No centro de Teerã, um cartaz mostrando navios norte-americanos presos por redes de pesca diz, em farsi: “o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. Todo o Golfo Pérsico é o nosso território”.
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O direito marítimo internacional convenciona que os países costeiros de estreitos internacionais não podem impedir a passagem de navios. Porém, o Irã não assinou o documento que convenciona tal prática
Os combustíveis são classificados principalmente com base no número de átomos de carbono dos elementos que os compõem: quanto maior o número de átomos de carbono, mais pesado (denso) será o composto.
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O aumento dos preços do petróleo bruto tem um impacto direto na economia global, uma vez que é a base para a geração de energia e para o transporte
A escolha de Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo Ali Khamenei, como novo chefe do regime iraniano revelou que, em vez de renovação ou abertura, o país aponta para continuidade por meio da contração: preservar o sistema em uma forma mais estreita, mais rígida e mais centrada na segurança.
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Em vez de indicar renovação ou abertura, a escolha do novo líder do Irã aponta para continuidade por meio da contração: preservar o sistema em uma forma mais estreita, mais rígida e mais centrada na segurança
Fuzileiros navais dos EUA cruzam a fronteira do Kuwait para invadir o Iraque em 2003: mais de 20 anos depois, sucesso militar da derrubada do regime de Saddam Hussein deixou para trás um Estado autoritário com fortes laços com o Irã.
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Mais de 20 anos após o sucesso militar dos EUA no Iraque, o resultado dos esforços americanos para mudar o regime não foi o esperado, e ditadores com laços estreitos com o Irã governam o país.
Crianças posam ao lado de um lança-mísseis iraniano durante comício anual que marca a Revolução Islâmica de 1979 em Teerã, em fevereiro de 2026: hegemonia do dólar, petróleo e preocupação com a China estão à frente do suposto risco nuclear oferecido pelo Irã como razões para os ataques ao país.
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Ofensiva resulta de uma combinação de fatores econômicos e políticos ligados à preservação da centralidade do dólar, a contenção da influência da China e os desafios recentes da economia estadunidense
Um caça F-15E como os que caíram no Kuwait: enfrentar a forte aceleração da ejeção é apenas a primeira parte de uma série de circunstâncias e choques que podem levar a lesões em diversas regiões do corpo dos tripulantes, mais ainda assim taxas de sobrevivência são altas.
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Seis tripulantes americanos ejetaram-se sobre o Kuwait após incidentes de fogo amigo. Sobreviver ao salto pode ser a parte fácil
Covas abertas às pressas num cemitério em Teerã: quando os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos foram seguidos por retaliações contra bases militares americanas e também contra áreas civis e infraestrutura sensível, o ciclo de pressão transformou-se em guerra aberta.
Foto: Departamento Iraniano de Mídia Estrangeira, via AP
Ao tornar exigências públicas e mobilizar forças militares, os EUA elevaram o custo político de recuar. Diante da ausência de concessões nos termos esperados, a lógica da credibilidade empurrou a crise para o uso efetivo da força
Iranianos residentes em Istambul, na Turquia, queimam cartaz com a imagem de Donald Trump, durante protesto na porta da Embaixada de Israel após o anúncio da morte do líder Ali Khamenei.
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Ao contrário, será será lembrado principalmente pela profunda fraqueza que sua liderança trouxe à República Islâmica
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, durante a reunião de cúpula do BRICS, em julho de 2025 no Rio de Janeiro: entrada do país do Oriente Médio no grupo é estratégia multilateralista defendida pelo Brasil, que não teria nada a ganhar com um eventual conflito militar com os EUA.
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A presença do Irã no BRICS Plus reforça a ambição do grupo de atuar como espaço de coordenação política fora do eixo euro-atlântico. Ataque americano ao Irã colocaria essa estratégia a perder
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi (à esquerda), durante a reunião de cúpula do BRICS, em julho de 2025 no Rio de Janeiro: entrada do país do Oriente Médio no grupo é estratégia multilateralista defendida pelo Brasil, que não teria nada a ganhar com um eventual conflito militar com os EUA.
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A presença do Irã no BRICS Plus reforça a ambição do grupo de atuar como espaço de coordenação política fora do eixo euro-atlântico. Ataque americano ao Irã colocaria essa estratégia a perder
Em Berlim, manifestante iraniano acende um cigarro na foto em chamas do aiatolá Ali Khamenei, num gesto simbólico de protesto contra o governo do país que se espalhou pelo mundo, em mais um episódio no qual o Irã se vê ameaçado de nova intervenção estrangeira.
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Interferências estrangeiras não são novidade no Irã. Elas têm sido relativamente frequentes e, em geral, penalizaram os próprios iranianos
Manifestantes iranianos bloqueiam uma rua em Teerã, em 9 de janeiro. Enquanto a população iraniana está mergulhada em um apagão digital, a mídia estatal e as autoridades começaram a construir sua narrativa preferida dos eventos.
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Os líderes religiosos do Irã há muito tentam controlar a narrativa quando eclodem protestos. Até agora, os manifestantes continuam arriscando suas vidas pela liberdade.
Já houve dias melhores: o presidente venezuelano Nicolas Maduro, à esquerda, em reunião com o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã, em 22 de outubro de 2016.
Gabinete do Líder Supremo do Irã, via AP
Talvez ninguém fora da Venezuela deva se preocupar mais com a invasão dos EUA e o sequestro do presidente Nicolás Maduro do que o líder supremo da República Islâmica do Irã, Ali Khamenei
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Rasoul Mohajer, durante uma reunião do BRICS no Palácio do Itamaraty: em 2024, com a entrada do Irã nos BRICS, a aproximação entre Irã e Brasil se fortaleceu, gerando tensões na relação Brasil-Israel e levando parte da sociedade a cobrar do governo um posicionamento sobre a teocracia iraniana.
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Diplomacia brasileira deve articular soluções para o País retomar seu papel único de mediador na arena global – em vez de continuar servindo, ainda que involuntariamente, como combustível que alimenta a polarização
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, visita uma exposição sobre as conquistas nucleares do país, em Teerã: o atual cessar-fogo com Israel surge como uma trégua frágil em meio a um contexto de extrema volatilidade, onde ainda pesa para os iranianos um sentimento de humilhação que gera pressão interna por uma resposta futura às hostilidades recentes.
Foto: Divulgação / Governo do Irã
A tese de que o Irã nuclearizado poderia criar um equilíbrio de poder com Israel é aceita na comunidade internacional, mas carece dos elementos que garantiram sua eficácia durante a Guerra Fria
O Irã tem algumas escolhas difíceis pela frente. O país prometeu uma resposta contundente, mas pode ser limitado no que realmente pode alcançar
Há poucos caminhos claros para o fim imediato dos conflitos entre Israel e Irã. E o que virá depois da guerra pode ser ainda mais preocupante. Imagem:
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Há poucos caminhos claros para o fim imediato dos conflitos entre Israel e Irã. E o que virá depois da guerra pode ser ainda mais preocupante.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Rasoul Mohajer, posam para uma foto no encontro do BRICS no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, em 28 de abril de 2025. A manifestação oficial brasileira evita qualquer gesto que possa ser interpretado como escolha. Mas, diante da gravidade do ataque, a omissão de gestos concretos já constitui um posicionamento.
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O governo brasileiro, mais uma vez, opta por uma retórica que preserva sua tradição de neutralidade, mas ignora o novo cenário que ele próprio ajudou a construir ao acolher o Irã no BRICS.
Um bombeiro no local de uma explosão em um complexo residencial no norte de Teerã, que se acredita ter sido atingido por Israel.
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Trump tinha boas razões para tentar restringir Netanyahu enquanto as negociações nucleares com o Irã prosseguiam, mas Israel decidiu, em vez disso, tentar decapitar o “polvo”.