À medida que o comércio do Brasil com os EUA diminui, transações com a China continuam a crescer: capacidade de Trump de usar tarifas para pressionar o Brasil a mudar políticas às quais seu governo se opõe é limitada, pois a influência de Washington sobre o Brasil em questões comerciais vem diminuindo há anos.
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Trump iniciou essa disputa devido às suas preocupações com a política brasileira, e as eleições presidenciais podem pôr fim a ela em breve
Plantação de soja no Mato Grosso: especialistas destacam que os maiores ganhos do acordo para o Brasil concentram‑se nela, na carne, no café, na celulose, no açúcar e no etanol, segmentos em que o país já detém vantagem competitiva.
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Para o Mercosul e o Brasil, a questão central reside em saber se o ganho de mercado, reputação e diversificação compensa a consolidação de uma inserção internacional ainda regulada pelos padrões definidos em Bruxelas
A diretora-geral da OMC, Ngozi Okonjo-Iweala, fala com o Ministro das Relações Exteriores dos Emirados Árabes em um encontro de cúpula no ano passado: estabelecimento de tarifas comerciais impostas pelos EUA rompe com o princípio básico que sustenta o regime multilateral de comércio, que é a eliminação de barreiras para promover a liberalização do mercado internacional.
Fruto do regime multilateral de liberalização internacional, a Organização Mundial do Comércio hoje sofre com o estabelecimento de tarifas impostas pelos EUA, que rompe com o seu princípio básico
Navio embarcando carga no cais do Porto de Santos: a agroindústria brasileira, fortemente integrada aos mercados globais, já abastece os EUA com soja, carne, café e frutas. Além disso, segmentos como celulose, minério de ferro, têxteis e autopeças têm potencial imediato para substituir fornecedores asiáticos sujeitos a tarifas mais pesadas.
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A guerra tarifária de Trump redefine as regras do comércio global. Mas é justamente neste momento que surgem as maiores oportunidades para o Brasil
Manifestante exibe um prato vazio com uma mensagem aos líderes do G20 sobre a fome, durante protesto numa das prévias da reunião de cúpula no Rio de Janeiro: como presidente do encontro, Brasil pode liderar ações para mitigar efeitos das mudanças climáticas sobre o funcionamento das cadeias de suprimentos ao redor do mundo, que podem afetar a economia, a saúde e a segurança alimentar globais.
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Como detentor da presidência do G20, o Brasil tem uma oportunidade de assumir um papel de liderança na construção de resiliência e na mitigação de riscos no comércio global
Trabalho de cientistas neozelandeses com pesquisadores da USP e Unicamp analisou o comércio de alimentos para consumo humano entre 254 países de 1986 a 2020 para calcular os fluxos de 48 nutrientes essenciais durante esse período.
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Compreender como os principais nutrientes circulam pelo mundo dentro dos alimentos comercializados fornece uma visão melhor da saúde da população global e como a desigualdade entre os países a afeta