Com as novas regras, brasileiros ficam sujeitos ao chamado regime geral de afastamento, que inclui detenção de até 30 meses e eventual deportação para um terceiro país.
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Prazo de detenção administrativa sobe de 6 meses para 2 anos. Cria-se também os chamados “polos de regresso” — centros de retorno fora da Europa em países terceiros, inspirados no modelo Itália-Albânia
Resultado das eleições colombianas evidencia uma América do Sul mais polarizada, atravessada por redes conservadoras transnacionais e convertida em campo vital de disputa entre grandes potências. A eleição brasileira de 2026 será, portanto, também uma disputa sobre o lugar do Brasil no mundo e sobre o grau de autonomia que o país conseguirá preservar.
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Resultado revela a consolidação de uma nova fase da política externa sulamericana: mais polarizada, mais permeável ao trumpismo e mais exposta à disputa entre Estados Unidos e China
De la Espriella tem explorado os temores da população em relação à criminalidade e isso surtiu efeito para a maioria dos eleitores. A vitória foi apertada, mas a mais significativa para a extrema direita da América Latina, ampliando de formaimprevisível a influência dos EUA sobre a região.
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Abelardo de la Espriella prometeu construir megaprisões para reprimir o crime e conduzir as relações exteriores em sintonia com o governo Trump
Pessoas marcham durante um protesto contra a candidatura presidencial de Keiko Fujimori em Lima, no Peru, no sábado 30, véspera do segundo turno das eleições.
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A crise eleitoral peruana não é sobre Sánchez nem sobre Fujimori. É sobre o que acontece quando um sistema político não consegue produzir legitimidade suficiente para que qualquer resultado seja aceito como definitivo
Trump, Bolsonaros e Figueiredo no Salão Oval: interesses do governo estadunidense na geoplítica da América Latina como um todo - e do Brasil em particular - permitem afirmar teremos um percurso com forte presença norte-americana nas eleições do segundo semestre.
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Monica Herz, Instituto Latino-Americano para o Multilateralismo (ILAM) and Paulo Esteves, PUC-Rio
O interesse em manter a América Latina como zona de influência, a ausência de compromisso com a democracia e a perspectiva de que a vitória de candidatos alinhados a Washington é prioritária gera um investimento importante nos processos eleitorais na região
Símbolo da intervenção: a polêmica foto do pré-candidato Flávio Bolsonaro, seu irmão e o neto do general João Figueirdo, alegamente feita ao lado de Donald Trump na Casa Branca.
Quanto mais Flavio busca apoio nos EUA, mais reforça a narrativa de soberania do governo Lula. Mas se o governo não apresentar resultados concretos na segurança pública, a extrema direita transnacional terá um terreno fértil para influenciar a disputa presidencial
Representantes de movimentos sociais e trabalhadores enfrentam a polícia nas ruas de La Paz: falta de soberania sobre recursos naturais, inequidade no ajuste fiscal e nebulosidade nas alianças geopolíticas são questões sobre as quais o Brasil precisa ficar cada vez mais atento.
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A assimetria econômica boliviana — mais sacrifício para os pobres, mais alívio para os ricos — é um padrão recorrente na América Latina, que o país andino atualiza com nitidez perturbadora
Nova iniciativa permite aos consumidores utilizar aplicações nacionais, como o o chinês Alipay, para efetuar pagamentos transfronteiriços – apoiando os esforços de Pequim para expandir as ligações financeiras regionais e incentivando grupos como o BRICS a acelerar suas próprias alternativas ao dólar.
Foto: Agência Xinhua
Países emergentes começam a construir canais práticos para depender menos do dólar. A desdolarização surge no celular, no comércio, no turismo, nos pagamentos instantâneos e na conexão entre sistemas nacionais
Colunas de fumaça preta se avolumam sobre as instalações de uma refinaria nos Emirados Árabes Unidos atiginda por um drone iraniano em março de 2026: se as forças militares do mundo fossem um país, seriam o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta, com cerca de 2,7 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente por ano, mais de 5% do total das emissões globais.
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Se as forças militares do mundo fossem um país, seriam o quarto maior emissor de gases de efeito estufa do planeta
Grãos de café em processo de secagem numa fazenda no Estado do Rio: produto está entre os que poderão sofrer dificuldades de entrada na Europa por conta das restrições ambientais da UE. Lista inclui também carne bovina, soja, cacau, madeira, azeite de palma e borracha.
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Apesar de o acordo facilitar o acesso ao mercado pela redução das tarifas, normas ambientais podem dificultar ou até impedir as exportações dos produtos
Apesar do entrave apresentado pelo Parlamento Europeu, o Acordo Interino de Comércio (ITA) entrou em vigor neste 1 de maio de 2026. Agora, resta acompanhar os processos de ratificação nacional por parte dos 27 Estados-membros da UE.
Foto: Roberto Stuckert Filho / Presidência da República do Brasil
Apesar do entrave apresentado pelo Parlamento Europeu, o Acordo Interino de Comércio entrou em vigor neste 1 de maio de 2026. Agora, resta acompanhar os processos de ratificação nacional por parte dos 27 Estados-membros da UE
O presidente colombiano Gustavo Petro, à direita, e o presidente equatoriano Daniel Noboa participam de uma cerimônia de condecoração do presidente brasileiro no palácio presidencial da Cidade do Panamá, no início do ano.
(Foto AP/Matias Delacroix, arquivo)
A militarização interna e o entrelaçamento entre os governos equatoriano e estadunidense têm levado a um transbordamento para a relação entre os dois países, aumentando a pressão sobre a Colômbia – que passa por um acirramento de sua corrida eleitoral.
Soldados colombianos e funcionários da imigração pedem aos motoristas que apresentem seus documentos de identidade ao saírem do Equador, em Rumichaca, Colômbia.
AP Photo/Leonardo Castro
Ao contrário de crises históricas entre países vizinhos, não existe hoje disputa territorial ativa. A região fronteiriça tornou-se corredor estratégico para grupos armados, redes do narcotráfico e atividades de mineração ilegal.
Assinatura do acordo entre países membros do Mercosul e do EFTA, que reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça: lógica é reduzir custos, ampliar previsibilidade e abrir oportunidades de comércio e investimento.
ocorrida em setembrode 2025, no Rio de Janeiro:
Divulgação/Ministério do Desenvolvimento e Comércio
A EFTA reúne Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça, economias pequenas mas sofisticadas em tecnologia, serviços, energia e finanças. A lógica é reduzir custos, ampliar previsibilidade e abrir oportunidades de comércio e investimento
A crescente rivalidade entre China e Estados Unidos em torno de Taiwan (foto) adiciona um novo ponto de pressão no complicado cenário de tensões que incluem os conflitos na Ucrânia e no Irã, em Israel, na Faixa de Gaza e no Líbano, entre outros.
Foto: Ministério das Relações Exteriores de Taiwan
Um elemento decisivo dessa nova configuração é a ascensão do Sul Global. Países da Ásia, África e América Latina diversificam parcerias e evitam alinhamentos automáticos com potências tradicionais
O presidente Lula e o presidente do Governo da Espanha Pedro Sánchez, durante a Cúpula de Barcelona: líderes de esquerda da Europa e da América Latina sinalizam a tentativa de construir uma agenda comum com alcance global para reagir ao crescimento da extrema direita.
Foto: Ricardo Stuckert / Presidência da República do Brasil
Quando governos ou movimentos ultraconservadores prometem soluções rápidas e entregam instabilidade, conflitos ou aumento da desigualdade, parte da sociedade começa a reagir
O muro crivado de balas de uma escola em Yei, no sul do Sudão: com uma história contemporânea marcada por rupturas institucionais e golpes de Estado, alternando breves governos civis e regimes autocráticos, o país vive desde 2023 mais uma guerra gerada por essa instabilidade sistêmica.
AP Photo/Justin Lynch
Frédéric Monié, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
O país do Norte da África vive uma guerra não declarada, sem perspectivas de resolução
Integrantes da Guarda Revolucionária iraniana se apresentam numa base militar para integrar o esforço de fechamento do Estreito de Ormuz, na semana em que o presidente Donald Trump prometeu “destruir a civilização” do Golfo Pérsico: confronto no Oeste da Ásia expõe a ausência de um caminho multilateral confiável para a desescalada das tensões geopolíticas que se espalham pelo mundo.
Sepahnews via AP Photo
Por que algumas guerras se contêm e outras se alastram? A resposta raramente está apenas no campo de batalha. Está no estado das instituições que deveriam gerenciá-las — e no peso acumulado das crises que vieram antes
Uma coluna de fimnaça sobe no céu do centro de Teerã, após a queda de mais um míssil na guerra de Israel e EUA contra o país. Para explicar por que o BRICS - grupo que defende o direito internacional, surgiu para restringir a hegemonia estadunidense no mundo e tem o Irã como país-membro - ainda não emitiu uma declaração conjunta sobre os ataques, é preciso compreender como o BRICS funciona e como se dá o seu processo de expansão.
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Grupo - que em 2023 se expadiu e incluiu o Irã- ainda não emitiu sequer uma manifestação conjunta sobre o conflito
A escolha de Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder supremo Ali Khamenei, como novo chefe do regime iraniano revelou que, em vez de renovação ou abertura, o país aponta para continuidade por meio da contração: preservar o sistema em uma forma mais estreita, mais rígida e mais centrada na segurança.
AP Photo/Vahid Salemi
Em vez de indicar renovação ou abertura, a escolha do novo líder do Irã aponta para continuidade por meio da contração: preservar o sistema em uma forma mais estreita, mais rígida e mais centrada na segurança
Pesquisador em Direito Biomédico e propriedade intelectual de medicamentos e Professor titular da Escola de Ciências Jurídicas, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)