Lula e Maduro em seu último encontro, na reunião de líderes da América do Sul em Brasília, em 2023: em um ambiente de fragmentação regional e erosão do multilateralismo, uma abordagem bilateral junto à Venezuela e aos Estados Unidos torna-se um caminho promissor.
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Avançar além da condenação retórica exigiria disposição para liderar iniciativas diplomáticas em um contexto regional fragmentado e com poucos países dispostos a criticar os Estados Unidos de forma aberta e sustentada
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Rasoul Mohajer, durante uma reunião do BRICS no Palácio do Itamaraty: em 2024, com a entrada do Irã nos BRICS, a aproximação entre Irã e Brasil se fortaleceu, gerando tensões na relação Brasil-Israel e levando parte da sociedade a cobrar do governo um posicionamento sobre a teocracia iraniana.
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Diplomacia brasileira deve articular soluções para o País retomar seu papel único de mediador na arena global – em vez de continuar servindo, ainda que involuntariamente, como combustível que alimenta a polarização
Xi Jinping e Vladimir Putin durante a Cúpula do BRICS de 2024, em Kazan: a ausência dos presidentes da Rússia e da China no encontro deste ano no Brasil reflete indiretamente uma redução da relevância do bloco no atual contexto geopolítico internacional. No Rio, nenhum acordo multilateral relevante será assinado.
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A presidência brasileira do BRICS preparou uma Cúpula modesta em acordos multilaterais. Ao longo do ano, apresentou eventos reduzidos no escopo da agenda institucional, e poucas atividades no contexto da Diplomacia Pública
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Seyed Rasoul Mohajer, posam para uma foto no encontro do BRICS no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, em 28 de abril de 2025. A manifestação oficial brasileira evita qualquer gesto que possa ser interpretado como escolha. Mas, diante da gravidade do ataque, a omissão de gestos concretos já constitui um posicionamento.
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O governo brasileiro, mais uma vez, opta por uma retórica que preserva sua tradição de neutralidade, mas ignora o novo cenário que ele próprio ajudou a construir ao acolher o Irã no BRICS.
O presidente Lula e Nicolas Maduro em um encontro em Brasília, em 2023, após oito anos de distanciamento: posição do Itamaraty sobre a duvidosa eleição na Venezuela pende entre a necessidade global de defesa intransigente da democracia e a postura de neutralidade e liderança regional que a marcam a tradição da diplomacia brasileira.
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O imbróglio eleitoral venezuelano pode ser uma oportunidade única para o Brasil equilibrar demandas democráticas com os princípios históricos que trazem coerência e estabilidade à nossa política externa no âmbito regional
Em novo contexto de tensão internacional, país pode aproveitar a liderança da principal instituição da ONU para mudar sua imagem e se mostrar relevante para a segurança global