm o risco de se tornarem “parques no papel”.
Wendy Cover/NOAA
Até agora, cerca de 10% dos oceanos contam com proteção formal, à medida que os países trabalham para atingir a meta 30x30, mas muitas áreas ainda estão protegidas apenas no papel
Morador de uma comunidade ribeirinha carrega alimentos e recipientes com água potável no leito seco do Rio Amazonas, durante o El Niño de 2023-24: calor extremo atuou junto com a seca, intensificando a perda de água do solo, dos rios e da vegetação para a atmosfera.
Foto AP / Edmar Barros
Na região Norte, o El Niño mais recente mostrou algo além da falta de chuva. O calor extremo atuou junto com a seca, intensificando a perda de água do solo, dos rios e da vegetação para a atmosfera
Um leão descansa na savana da região de Maasai Mara, no Quênia: comunidades indígenas e povos da floresta têm sido historicamente culpados pela perda de biodiversidade, com estereótipos que persistem e levaram ao estabelecimento de regulamentações rígidas e muitas vezes punitivas.
(AP Photo/Brian Inganga)
Os preconceitos contra as comunidades indígenas africanas persistem e continuam a moldar as políticas de conservação, o que tem levado à adoção de regras “protetoras” e, muitas vezes, punitivas
Vista aérea do “trecho central” da rodovia BR-319, que liga a comunidade de Igapó Açu ao distrito de Realidade, no sul do Amazonas.
Foto: Lalo de Almeida/Folhapress
Isaías Santos, Instituto de Pesquisas da Biodiversidade (IPBio)
Reabilitar animais retirados de seus habitats e devolvê-los ao ambiente natural ajuda a restaurar ecossistemas e proteger a biodiversidade, mas devemos agir antes, mantendo-os onde eles devem estar
Policial Rodoviário Federal durante apreensão de armas de caça: levantamento apresentado neste artigo é o primeiro a usar, em escala nacional, registros sistemáticos de apreensões rodoviárias federais para avaliar padrões ecológicos da caça ilegal no Brasil.
Foto: Divulgação/PRF
O trabalho usa registros nacionais de apreensões rodoviárias federais para avaliar padrões da caça ilegal no Brasil, revelando perda de biodiversidade
Mosca sarcosaprófaga: para compreender esses pequenos organismos, precisamos levar a pesquisa para regiões distantes e ainda pouco conhecidas, onde grande parte da biodiversidade permanece invisível para a ciência.
Foto: Wikipedia
Estudar grupos não carismáticos é fundamental para uma visão mais realista da biodiversidade: a Amazônia não é feita apenas de espécies emblemáticas, mas de milhares de organismos que sustentam o funcionamento da floresta
Os pombos são bem adaptados à vida urbana e estão ocupando o lugar de espécies locais em todo o mundo: nas últimas sete décadas, as mudanças na biodiversidade da vida na Terra provocadas pela ação humana se intensificaram dramaticamente.
Wirestock Creators / shutterstock
Ferramenta, desenvolvida no Paraná, mostra como espécies hoje adaptadas para determinadas regiões podem não conseguir sobreviver ali no futuro
Plantação de soja nos arredores de Brasília, no coração do cerrado. Em vez de se expandir para proteger também o bioma mais ameaçado do Brasil, a Moratória da Soja - um dos acordos ambientais mais bem-sucedidos já implementados no mundo - perde força por conta da pressão política do setor agrário do vizinho Mato Grosso.
AP Photo / Eraldo Peres
Diante das crises climática e de perda de biodiversidade, compromisso voluntário entre empresas, governos e sociedade civil que evita compra de soja proveniente de áreas desmatadas na Amazônia deveria ser expandido para o Cerrado
A Amazônia é um centro de relevância global, mas essa importância não se reflete nos recursos de pesquisa recebidos por pesquisadores da região.
Foto Vieira, L.
Redes colaborativas e pesquisa de síntese fortalecem a ciência amazônica, reduzem desigualdades regionais e ampliam a capacidade de enfrentar os desafios ambientais da região
Ativistas indígenas participam de um protesto climático durante a Cúpula Climática da ONU COP30, em Belém. A maneira como as populações indígenas e tradicionais amazônicas lidam com a biodiversidade está inseparavelmente ligada às suas cosmo-ecologias, que concebem uma floresta animada por seres espirituais, nos permitindo compreender outros modos de se relacionar no ambiente.
AP Photo/Andre Penner
A existência de entes espirituais nos ecossistemas e suas relações com a Amazônia ainda é uma lacuna nos estudos biológicos e antropológicos sobre criação e conservação da biodiversidade na região
Iniciativa na Indonésia que engaja e recompensa integrantes das comunidades locais por registros da vida selvagem está remodelando os esforços de conservação e revolucionando relação da população com a floresta.
Em aldeias remotas de Bornéu, habitantes locais ganham dinheiro registrando a vida selvagem, em iniciativa que está remodelando a conservação e redefinindo a forma como as comunidades valorizam suas florestas.
Moradores da comunidade quilombola do Tambor, no Rio Jaú, Amazonas: o conceito de Amazônia Preta engloba um território de confluência onde se encontram negros, indígenas, brancos e mestiços aquilombados, unidos pela consciência coletiva de que onde os povos afrodescendentes cuidam da terra, a floresta resiste e permanece de pé - uma constatação já publicada até em artigo na revista Nature.
Foto: Elaíze Farias / Amazônia Real
Doutor em Ecologia, Consultor de Povos Indígenas na JGP Consultoria Ambiental e Pós-doutorando em Antropologia, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)