Articles on Guerra

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O presidente Trump aparentemente discute ações relacionadas ao ataque dos EUA e de Israel ao Irã, em foto divulgada pela Casa Branca: falha da diplomacia tradicional na resolução de conflitos e na mediação de acordos coloca populações locais sob constante e violenta ameaça em nome do discurso da “segurança”. AP Photo/Daniel Torok

O mito da segurança: conflito envolvendo EUA, Israel e Irã evidencia fracasso da diplomacia tradicional

Como tem sido praxe em conflitos, guerras e invasões recentes, estados condenam certas ações políticas e militares, mas raramente tomam medidas práticas que garantam a proteção de seus cidadãos
Ao afirmar que os Estados Unidos “querem um pedaço de gelo para a proteção do mundo e que a Dinamarca se recusa a concedê-lo, Trump constrói uma narrativa de direito histórico e moral sobre a Groenlândia, instrumentalizando o passado como base para reivindicações presentes. AP Photo/Alex Brandon

Groenlândia expõe os limites da coerção entre aliados e uma nova gramática na política internacional

Trump não anuncia uma invasão imediata, mas reafirma uma lógica de pressão contínua sobre aliados, tratados não como parceiros estratégicos, e sim como subordinados
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi (à esquerda), durante a reunião de cúpula do BRICS, em julho de 2025 no Rio de Janeiro: entrada do país do Oriente Médio no grupo é estratégia multilateralista defendida pelo Brasil, que não teria nada a ganhar com um eventual conflito militar com os EUA. AP Photo / Eraldo Peres

Ataque americano ao Irã exporia fragilidades do BRICS e da diplomacia brasileira

A presença do Irã no BRICS Plus reforça a ambição do grupo de atuar como espaço de coordenação política fora do eixo euro-atlântico. Ataque americano ao Irã colocaria essa estratégia a perder
Em Berlim, manifestante iraniano acende um cigarro na foto em chamas do aiatolá Ali Khamenei, num gesto simbólico de protesto contra o governo do país que se espalhou pelo mundo, em mais um episódio no qual o Irã se vê ameaçado de nova intervenção estrangeira. AP Photo / Ebrahim Noroozi

O que a história revela sobre interferências externas no Irã?

Interferências estrangeiras não são novidade no Irã. Elas têm sido relativamente frequentes e, em geral, penalizaram os próprios iranianos
Lula, Trump e a implosão do multilateralismo: processo de erosão do espaço diplomático brasileiro na questão da Venezuela já havia sido exposta anteriormente. Em maio de 2025, uma operação secreta dos EUA retirou, em poucas horas, cinco opositores do governo Maduro que estavam refugiados na Embaixada da Argentina em Caracas, então sob tutela brasileira. AP Photo/Mark Schiefelbein

Do protagonismo ao espaço vazio: o Brasil na era da ‘Doutrina Donroe’

Apesar de ambições declaradas de liderança regional e global, o Brasil demonstrou carecer de mecanismos eficazes de antecipação de crises, inteligência integrada e protocolos claros de resposta a eventos de alta complexidade estratégica
Já houve dias melhores: o presidente venezuelano Nicolas Maduro, à esquerda, em reunião com o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, em 22 de outubro de 2016. Gabinete do Líder Supremo do Irã, via AP

Hoje Venezuela, amanhã Irã: a República Islâmica conseguirá sobreviver ao segundo mandato de Trump?

Talvez ninguém fora da Venezuela deva se preocupar mais com a invasão dos EUA e o sequestro do presidente Nicolás Maduro do que o líder supremo da República Islâmica do Irã, Ali Khamenei
Ataque em Bondi Beach se insere em um contexto mais amplo de aumento da violência contra judeus e muçulmanos, que nos últimos dois anos se aprofundou e se espalhou pelo mundo. AP Photo/Mark Baker

Tragédia em Sidney é exemplo de como violência causada por antissemitimo e islamofobia atravessa fronteiras

Nos últimos dois anos, as repercussões internacionais do conflito entre israelenses e palestinos aprofundam e internacionalizam casos de violência envolvendo judeus e muçulmanos
Na imagem divulgada nas redes sociais da Procuradora-Geral do governo americano Pam Bondi, um helicóptero da Marinha dos EUA intercepta petroleiro que estava a serviço da Venezuela: interesse de Trump no país parece ser mais político e econômico do que propriamente militar. U.S. Attorney General's Office/X via AP)

Os Estados Unidos vão invadir a Venezuela? As chances são pequenas ‑ mas o problema é grande

Pelo menos por enquanto, as ameaças contra a Venezuela não se traduzem em preparação concreta para uma operação militar de grande escala, e soam mais como pressão política pela deposição de Maduro, com vistas aos interesses comerciais americanos no país
Soldado ucraniano observa o lançamento do temido drone bombareiro “Baba Yaga”, programado para potencializar ferimentos nas vítimas atingidas: os riscos éticos e discriminatórios na maneira como se está lidando com as tecnologias autônomas, especialmente nas guerra, são profundos e despertam preocupação na ONU e em órgãos de defesa dos direitos humanos. AP Photo/ Julia Demaree Nikhinson

O dilema das armas autônomas letais: quando os algoritmos decidem sobre vida e morte, os responsáveis se eximem

A automatização dos sistemas autônomos de ataque naturaliza o afastamento entre ação e responsabilidade, configurando o que podemos chamar de uma banalidade do mal digital
Mobilização de navios e ataques a barcos da Venezuela e da Colômbia foi justificada pela necessidade de “interromper rotas do tráfico”. Mas o que está em curso é uma tentativa de reposicionar o poder norte-americano em seu entorno geopolítico. E reafirmar o controle de uma região que os EUA consideram seu quintal e sua retaguarda estratégica. AP Foto/John McDonnell

Muito além do narcotráfico: o que está por trás das ameaças de Donald Trump à Venezuela e à Colômbia

Estratégia é reforçar controle sobre quintal latino-americano, diminuindo momentaneamente o esforço bélico no teatro de operações principal (Eurasia, Oriente Médio e Pacífico) para reforçar o palco secundário (América Latina e Atlântico Sul)
Numa coletiva de imprensa em Caracas, o presidente Nicolás Maduro tenta mostrar que o combate ao narcotráfico, razão alegada pelos EUA para mobilizar navios, tropas e aviões no Caribe Venezuelano, não se sustenta, visto que 87% do fluxo de drogas da América do Sul para os EUA ocorre pelo Oceano Pacífico. AP Photo/Jesus Vargas

Venezuela vê ataques dos EUA no Caribe como possível início de um conflito já esperado ‑ e prepara defesa

Segundo relatos, militares venezuelanos consideram bastante provável uma operação limitada dos EUA para invadir a Venezuela, sob o pretexto de combater o narcotráfico mas de olho no petróleo e na queda de Nicolás Maduro
Manifestantes em Anchorage, capital do Alasca, horas antes do encontro marcado entre Putin e Trump: o líder russo quer reconhecimento de sua política de expansão; jáo presidente americano quer palco para valorizar a nova postura protecionista e anti-multilateralista dos EUA. AP Photo/Jae C. Hong

Entre geopolítica e realpolitik: o que estará em jogo no encontro marcado entre Putin e Trump no Alasca

Com a guerra na Ucrânia em um impasse, Rússia busca consolidar ganhos territoriais e obter o reconhecimento. Já Trump tende a usar o encontro como palco para reafirmar seu estilo de negociações diretas, sem alianças multilaterais e foco em interesses econômicos imediatos
Rebeldes houthis no Iêmem comemoram o afundamento de um navio cargueiro que seguia pelo Mar Vermelho em direção a Israel. Imagens do ataque foram exibidas num telão, durante um protesto em praça pública, na cidade de Sanaa. Reuters/Folhapress

Tensão no Mar Vermelho: por que os ataques a cargueiros na região colocam comércio global em alerta

O aumento dos ataques pode ser explicado pelo agravamento do conflito entre Israel e Palestina na faixa de Gaza. Os Houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irã, miram em navios com alguma ligação com Israel ou aliados, e justificam seus atos como apoio aos palestinos.
O Brasil se destaca na diplomacia, mas também domina a tecnologia de enriquecimento de urânio e investe na construção de quatro submarinos convencionais (como o Humaitá, na foto acima) e um nuclear, através do Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos da Marinha do Brasil). Foto: Divulgação / Marinha do Brasil

Nova corrida nuclear desafia papel histórico do Brasil no desarmamento

País não é uma peça marginal neste contexto geopolítico. Dimensões continentais, programa nuclear próprio, ambições de liderança regional e uma trajetória consolidada no campo da diplomacia multilateral são as provas disso
O chamado “yellowcake” (“bolo amarelo”) é uma forma de urânio extraída e processada para ter uma concentração maior de urânio-235, um isótopo (variante) do átomo usado para alimentar usinas elétricas ou capaz de sustentar reações em cadeia de armas nucleares. Nuclear Regulatory Commission

Enriquecimento de urânio: como um elemento espantosamente comum é processado para alimentar reatores e construir bombas

O enriquecimento do urânio concentra um tipo específico do átomo capaz de liberar enormes quantidades de energia.
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, visita uma exposição sobre as conquistas nucleares do país, em Teerã: o atual cessar-fogo com Israel surge como uma trégua frágil em meio a um contexto de extrema volatilidade, onde ainda pesa para os iranianos um sentimento de humilhação que gera pressão interna por uma resposta futura às hostilidades recentes. Foto: Divulgação / Governo do Irã

Paz armada: até quando a ameaça de destruição mútua conseguirá manter estabilidade no volátil Oriente Médio

A tese de que o Irã nuclearizado poderia criar um equilíbrio de poder com Israel é aceita na comunidade internacional, mas carece dos elementos que garantiram sua eficácia durante a Guerra Fria
Equipe de TV transmite ao vivo choro de mãe palestina após a morte do filho após ataque ataque aéreo israelense em Gaza: na era da guerra ao vivo, a mídia corporativa, aliada do complexo político industrial militar, abre o teatro de operações comunicacional em que as narrativas transformam a guerra em espetáculo e mercadoria. AP Photo/Lefteris Pitarakis

Análise: O espetáculo da guerra na mídia, os algoritmos e o sequestro das utopias

É preciso ampliar o acesso aos grandes debates tecnológicos e estratégicos por meio de plataformas participativas que integrem cidadãos, pesquisadores e formuladores de políticas.

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