Articles on Amazônia

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Carne silvestre desempenha papel de segurança alimentar para consumidores nas comunidades periféricas da Amazônia, daí a importância de sistemas de conservação nos quais suas práticas, conhecimentos e valores orientam o desenvolvimento de regimes de manejo. Brian Griffiths

Venda de carnes silvestres, tanto para subsistência quanto para servir turistas, ameaça mamíferos da Amazônia

Milhões de pessoas dependem da carne silvestre na região, e juntas elas consomem mais de meio milhão de toneladas anualmente
Animais do tamanho de gatos, os cuxiús têm caninos maiores do que os dentes humanos, que usam para abrir sementes e nozes duras justamente nos pontos onde suas cascas se encontram. Cavan-Images/Shutterstock

A engenhosa estratégia de sobrevivência de um macaco da Amazônia

O macaco cuxiú-de-nariz-vermelho é único no planeta e está ameaçado de extinção
A Amazônia é um centro de relevância global, mas essa importância não se reflete nos recursos de pesquisa recebidos por pesquisadores da região. Foto Vieira, L.

Ciência em rede fortalece a pesquisa e a conservação da biodiversidade na Amazônia

Redes colaborativas e pesquisa de síntese fortalecem a ciência amazônica, reduzem desigualdades regionais e ampliam a capacidade de enfrentar os desafios ambientais da região
Amostras de açaí em laboratório: apenas de 10 a 15% da fruta é aproveitada para alimentação. O restante é o caroço, que normalmente é jogado fora, mas que tem um potencial energético imenso que começa a ser aproveitado. Imagem: UFPA / Divulgação

Do caroço do açaí amazônico às ondas australianas, cientistas buscam a energia do futuro. Ouça no último episódio do podcast ‘Vozes do Sul’

No último episódio da série fomos à Amazônia descobrir como frutas, bactérias e microalgas podem gerar combustível de aviação, e a energia vinda das ondas pode abastecer cidades
Vista da Reserva Extrativista da Terra Indígena Ashaninka, no Acre, uma das Unidades de Conservação da Amazônia Legal: embora 24% da região estejam protegidos por alguma categoria de Unidade de Conservação, ainda há fortes assimetrias nos planos de manejo, no efetivo de fiscalização e na integração entre as esferas federativas. AP Photo/Jorge Saenz

Políticas ambientais: o que revela o novo diagnóstico sobre as Unidades de Conservação da Amazônia Legal

Estudo revela que, embora pouco mais de 24% da região estejam protegidos por alguma categoria de Unidade de Conservação, ainda há fortes assimetrias nos planos de manejo, no efetivo de fiscalização e na integração entre as esferas federativas
Manejo do fogo como aliado da preservação -inspirado nas técnicas milenares dos povos originários - e desenvolvimento de soluções baseadas na natureza para minimizar a geração de gases de efeito estufa pela pecuária estão entre os trabalhos da ciência do Brasil e da Austrália que nossa equipe visitou neste episódio do podcast “Vozes do Sul”. Composição fotográfica de Élio Lima / Agência Cenarium

Podcast ‘Vozes do Sul’, episódio 3: Gestão inteligente do fogo e inovações na pecuária podem minimizar aquecimento global

Neste episódio, cientistas brasileiros mostram como a Amazônia é na verdade um grande jardim milenar, e pesquisadores australianos mostram como reduzir usar soluções baseadas na natureza para reduzir a produção de gases de efeito estufa metano na produção agropecuária
A Grande Barreira de Corais da Austrália. Foto: Great Barrier Reef Marine Park Authority

Podcast ‘Vozes do Sul’, episódio 2: No branqueamento de corais e na exploração da Foz do Amazonas, os maiores desafios dos oceanos do Brasil e da Austrália

Neste episódio, nossa equipe conversa com especialistas sobre o branqueamento da Grande Barreira de Corais australiana e o risco de a exploração de petróleo na Costa Equatorial brasileira afetar manguezais e corais da foz do Rio Amazonas
Foto oficial após a plenária de encerramento da COP 30, dia 22 de novembro: a expectativa de que o encontro dentro da Amazônia perturbaria velhos hábitos da política climática não se concretizou, na avaliação do pesquisador do Forum Verde da Suécia e do Conservatoire national des arts et métiers (CNAM), de Paris.

‘O império à porta da floresta’: a visão de um ecologista veterano sobre os resultados da COP 30

Para ele, foi o poder gravitacional da lógica de investimentos que mais uma vez dominou o encontro
A desinformação climática no Brasil revela-se, entre outros fatores, pela propagação da ideia de que há uma antítese entre preservação e desenvolvimento, o que alimenta questionamentos sobre a real existência e gravidade das mudanças climáticas, banaliza riscos de eventos extremos e transforma fatos científicos em tema de debate político ideológico. Imagem gerada por IA via Envato Labs

COP da Amazônia catalisou soluções, mas Brasil ainda lida com devastação e excesso de desinformação climática

Apesar da crescente visibilidade da crise climática, a compreensão pública sobre suas causas e consequências ainda é limitada, e está relacionada à escolaridade, à faixa etária e ao acesso à internet, revelando uma profunda desigualdade informacional
Estradas, desmatamento, gado, mineração, usinas: projetos de desenvolvimento econômico em grandes florestas como a Amazônia (foto) e a Floresta Tropical do Congo, a segunda maior do mundo, são vetores de alterações de ciclos hidrológicos, aumento de poluição, perda de biodiversidade e comércio ilegal de minérios, entre outros, que degradam a saúde do ecossistema e, consequentemente, das pessoas e animais que vivem nessas regiões. Foto: Felipe Werneck / Ibama

Clima, ambiente e saúde: uma ligação fundamental que continua fora do centro do debate

Especialista em saúde ambiental explica como a falta de entendimento dos impactos de grandes projetos em curso em ecossistemas sensíveis provoca alterações que impactam diretamente a saúde pública, muitas vezes a milhares de quilômetros dali
Povo indígena do Alto do Rio Negro, cuja relação de suas populações com o manejo ambiental faz parte do escopo do estudo Vozes da Amazônia, que almeja valorizar o conhecimento ancestral dos povos originários como parceira fundamental da ciência ocidental na busca por soluções contra as mudanças climáticas. Foto: Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN)

Vozes da Amazônia: projeto paraense une conhecimentos indígenas e da academia para enfrentar a crise climática

Projeto do Museu Goeldi financiado pela Iniciativa Amazônia+10 que mostrar que a tradição indígena para o uso da terra preserva a biodiversidade de forma ainda pouco conhecida pela ciência ocidental
Gado na floresta amazônica, problema que persiste há décadas e amplamente documentado como vetor de devastação ambiental e aquecimento da atmosfera: em vez de aperto na fiscalização, atividade agropecuária na região ganha incentivos que tendem a acelerar o desmatamento, a grilagem e a invasão de terras indígenas. Foto: Eduardo Anizelli / Folhapress

Atalhos para a degradação: como a nova lei brasileira de licenciamento ambiental ameaça na prática a biodiversidade e os compromissos climáticos do país

Por que a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental preocupa especialistas, que chamam a atenção a consolidação de práticas permissivas já existentes. O que todos temiam está acontecendo.
Moradores da comunidade quilombola do Tambor, no Rio Jaú, Amazonas: o conceito de Amazônia Preta engloba um território de confluência onde se encontram negros, indígenas, brancos e mestiços aquilombados, unidos pela consciência coletiva de que onde os povos afrodescendentes cuidam da terra, a floresta resiste e permanece de pé - uma constatação já publicada até em artigo na revista Nature. Foto: Elaíze Farias / Amazônia Real

Amazônia Preta: quando ciência e ancestralidade se encontram nas comunidades quilombolas

Projetos de pesquisa com quilombos da Amazônia mostram como essas comunidades são guardiãs da biodiversidade e do conhecimento ecológico
Avião cargueiro do Pelotão Especial de Fronteira Surucucu sobrevoa a Terra Indígena Yanomami, em Roraima: nas últimas décadas, setores militares passaram a tratar as terras indígenas como potenciais ameaças à segurança nacional, argumentando que sua extensão e autonomia poderiam comprometer a integridade territorial do país. Foto: Lalo de Almeida / Folhapress

Amazônia tornou‑se campo de disputa sobre o que é segurança nacional, e sobre quem deve exercê‑la

A questão indígena na Amazônia está no centro das disputas sobre território e soberania. A floresta, tradicionalmente tratada pelo Estado como uma fronteira a ser vigiada, é também o espaço de coexistência de centenas de povos
Trecho da Volta Grande do Xingu, na Terra Indígena Paquiçamba, próximo da barragem de Belo Monte: a construção da hidrelétrica e a consequente redução do volume de água nesse trecho do rio impactaram gravemente o meio ambiente a o modo de vida das populações tradicionais localizadas nessa região. Foto: Lalo de Almeida / Folhapress

As sociedades tradicionais amazônicas estão em ponto de ruptura: que soluções esperar da COP 30?

Investimentos em mitigação climática às vezes acabam produzindo efeitos adversos sobre as populações amazônicas. A sustentabilidade local não pode ser alcançada através de mecanismos de mercado que excluam os povos que criaram e mantiveram a diversidade ecológica regional
Campo de soja avança sobre a floresta nativa, próximo à rodovia Curuá-Una, no Baixo Tapajós, oeste do Pará: estudo realizado pelo autor mostra que o glifosato - herbicida amplamente utilizado nas plantações - produz uma forma lenta de violência química que asfixia pessoas, ecossistemas e modos de vida. Isso força comunidades ribeirinhas a partirem e abre espaço para que a soja avance, causando danos também aos indígenas e quilombolas. Foto: Bruno Kelly

“Expulsão por sufocamento”: avanço da soja e excesso de herbicidas estão desalojando comunidades da Amazônia

Estudo sustenta que o uso do glifosato produz uma forma lenta de violência química que asfixia pessoas, ecossistemas e modos de vida. Essa violência força comunidades ribeirinhas a partirem e abre espaço para que a soja avance.
Batizado em alusão ao peixe elétrico da Amazônia,o catamarã elétrico Poraquê foi desenvolvido por pesquisadores e estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA). Ele utiliza dois motores elétricos 12 KW e tem autonomia de oito horas. Foto: Divulgação / UFPA

Projeto sobre o primeiro corredor verde de transporte da Amazônia reúne 29 trabalhos científicos

Iniciado em 2019, ele é composto de dois ônibus e uma embarcação elétricos, um aplicativo de geolocalização, painéis fotovoltaicos, estações de recarga e um software de gestão de infraestrutura
Caminhões trafegam na Transamazônica: O futuro das economias florestais da região não está em pavimentar mais a floresta tropical. Está em investimentos mais inteligentes e direcionados que trabalhem com a floresta, e não contra ela. AP Photo/Leo Correa

A Amazônia não precisa de mais (e sim melhores) estradas para dinamizar suas economias florestais

Pesquisa que comparou desenvolvimento de três regiões amazônicas mostra que as novas estradas geralmente servem para atividades mais lucrativas - e destrutivas - como a criação de gado e a mineração
O cerrado, nativo do centro-sul brasileiro, perde território a olhos vistos para o agronegócio: os índices de desmatamento seguem altos neste bioma, em meio a um discurso preservacionista carregado de contradições, que na prática segue estimulando a produção agropecuária em larga escala, com poucos mecanismos de defesa do ambiente afetado por ela. Foto: Adriano Gambarini / WWF Brasil/ Divulgação

Entre “celeiro do mundo” e “guardião da Amazônia”, Brasil segue sem solucionar seu dilema ambiental

Entre o discurso e a prática, país enfrenta contradições que hoje alimentam a fome, aceleram o desmatamento e corroem nosso futuro climático - exigindo uma revisão urgente do atual padrão produtivo e financiado
Hydrophilidae, um dos insetos que faz parte do jogo de cartas Quem sou eu? Insetos aquáticos, do Laboratório de Citaxonomia e Insetos Aquáticos (LACIA), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) LACIA

Da curiosidade à preservação: o imenso papel da divulgação científica na valorização da Amazônia

No estudo dos insetos aquáticos, não basta gerar ciência dentro dos laboratórios; é preciso levá-la para quem convive diretamente com os insetos e pode de fato preservá-los

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