O Lago Ontário já “rebatizado” para “Lago América” na versão estadunidense do Google Maps: escalada comercial entre os dois países ganhou novos contornos após a provocação geográfica e novas ameaças de ampliar tarifas.
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Escalada comercial entre os dois países ganhou novos contornos após Trump determinar a mudança do nome do Lago Ontário e ameaçar ampliar tarifas
A chefe de política externa da União Europeia Kaja Kallas fala durante coletiva na sede da UE em Bruxelas: para o Mercosul, resistir à pressão europeia não significa rejeitar a integração ou o comércio internacional. Significa, antes de tudo, reconhecer que a atual fragilidade da União Europeia oferece uma rara oportunidade de negociar em condições de maior equilíbrio.
A União Europeia já não é a potência coesa e autônoma de décadas atrás; trata-se de um bloco em franco declínio estratégico, econômico e político, o que muda por completo a balança de forças.
Ao articular uma cooperação pragmática com países como Chile, Uruguai, Bolívia, Argentina, Colômbia e Peru, o país poderia estruturar cadeias regionais de valor, fortalecer a resiliência frente à pressão das grandes potências e aumentar sua influência em temas vitais para o atual momento, como a transição energética, os semicondutores e a inteligência artificial
Reduzir déficits comerciais, trazer de volta as indústrias para os Estados Unidos, aumentar o nível de emprego e gerar recursos para reduzir impostos parecem estar entre os objetivos do tarifaço truculento e mal explicado do governo Trump, que a partir de hoje atinge duramente os produtos brasileiros.
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Postura diplomática do Brasil, um dos países mais afetados, indica para o mundo a busca por uma espécie de paciência estratégica. Valentões, em geral, precisam de público e do medo de suas potenciais vítimas
TACO (“Trump Always Chicken’s Out”), TOFU (“Trump Occasionally Follows up”, Trump às vezes cumpre o que diz) e FAFO (“Fuck Around and Find Out”, Faça merda e descubra o que você fez) estão entre as siglas que criticam a politica errática de Trump, ela própria resumida pela sigla MAGA (“Make America Great Again”)
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Depois do Maga (“Make America Great Again”), jornalistas e adversários começaram a usar outras siglas para provocar o presidente americano
Ao comentar os assassinatos em Manhattan, Donald Trump classificou o atirador como um “lunático enlouquecido” e descreveu o ataque como um ato “sem sentido”, de “pura maldade”. Mas o que Trump tenta colocar à distância funciona como uma metáfora perturbadora da política que ele próprio conduz, com critérios duvidosos para ameaçar países aliados com tarifas e sanções.
Ilustração gerada por IA no Envato Labs
Os ‘disparos’ de Trump tendem a ultrapassar os alvos primários: podem desorganizar cadeias produtivas das quais os próprios EUA dependem, pressionar a inflação e alimentar a instabilidade nos mercados globais
U.S. President Donald Trump and then-Brazilian President Jair Bolsonaro attend a joint news conference at the White House on March 19, 2019.
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A carta do presidente dos EUA ao seu homólogo brasileiro mencionou o déficit comercial. Mas não se deixe enganar, essas tarifas são mais políticas do que econômicas
Protesto contra a política econômica de Trump em Cleveland, EUA.
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Ana Carolina Marson, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Ao elevar tarifas, governo dos EUA pressiona as empresas a reorganizarem suas operações, o que pode levar à reconfiguração das CGVs por meio de realocação produtiva, práticas de nearshoring ou diversificação de fornecedores
Escalada tarifária unilateral representa uma mudança estrutural na política comercial dos EUA, onde sanções econômicas passam a ser instrumentos de coerção política cujo propósito é muito diferente do reequilíbrio comercial.
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Do ponto de vista jurídico, a medida colide frontalmente com os parâmetros do direito internacional e da Organização Mundial do Comercio (OMC)
Falácia comercial, protecionismo disfarçado, reação geoeconômica, tentativa de enfraquecer o BRICS e ataque à democracia brasileira estão entre as possíveis intenções do pacote de ataques ao Brasil representado pelo tarifaço americano.
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Euzébio de Sousa, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Falácia comercial, protecionismo disfarçado,
reação geoeconômica, tentativa de enfraquecer o BRICS e ataque à democracia brasileira estão entre as intenções do pacote de ataques ao Brasil representado pelo tarifaço americano
Muita calma nessa hora: assim como já ocorreu com outros países, reação da diplomacia brasileira frente ao tarifaço de Trump deve ser firme mas fleumática, reforçando o discurso da soberania nacional e da inadmissibilidade de intervenções estrangeiras em decisões do Poder Judiciário.
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Beto Vasques, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
‘Altivez serena’ é a receita de especialistas para a diplomacia brasileira lidar com atitude intempestiva e irracional do presidente americano ao dizer que vai taxar todos osprodutos brasileiros em 50%
Pesquisador em Direito Biomédico e propriedade intelectual de medicamentos e Professor titular da Escola de Ciências Jurídicas, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Diretor de Relações Institucionais do Instituto Democracia em Xeque e Professor de Comunicação Política, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)