Articles on Violência

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From right to left, Roberta Metsola, president of the European Parliament since January 2022, and Ursula von der Leyen, president of the European Commission since 2019. European People's Party/Flickr

Na Europa e no Brasil, políticas mulheres recebem mais ofensas do que homens na internet

Pesquisa feita em Portugal, França, Irlanda, Itália e Espanha para a Comunidade Europeia mostra que candidatas a cargos políticos receberam mais ofensas pessoais e sexualizadas do que os homens. No Brasil, as postulantes de esquerda são principais alvos de agressividade
Corpos enfileirados após um suposto confronto que resultou na morte de dezenas de homens no complexo de favelas da Penha, no Rio de Janeiro, em outubro de 2025: nos últimos 22 anos, houve 23.159 mortes provocadas por ações policiais no estado do Rio de Janeiro. Compreender o que sustenta os discursos que justificam essa violência policial letal é a base dos estudos sobre esse grave problema social. Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress

Segurança pública: por que o discurso policial hegemônico é refratário aos direitos humanos?

O descompasso entre fatos e percepções nos casos de violência policial representa sério obstáculo à condução racional de políticas de segurança pública
Mulheres bolivianas reunem-se com governantes para debater leis de proteção contra violência política de gênero: a Bolívia foi o primeiro país do mundo a aprovar uma legislação específica sobre o tema, em 2012. AP Photo/Juan Karita

Pesquisadoras brasileiras analisam 13 anos de avanços legais contra violência política de gênero na América Latina

A violência política de gênero atinge ativistas, candidatas, detentoras de mandato, integrantes de suas equipes e até familiares. Levantamento cobriu todas as leis criadas sobre o tema na região entre 2012 e 2025
O estudo debruçou-se sobre 119 processos de homicídio e feminicídio julgados pelos Tribunais do Júri do Rio de Janeiro entre 2024 e 2025, e constatou uma impunidade sistemática, especialmente em casos em que as vítimas são negras, pobres, jovens e de periferia. Imagem: Freepik.

Os difíceis caminhos de superação da invisibilidade nos homicídios e feminicídios

Análise de processos criminais julgados pelos Tribunais do Júri do Rio de Janeiro mostra impunidade sistemática, especialmente em casos em que as vítimas são negras, pobres, jovens e de periferia
Em estados como o Amapá (foto), gastos com segurança pública cresceram 131% entre 2017 e 2026, contra 20% em ciêcia e tecnologia. E em Minas Gerais, a maior linha do orçamento de segurança é a de proventos de militares inativos, que custam quase o dobro do que é gasto com policiamento ostensivo. Foto: Governo do Estado do Amapá

Mais polícia, menos segurança: o paradoxo do gasto público nos estados brasileiros

Em estados como o Amapá, gastos com segurança pública cresceram 131% entre 2017 e 2026, contra 20% em Ciência e Tecnologia. Mas os resultados não foram proporcionais.
Efeito Bukele: o caso do presidente El Salvador tornou-se a referência global dessa estratégia de exploração do medo como alavanca de poder. AP Photo / Carlos Leon

A alavanca da insegurança: como a extrema direita global converte medo em mandatos

O medo é real e as pessoas têm medo. A questão é quem se beneficia politicamente quando o Estado falha em resolvê-lo — e a que custo para a democrácia
Marco Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, no dia em que foi preso: terrorismo, segundo o direito brasileiro e o entendimento predominante na literatura criminológica, pressupõe motivação ideológica, política ou religiosa. Nem o PCC nem o Comando Vermelho se encaixam nesse critério. São organizações movidas por uma lógica econômica: controlam rotas de tráfico, dominam territórios urbanos e operam cadeias de abastecimento com eficiência empresarial. Foto: Agência Brasil

Análise: classificação do PCC e CV como organizações terroristas não terá impacto sobre as raízes do problema

A classificação anunciada pelos Estados Unidos ignora o que sustenta o crime organizado: armas sem controle e dinheiro sem rastro. É uma forma de criar novos problemas sem resolver os antigos
Caráter transversal: a violência domina as preocupações dos brasileiros de todos os perfis eleitorais. Imagem: Pesquisa Genial/Quaest (maio/2026)

Violência e insegurança pública são os temas que mais mobilizam eleitorado, sem importar posição política

O relatório Medo do crime e eleições 2026 (produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública - FBSP), publicado no início de maio, oferece um retrato sintomático do Brasil contemporâneo: 96,2% dos brasileiros…
Mulheres protestam contra a absolvição na porta do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em Belo Horizonte: caso reforça a constatação de que a relativização da vulnerabilidade de crianças para crimes sexuais permanece presente no arcabouço moral e cultural de muitos juízes brasileiros. Foto: George Campos / USP Imagens

Quando a Justiça é mais que cega: a decisão do TJMG e como são decididos os casos sobre os corpos de meninas no Brasil

Absolvição de homem de 35 anos que se relacionava com menina de 12 reforça a constatação de que a relativização da vulnerabilidade de crianças para crimes sexuais permanece presente no arcabouço moral e cultural de muitos juízes brasileiros
Campanha contra sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Brasília: criminalidade organizada impõe ao país um custo anual equivalente a 4,2% do PIB, apenas em impactos sobre o setor privado. Em valores absolutos, isso equivale a mais de R$ 450 bilhões. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por que o crime organizado está tornando a vida mais cara sem que a gente perceba

Extorsão, lavagem de dinheiro, concorrência desleal e roubo de cargas custam ao setor privado mais de R$ 450 bilhões por ano. O problema transcende as fronteiras do país
Integrantes do PCC tomam o presídio de Alcaçuz, no Rio Grande do Norte, durante rebelião em 2017: apesar da violência, do poder econômico e das ligações cada vez mais evidentes com políticos e juízes, as facções criminosas brasileiras não têm como objetivo destituir governos, espalhar o terror por razões religiosas ou instaurar regimes ideológicos. Foto: Tribuna do Norte

Por que designar as facções brasileiras como organizações terroristas é um erro

A tentativa de enquadrar estas organizações como “terroristas” sob a ótica da legislação dos Estados Unidos é um movimento que carece de fundamentação factual e jurídica
Segurança protege a sede do Banco Master, em São Paulo, no dia em que o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso e transferido para uma penitenciária: as investigações revelaram uma fraude sistêmica de até R$ 17 bilhões, mas não foi o dinheiro que levou o banqueiro à prisão preventiva. Foi o método. Amanda Perobelli / Reuters, via Folhapress

Caso Master: quando o colarinho branco é tingido pela violência

Esquema de espionagem, extorsão e agressões físicas ligado ao grupo do banqueiro Daniel Vorcaro ultrapassa o limite da tolerância tradicional da justiça brasileira com crimes financeiros
Veículos incendiados nobairo de Almada, em Lisboa, no fim de 2025: sintomas iniciais de uma metamorfose estrutural na criminalidade portuguesa. Imagem: Reprodução de TV

Hegemonia da pólvora: episódios de violência típicos do Rio de Janeiro revelam como cresce a criminalidade em Lisboa

Episódios de violência urbana na capital de Portugal são sintomas iniciais de uma metamorfose estrutural da criminalidade no país. Um processo que, se não interrompido, conduzirá ao que chamam de “hegemonia da pólvora”
O cachorro Orelha, morto em razão de violência e tortura aplicada por quatro adolescentes: caso chocou opinião pública e intriga especialistas. Imagem: Polícia Civil de Santa Catarina

Caso Orelha: agressões a animais podem ser sinal de alerta para situações de violência doméstica e social

O que leva alguém a agredir um ser dócil, sociável, que não representava ameaça, e que simplesmente existia? Grupos interdisciplinares de pesquisa estudam conexão entre casos de violência contra animais e com agressões domésticas e interpessoais
Lesão corporal dolosa ou tentativa de feminicídio? A fronteira entre diferentes classificações penais nem sempre é clara, sendo atravessada por interpretações jurídicas, sensibilidades morais e orientações institucionais. Imagem: Freepik

Quando o nome do crime importa: como a classificação penal afeta os dados sobre feminicídio no Brasil

A tipificação adotada por policiais, promotores e juízes em casos de violência contra a mulher determina os rumos de processos judiciais e impacta os números que embasam políticas públicas
“Ocupação militar”: agentes federais prendem uma moradora de Minneapolis no último dia 13 de janeiro de 2026, próximo de onde Renee Good foi baleada: mesmo depois das evidências de assassinato, governo envia mais policiais e soldados a Minnesota, escalando a intensidade dos protestos e a represssão nas ruas. AP Photo / Adam Gray

Caso Renee Good: resistência da população de Minnesota a abusos de agentes de imigração tem raízes políticas e históricas

Brasileiro professor de ciência política em Minnesota e integrante de grupos que monitoram ações do ICE explica os fatos que levaram à escalada de violência de forças do governo federal contra moradores
Ataque em Bondi Beach se insere em um contexto mais amplo de aumento da violência contra judeus e muçulmanos, que nos últimos dois anos se aprofundou e se espalhou pelo mundo. AP Photo/Mark Baker

Tragédia em Sidney é exemplo de como violência causada por antissemitimo e islamofobia atravessa fronteiras

Nos últimos dois anos, as repercussões internacionais do conflito entre israelenses e palestinos aprofundam e internacionalizam casos de violência envolvendo judeus e muçulmanos
Mais de cem organizações convocaram um ato em solidariedade aos familiares e em repúdio a política de massacre e chacinas nas favelas, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Faixas repudiam o governador Claudio Castro. Foto: Fernanda Piccolo /Fotoarena/Folhapress

O massacre no Rio revela diferentes faces do abandono e da violência no País

O problema não é o tráfico somente, mas a negligência sistêmica do Estado. A violência que atinge os moradores vem das duas frentes – do crime e do poder público – e é a mesma: a de um país que aprendeu a conviver com o abandono e a banalizar seus horrores.

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