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Aceno conciliador ao inconciliável - a relativização do golpe militar de 1964 - feito pelo ministro Dias Toffoli em 2018 às vésperas da eleição de Bolsonaro, foi contraposto de forma incontestável pelo atual presidente da corte, Luís Roberto Barroso, às vésperas do julgamento do ex-presidente. Foto: Danilo Verpa/Folhapress

De Toffoli a Barroso, as distintas visões de presidentes do STF frente à história da ditadura

Aceno conciliador ao inconciliável - a relativização do golpe militar de 1964 - feito pelo ministro Dias Toffoli em 2018 às vésperas da eleição de Bolsonaro, foi contraposto de forma incontestável pelo atual presidente da corte, Luís Roberto Barroso, às vésperas do julgamento do ex-presidente.
Ao ser condenada por corrupção, em junho de 2025, a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner comparou o atual modelo econômico do país com o da ditadura militar dos anos 70. Tal banalização do conceito de ditadura contrasta com a experiência real dos países do Cone Sul com o autoritarismo, que censurou a imprensa, fechou o Congresso e institucionalizou a tortura. Foto: Reprodução Wikipedia

Retórica de chamar regimes adversários de ‘ditaduras’ é um paradoxo que atravessa espectros políticos

A ironia é evidente. Aqueles que denunciam viver em “ditaduras” geralmente o fazem por meio da imprensa livre, mobilizando bases políticas e planejando campanhas, liberdades que seriam impossíveis sob regimes realmente autoritários
Irene Ravache em ação no filme ‘A memória que me contam’, o segundo em que a atriz interpreta a própria Lucia Murat: em 40 anos de carreira, a diretora assinou 34 obras de ficção e não-ficção, quase todas dedicadas a tornar visíveis as histórias de corpos torturados pela ditadura, pela polícia, pela usurpação de terras, pelo tráfico, pela opressão de classe, idade, gênero e raça. Divulgação / Taiga Filmes

Lucia Murat: cineasta que transformou a própria prisão em filme revisita seu cinema de resistência

Ao longo de mais de 40 anos de carreira, Lucia Murat usou sua câmera para tornar visíveis os invisibilizados, denunciando a ditadura e as desigualdades sociais e de gênero. Mostra sobre sua obra no CCBB tem 34 filmes
Clarice Herzog, viúva do jornalista assassinado pela ditadura em 1978, retratada em seu apartamento aos 83 anos de idade, em fevereiro de 2025: mesmo depois de 50 anos de espera, sua pensão vitalícia decorrente de indenização pelo crime cometido pelo Estado contra seu marido ainda carece de confirmação em segunda instância. Folhapress / Adriano Vizoni

Depoimento: Advogado descreve o meio século de espera por justiça de Clarice, viúva de Vladimir Herzog

Decisão que reconhece direito da viúva do jornalista assasinado em 1978 de receber pensão vitalícia foi influenciada pela repercussão do filme ‘Ainda estou aqui"
Estudos mostram que entre as características psicológicas para fazer parte da resistência a regimes autoritários estão capacidade de empatia e compaixão, compromissos morais pessoais e não ter medo de correr riscos, além de autoconfiança. Jacob Lund/Shuttestock

Pesquisas revelam características de pessoas mais propensas a resistir contra regimes autoritários

Os bons combatentes da resistência não têm medo de correr riscos e atendem a compromissos morais pessoais e sentimentos de empatia e compaixão pelo próximo
Walter Salles posa com o Oscar de melhor filme internacional, depois de dedicar o prêmio a Eunice Paiva: vitória de ‘Ainda Estou Aqui’ reforça reflexão sobre falta de punição aos crimes da ditadura e às tentativas do governo Bolsonaro de desresponsabilizar os militares pelas mortes e desaparecimentos ocorridos no período. Jordan Strauss/Invision/AP Photo

Passado, presente e reparação: o primeiro filme brasileiro a ganhar um Oscar e as lutas que ainda estão aqui

Com a enorme repercussão do longa, familiares de mortos e desaparecidos políticos e movimentos sociais assistiram a alguns tímidos, mas importantes, avanços em suas demandas por memória, verdade, reparação e justiça pelos crimes da ditadura militar.
Fernanda Torres em ação: “Ainda estou aqui” é, sobretudo, um grande filme de ator. Divulgação /

Roteiro de ‘Ainda estou aqui’ extrapola cinema e estimula reflexão sobre história, ditadura e verdade

Com um roteiro aparentemente sem grande pretensão, Walter Salles fez um filme de época impecável, numa narrativa que emociona até quem desconhece a história do autoritarismo no Brasil, e que lembra o melhor do neorrealismo italiano
Walter Salles, diretor de “Ainda estou aqui” e “Central do Brasil”: existem dados que ajudam a entender os processos que levam pessoas normalmente associadas a interesses econômicos de direita a adotarem posições tipicamente de esquerda. E esses dois filmes permitem ilustrar esses processos no Brasil. Fiorenzo De Luca / Divulgação

‘Ainda Estou Aqui’, ‘Central do Brasil’ e as críticas sociais sob o ponto de vista da elite

Quais as questões estruturais e ideológicas que fazem com que dois dos filmes mais bem sucedidos da história do cinema nacional - ambos de temática social e do mesmo diretor Walter Salles - podem também expor uma contradição social tipicamente brasileira
Fernanda Torres comemora com Walter Salles anúncio da vitória de “Ainda estou aqui” como melhor filme internacional no Oscar 2025: obra recupera a importância do cinema como expressão da identidade brasileira perante o mundo.

Vitória de ‘Ainda Estou Aqui’ no Oscar resgata a autoestima e a bilheteria do cinema brasileiro

Indicações ao Oscar aumentam oportunidades para novos projetos audiovisuais, contribuem para resgates da História e recuperam autoestima de setores culturais que sofreram com cortes de verbas e cancelamentos motivados por questões ideológicas e fakenews
Elon Musk agradece aos eleitores de Trump com a sua versão de uma suposta “saudação romana”: gesto nunca existiu na Roma Antiga, mas sim na Itália fascista de Benito Mussolini. Associated Press / Alamy Stock Photo

A “saudação romana” de Elon Musk é, sim, um gesto de inspiração fascista. E a História explica por quê

Quando Elon Musk fez um gesto que muitos viram como um gesto fascista, seus apoiadores afirmaram que se tratava de uma saudação romana. Mas isso não é verdade.

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