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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em visita a Pequim em junho de 2026: principal destino dos investimentos da China no mundo, Brasil agora começará a emitir títulos de sua dívida pública no mercado financeiro chinês. Divulgação / Ministério da Fazenda

Parceria econômica Brasil‑China entra em nova fase

Em 2025, o Brasil se tornou o principal destino dos investimentos chineses no mundo, com aumento de 45% em comparação ao ano anterior
O presidente brasileiro Lula da Silva cumprimenta o presidente dos EUA, Donald Trump, na chegada à Casa Branca: viagem também tem uma segunda função, igualmente importante para Lula, já que cada ponto da agenda bilateral se relaciona diretamente com uma questão eleitoral interna. Ricardo Stuckert/PR

Trump e Lula na Casa Branca: uma relação baseada no pragmatismo e um cálculo regional mais amplo

A reunião bilateral entre os dois presidentes enviou um sinal claro ao público interno de Lula: a relação com Washington não está rompida e não precisa de um Bolsonaro para ser consertada
Lula e Xi Jinping, durante última visita do presidente brasileiro à Pequim: China não é apenas um dos principais destinos das exportações brasileiras, mas também um ator relevante nos investimentos produtivos no país. Entre 2007 e 2022, eles totalizaram US$ 71,6 bilhões, distribuídos em cerca de 235 projetos em setores variados. Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República

Em tempos de reconfiguração do comércio global, parceria entre Brasil e China se estreita e ganha cada vez mais tração

Nas últimas décadas, o Brasil atraiu cerca de 48% dos investimentos chineses na América do Sul
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Rasoul Mohajer, durante uma reunião do BRICS no Palácio do Itamaraty: em 2024, com a entrada do Irã nos BRICS, a aproximação entre Irã e Brasil se fortaleceu, gerando tensões na relação Brasil-Israel e levando parte da sociedade a cobrar do governo um posicionamento sobre a teocracia iraniana. AP Photo/Bruna Prado)

Posição do Itamaraty sobre o conflito Israel‑Irã intensificou a crise política no Brasil

Diplomacia brasileira deve articular soluções para o País retomar seu papel único de mediador na arena global – em vez de continuar servindo, ainda que involuntariamente, como combustível que alimenta a polarização
Xi Jinping e Vladimir Putin durante a Cúpula do BRICS de 2024, em Kazan: a ausência dos presidentes da Rússia e da China no encontro deste ano no Brasil reflete indiretamente uma redução da relevância do bloco no atual contexto geopolítico internacional. No Rio, nenhum acordo multilateral relevante será assinado. Foto: Maxim Shipenkov/Reuters/Folhapress

Análise: Itamaraty orientou países a deixarem de falar em desdolarização e encontro do BRICS perdeu relevância

A presidência brasileira do BRICS preparou uma Cúpula modesta em acordos multilaterais. Ao longo do ano, apresentou eventos reduzidos no escopo da agenda institucional, e poucas atividades no contexto da Diplomacia Pública
A parceria com a Suécia para a produção do caça Gripen (foto) é um exemplo raro de projeto bem sucedido de transferência de tecnologia de defesa para o Brasil. Foto: Divulgação

Programa de defesa: Brasil poderia fazer compras conjuntas com países vizinhos

O modelo brasileiro de aquisição de defesa ainda é marcado por descontinuidade, dependência orçamentária e ausência de coordenação regional
Foto oficial da reunião do Fórum China-SELAC ocorrida em maio de 2025: encontro marca a celebração de acordos de cooperação e investimento em setores como transporte, comércio, indústria, ciência, tecnologia e infraestrutura, envolvendo centenas de bilhões de dólares. Divulgação: Ricardo Stuckert / Presidência da República

Entenda o que é o Fórum China‑CELAC 2025 e quais os benefícios para a América Latina

Encontro representa a celebração de acordos de cooperação e investimento em setores chave d economia, envolvendo centenas de bilhões de dólares
Protesto contra a posse de Maduro, em janeiro: A Revolução Bolivariana completou 25 anos à frente do poder político, alcançando o apogeu na primeira década do século XXI, com prosperidade econômica e social. Entretanto, desde 2013 é marcada por altos níveis de polarização política, derretimento das melhorias sociais e dificuldades materiais. AP Photo/Natacha Pisarenko

Por que a Venezuela divide opiniões e representa hoje o maior desafio da diplomacia brasileira

O lulismo e parte do Itamaraty convergem na ideia de que, para se afirmar globalmente, o Brasil precisa ser reconhecido como líder regional. Nesse contexto, a Venezuela e a postura apaziguadora adotada por nossa diplomacia representam grandes desafios
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, nas escadas do Palácio do Itamaraty. Ueslei Marcelino/FolhaPress

Diplomacia: Sem ir além da conversa, política externa do novo governo Lula ainda está aquém do seu potencial

Em um ano, o Itamaraty conseguiu retomar relações fragilizadas pelo governo Bolsonaro, mas não foi muito além do diálogo. Participação em temas chave da política global é desafio que Brasil enfrentará repetidamente nos próximos anos.
Os presidentes Lula e Zelensky posam durante encontro em Nova York: aprendizados do passado e novo cenário geopolítico podem ajudar a diplomacia brasileira a mediar com mais sucesso tanto as tensões entre Guiana e Venezuela quanto a guerra na Ucrânia. Foto de Ricardo Stuckert / Presidência do Brasil

O que o histórico fracasso da mediação do acordo nuclear com o Irã ensina sobre ambição brasileira de mediar conflitos atuais

Aprendizados do passado e novo cenário geopolítico internacional podem levar Brasil a mediar com sucesso tanto as tensões entre Guiana e Venezuela quanto a guerra na Ucrânia.

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