Articles on Crime organizado

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Atiradores disfarçados flagrados por câmera de segurança no momento em que atiravam contra a ex-mulher de Fernando Cerimedo, na Bolívia: atuação do ex-estrategista político que tinha relações com Milei, Bolsonaro e outros políticos ultra conservadores revela que a rede de projetos da extrema-direita na América Latina não é apenas ideológica, mas sobretudo comercial. Imagem: Reprodução de TV

O poder sem rosto: prisão de Cerimedo na Bolívia expõe arquitetura oculta da extrema‑direita na América Latina

Com atuação nas campanhas de Milei, Bolsonaro e outros expoentes de extrema-direita latino-americanos, Cerimedo operou redes de contas falsas e explorou algoritmos para disseminar narrativas falsas e influenciar eleições
Anúncio da GrabAGun, empresa de vendas online de armas, que já possui ações na Bolsa de Nova York e tem como um dos principais investidores o filho do presidente Donald Trump: negócios alavancados pelas novas normas de comercialização de armas nos EUA, que agora permitem o envio dos produtos diretamente para o comprador final, sem qualquer tipo de escrutínio, e facilitam as exportações para países antes considerados críticos - como o Brasil. AP Photo/Seth Wenig

Paradoxo trumpista: desregulamentação das armas nos EUA abastece facções brasileiras que Washington chama de terroristas

Ao mesmo tempo em que classifica facções brasileiras como terroristas, EUA facilita de maneira inédita o escoamento de armas para essas facções
Marco Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, no dia em que foi preso: terrorismo, segundo o direito brasileiro e o entendimento predominante na literatura criminológica, pressupõe motivação ideológica, política ou religiosa. Nem o PCC nem o Comando Vermelho se encaixam nesse critério. São organizações movidas por uma lógica econômica: controlam rotas de tráfico, dominam territórios urbanos e operam cadeias de abastecimento com eficiência empresarial. Foto: Agência Brasil

Análise: classificação do PCC e CV como organizações terroristas não terá impacto sobre as raízes do problema

A classificação anunciada pelos Estados Unidos ignora o que sustenta o crime organizado: armas sem controle e dinheiro sem rastro. É uma forma de criar novos problemas sem resolver os antigos
Alguns produtos falsificados podem representar sérios riscos à saúde de compradores desavisados, como remédios, cosméticos, alimentos e bebidas, em um mercado que estima-se movimentar US$ 467 bilhões por ano. Jonathan Borba/Pexels

De medicamentos a relógios, falsificações estão por toda parte e são cada vez mais difíceis de detectar

O mercado de produtos falsificados está em franca expansão, movimentando pelo menos US$ 467 bilhões por ano em todo o mundo
A polícia italiana anuncia a recuperação de 37 obras de arte roubadas no país: bancos de dados da Interpol e privados dificultaram ainda mais vendas, mas criminosos desenvolveram outros caminhos para valorizar arte roubada, incluindo diminuição de penas por sua “recuperação”. Alessandro di Meo/EPA

Vender obras de arte roubadas é complicado: especialista explica então por que os ladrões ainda se dão ao trabalho de roubá‑las

Hoje em dia, os bancos de dados de obras de arte roubadas tornam muito mais difícil a venda dessas peças.
Campanha contra sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Brasília: criminalidade organizada impõe ao país um custo anual equivalente a 4,2% do PIB, apenas em impactos sobre o setor privado. Em valores absolutos, isso equivale a mais de R$ 450 bilhões. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Por que o crime organizado está tornando a vida mais cara sem que a gente perceba

Extorsão, lavagem de dinheiro, concorrência desleal e roubo de cargas custam ao setor privado mais de R$ 450 bilhões por ano. O problema transcende as fronteiras do país
Se El Mencho representava a face violenta do cartel, ela representava sua espinha dorsal econômica: mulheres frequentemente desempenham um papel central nas atividades comerciais do crime organizado. Krakenimages.com/Shutterstock

“La Jefa”: esposa do chefão do tráfico “El Mencho” é exemplo do subestimado papel das mulheres nos cartéis do crime

Rosalinda González Valencia é considerada uma figura-chave na liderança de uma das maiores organizações criminosas do México.
Barricadas em protestos de comunidades contra violência policial: pela redação proposta pelo deputado Guilherme Derrite, a conduta de “obstruir a ação policial” mediante “obstáculos físicos ou incêndios”, mesmo sem qualquer vínculo com o tráfico, sujeitaria esses cidadãos a uma pena mínima de 12 anos - a mesma pena mínima de um homicídio qualificado.

Novo marco legal do crime organizado pende entre a asfixia financeira e o perigo do silenciamento social

Projeto em discussão no Congresso acerta ao atacar financiamento de facções, mas erra na aposta no encarceramento e traz riscos para a democracia
Policiais passam por moradores em uma escavadeira usada para remover barricadas nas ruas durante uma operação de segurança contra o crime organizado na favela do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, Brasil, em 2023. Situação se repete na cidade há décadas. Silvia Izquierdo/ AP Photo

Análise: ‘Operação Contenção’ não vai ajudar na luta contra o narcotráfico

É necessário um foco maior na luta contra a corrupção nas Polícias do Rio. Com o fortalecimento das Corregedorias internas e de autoridades independentes que possam recolher as denúncias do cidadãos
Nova PEC da Segurança Pública - que poderá ajudar na integração entre as forças de segurança do país - é mais uma tentativa de mudar a legislação e uma prática recorrente que agora bateu um recorde histórico: desde a Constituição de 1988, o Brasil já registra mais de 20,4 mil tentativas de alterações da legislação na área da segurança. Foto: Eduardo Anizelli / Folhapress

Brasil bate recorde no número de tentativas de mudança na legislação na área da segurança

Desde a constituição de 1988, o país já registra mais de 20,4 mil tentativas de alterações da legislação na área da segurança
Mais de cem organizações convocaram um ato em solidariedade aos familiares e em repúdio a política de massacre e chacinas nas favelas, nesta sexta-feira, no Rio de Janeiro. Faixas repudiam o governador Claudio Castro. Foto: Fernanda Piccolo /Fotoarena/Folhapress

O massacre no Rio revela diferentes faces do abandono e da violência no País

O problema não é o tráfico somente, mas a negligência sistêmica do Estado. A violência que atinge os moradores vem das duas frentes – do crime e do poder público – e é a mesma: a de um país que aprendeu a conviver com o abandono e a banalizar seus horrores.
Policiais enterram colega do BOPE morto no confronto onde dezenas de criminosos foram executados: no calor da tragédia, autoridades e parlamentares evocaram o modelo de El Salvador, que aplica encarceramento em massa sob a bandeira do “combate às gangues”. A experiência, celebrada pela extrema direita global, tornou-se símbolo não de eficiência, mas de suspensão de direitos fundamentais. AP Photo/Fabricio Sousa

Entre o Direito e o delírio punitivo: por que o traficante brasileiro não é um “narcoterrorista”

No calor da tragédia, e com intenções eleitorais, políticos brasileiros evocaram o modelo de El Salvador, que aplica encarceramento em massa sob a bandeira do “combate às gangues”. A experiência, celebrada pela extrema direita global, tornou-se símbolo não de eficiência, mas de suspensão de direitos fundamentais
A tecnologia por trás dos ataques de drones perpetrados por traficantes contra policiais é assustadoramente acessível. Drones comerciais, que custam entre R$ 7.000 e R$ 50.000, são modificados com “garras” ou ganchos, que podem ser comprados por apenas R$ 120, para soltar cargas explosivas por controle remoto. Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil

A verticalização do conflito urbano: como drones de guerra migraram da Ucrânia para o crime no Brasil

O que antes era o domínio exclusivo de potências militares, o poder aéreo, foi abruptamente democratizado. Não por um tratado de paz ou pela ascensão de uma nova nação, mas pela proliferação de tecnologia de consumo
Policiais militares escoltam suspeitos presos na operação contra líderes de quadrilhas no Complexo do Alemão: tráfico de drogas é só um braço da economia criminosa brasileira, que deixou os becos para ocupar também salas de reuniões, constar de balanços patrimoniais e cadeias de suprimentos essenciais - em todo o país e até fora dele. Foto: Egberto Ras/Agencia Enquadrar/Folhapress

Análise: O crime organizado se tornou o maior negócio do Brasil ‑ e sua mais séria ameaça

A economia criminosa do Brasil deixou os becos para ocupar também salas de reuniões, constar de balanços patrimoniais e cadeias de suprimentos essenciais
Fiscal do Procon de São Paulo atua durante a crise de adulteração por metanol, que já teve 17 casos confirmados no país até a primeira semana de outubro de 2025: falta crônica de repressão adequada contra as redes de fabricantes, engarrafadores e distribuidores ilegais é a raiz de um problema que se arrasta desde o século passado - e que só se agravou com o fim do Sistema de Controle de Produção de Bebidas (Sicobe) em 2016. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

Muito além do metanol: fiscalização frágil alimenta mercado bilionário de bebidas falsificadas que envenenam o Brasil há décadas

Substância que matou consumidores e segue colocando vidas em risco e espalhando pânico no país não chegou às garrafas por acaso: é consequência de uma cadeia de negligências e oportunidades criminais
A ascensão dessas fábricas de “ghost guns”, armas sem número de série e, portanto, virtualmente irrastreáveis, representa um salto quântico na capacidade do crime organizado no país, consolidando uma demanda que nunca cessou e que redefine, de forma fundamental, os desafios da segurança pública no país.

Descoberta de indústria clandestina de fuzis coroa quatro décadas de escalada bélica do crime no Brasil

A descoberta de fábricas clandestinas de armas noinrerior de São Paulo é um alerta contundente de que a guerra urbana no Brasil entrou em uma nova fase, mais autônoma, resiliente e industrializada
No Rio de Janeiro e em cidades do Grande Rio como São Gonçalo (foto), fiscalização fechou entre março e abril diversos postos de gasolina pirata que usavam logotipos falsos e vendiam combustível adulterado. Foto: Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro

A máfia dos postos: o boom do mercado clandestino de biocombustíveis e petróleo no Brasil

Em todo o Brasil, o crime organizado está se diversificando. Além de drogas e tráfico de armas, o setor de biocombustíveis e combustíveis fósseis começa a ser seriamente afetado.
Ricardo Nunes comemora o anúncio de sua reeleição para a prefeitura de São Paulo, ao lado do governador Tarcísio de Freitas. Horas antes, com as urnas ainda abertas, o governador usou uma entrevista coletiva para espalhar fake news sobre o adversário Guilherme Boulos. Ecossistemas informacionais baseados em mentiras estão entre as estratégias eleitorais mais bem sucedidas no Brasil hoje. Foto: Marina Uezima/Brazil Photo Press/Folhapress

Eleições 2024: resultado das urnas traz preocupantes sinalizações para o futuro político‑eleitoral do Brasil

Crescimento da desinformação, apoio a atos antidemocráticos e participação do crime organizado na política são alguns dos aspectos observados nas eleições municipais deste ano, e que apontam cenários para 2026.
Jovens Yanomamis durante protesto pelos direitos indígenas no Acampamento Terra Livre, em Boa Vista, Roraima, em 2023: esforços do governo em favor dos povos originários começaram intensos, com a criação do Ministério dos Povos Indígenas, mas não podem perder o ímpeto. AP Photo/Matias Delacroix

Ecos da tragédia Yanomami: o que já foi e o que ainda precisa ser feito para melhor proteger os povos da Amazônia

Apesar dessas expulsões em larga escala realizadas no começo de 2023, muitos mineradores e grupos criminosos retornaram, e a violência e as doenças continuam persistentes

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