O caso de Maria Luiza Ribeiro Viotti não é um incidente isolado. A assimetria nas relações diplomáticas entre os dois países é constante. Mudam apenas os meios pelos quais os Estados Unidos a concretizam.
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A revogação do visto da embaixadora do Brasil nos Estados Unidos é o ponto mais visível de uma crise que combina tarifas, disputas regulatórias, segurança pública e vistos, e que expõe uma relação estruturalmente assimétrica entre os dois países
O nível de testosterona de uma pessoa não determina sua masculinidade nem sua capacidade de lutar.
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O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, quer exigir que militares façam exames para detectar níveis baixos de testosterona
Equipes de resgate na região de Altamira, Caracas, vasculham os escombros de um prédio danificado pelos terremotos de 25 de junho: capacidade do Estado e da sociedade venezuelanos de se prepararem e responderem a desastres naturais está esgotada.
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Os terremotos vêm em um momento politicamente delicado para a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez
O árbitro Omar Artan é recebido em Mogadíscio, na Somália, depois que as autoridades americanas negaram sua entrada no país para a Copa do Mundo: EUA estão passando por um retrocesso democrático e alguns torcedores têm medo de ir assistir aos jogos e serem detidos e deportados pelo ICE.
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Em vez de unir as pessoas, a Copa do Mundo de 2026 corre o risco de ser lembrada pelo clima de exclusão e medo gerado pelos EUA, um dos países anfitriões
Os supostos crimes cometidos por ele teriam ocorrido nos anos 90, mas as acusações só foram apresentadas agora
O secretário da Guerra norte-americano, Pete Hegseth, e o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, posam para uma fotografia com militares e líderes de segurança de países latino-americanos e do Caribe, na Conferência Inaugural das Américas contra os Cartéis, ocorrida nos EUA no começo de março de 2026.
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A nova Estratégia Nacional de Contraterrorismo dos EUA prevê reforço da vigilância de fronteiras e rotas marítimas, cooperação de inteligência, rastreamento financeiro e integração de ações diplomáticas, militares e de segurança para combater tráfico de drogas, armas e pessoas
Uma imagem Che Guevara ao lado de uma TV que mostra o atual presidente cubano Miguel Diaz-Canel discursando, dentro de uma loja de souvenirs em Havana: como nos anos 90, dificuldades de abastecimento, problemas energéticos, queda do poder de compra, desencanto com o futuro e nova onda de emigração voltam à pauta de preocupações. Mas a crise atual é qualitativamente distinta. Cuba hoje é um país muito mais maduro economicamente.
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Da crise econômica dos anos 1990 às ameaças recentes de Donald Trump de “tomar” Cuba, a ilha oscila entre reformas silenciosas e pressão externa – capitalismo de Estado ou tutela direta de Washington
Fuzileiros navais dos EUA cruzam a fronteira do Kuwait para invadir o Iraque em 2003: mais de 20 anos depois, sucesso militar da derrubada do regime de Saddam Hussein deixou para trás um Estado autoritário com fortes laços com o Irã.
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Mais de 20 anos após o sucesso militar dos EUA no Iraque, o resultado dos esforços americanos para mudar o regime não foi o esperado, e ditadores com laços estreitos com o Irã governam o país.
Donald Trump, durante reunião do Conselho da Paz: presença de ditadores e do presidente do Banco Mundial expõe os verdadeiros objetivos do conselho na Faixa de Gaza - e eles nada têm a ver com a segurança do povo Palestino.
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Presença do presidente do Banco Mundial no Conselho da Paz e escancara a perniciosidade da relação dos EUA com a instituição
Crianças posam ao lado de um lança-mísseis iraniano durante comício anual que marca a Revolução Islâmica de 1979 em Teerã, em fevereiro de 2026: hegemonia do dólar, petróleo e preocupação com a China estão à frente do suposto risco nuclear oferecido pelo Irã como razões para os ataques ao país.
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Ofensiva resulta de uma combinação de fatores econômicos e políticos ligados à preservação da centralidade do dólar, a contenção da influência da China e os desafios recentes da economia estadunidense
Um caça F-15E como os que caíram no Kuwait: enfrentar a forte aceleração da ejeção é apenas a primeira parte de uma série de circunstâncias e choques que podem levar a lesões em diversas regiões do corpo dos tripulantes, mais ainda assim taxas de sobrevivência são altas.
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Seis tripulantes americanos ejetaram-se sobre o Kuwait após incidentes de fogo amigo. Sobreviver ao salto pode ser a parte fácil
Covas abertas às pressas num cemitério em Teerã: quando os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos foram seguidos por retaliações contra bases militares americanas e também contra áreas civis e infraestrutura sensível, o ciclo de pressão transformou-se em guerra aberta.
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Ao tornar exigências públicas e mobilizar forças militares, os EUA elevaram o custo político de recuar. Diante da ausência de concessões nos termos esperados, a lógica da credibilidade empurrou a crise para o uso efetivo da força
Iranianos residentes em Istambul, na Turquia, queimam cartaz com a imagem de Donald Trump, durante protesto na porta da Embaixada de Israel após o anúncio da morte do líder Ali Khamenei.
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Legítima defesa preventiva e retaliação à violência interna do regime estão entre as falácias usadas por Trump e Netanyahu para justificar a operação
Segundo a teoria gramsciana, a hegemonia de uma potência como os EUA não se sustenta apenas pela força, mas por uma combinação entre consenso e coerção. Seja no plano doméstico ou internacional, a hegemonia depende tanto da capacidade de imposição violenta de regras quanto da produção de aceitação social por meio de instituições, normas e valores compartilhados. Nesse contexto, a violência é um elemento fundamental.
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O segundo governo Trump insere-se em um momento de aprofundamento de crise hegemônica, onde o uso recorrente de dispositivos de coerção deve ser interpretado como reação defensiva diante de um processo de declínio
Na alegoria de um desfile de carnaval deste ano na Alemanha, Donald Trump aparece dançando - no seu melhor estilo “intervencionista” - com uma Estátua da Liberdade que mais parece uma menina acuada, silenciada pela mordaça que pede “Make America Great Again”: retrato bem-humorado de um presidente que está pondo abaixo os alicerces de liberdade e democracia que sempre marcaram o discurso de todos os seus antecessores.
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Flávio Limoncic, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
A única superpotência restante no mundo demonstra não ter compromisso sequer com a construção de uma nova governança global que procure enfrentar os desafios ambientais e sanitários do presente
A apresentação do porto-riquenho Bad Bunny no intervalo do Super Bowl ofuscou o jogo e atraiu a atenção do mundo para a autencidade da cultura dos povos das Américas Central, do Norte e do Sul, e dos imigrantes dessas regiões que vivem nos EUA.
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A apresentação de Bad Bunny demonstrou como a autenticidade pode ser produzida por meio do ativismo anticolonial
Mísseis balísticos russos RS-24 Yars desfilam pela Praça Vermelha durante uma parada militar do Dia da Vitória em 2020: sem as limitações do tratados, os dois países podem dobrar seu número de armas em questão de meses, e outras nações podem buscar desenvolver ou fabricar suas próprias armas.
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A expiração do tratado dará um fim definitivo e alarmante à contenção nuclear entre as duas potências.
Jovens iranianos passam por um prédio coberto por um outdoor gigante com a imagem do USS Abraham Lincoln destruído.
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O governo Trump pediu ao Irã que encerrasse definitivamente seu programa nuclear. Mas ameaças de uso da força podem prejudicar os esforços de não-proliferação
Base Espacial Pituffik, anteriormente Base Aérea de Thule, no norte da Groenlândia: locais de alta latitude como a ilha no Ártico são ideais para lançar cargas em órbitas polares e heliossíncronas e para monitorar o que acontece na órbita da Terra.
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A Groenlândia é fundamental para as estratégias de domínio orbital da Força Espacial dos EUA em um contexto que as leis e tratados destinados a manter a paz no espaço estão desatualizados.
Ao afirmar que os Estados Unidos “querem um pedaço de gelo para a proteção do mundo e que a Dinamarca se recusa a concedê-lo, Trump constrói uma narrativa de direito histórico e moral sobre a Groenlândia, instrumentalizando o passado como base para reivindicações presentes.
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Trump não anuncia uma invasão imediata, mas reafirma uma lógica de pressão contínua sobre aliados, tratados não como parceiros estratégicos, e sim como subordinados
Diretor de Relações Institucionais do Instituto Democracia em Xeque e Professor de Comunicação Política, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)