Articles on Guerra contra o Irã

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No funeral de um soldado estadunidense morto no Irã, um retrato dos custos militares e sociais que se somam aos prejuízos econômicos globais: em seis meses de guerra, dezoito combatentes morreram e 756 ficaram feridos. AP Photo/Ryan Murphy

Depois de seis meses de guerra, EUA não alcançaram vitória estratégica contra o Irã. O que acontece agora?

Transcorrido meio ano, os ataques estadunidenses e israelenses planejados para enfraquecer Teerã acabaram impondo perdas a consumidores, empresas e governos em todo o mundo, sem falar no sofrimento das famílias de militares mortos
Refinaria iraniana em chamas após um bombardeio em junho: guerra provoca alta dos custos logísticos e do preço dos seguros, e aumenta a volatilidade do petróleo - fatores que ajudam a produzir efeitos em cascata que atingem toda a economia mundial. AP Photo/Mohammed Zaa

O preço da guerra no Oriente Médio para as cadeias de energia, transportes, medicamentos e fertilizantes

A interrupção de rotas estratégicas, a alta dos custos logísticos, o aumento do custo dos seguros e a volatilidade do petróleo estão produzindo efeitos em cascata que atingem diferentes setores da economia mundial
Navios cargueiros aguardam no Estreito de Ormuz: o fechamento da passagem obriga empresas e armadores a buscar rotas alternativas. Uma das principais estratégias foi redirecionar as embarcações para contornar a África, praticamente dobrando o tempo da viagem padrão, comprometendo as cadeias de abastecimento e ampliando significativamente os custos logísticos. AP Photo

Guerra entre Estados Unidos e Irã aumenta o risco de desabastecimento global de medicamentos

A elevação dos preços do petróleo, o aumento dos custos de energia, os gargalos logísticos e as incertezas em torno de rotas estratégicas de transporte marítimo e aéreo afetam diretamente uma cadeia farmacêutica mundial altamente concentrada
Petroleiros cruzam o Estreito de Ormuz: Acordo assinado entre EUA e Irã vale por 60 dias, deixa em aberto os pontos mais difíceis das negociações e estende o cessar-fogo ao Líbano sem que Israel tenha assumido compromisso de cessar suas hostilidades. Ou seja, trata-se de um documento ainda frágil, que pode ruir antes de o primeiro navio pagar a primeira taxa. Foto aérea de Boukhatala Chamseddine / Shutterstock

O Estreito de Ormuz reabriu. Agora a disputa é sobre quem cobra pedágio no mar

Guerra entre Estados Unidos e Irã está suspensa por um acordo que libera a passagem por 60 dias. Depois disso, Teerã quer administrar, e cobrar, pelo corredor onde transita um quinto do petróleo do mundo
No centro de Teerã, um cartaz mostrando navios norte-americanos presos por redes de pesca diz, em farsi: “o Estreito de Ormuz permanecerá fechado. Todo o Golfo Pérsico é o nosso território”. AP Photo/Vahid Salemi

O Estreito de Ormuz pode ser oficialmente fechado? O que diz o direito internacional sobre a questão

O direito marítimo internacional convenciona que os países costeiros de estreitos internacionais não podem impedir a passagem de navios. Porém, o Irã não assinou o documento que convenciona tal prática
Integrantes da Guarda Revolucionária iraniana se apresentam numa base militar para integrar o esforço de fechamento do Estreito de Ormuz, na semana em que o presidente Donald Trump prometeu “destruir a civilização” do Golfo Pérsico: confronto no Oeste da Ásia expõe a ausência de um caminho multilateral confiável para a desescalada das tensões geopolíticas que se espalham pelo mundo. Sepahnews via AP Photo

Guerra contra o Irã expõe os limites da governança global

Por que algumas guerras se contêm e outras se alastram? A resposta raramente está apenas no campo de batalha. Está no estado das instituições que deveriam gerenciá-las — e no peso acumulado das crises que vieram antes
Uma coluna de fimnaça sobe no céu do centro de Teerã, após a queda de mais um míssil na guerra de Israel e EUA contra o país. Para explicar por que o BRICS - grupo que defende o direito internacional, surgiu para restringir a hegemonia estadunidense no mundo e tem o Irã como país-membro - ainda não emitiu uma declaração conjunta sobre os ataques, é preciso compreender como o BRICS funciona e como se dá o seu processo de expansão. AP Photo/Mohsen Ganji

Por que o BRICS ainda não se manifestou sobre a guerra contra o Irã?

Grupo - que em 2023 se expadiu e incluiu o Irã- ainda não emitiu sequer uma manifestação conjunta sobre o conflito
A escolha de Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo Ali Khamenei, como novo chefe do regime iraniano revelou que, em vez de renovação ou abertura, o país aponta para continuidade por meio da contração: preservar o sistema em uma forma mais estreita, mais rígida e mais centrada na segurança. AP Photo/Vahid Salemi

Por que a escolha do novo líder não indica um Irã mais fraco, e sim ainda mais resiliente

Em vez de indicar renovação ou abertura, a escolha do novo líder do Irã aponta para continuidade por meio da contração: preservar o sistema em uma forma mais estreita, mais rígida e mais centrada na segurança
Navio de guerra ancorado no porto da Base Militar da Ilha Diego Garcia, no Arquipélago dos Chagos, no Oceano Índico: historicamente, presença militar dos Estados Unidos trazia percepção de segurança à população local. Com a guerra contra o Irã, tudo mudou. Imagem: Marinha dos Estados Unidos/AP Photo

Diego Garcia: O custo geopolítico de se albergar uma base militar estadunidense

Autor, que nasceu na Ilha Maurício, explica que durante décadas as bases militares americanas carregaram a promessa de estabilidade. Mas, à luz dos conflitos atuais, com o Irã bombardeando bases nos países do Golfo, isso torna-se questionável
O FPSO P-74 da Petrobras no pré-sal da Bacia de Santos: produção crescente de óleo com alto teor de qualidade e custos competitivos em comparação a outros produtores coloca o Brasil em posição estratégica, em meio a choques de oferta provocados pela guerra na Ucrânia, pelas sanções à Rússia, pelos ataques ao Irã e pelo bloqueio no Estreito de Ormuz. Foto: André Ribeiro/Agência Petrobras

Brasil entre blocos: como o divórcio transatlântico pode redefinir o lugar do país na nova ordem mundial

Brasil de usar o momento para fortalecer cadeias industriais e tecnológicas, em vez de se limitar ao papel de exportador de commodities. Ganhos com petróleo, grãos e fertilizantes podem financiar infraestrutura, inovação e reindustrialização verde.
O iraniano South Pars, maior campo de produção de óleo e gás do mundo, atacado por mísseis israelenses: impacto na produção de hirocarbonetos,aliado aofechamentodo Estreito de Ormuz, faz o mundo enfrentar um choque energético global de graves proporções. AP Photo/Vahid Salemi

Guerra contra Irã expôs fragilidade dos combustíveis fósseis, mas caminho para energia mais limpa ainda é incerto

A segurança energética pertence cada vez mais aos Estados capazes de manter uma parcela maior de sua economia em funcionamento quando o petróleo e o gás são interrompidos, graças a alternativas energéticas mais limpas e diversificadas
Navio petroleiro no Estreito de Ormuz, fechado desde o dia 2 de março: estratégia do Irã demonstra que um país com capacidade militar limitada pode, por meio do controle de um gargalo marítimo estratégico, impor custos econômicos a todo o planeta. AP Photo/Rafiq Maqbool

Fechamento do Estreito de Ormuz é grave para a Ásia, mas afeta o mundo todo de diversas maneiras

O controle dos gargalos comerciais marítimos confere um tipo de poder que não depende de orçamento militar nem de arsenal nuclear. Basta ter posição geográfica e disposição para usá-lo
“Imperativo antissistêmico”: A pressão geopolítica criada por sanções, guerras e crises provocadas pelos EUA e pela Europa obrigam países a escolher entre a acomodação ou a contestação. Os chamados Estados Proativos, cujos principais representantes seriam a Rússia, a China e o Irã, enfrentam diretamente essa ordem geopolítica e buscam transformá‑la. AP Photo/Angelina Katsanis

A nova disputa de poder global: como países fora do eixo EUA‑União Europeia remodelam as relações internacionais

A pressão geopolítica criada por sanções, guerras e crises provocadas pelos EUA obrigam países a escolher entre acomodação ou contestação
Um homem caminha pelo litoral de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, às margens do Estreito de Ormuz repleto de navios petroleiros parados. AP Photo/Altaf Qadri

Flexibilização das sanções ao petróleo russo gera alívio momentâneo mas preocupação global a longo prazo

Para o Brasil e a América Latina, o impacto imediato é um breve alívio nos preços, mas também um alerta sobre vulnerabilidades que afetam desde o diesel utilizado na agricultura até a produção de fertilizantes
Apoiadores houthi levantam cartazes do falecido líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, enquanto cantam slogans contra o Ocidente durante uma manifestação em Sanaa, no Iêmen. Escala de violência faz UE temer ações violentas de núcleos jihadistas no bloco, e já emitiu alerta de segurança. Foto AP/Osamah Abdulrahman

Conflito no Oriente Médio pode estimular novos radicalismos contra as instituições europeias

A escalada de tensões envolvendo o Irã pode reativar correntes ideológicas dentro do universo jihadista. Por isso, a Europol já emitiu um alerta para o aumento do risco de ameaças terroristas na UE
Um agente de segurança monta guarda durante uma manifestação em apoio à nomeação do aiatolá Mojtaba Khamenei como sucessor de seu falecido pai, o aiatolá Ali Khamenei, como líder supremo do Irã. Foto AP/Vahid Salemi

Entenda por que a guerra com o Irã não mudará o regime em Teerã

A história recente mostra que grupos armados não estatais frequentemente sobrevivem à queda de seus patrocinadores
Marinheiros iranianos feridos resgatados do navio de guerra IRIS Dena, do Irã, são escoltados até um hospital do Sri Lanka. EPA/Chamila Karunarathne

Os EUA afundaram um navio de guerra iraniano e não resgataram os sobreviventes. Isso é legal em uma guerra?

Regras de combate naval foram desenvolvidas ao longo dos séculos, à medida que os Estados buscavam regular a condução de conflitos no mar e, ao mesmo tempo, permitir que as marinhas operassem de forma eficaz
Crianças posam ao lado de um lança-mísseis iraniano durante comício anual que marca a Revolução Islâmica de 1979 em Teerã, em fevereiro de 2026: hegemonia do dólar, petróleo e preocupação com a China estão à frente do suposto risco nuclear oferecido pelo Irã como razões para os ataques ao país. AP Photo/Vahid Salemi

Questão nuclear é apenas uma das razões para guerra dos EUA e Israel contra o Irã

Ofensiva resulta de uma combinação de fatores econômicos e políticos ligados à preservação da centralidade do dólar, a contenção da influência da China e os desafios recentes da economia estadunidense
Donald Trump disse que Keir Starmer “não é um Winston Churchill”. Mas nada na biografia do ex-primeiro ministro inglês garante que ele teria apoiado os ataques dos EUA e Israel ao país do Oeste da Ásia. Alamy/piemags/archive/military

O que Winston Churchill faria se fosse chamado a tomar partido na guerra com o Irã?

Donald Trump disse que Keir Starmer não é “nenhum Churchill”, mas sua rejeição se baseia em uma versão simplificada da história
O secretário de defesa dos EUA, Pete Hegseth: apesar do desentendimento e das ameaças de rompimento após a operação na Venezuela, no fim de fevereiro as Forças Armadas estadunidenses atacaram o Irã usando novamente a tecnologia de IA da Anthropic. Sipa US/Alamy

Anthropic contra Forças Armadas dos EUA: o que essa disputa pública diz sobre o uso de IA na guerra

No centro dessa disputa está a forma como o grande modelo de linguagem Claude da Anthropic está sendo usado em um contexto militar

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