Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em vigília durante o julgamento que o condenou por tentativa de golpe de Estado: vestidosde verde-e-amarelo mas enrolados em bandeiras dos Estados Unidos, não se sabe ainda bem porquê… Estudo tomou o caso das eleições de 2022 nos EUA como base para uma investigação ampla, que mostra como a desinformação fragiliza a relação entre veículos de comunicação e suas audiências, e corrói a confiança no jornalismo.
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Campanhas de desinformação marcaram as eleições presidenciais de 2022, que depois de vencidas pela oposição foram alvo de uma tentativa de golpe, conforme sentenciou esta semana o próprio STF
Ao ser condenada por corrupção, em junho de 2025, a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner comparou o atual modelo econômico do país com o da ditadura militar dos anos 70. Tal banalização do conceito de ditadura contrasta com a experiência real dos países do Cone Sul com o autoritarismo, que censurou a imprensa, fechou o Congresso e institucionalizou a tortura.
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A ironia é evidente. Aqueles que denunciam viver em “ditaduras” geralmente o fazem por meio da imprensa livre, mobilizando bases políticas e planejando campanhas, liberdades que seriam impossíveis sob regimes realmente autoritários
Clarice Herzog, viúva do jornalista assassinado pela ditadura em 1978, retratada em seu apartamento aos 83 anos de idade, em fevereiro de 2025: mesmo depois de 50 anos de espera, sua pensão vitalícia decorrente de indenização pelo crime cometido pelo Estado contra seu marido ainda carece de confirmação em segunda instância.
Folhapress / Adriano Vizoni
Decisão que reconhece direito da viúva do jornalista assasinado em 1978 de receber pensão vitalícia foi influenciada pela repercussão do filme ‘Ainda estou aqui"
“Popcorn and ice cream sellers”: a mensagem em inglês do ex-presidente pareceu prosaica mas é fruto de narrativa bem construída para descredibilizar eventuais condenações por golpe de Estado e outros crimes no julgamento do STF.
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Beto Vasques, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Narrativa do ex-presidente deixou de focar na disputa eleitoral com Lula para colocar em dúvida legitimidade de seus julgadores e preparar terreno para descredibilizar eventuais sentenças condenatórias
O Supremo Tribunal Federal (STF) iluminado com as cores do Brasil no dia em que foram aceitas as denúncias contra Bolsonaro e outros sete de sua cúpula governamental - entre eles militares de alta patente, ex-ministros e representantes das áreas de inteligência e segurança - por tentativa de Golpe de Estado que envolveu instrumentalização institucional, disseminação de desinformação e manipulação da opinião pública.
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Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Decisão sobre crimes de Bolsonaro e seus associados será um teste institucional de longo prazo sobre como o Brasil lida com tentativas de rupturas democráticas, e sobre o futuro das relações entre civis e militares no país
O ex-presidente Jair Bolsonaro passa por trás de grades ao desembarcar ontem no Aeroporto Internacional de Brasilia, onde acompanhou parte das deliberações do STF que o tornaram réu por tentativa de golpe de Estado. Expectativa é de que o processo se desenvolva ao longo dos próximos meses e, em razão das eleições de 2026, é possível que seja concluído ainda este ano.
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Diretor de Relações Institucionais do Instituto Democracia em Xeque e Professor de Comunicação Política, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)