Apesar da convicção de que a inclusão digital é de fundamental importância para os indígenas e deve continuar, já se constata que o uso intensivo de dispositivos móveis e outros equipamentos sem a mediação adequada já afeta jovens indígenas com problemas como hiperestimulação e alterações comportamentais.
Foto: Neto Lucena / Secretaria de Comunicação do Estado do Acre
Embora possa promover inclusão e acesso à informação, tecnologia também pode gerar dependência e impactar a identidade cultural de comunidades indígenas
O desaparecimento de povos indígenas e a degradação dos biomas não são processos separados, mas profundamente interligados.
Foto: Rômulo de Paula
Expulsão de povos indígenas de seus respectivos territórios gera degradação ambiental e dos conhecimentos ancestrais.Mas reverter esse processo é possível, com benefícios sociais e ambientais
Lideranças da Terra Indígena Kaxuyana-Tunayana no momento em que receberam a notícia da homologação de suas terras, durante s COP 30: 17 anos de luta.
Foto: Ruben Caixeta – Iepé
Homologação de terras indígenas pelo governo durante a COP 30 foi fruto de anos de pesquisa etno-histórica, sociológica, jurídica, cartográfica e ambiental na região, sempre em parceria com os povos originários
Primeiro podcast produzido pelo The Conversation Brasil terá cinco episódios semanais trazendo entrevistas com especialistas dos dois países sobre os esforços da ciência, da tecnologia e do saber ancestral dos povos originários para evitar o ponto de não retorno do clima
Grupo de indígenas protestando por uma maior participação dos povos da floresta nas discussões sobre financiamento climático na COP da Amazônia: influência do pensamento colonial em diferentes setores vem sendo cada vez discutido na busca por uma transformação cultural, social e econômica mais inclusiva, mais decolonial.
AP Photo/Eraldo Peres
A influência do pensamento colonial em diferentes setores e processos vem sendo cada vez discutido na busca por uma transformação cultural, social e econômica decolonial. Busca-se, portanto, uma sociedade mais justa, simétrica e inclusiva.
Graduada em História e doutora em Antropologia, Letícia é uma jovem liderança Krahô e atua em diferentes frentes pela defesa dos povos indígenas. É presidente do Conselho Local de Saúde Indígena do município de Goiatins (TO), e coordenadora da escola da Aldeia Sol, cuja história ela descreve neste artigo-depoimento: uma vida de trabalho fortalecendo a valorização dos conhecimentos tradicionais em diálogo com a educação formal.
Foto cedida pela autora
Mulher indígena, do povo dos Krahô, que vivem nos limites entre Goiás, e Tocantins, conta ium pouco da diferenças de cosmovisão que tornaram difícil, mas nada impossível, sua trajetória que começou como menina de aldeia e terminou no doutorado em antropologia da Universidade de Goiás.
O indígena brasileiro Jonas Reis posa para uma foto enquanto participa de um protesto durante a quinta Cúpula Presidencial da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica.
AP Photo/Fernando Vergara
O encontro deixou claro que os interesses do Brasil em relação à manutenção da exploração de óleo e gás falam mais alto, tornando a próxima COP 30 um teste decisivo para a credibilidade dos compromissos assumidos em defesa da Amazônia
Mulheres negras da ala das baianas da escola Unidos de Padre Miguel, punida no carnaval de 2025 por ter usado muitas palavras em iorubá no seu samba-enredo: castigo contradiz tradição antiga do carnaval e confronta influência poderosa e ancestral das línguas da diáspora africana no português falado no Brasil, desde o século XVII.
Foto: Marco Terranova / Riotur
Longe do que se imagina a partir da situação linguística contemporânea, o português custou muito a se impor como a língua de colonização no Brasil
A icônica rodovia Transamazônica, símbolo controverso de progresso e destruição no coração da maior floresta do mundo: de agosto de 2024 até dezembro de 2025, o The Conversation Brasil vai publicar, com apoio da FINEP, artigos semanais de pesquisadores e especialistas sobre os principais temas que interessam ao futuro da região, do Brasil e do mundo.
De agosto de 2024 até dezembro de 2025, publicaremos semanalmente artigos dedicados aos assuntos que serão tratados na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas
Coador tuuwa sendo criado com fasquias de arumã: trançar é transformar corpos vegetais em corpos trançados.
Arquivo do autor
Igor Rodrigues, Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA)
No trançado, há troca e benefícios mútuos para humanos e vegetais, que são entendidos pelos Wai Wai como pessoas, com corpos e personalidades específicas, que se deixam trançar quando bem tratados
Anciã indígena da etnia Baniwa carregando mandioca em seu aturá (cesto) e cana-de-açúcar, ambos retirados de sua roça, na Terra indígena Alto Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, Amazonas.
Foto: Glenn Harvey Shepard Jr. (2018)
Modificações milenares nas paisagens amazônicas, feitas por diferentes Povos Indígenas, são os reais responsáveis pela atual biodiversidade da floresta.
Recentes decisões judiciais e atos legislativos de questões agrárias na Amazônia contradizem posicionamento internacional do Brasil na questão socioambiental.
AP Photo/Eraldo Peres
Doutor em Ecologia, Consultor de Povos Indígenas na JGP Consultoria Ambiental e Pós-doutorando em Antropologia, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)