Articles on Internacional

Displaying 21 - 40 of 105 articles

Com as novas regras, brasileiros ficam sujeitos ao chamado regime geral de afastamento, que inclui detenção de até 30 meses e eventual deportação para um terceiro país. Martin Furtivo / Shutterstock.com

Nova lei de repatriação transforma a política migratória europeia: brasileiros são afetados

Prazo de detenção administrativa sobe de 6 meses para 2 anos. Cria-se também os chamados “polos de regresso” — centros de retorno fora da Europa em países terceiros, inspirados no modelo Itália-Albânia
Resultado das eleições colombianas evidencia uma América do Sul mais polarizada, atravessada por redes conservadoras transnacionais e convertida em campo vital de disputa entre grandes potências. A eleição brasileira de 2026 será, portanto, também uma disputa sobre o lugar do Brasil no mundo e sobre o grau de autonomia que o país conseguirá preservar. AP Photo / Rodrigo Abd

A vitória de De la Espriella na Colômbia e o novo desafio da política externa brasileira

Resultado revela a consolidação de uma nova fase da política externa sulamericana: mais polarizada, mais permeável ao trumpismo e mais exposta à disputa entre Estados Unidos e China
De la Espriella tem explorado os temores da população em relação à criminalidade e isso surtiu efeito para a maioria dos eleitores. A vitória foi apertada, mas a mais significativa para a extrema direita da América Latina, ampliando de formaimprevisível a influência dos EUA sobre a região. AP Photo/Rodrigo Abd

Colômbia elege presidente um cidadão americano apoiado por Donald Trump

Abelardo de la Espriella prometeu construir megaprisões para reprimir o crime e conduzir as relações exteriores em sintonia com o governo Trump
Pessoas marcham durante um protesto contra a candidatura presidencial de Keiko Fujimori em Lima, no Peru, no sábado 30, véspera do segundo turno das eleições. Foto AP/Martin Mejia

Lentidão na contagem de votos no Peru testa os limites da democracia eleitoral

A crise eleitoral peruana não é sobre Sánchez nem sobre Fujimori. É sobre o que acontece quando um sistema político não consegue produzir legitimidade suficiente para que qualquer resultado seja aceito como definitivo
Trump, Bolsonaros e Figueiredo no Salão Oval: interesses do governo estadunidense na geoplítica da América Latina como um todo - e do Brasil em particular - permitem afirmar teremos um percurso com forte presença norte-americana nas eleições do segundo semestre. Imagem: Divulgação / Casa Branca

Intervenção dos EUA nas eleições brasileiras torna‑se cada vez mais evidente

O interesse em manter a América Latina como zona de influência, a ausência de compromisso com a democracia e a perspectiva de que a vitória de candidatos alinhados a Washington é prioritária gera um investimento importante nos processos eleitorais na região
Símbolo da intervenção: a polêmica foto do pré-candidato Flávio Bolsonaro, seu irmão e o neto do general João Figueirdo, alegamente feita ao lado de Donald Trump na Casa Branca.

Com atuação da família Bolsonaro nos EUA, Brasil torna‑se definitivamente alvo de intervenções eleitorais externas

Quanto mais Flavio busca apoio nos EUA, mais reforça a narrativa de soberania do governo Lula. Mas se o governo não apresentar resultados concretos na segurança pública, a extrema direita transnacional terá um terreno fértil para influenciar a disputa presidencial
Representantes de movimentos sociais e trabalhadores enfrentam a polícia nas ruas de La Paz: falta de soberania sobre recursos naturais, inequidade no ajuste fiscal e nebulosidade nas alianças geopolíticas são questões sobre as quais o Brasil precisa ficar cada vez mais atento. AP Photo / Juan Karita

A crise boliviana é um espelho que em breve poderá refletir o Brasil

A assimetria econômica boliviana — mais sacrifício para os pobres, mais alívio para os ricos — é um padrão recorrente na América Latina, que o país andino atualiza com nitidez perturbadora
Nova iniciativa permite aos consumidores utilizar aplicações nacionais, como o o chinês Alipay, para efetuar pagamentos transfronteiriços – apoiando os esforços de Pequim para expandir as ligações financeiras regionais e incentivando grupos como o BRICS a acelerar suas próprias alternativas ao dólar. Foto: Agência Xinhua

Pagamentos por QR Code entre China e Indonésia abrem novas possibilidades para iniciativas de desdolarização

Países emergentes começam a construir canais práticos para depender menos do dólar. A desdolarização surge no celular, no comércio, no turismo, nos pagamentos instantâneos e na conexão entre sistemas nacionais
Colunas de fumaça preta se avolumam sobre as instalações de uma refinaria nos Emirados Árabes Unidos atiginda por um drone iraniano em março de 2026: se as forças militares do mundo fossem um país, seriam o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, com cerca de 2,7 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente por ano, mais de 5% do total das emissões globais. AP Photo/Altaf Qadri

A guerra também aquece o planeta: a face esquecida da crise climática

Se as forças militares do mundo fossem um país, seriam o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta
Grãos de café em processo de secagem numa fazenda no Estado do Rio: produto está entre os que poderão sofrer dificuldades de entrada na Europa por conta das restrições ambientais da UE. Lista inclui também carne bovina, soja, cacau, madeira, azeite de palma e borracha. AP Photo/Bruna Prado

O acordo UE–Mercosul abre mercados, mas a regulação ambiental europeia pode fechá‑los

Apesar de o acordo facilitar o acesso ao mercado pela redução das tarifas, normas ambientais podem dificultar ou até impedir as exportações dos produtos
Apesar do entrave apresentado pelo Parlamento Europeu, o Acordo Interino de Comércio (ITA) entrou em vigor neste 1 de maio de 2026. Agora, resta acompanhar os processos de ratificação nacional por parte dos 27 Estados-membros da UE. Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República do Brasil

O Parlamento Europeu e as disputas em torno do Acordo de Parceria Mercosul‑União Europeia

Apesar do entrave apresentado pelo Parlamento Europeu, o Acordo Interino de Comércio entrou em vigor neste 1 de maio de 2026. Agora, resta acompanhar os processos de ratificação nacional por parte dos 27 Estados-membros da UE
O presidente colombiano Gustavo Petro, à direita, e o presidente equatoriano Daniel Noboa participam de uma cerimônia de condecoração do presidente brasileiro no palácio presidencial da Cidade do Panamá, no início do ano. (Foto AP/Matias Delacroix, arquivo)

O peso da tensão entre Equador e Colômbia na reconfiguração geopolítica latino‑americana

A militarização interna e o entrelaçamento entre os governos equatoriano e estadunidense têm levado a um transbordamento para a relação entre os dois países, aumentando a pressão sobre a Colômbia – que passa por um acirramento de sua corrida eleitoral.
Soldados colombianos e funcionários da imigração pedem aos motoristas que apresentem seus documentos de identidade ao saírem do Equador, em Rumichaca, Colômbia. AP Photo/Leonardo Castro

Por que Colômbia e Equador entraram em conflito — e o que isso significa para o Brasil

Ao contrário de crises históricas entre países vizinhos, não existe hoje disputa territorial ativa. A região fronteiriça tornou-se corredor estratégico para grupos armados, redes do narcotráfico e atividades de mineração ilegal.
Assinatura do acordo entre países membros do Mercosul e do EFTA, que reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça: lógica é reduzir custos, ampliar previsibilidade e abrir oportunidades de comércio e investimento. ocorrida em setembrode 2025, no Rio de Janeiro: Divulgação/Ministério do Desenvolvimento e Comércio

Se ratificado, acordo entre EFTA e Mercosul fortalecerá empresas brasileiras e atrairá capital

A EFTA reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, economias pequenas mas sofisticadas em tecnologia, serviços, energia e finanças. A lógica é reduzir custos, ampliar previsibilidade e abrir oportunidades de comércio e investimento
A crescente rivalidade entre China e Estados Unidos em torno de Taiwan (foto) adiciona um novo ponto de pressão no complicado cenário de tensões que incluem os conflitos na Ucrânia e no Irã, em Israel, na Faixa de Gaza e no Líbano, entre outros. Foto: Ministério das Relações Exteriores de Taiwan

De Kiev a Taipei: o arco geopolítico de conflitos acelera transição para um mundo multipolar

Um elemento decisivo dessa nova configuração é a ascensão do Sul Global. Países da Ásia, África e América Latina diversificam parcerias e evitam alinhamentos automáticos com potências tradicionais
O presidente Lula e o presidente do Governo da Espanha Pedro Sánchez, durante a Cúpula de Barcelona: líderes de esquerda da Europa e da América Latina sinalizam a tentativa de construir uma agenda comum com alcance global para reagir ao crescimento da extrema direita. Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República do Brasil

Líderes da esquerda global mostram sinais de reação ao avanço da ultradireita

Quando governos ou movimentos ultraconservadores prometem soluções rápidas e entregam instabilidade, conflitos ou aumento da desigualdade, parte da sociedade começa a reagir
O muro crivado de balas de uma escola em Yei, no sul do Sudão: com uma história contemporânea marcada por rupturas institucionais e golpes de Estado, alternando breves governos civis e regimes autocráticos, o país vive desde 2023 mais uma guerra gerada por essa instabilidade sistêmica. AP Photo/Justin Lynch

Guerra no Sudão: rumo à partição ou a um conflito sem fim?

O país do Norte da África vive uma guerra não declarada, sem perspectivas de resolução
Integrantes da Guarda Revolucionária iraniana se apresentam numa base militar para integrar o esforço de fechamento do Estreito de Ormuz, na semana em que o presidente Donald Trump prometeu “destruir a civilização” do Golfo Pérsico: confronto no Oeste da Ásia expõe a ausência de um caminho multilateral confiável para a desescalada das tensões geopolíticas que se espalham pelo mundo. Sepahnews via AP Photo

Guerra contra o Irã expõe os limites da governança global

Por que algumas guerras se contêm e outras se alastram? A resposta raramente está apenas no campo de batalha. Está no estado das instituições que deveriam gerenciá-las — e no peso acumulado das crises que vieram antes
Uma coluna de fimnaça sobe no céu do centro de Teerã, após a queda de mais um míssil na guerra de Israel e EUA contra o país. Para explicar por que o BRICS - grupo que defende o direito internacional, surgiu para restringir a hegemonia estadunidense no mundo e tem o Irã como país-membro - ainda não emitiu uma declaração conjunta sobre os ataques, é preciso compreender como o BRICS funciona e como se dá o seu processo de expansão. AP Photo/Mohsen Ganji

Por que o BRICS ainda não se manifestou sobre a guerra contra o Irã?

Grupo - que em 2023 se expadiu e incluiu o Irã- ainda não emitiu sequer uma manifestação conjunta sobre o conflito
A escolha de Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo Ali Khamenei, como novo chefe do regime iraniano revelou que, em vez de renovação ou abertura, o país aponta para continuidade por meio da contração: preservar o sistema em uma forma mais estreita, mais rígida e mais centrada na segurança. AP Photo/Vahid Salemi

Por que a escolha do novo líder não indica um Irã mais fraco, e sim ainda mais resiliente

Em vez de indicar renovação ou abertura, a escolha do novo líder do Irã aponta para continuidade por meio da contração: preservar o sistema em uma forma mais estreita, mais rígida e mais centrada na segurança

Top contributors

More