Articles on Comércio exterior

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À medida que o comércio do Brasil com os EUA diminui, transações com a China continuam a crescer: capacidade de Trump de usar tarifas para pressionar o Brasil a mudar políticas às quais seu governo se opõe é limitada, pois a influência de Washington sobre o Brasil em questões comerciais vem diminuindo há anos. Fabio Teixeira/Anadolu via Getty Images

Os EUA vendem mais para o Brasil do que compram, mas ainda assim Trump está impondo tarifas elevadas às exportações brasileiras

Trump iniciou essa disputa devido às suas preocupações com a política brasileira, e as eleições presidenciais podem pôr fim a ela em breve
Segundo a UE, as garantias brasileiras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal são insuficientes, mas o Brasil contesta a decisão, afirmando que todas as medidas sanitárias necessárias foram implementadas e documentadas. O país também questiona auditorias que não teriam sido exigidas de outros parceiros, e alega discriminação. AP Photo/Eraldo Peres

Por que a União Europeia suspendeu importação de carnes brasileiras mesmo após o acordo com o Mercosul?

Bruxelas considera insuficientes as garantias brasileiras sobre o uso de antimicrobianos na produção animal. Brasília diverge, num impasse que envolve saúde pública, fiscalização e interesses comerciais
O vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin, que está à frente da estratégia do Brasil na reação às tarifas: segundo ele, aplicar a política do “olho por olho, dente por dente” seria cegar ambos os lados. E é evidente que o Brasil teria muito mais a perder com isso que os Estados Unidos. Agência Brasil / Marcelo Camargo

Guerra de tarifas: Brasil teria mais a perder que os Estados Unidos

Responder tarifa com tarifa pode encarecer preços em casa e isolar quem revida. Calcular o prejuízo real, proteger quem produz, defender ativos estratégicos como o PIX e recorrer aos foros internacionais parece o caminho mais seguro
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, conversou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na reunião dos ministros das Relações Exteriores do G7 na França, em março. Mas de nada adiantaram os apelos brasileiros. Os EUA taxaram produtos brasileiros em 25%. A imposição das novas tarifas não pode ser compreendida fora do contexto internacional global e da competição por influência, sobretudo econômica, entre a China e os Estados Unidos na América Latina. Foto AP/Michel Euler

As novas tarifas de Trump sobre o Brasil e a reafirmação da influência americana na América Latina

À medida que a disputa geopolítica entre China e Estados Unidos se acirra e os EUA buscam fortalecer sua influência e controle sobre a América Latina, a diversificação será de grande importância para aumentar a resiliência da economia nacional.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, em visita a Pequim em junho de 2026: principal destino dos investimentos da China no mundo, Brasil agora começará a emitir títulos de sua dívida pública no mercado financeiro chinês. Divulgação / Ministério da Fazenda

Parceria econômica Brasil‑China entra em nova fase

Em 2025, o Brasil se tornou o principal destino dos investimentos chineses no mundo, com aumento de 45% em comparação ao ano anterior
Assinatura do acordo entre países membros do Mercosul e do EFTA, que reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça: lógica é reduzir custos, ampliar previsibilidade e abrir oportunidades de comércio e investimento. ocorrida em setembrode 2025, no Rio de Janeiro: Divulgação/Ministério do Desenvolvimento e Comércio

Se ratificado, acordo entre EFTA e Mercosul fortalecerá empresas brasileiras e atrairá capital

A EFTA reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, economias pequenas mas sofisticadas em tecnologia, serviços, energia e finanças. A lógica é reduzir custos, ampliar previsibilidade e abrir oportunidades de comércio e investimento
O encontro terminou sem uma declaração ministerial geral, e diversos impasses entre os países-membros foram escancarados. Foto: Divulgação / OMC

As fraturas do sistema multilateral de comércio na 14ª Conferência Ministerial da OMC

A crise de legitimidade da OMC se agrava diante da dificuldade de avançar nas negociações. Objetivos centrais ficaram para futuras reuniões na sede da organização e para a 15ª Conferência Ministerial em 2028
O Conselho Europeu, que reúne os chefes de Estado, e a Comissão Europeia, braço executivo do bloco, deram aval ao acordo. Mas no Parlamento Europeu (foto), braço legislativo da UE, o acordo foi judicializado, e agora pode levar mais de um ano para a questão sejá analisada pelo Tribunal de Justiça da UE. AP Photo/Pascal Bastien

Acordo UE–Mercosul avança, mas ainda está longe de gerar benefícios econômicos concretos

Do lado europeu, a ratificação pelos 27 países-membros ainda percorrerá um verdadeiro labirinto institucional, marcado por críticas persistentes e protestos da sociedade civil, sobretudo de agricultores
Os presidentes do Brasil, Panamá Da esquerda para a direita, os presidentes Bernando Arévalo, da Guatemala; Lula, do Brasil; José Raúl Mulino, do Panamá; Sergio Díaz Granados, do Banco de Desenvolvimento da América Latina; Rodrigo Paz, da Bolívia; Daniel Noboa, do Equador; e o primeiro ministro da Jamaica, Andrew Holness, durante o Fórum Econômico Internacional da América Latina e do Caribe, ocorrido em janeiro de 2026 no Panamá: na nova conjuntura geopolítica e comercial global, a unidade latino-americana deixa de ser um projeto apenas identitário, e assume contornos de sobrevivência estratégica. Foto: Divulgação / Presidência do Panamá

Integração latino‑americana deixa de ser utopia e vira necessidade estratégica para o Brasil

Na América Latina, regimes autoritários e polarização ideológica profunda comprometeram a construção de instituições regionais duradouras. Mas a desunião regional deixou de ser neutra
Fazendeiros franceses protestam contra o acordo de comércio da União Europeia com o Mercosul em frente ao Arco do Triunfo, em Paris: já aprovado, o acordo tem sua assinatura prevista para o dia 17 de janeiro. AP Photo / Emma da Silva

Ameaças geopolíticas de Trump confirmaram Acordo UE–Mercosul, apesar da oposição dos agricultores europeus

Ao instrumentalizar ameaças geopolíticas inclusive contra aliados, os EUA deixaram de atuar como parceiro estratégico e passaram a se comportar como um parceiro constrangedor, politicamente coercitivo e estrategicamente imprevisível.
Frustrados com o pacote de emendas aprovado pelos eurodeputados, agricultores da UE realizam o maior protesto agrícola desde os anos 1990. Em Bruxelas, mais de 10 mil manifestantes se concentram desde o dia 18 de dezembro nas imediações do Parlamento Europeu, em constantes conflitos com a polícia. AP Photo/Marius Burgelman

Salvaguardas exigidas pelos agricultores europeus que adiaram acordo UE‑Mercosul estão equivocadas

Categoria intensifica pressão sobre os chefes de Estado e de governo que estão reunidos no Conselho Europeu com um objetivo claro: impedir avanços políticos imediatos no Acordo UE-Mercosul
No Canal do Panamá, os Portos de Balboa (foto), do lado do Pacífico, e Cristóbal, do lado do do Golfo do México, movimentam cerca de 6% do comércio marítimo global. A presença chinesa nesses locais, administrados pela Hutchison Ports de Hong Kong, gera inquietação em Washington, que percebe esses contratos de longa duração como uma potencial influência econômica e estratégica externa. Em discurso público, Trump chegou a mencionar a necessidade de “recuperar” o controle do canal, o que evidencia o uso da retórica histórica para legitimar projeções de poder. AP Photo/Noah Berger

Tabuleiro molhado: a “Doutrina Donroe” e o mar que os EUA não deixam de vigiar

O Canal do Panamá, os portos do Caribe e rotas próximas ao Atlântico Norte e Sul não são apenas pontos de trânsito de mercadorias: são nós críticos que conectam flutuações econômicas globais à presença militar
O presidente Donald Trump, à esquerda, e o presidente chinês Xi Jinping, à direita, apertam as mãos após a reunião de cúpula EUA-China em Busan, Coreia do Sul, na quinta-feira 30. Para lidar com a ordem bilateral das superpotências, o Itamaraty e o Ministério do Desenvolvimento precisarão articular uma agenda que combine política industrial verde, ampliação de acordos com a União Europeia (e/ou outros parceiros) e fortalecimento da cooperação regional. Mark Schiefelbein/AP Photo

Trégua bilateral entre EUA e China deixa países como o Brasil em posição de vulnerabilidade estratégica

O acordo de Busan reforça a estabilidade dos mercados e reduz as incertezas financeiras. Mas, a médio prazo, acentua o desequilíbrio estrutural do sistema internacional: as grandes potências decidem, e os demais países se adaptam.
Lula e Xi Jinping, durante última visita do presidente brasileiro à Pequim: China não é apenas um dos principais destinos das exportações brasileiras, mas também um ator relevante nos investimentos produtivos no país. Entre 2007 e 2022, eles totalizaram US$ 71,6 bilhões, distribuídos em cerca de 235 projetos em setores variados. Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República

Em tempos de reconfiguração do comércio global, parceria entre Brasil e China se estreita e ganha cada vez mais tração

Nas últimas décadas, o Brasil atraiu cerca de 48% dos investimentos chineses na América do Sul
Imagem gerada por IA, via Envato Labs

Brasil está em posição privilegiada para superar diferenças e liderar agenda de integração latino‑americana

Ao articular uma cooperação pragmática com países como Chile, Uruguai, Bolívia, Argentina, Colômbia e Peru, o país poderia estruturar cadeias regionais de valor, fortalecer a resiliência frente à pressão das grandes potências e aumentar sua influência em temas vitais para o atual momento, como a transição energética, os semicondutores e a inteligência artificial
Reduzir déficits comerciais, trazer de volta as indústrias para os Estados Unidos, aumentar o nível de emprego e gerar recursos para reduzir impostos parecem estar entre os objetivos do tarifaço truculento e mal explicado do governo Trump, que a partir de hoje atinge duramente os produtos brasileiros. AP Photo/Julia Demaree Nikhinson

Tarifaço para o Brasil entra em vigor e reforça o ‘Gangster Style’ da política externa de Trump

Postura diplomática do Brasil, um dos países mais afetados, indica para o mundo a busca por uma espécie de paciência estratégica. Valentões, em geral, precisam de público e do medo de suas potenciais vítimas
Poster colado no vidro de uma estação de ônibus em Seul, na Coreia do Sul, mostra uma caricatura de Donald Trump como um ladrão, com os dizeres: “Vamos mandar cartas de protesto para o bandido Trump”. AP Photo/Ahn Young-joon

Retaliação americana configura violação das regras do comércio internacional

Sem guerra, conflito armado ou outro risco iminente à soberania dos EUA, sanções político-econômicas de Trump caracterizam abuso da exceção de segurança nacional, usando o comércio internacional para fins alheios ao espírito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio
O acordo entre EUA e UE leva o bloco europeu a procurar novos fornecedores de energia e alimentos. Produtos agrícolas brasileiros, como a laranja (foto) e a soja passam a ter maior relevância na mesa de negociação europeia. AP Photo/Andre Penner

Tarifas sobre produtos europeus criam espaço para exportadores brasileiros

A imposição de tarifas sobre os produtos europeus permite que exportadores brasileiros ocupem mercados deixados pela Europa em países terceiros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursa no fórum de democracia e multilateralismo realizado em santiago, em julho: ao misturar tarifas econômicas que desagradaram os próprios americanos com sanções políticas fora de propósito, o governo Trump recuou e ajudou o presidente brasileiro a reforçar discurso da soberania, da defesa da democracia e da independência entre os poderes. AP Photo/Esteban Felix

Recuo dos EUA nas tarifas é vitória diplomática do Brasil, golpeia extrema‑direita e fortalece Lula para 2026

Ao misturar tarifas econômicas que desagradaram os próprios americanos com sanções políticas fora de propósito, o governo Trump ajudou o presidente brasileiro a reforçar discurso da soberania, da defesa da democracia e da independência entre os poderes
Rebeldes houthis no Iêmem comemoram o afundamento de um navio cargueiro que seguia pelo Mar Vermelho em direção a Israel. Imagens do ataque foram exibidas num telão, durante um protesto em praça pública, na cidade de Sanaa. Reuters/Folhapress

Tensão no Mar Vermelho: por que os ataques a cargueiros na região colocam comércio global em alerta

O aumento dos ataques pode ser explicado pelo agravamento do conflito entre Israel e Palestina na faixa de Gaza. Os Houthis, grupo rebelde apoiado pelo Irã, miram em navios com alguma ligação com Israel ou aliados, e justificam seus atos como apoio aos palestinos.

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