Articles on Preservação

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Numa conversa com a editora do TC Brasil Monica Tarantino, o pedagogo e intérprete Takakpe Mẽtyktire, neto de Raoni, fala sobre o legado do avô na luta pelos direitos dos povos indígenas e revela: aos 93 anos e com a saúde fragilizada, o grande líder Kaiapó preocupa-se com a continuação do ativismo indígena pelas gerações mais novas de seu povo, enquanto ainda espera pela demarcação da Terra Indígena Kapoto-Nhĩnore, onde nasceu. AP Photo/Bob Edme

No hospital, cacique Raoni pensa no futuro da luta por direitos indígenas e espera demarcação da terra natal

Nossa equipe entrevistou o neto do líder Kaiapó, que aos 93 anos, internado no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ainda tem muito a dizer, enquanto espera pela demarcação de seu território
O Atol de Rose é uma grande área protegida na Samoa Americana: sem regras, regulamentações e fiscalização consistentes, juntamente com financiamento e colaboração significativa com governos locais, indústrias e comunidades, muitas áreas correm o risco de se tornarem “parques no papel”. Wendy Cover/NOAA

O mundo acertou proteger 30% dos oceanos até 2030, mas a proteção marinha não pode ser avaliada apenas com base na área

Até agora, cerca de 10% dos oceanos contam com proteção formal, à medida que os países trabalham para atingir a meta 30x30, mas muitas áreas ainda estão protegidas apenas no papel
Muitos sistemas sociais, assim como os da natureza, têm pontos de inflexão, o que significa que não precisamos convencer todo mundo a fazer a coisa certa, mas um número suficiente de pessoas para fazer o sistema mudar na direção certa. Tarcisio Schnaider/Shutterstock

Como pontos de inflexão positivos na opinião pública podem ser a chave para a proteção das florestas tropicais

Não precisamos convencer todo mundo a fazer a coisa certa. Basta convencermos um número suficiente de pessoas para que o sistema mude na direção certa
Embora sejam conhecidos principalmente pelos flashes noturnos, os vagalumes representam um grupo muito mais diverso do que se pode imaginar. Eles pertencem majoritariamente à família Lampyridae, um grupo de besouros famoso pela capacidade de produzir luz, um processo químico chamado de bioluminescência. Foto: Envato / Pazham

Luzes que se apagam: o desaparecimento silencioso dos vagalumes

Estudos recentes mostram que diversas espécies vêm sofrendo declínios populacionais. Aos poucos, aquilo que fazia parte da paisagem noturna parece migrar para as lembranças
Método brasileiro usa mistura a seco, sem solventes, e com biocatalisador renovável. Foto: Wikimedia

Química verde: Como transformar henna em compostos bioativos sem poluir

Método brasileiro usa mistura a seco, sem solventes, e com biocatalisador renovável
Silvania Oro Eo’ Cabixi entrevista sua avó Maria Pin Wa Oro Win na aldeia São Luiz, para elaboração de um dicionário: o uso de tecnologias como smartphones, tablets ou computadores, ainda que incipiente, já é uma realidade em muitas comunidades indígenas. Foto: Joshua Birchall

Línguas indígenas do mundo inteiro se revitalizam com uso de dicionários multimídia

Muitas das mais de 7 mil línguas indígenas faladas no planeta correm risco de desaparecer. E, com elas, muitos conhecimentos podem também morrer
Família de vítimas das enchentes que atingiram o Paquistão em 2023 vivendo num acampamento para desabrigados com os poucos objetos que conseguiram salvar de suas casas. Entre eles, um painel solar e um sistema elétrico que garante a energia necessária para a vida cotidiana. No Paquistão, a geração solar produzida individualmente pela população asfixiada pelos altos preços da energia fóssil mais do que quintuplicou nos últimos quatro anos, e o país já economizou US$ 12 bilhões em importações de gás fóssil liquefeito desde 2021. AP Photo/Anjum Naveed

Análise: um mundo movido a sol, vento, ondas ou hidrogênio não mata por óleo

As dificuldades para realizarmos uma transição energética justa existem, mas são superestimadas no discurso de quem tem interesses ligados à hegemonia do petróleo
‘Mahseer’ nadam no Rio Ramganga, um importante afluente do Ganges, no sul da Ásia: barragens, fragmentação de habitats, poluição, sobrepesca e mudanças climáticas estão rompendo conexões fluviais e ecológicas que os peixes precisam para sobreviver. Imagem: Zeb Hogan

Maiores migrações de peixes do mundo estão entrando em colapso, e isso é um problema para milhões de pessoas

Um novo relatório revela que 325 espécies de peixes migratórios precisam urgentemente de ajuda, incluindo alguns dos gigantes de água doce mais emblemáticos do mundo
Seringueira na Reserva Extrativista Chico Mendes, no Acre, exemplo emblemático de conciliação da conservação da biodiversidade com direitos territoriais, diversidade cultural e técnicas extrativistas de baixo impacto. AP Photo/Eraldo Peres

Muito pelo contrário: ciência prova que preservação ambiental não prejudica economia nem desenvolvimento social

Análise mostra que territórios protegidos podem contribuir para renda, bem-estar e coesão social. Planejamento e participação de comunidades locais são decisivos
O cavalo-marinho está entre as espécies mais usadas como bandeiras para conservação. Foto: Envato / Diego Grande

A invisibilidade das espécies aquáticas nas estratégias de conservação

Apesar de sua importância ecológica, social e econômica, os ecossistemas aquáticos, especialmente os de água doce, permanecem entre os mais negligenciados nas estratégias globais de conservação
Foto oficial após a plenária de encerramento da COP 30, dia 22 de novembro: a expectativa de que o encontro dentro da Amazônia perturbaria velhos hábitos da política climática não se concretizou, na avaliação do pesquisador do Forum Verde da Suécia e do Conservatoire national des arts et métiers (CNAM), de Paris.

‘O império à porta da floresta’: a visão de um ecologista veterano sobre os resultados da COP 30

Para ele, foi o poder gravitacional da lógica de investimentos que mais uma vez dominou o encontro
“Sei mais das florestas do que da minha mãe”: Thamyres Sabrina Gonçalves especializou-se no estudo da história ancestral do ecossistema em que nasceu e foi criada - os Capões de mata, ilhas de Mata Atlântica no meio do Cerrado. Ela relata a tristeza de sentir na pele a destruição cada vez mais acelerada pelas queimadas dos locais que a inspiraram a estudar as origens desses ecossistemas únicos, que oferecem pistas da pré-história botânica brasileira. Imagem: arquivo pessoal

Depoimento especial: A triste queima de arquivo paleoambiental que destrói a história de paisagens de quase 30 mil anos no Brasil

Doutora em Agronomia, especializada em história paleoambiental dos Capões de mata da Serra do Espinhaço, relata a experiência de testemunhar in loco a destruição da vida e da memória da floresta em que nasceu, e que guarda registros pre-históricos da nossa natureza
A foz do Rio Amazonas, em imagem de satélite: Por trás da arrecadação imediata com os bônus de assinatura dos contratos de prospecção, o Brasil renova seu compromisso com um modelo energético ultrapassado. Hoje, o país é o sexto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, e as emissões relacionadas à exploração e queima de petróleo e gás devem, sozinhas, ultrapassar as metas de redução previstas pela Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) até 2033. Foto: European Space Agency

Petróleo na foz do Amazonas e ampliação do pré‑sal: Brasil segue com expansão silenciosa de suas fronteiras fósseis

A perfuração no bloco FZA-M-59, na Foz do Amazonas, reforça a contradição entre o discurso climático do governo e a continuidade da expansão fóssil
Hydrophilidae, um dos insetos que faz parte do jogo de cartas Quem sou eu? Insetos aquáticos, do Laboratório de Citaxonomia e Insetos Aquáticos (LACIA), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) LACIA

Da curiosidade à preservação: o imenso papel da divulgação científica na valorização da Amazônia

No estudo dos insetos aquáticos, não basta gerar ciência dentro dos laboratórios; é preciso levá-la para quem convive diretamente com os insetos e pode de fato preservá-los
Árvores inteiras em grasa após serem engolfados por um incêndio florestal descontrolado em Salta, na Argentina, no começo de agosto de 2025: em menos de dois anos, país sofreu redução de quase 70% nos gastos com gestão de parques nacionais, manejo de fogo e proteção de florestas nativas. AP Photo/Javier Corbalan

Proteção ambiental passa por retrocesso histórico em toda a América Latina

Além do PL da Devastação no Brasil, esvaziamentos de projetos importantes de preservação se repetem no Chile, Equador e, principalmente, na Argentina
Mara Barreto Sinhosewawe Xavante, autora do artigo, durante manifestação pela preservação das terras de seu povo. Foto: Sérgio Koei

Depoimento: a luta do povo Xavante pela preservação do Rio das Mortes, no cerrado de Mato Grosso

“Desde o contato com o homem branco, muitas terras nos foram tomadas. O agronegócio gerou desmatamento, e transformou nososs hábitos alimentares, com a chegada do arroz mecanizado e dos produtos industrializados. Com isso vieram doenças silenciosas”
Vista aérea da Ilha de Anchieta, no litoral de São Paulo, um dos Parques Estaduais que participam do projeto de monitoramento do ecoturismo: pesquisas apontam caminhos para avaliar parcerias entre as esferas pública e privada e fortalecer a conservação com participação social. Imagem: Wikimedia

Nova política para visitação em parques naturais reforça a urgência de monitorar impactos e incluir comunidades locais

Pesquisas apontam caminhos para avaliar parcerias entre as esferas pública e privada e fortalecer a conservação com participação social
A sete meses da COP 30, obras de infraestrutura à toque de caixa se espalham por Belém, numa corrida contra o tempo para receber chefes de Estado, cientistas, ativistas e jornalistas do mundo todo. Mas outras cidades-sede sofreram com o mesmo problema no passado, e uma COP no coração da Amazônia é oportunidade inédita para que o encontro tenha relevância real na luta contra os efeitos das mudanças climáticas. AP Photo/Jorge Saenz

COP 30 cria possibilidade inédita de inclusão de vozes da Amazônia no debate global sobre o clima

Próxima Conferência do Clima sofre críticas pela falta de estrutura de Belém, mas será a melhor chance da história pra que o mundo conheça melhor e valorize essa região fundamental para o equilíbrio ambiental da Terra
Grandes reservas não são as únicas a desempenhar um papel importante no equilíbrio ambiental das cidades. Parques urbanos menores, muitas vezes ignorados, também podem oferecer importantes serviços ecossistêmicos. O Parque Natural Municipal do Gericinó, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, tem menos de 1 km² de extensão e é um exemplo desse potencial. Foto de divulgação / Prefeitura de Nilópolis

Áreas verdes, mesmo pequenas, ajudam a melhorar qualidade do ar em centros urbanos

Estudos da UFRJ e da Universidade Veiga de Almeida investigam desde 2010 como as áreas verdes da Região Metropolitana do Rio de Janeiro contribuem para mitigar as mudanças climáticas, melhorar a qualidade do ar e promover a saúde pública

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