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O encontro terminou sem uma declaração ministerial geral, e diversos impasses entre os países-membros foram escancarados. Foto: Divulgação / OMC

As fraturas do sistema multilateral de comércio na 14ª Conferência Ministerial da OMC

A crise de legitimidade da OMC se agrava diante da dificuldade de avançar nas negociações. Objetivos centrais ficaram para futuras reuniões na sede da organização e para a 15ª Conferência Ministerial em 2028
Foto oficial após a plenária de encerramento da COP 30, dia 22 de novembro: a expectativa de que o encontro dentro da Amazônia perturbaria velhos hábitos da política climática não se concretizou, na avaliação do pesquisador do Forum Verde da Suécia e do Conservatoire national des arts et métiers (CNAM), de Paris.

‘O império à porta da floresta’: a visão de um ecologista veterano sobre os resultados da COP 30

Para ele, foi o poder gravitacional da lógica de investimentos que mais uma vez dominou o encontro
Juízes na Corte Internacional de Justiça, em Haia, Holanda: No direito internacional, a conduta americana configura ingerência em assuntos internos de outro Estado, o que viola os princípios fundamentais da soberania e da independência dos poderes políticos e judiciais nacionais. Foto AP/Peter Dejong)

Pode o Brasil acionar os EUA na Corte Internacional de Justiça por ingerência em seus assuntos internos?

Há uma intenção declarada dos EUA de coagir o Brasil por meio de medidas sancionatórias. O Estado brasileiro tem fundamentos jurídicos para contestar a legalidade dessas ações perante a CIJ.
Ao comentar os assassinatos em Manhattan, Donald Trump classificou o atirador como um “lunático enlouquecido” e descreveu o ataque como um ato “sem sentido”, de “pura maldade”. Mas o que Trump tenta colocar à distância funciona como uma metáfora perturbadora da política que ele próprio conduz, com critérios duvidosos para ameaçar países aliados com tarifas e sanções. Ilustração gerada por IA no Envato Labs

Insensatez do atirador que matou quatro em Nova York é metáfora para os ‘disparos’ tarifários de Trump

Os ‘disparos’ de Trump tendem a ultrapassar os alvos primários: podem desorganizar cadeias produtivas das quais os próprios EUA dependem, pressionar a inflação e alimentar a instabilidade nos mercados globais
Poster colado no vidro de uma estação de ônibus em Seul, na Coreia do Sul, mostra uma caricatura de Donald Trump como um ladrão, com os dizeres: “Vamos mandar cartas de protesto para o bandido Trump”. AP Photo/Ahn Young-joon

Retaliação americana configura violação das regras do comércio internacional

Sem guerra, conflito armado ou outro risco iminente à soberania dos EUA, sanções político-econômicas de Trump caracterizam abuso da exceção de segurança nacional, usando o comércio internacional para fins alheios ao espírito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio
A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, fala com o Ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes em um encontro de cúpula no ano passado: estabelecimento de tarifas comerciais impostas pelos EUA rompe com o princípio básico que sustenta o regime multilateral de comércio, que é a eliminação de barreiras para promover a liberalização do mercado internacional.

Guerra tarifária de Trump contra o mundo ofusca os 30 anos da OMC

Fruto do regime multilateral de liberalização internacional, a Organização Mundial do Comércio hoje sofre com o estabelecimento de tarifas impostas pelos EUA, que rompe com o seu princípio básico
O Ministro das Relações Exteriores Mauro Vieira cumprimenta Vladimir Putin durante o encontro de cúpula do BRICS, outubro passado em Kazan: além de apenas recorrer à OMC, país poderia fortalecer cooperações internacionais com outras nações afetadas pelas medidas protecionistas norte-americanas. Maxim Shemetov, AP Photo

Guerra de tarifas: Brasil pode transformar a crise em oportunidade de crescimento e fortalecimento no Sul Global

Além de uma reclamação formal à OMC, o país poderia fortalecer cooperações internacionais com outras nações afetadas por medidas protecionistas norte-americanas, consolidando alianças em plataformas como o BRICS
Reuniões e acordos bi-laterais –- como este registrado em maio de 2019, durante a primeira administração Trump –- não deverão ocorrer nos próximos quatro anos, com o unilateralismo, o protecionismo e o acirramento da guerra econômica contra a China no centro dos planos de expansão econômica da era Trump 2.0 nos EUA. AP Photo/Andy Wong

Project 2025: protecionismo comercial e ultraliberalismo no Tesouro e no Fed

Planos para o futuro governo Trump incluem a promoção do descrédito das organizações multilaterais, oposição às agendas climáticas e de equidade, e uma postura explícita de enfrentamento à China no âmbito do comércio

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