Amazônia em chamas: impacto de grandes infraestruturas de transporte - cujo mais recente exemplo é a ferrovia Ferrogrão - intensifica desequilíbrios que geram a ocorrência de incêndios florestais que agravam a emergência climática atual.
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Mudanças climáticas, secas prolongadas e atividades humanas como a construção de estradas e ferrovias criam condições para incêndios florestais de grande escala que se espalham rapidamente pela paisagem
Manifestante carrega cartaz que alerta para a contradição entre o projeto da Petrobras de perfurar poços na Amazônia e a COP30, marcada para acontecer em Belém, no ano que vem: situação pode colocar em cheque a ambiciosa agenda ambiental do governo Lula.
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Bernardo Jurema, Research Institute for Sustainability – Helmholtz Centre Potsdam
O governo Lula terá que escolher entre garantir a sustentabilidade ambiental, firmando-se como liderança global no tema, ou render-se aos apelos econômicos e desenvolvimentistas de extração de petróleo na região amazônica
O que motivou grande parte dos brigadistas comunitários a estar nas brigadas foi algum grande incêndio. São coletivos que se organizam para responder ao problema.
Acervo da Brigada de Alter
Angela Pellin, Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade/IPÊ and Fernando Rodovalho, Escola Superior de Conservação Ambiental e Sustentabilidade/IPÊ
Aprovação recente da Política Nacional do Manejo Integrado do Fogo torna o momento propício para se pensar em novos arranjos, que contem com a participação das comunidades locais.
A icônica rodovia Transamazônica, símbolo controverso de progresso e destruição no coração da maior floresta do mundo: de agosto de 2024 até dezembro de 2025, o The Conversation Brasil vai publicar, com apoio da FINEP, artigos semanais de pesquisadores e especialistas sobre os principais temas que interessam ao futuro da região, do Brasil e do mundo.
De agosto de 2024 até dezembro de 2025, publicaremos semanalmente artigos dedicados aos assuntos que serão tratados na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas
A Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, durante a cerimônia de lançamento da Iniciativa Regional da Amazônia contra o Financiamento Ilícito da Natureza, dia 27 de julho em Belém: investimentos no treinamento e compartilhamento de informações contra organizações criminosas transnacionais que praticam desmatamento, mineração e grilagem, entre muitos outros crimes ambientais.
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Secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, lançou no final do mês passado a Iniciativa Regional da Amazônia contra o Financiamento Ilícito da Natureza, com o objetivo de impulsionar o treinamento, a cooperação e o compartilhamento de informações contra organizações criminosas transnacionais
Resultados de estudo mostram que alternativas focadas na proteção e preservam a cobertura florestal, mas permitem o uso sustentável dos recursos pelas comunidades, pode trazer mais benefícios socioeconômicos para todos.
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Para reduzir o desmatamento, aumentar a biodiversidade e ajudar a enfrentar as mudanças climáticas, a devolução de terras às comunidades indígenas é crucial e eficaz
Curumim do povo Tembe, no Pará, brinca de arco-e-flecha no leito de um rio seco, durante a estiagem histórica de 2023: modelos climáticos mais regionalizados podem ajudar a prever e planejar adaptações ao novo regime de chuvas devido ao aquecimento global.
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Projeções climáticas para a Amazônia, a partir de modelos regionais que contabilizam os impactos em escalas espaciais menores, mostram a necessidade de um planejamento que envolva toda a sociedade
Depósitos flutuantes de um garimpo no médio Juruá, no Amazonas: o atual esforço global pela biodiversidade envolve proteger pelo menos 30% da terra e da água da região Amazônica.
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Uso indiscriminado de agrotóxicos na região Amazônica causa danos à saúde da população e ao ambiente. Os grupos mais vulneráveis incluem agricultores, crianças, grávidas, idosos e aqueles com a saúde debilitada
Coador tuuwa sendo criado com fasquias de arumã: trançar é transformar corpos vegetais em corpos trançados.
Arquivo do autor
Igor Rodrigues, Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
No trançado, há troca e benefícios mútuos para humanos e vegetais, que são entendidos pelos Wai Wai como pessoas, com corpos e personalidades específicas, que se deixam trançar quando bem tratados
A tecnologia FACE - atualmente em fase de implantação - é um imenso sistema circular de torres que liberam ar enriquecido com Dióxido de carbono, permitindo avaliar o efeito da fertilização por CO2 em grandes áreas florestais.
Maria Clara Ferreira Guimarães/Unicamp
David M. Lapola, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Projeto já em construção vai avaliar o chamado “efeito de fertilização por CO2” na floresta, para melhorar as previsões sobre a reação do ecossistema amazônico às mudanças climáticas
A linha de destruição faz lembrar um detalhe incinerado da bandeira do Brasil: diversos indicadores ajudam a compreender as mudanças de uso da terra e a prevalência do desmatamento ilegal na Amazônia brasileira entre 2013 e 2022.
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Militarização da fiscalização ambiental tornou processo mais caro, e ainda resultou num aumento de 62% da taxa de desmatamento em 2019 e 2020, se comparada à média anual entre 2009 e 2018.
As anacondas verdes são verdadeiros colossos do mundo dos répteis, podendo atingir mais de sete metros de comprimento e pesar mais de 250 quilos: exames genéticos revelaram que espécie mais conhecida na verdade são duas, que divergiram há cerca de 10 milhões de anos.
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As anacondas verdes são as cobras mais pesadas do mundo e estão entre as mais longas. É notável que essa espécie oculta tenha passado despercebida até agora
Clareira formada na floresta por exploração ilegal de madeira: enquanto o fluxo de financiamento para ações contra a degradação da Amazônia continuam baixos e mal aplicados, a devastação continua correndop solta na região.
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Fluxo financeiro destinado ao financiamento climático na Amazônia ainda é ínfimo, e contrasta com o discurso global sobre a importância do bioma no cenário de emergência climática.
Recentes decisões judiciais e atos legislativos de questões agrárias na Amazônia contradizem posicionamento internacional do Brasil na questão socioambiental.
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Lara Ramos, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) and Diogo Cabral, Universidade Estadual do Maranhão
Pós COP-28, o Estado do Maranhão aprova legislação que coloca em risco a Amazônia e o Cerrado
Pesquisadores brasileiros e estrangeiros reunidos num trabalho de campo na Floresta Amazônica no Pará: falta de recursos e acessibilidade em áreas remotas limita investimentos em equipamentos, bolsas e retenção de cientistas na região.
Divulgação / UFPA
Centro com universidades referência na pesquisa amazônica busca vencer desafios, como a carência de infraestrutura e investimentos
A família de Luiz Carlos e seus filhos na comunidade de Santa Luzia, na Ilha de Marajó: no conceito de transição justa, a tradição extrativista ribeirinha precisa ser contemplada nas mudanças de modelo econômico.
AP Photo/Eraldo Peres
Mudança de fontes de energia e modelo econômico, com novo paradigma de baixa emissão de carbono, não poderá ignorar o legado extrativista e o modo de vida das populações ribeirinhas.
Ribeirinhos na pesca de manejo do pirarucu na terra indígena Deni, no Amazonas: aplicação da bioeconomia da sociodiversidade no local promove a valorização do pescado sem redução da oferta. E já beneficia 1.133 pescadores, que mantém uma população estável de 170 mil pirarucus.
Eduardo Anizelli/Folhapress
Henrique Pereira, Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)
É preciso distinguir o conceito de genérico de bioeconomia do conceito de Economia da Florestam, ou da socibiodiversidade, onde o Brasil tem muito a desenvolver
No detalhe do tronco de uma seringueira vertendo borracha na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, o símbolo do imenso potencial econômico sustentável da Amazônia.
AP Photo/Eraldo Peres
É possível alcançar a prosperidade econômica na Amazônia sem recorrer ao desmatamento. Além da maior lucratividade, extrativismo pode gerar mais empregos do que a pecuária e a soja na Amazônia.
Seca incomum e queimadas são responsáveis por fome e doenças nas comunidades ribeirinhas e morte de animais e plantas.
AP Photo/Fabiano Maisonnave
Wilson Sabino, Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
Seca incomum e queimadas são responsáveis por fome e doenças nas comunidades ribeirinhas e morte de animais e plantas
Extrato da Ochroma pyramidale é eficiente na separação das “fagulhas” finas de ouro do Rio Madeira, e evita o lançamento de substâncias tóxicas no ambiente.
Arquivo do autor
Pós-Doutora em Financiamento Climático pela Columbia University e Professora da Universidade Federal do Pará e do Centro Universitário do Estado do Pará., Universidade Federal do Pará (UFPA)