Articles on Violência

Displaying 21 - 37 of 37 articles

Policiais enterram colega do BOPE morto no confronto onde dezenas de criminosos foram executados: no calor da tragédia, autoridades e parlamentares evocaram o modelo de El Salvador, que aplica encarceramento em massa sob a bandeira do “combate às gangues”. A experiência, celebrada pela extrema direita global, tornou-se símbolo não de eficiência, mas de suspensão de direitos fundamentais. AP Photo/Fabricio Sousa

Entre o Direito e o delírio punitivo: por que o traficante brasileiro não é um “narcoterrorista”

No calor da tragédia, e com intenções eleitorais, políticos brasileiros evocaram o modelo de El Salvador, que aplica encarceramento em massa sob a bandeira do “combate às gangues”. A experiência, celebrada pela extrema direita global, tornou-se símbolo não de eficiência, mas de suspensão de direitos fundamentais
Em resposta à ação policial deflagrada na área do Complexo do Alemão e da Penha nos dias 28 e 29 de agosto de 2025, a cidade do Rio de Janeiro registrou uma série de distúrbios. Várias vias fechadas, ônibus sequestrados e pedras sendo lançadas contra viaturas policiais e carros que passavam por vias expressas. Esse cenário de caos, infelizmente, não parece novidade, tampouco tem prazo para acabar. AP Photo/Silvia Izquierdo

Em mais uma “megaoperação” desarticulada contra o crime no Rio, mais de 120 mortos e nenhuma solução

Desde 2020, o Rio de Janeiro teve cinco chefes de Polícia Civil, tendo um deles ficado no cargo por apenas 17 dias. Sinal claro de que falta um plano concreto para a segurança pública do estado
Policiais militares escoltam suspeitos presos na operação contra líderes de quadrilhas no Complexo do Alemão: tráfico de drogas é só um braço da economia criminosa brasileira, que deixou os becos para ocupar também salas de reuniões, constar de balanços patrimoniais e cadeias de suprimentos essenciais - em todo o país e até fora dele. Foto: Egberto Ras/Agencia Enquadrar/Folhapress

Análise: O crime organizado se tornou o maior negócio do Brasil ‑ e sua mais séria ameaça

A economia criminosa do Brasil deixou os becos para ocupar também salas de reuniões, constar de balanços patrimoniais e cadeias de suprimentos essenciais
Pesquisa feita com estudantes do segundo ano do ensino médio de escolas do Rio de Janeiro apontou que o tipo de vitimização mais frequente é a emocional, seguida da violência física. A violência sexual no namoro também chamou a atenção. Imagem: Pixabay

Pesquisa evidencia como a violência na infância repercute nos relacionamentos da adolescência

A pesquisa foi feita com estudantes do segundo ano do ensino médio de escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro, e apontou que o tipo de vitimização mais frequente é a emociona, seguida da violência física
Na foto meramente ilustrativa de um banco de imagens, um retrato da violência contra a mulher: uma tragédia que, muitas vezes, não se encerra no crime em si, e se repete no descaso, no preconceito e na desvalorização da vítima durante os processos de investigação, denúncia e julgamento. Foto: rawpixel/Freepik

Imobilidade tônica: o que é a resposta instintiva ao estupro que pode causar ainda mais desamparo às vítimas

A chamada “paralisia induzida por estupro” observada em mulheres vítimas de violência sexual pode atingir até 70% das vítimas. O fenômeno muitas vezes alimenta o preconceito e prejudica a investigação do crime.
Abordagens policiais sem método, que podem levar a agressões extremas: ainda se sabe muito pouco sobre como decisões são tomadas durante estas abordagens, mas um estudo do Departamento de Letras da PUC-Rio sugere que a falta de conhecimento sobre linguagem corporal por parte dos agentes da lei pode levar a atitudes violentas sem necessidade. Thiago Gomes/Agencia Para via AP

“Eu não consigo respirar”: Como as análises de abordagens policiais podem ser usadas para prevenir gatilhos de ações violentas

Pesquisa sugere que treinamentos de policiais com vídeos de casos reais poderiam prepará-los para atuar melhor em situações de estresse
Confrontos entre cidadãos e forças policiais do FBI, ICE e Guarda Nacional nas ruas de Los Angeles escalam em violência: parte da população sai em defesa de imigrantes legais e cidadãos americanos de origem estrangeira que estão sendo presos e deportados irregularmente, na nova e radical política migratória do governo federal. Jae C. Hong/AP

Uso da força contra a população é considerada por Trump desde o primeiro mandato. E agora virou realidade americana

Trump sempre se beneficiou ao criar crises para promover sua agenda. Ao demonizar os manifestantes em Los Angeles como multidões insurrecionistas, ele prepara terreno para uma escalada ainda maior de violência e autoritarismo
Alunos do Colégio com Supervisão Militar Rio Tocantins, no Pará, perfilados para cerimônia de hasteamento da bandeira: imposição de disciplina militar no ensino público estadual de certos estados brasileiros desperta discussão sobre o impacto dessa política educacional sobre sobre crianças e jovens em sociedades que tentam consolidar relações democráticas, como a brasileira. Imagem: Divulgação / Polícia Militar do Estado do Pará

Solução errada contra a violência: por que as escolas cívico‑militares contrariam os princípios da educação pública brasileira

A reprodução de padrões militares em escolas contraria a principal finalidade do ensino público no Brasil, que segundo a Constituição Federal é educar com pluralidade, gestão democrática, participativa e focada na construção de uma cultura de paz
O mega show de Lady Gaga na Praia de Copacabana: a investigação da polícia que frustrou um ataque ao público do evento revelou que o atentado era tratado como um “desafio coletivo”, com jovens sendo recrutados para fabricar coquetéis molotov e mochilas explosivas com o objetivo de obter notoriedade nas redes sociais. AP Photo/Bruna Prado

Geração dividida: a gamificação do ódio e o abismo cada vez maior de gênero entre os jovens

Em vez de promoverem diversidade, muitas das redes sociais e outras plataformas digitais populares funcionam como máquinas de produção e circulação de ódio entre jovens, com mulheres e minorias entre seus principais alvos
As políticas baseada em estados de emergência do Equador já repercutem em toda a América do Sul. Se forem consideradas eficazes, provavelmente serão imitadas. Por outro lado, também estão sendo monitoradas pela sociedade civil e por ativistas de direitos humanos, que estão muito preocupados com a possibilidade de essas abordagens minarem as liberdades básicas dos indivíduos. AP Photo/Dolores Ochoa)

A campanha contra o crime no Equador reduziu a criminalidade violenta, mas desafios significativos permanecem

No governo do presidente Daniel Noboa, as prisões foram declaradas “zonas de segurança” e estão sob controle direto da polícia e dos militares. Se for reeleito, Noboa promete seguir fazendo o mesmo, apesar dos problemas que esse tipo de política provoca
Prédios desabados na Favela da Muzema, no Rio de Janeiro, em 2019: tragédia que matou 24 pessoas jogou luz sobre o problema invisibilizado da exploração imobiliária ilegal, promovida por traficantes e milicianos em comunidades vulneráveis da cidade. AP Photo/Renato Spyrro

Estrutura empresarial, controle e violência: um raio‑x da indústria imobiliária do tráfico e da milícia nas favelas do Rio

A milícia e o tráfico de drogas operam de forma ilegal e perigosa um mercado lucrativo de exploração habitacional de populações vulneráveis. Uma prática que está longe de ter começado ontem.
Policiais acompanham protesto que pede a saída do Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, depois de inúmeros casos de abusos: 40 anos após a redemocratização, as polícias militares brasileiras ainda desempenham papel central de repressão política e social, perpetuando práticas violentas que são legitimadas dentro da instituição por um conceito deformado de segurança pública e atuação policial. AP Photo/Tuane Fernandes

Violência em São Paulo expõe a necessidade de modernização urgente do funcionamento das polícias

A violência policial reflete, em parte, as marcas históricas da formação do Estado brasileiro e de um modelo de policiamento colonial militarizado
Na bandeira do eleitor republicano, referências à Segunda Emenda, ao direito de possuir armas, e a frase: “milícias são necessárias para assegurar um estado livre”. Nas mãos do eleitor democrata (de pé), imagens relacionam Trump a Stalin, Putin e Hitler, que dizem em uníssono: “Estou acima da lei”. AP Photo/Yuki Iwamura

Armas, milícias e mídias sociais ampliam os riscos de violência política durante as eleições nos EUA

A ameaça e a incidência da violência política se intensificaram neste ano eleitoral. O eixo se deslocou em grande parte para a extrema-direita e está mais profundamente entrelaçado com a cultura de armas e grupos paramilitares.
Cultura da posse de arma é responsável pela maioria dos tiroteios e acidentes domésticos com mortes em todo o mundo, especialmente nos EUA e nos países do sul global - entre eles Brasil, México, Jamaica e Colômbia. Aplicação firme de legislações mais rigorosas é a principal saída para reduzir o número de mortes, que já são cerca de 200 mil por ano em todo o planeta. AP Photo/Eraldo Peres

A violência armada: os dados de uma pandemia global que tem no Brasil e nos EUA seus piores cenários

Brasil é responsável por 17% de todos os homicídios por arma de fogo no mundo, enquanto que mais da metade dos norte-americanos já vivenciaram incidente relacionado a tiros, diz estudo da Lancet
Criadas para preservar o patrimônio, as Guardas Municipais já são vistas em muitas cidades do país como alternativas de combate ao crime - mas também de repressão social -, o que fere suas atribuições constitucionais. Leo Correa / Associated Press

Debate sobre as Guardas Municipais no Brasil vai muito além do uso de armas de fogo

A discussão sobre o armamento das Guardas Municipais pode estar atropelando o debate sobre a verdadeira função das forças de segurança locais nas cidades brasileiras.

Top contributors

More