Articles on Internacional

Displaying 41 - 60 of 105 articles

Navio de guerra ancorado no porto da Base Militar da Ilha Diego Garcia, no Arquipélago dos Chagos, no Oceano Índico: historicamente, presença militar dos Estados Unidos trazia percepção de segurança à população local. Com a guerra contra o Irã, tudo mudou. Imagem: Marinha dos Estados Unidos/AP Photo

Diego Garcia: O custo geopolítico de se albergar uma base militar estadunidense

Autor, que nasceu na Ilha Maurício, explica que durante décadas as bases militares americanas carregaram a promessa de estabilidade. Mas, à luz dos conflitos atuais, com o Irã bombardeando bases nos países do Golfo, isso torna-se questionável
O iraniano South Pars, maior campo de produção de óleo e gás do mundo, atacado por mísseis israelenses: impacto na produção de hirocarbonetos,aliado aofechamentodo Estreito de Ormuz, faz o mundo enfrentar um choque energético global de graves proporções. AP Photo/Vahid Salemi

Guerra contra Irã expôs fragilidade dos combustíveis fósseis, mas caminho para energia mais limpa ainda é incerto

A segurança energética pertence cada vez mais aos Estados capazes de manter uma parcela maior de sua economia em funcionamento quando o petróleo e o gás são interrompidos, graças a alternativas energéticas mais limpas e diversificadas
Navio petroleiro no Estreito de Ormuz, fechado desde o dia 2 de março: estratégia do Irã demonstra que um país com capacidade militar limitada pode, por meio do controle de um gargalo marítimo estratégico, impor custos econômicos a todo o planeta. AP Photo/Rafiq Maqbool

Fechamento do Estreito de Ormuz é grave para a Ásia, mas afeta o mundo todo de diversas maneiras

O controle dos gargalos comerciais marítimos confere um tipo de poder que não depende de orçamento militar nem de arsenal nuclear. Basta ter posição geográfica e disposição para usá-lo
“Imperativo antissistêmico”: A pressão geopolítica criada por sanções, guerras e crises provocadas pelos EUA e pela Europa obrigam países a escolher entre a acomodação ou a contestação. Os chamados Estados Proativos, cujos principais representantes seriam a Rússia, a China e o Irã, enfrentam diretamente essa ordem geopolítica e buscam transformá‑la. AP Photo/Angelina Katsanis

A nova disputa de poder global: como países fora do eixo EUA‑União Europeia remodelam as relações internacionais

A pressão geopolítica criada por sanções, guerras e crises provocadas pelos EUA obrigam países a escolher entre acomodação ou contestação
Apoiadores houthi levantam cartazes do falecido líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, enquanto cantam slogans contra o Ocidente durante uma manifestação em Sanaa, no Iêmen. Escala de violência faz UE temer ações violentas de núcleos jihadistas no bloco, e já emitiu alerta de segurança. Foto AP/Osamah Abdulrahman

Conflito no Oriente Médio pode estimular novos radicalismos contra as instituições europeias

A escalada de tensões envolvendo o Irã pode reativar correntes ideológicas dentro do universo jihadista. Por isso, a Europol já emitiu um alerta para o aumento do risco de ameaças terroristas na UE
Donald Trump, durante reunião do Conselho da Paz: presença de ditadores e do presidente do Banco Mundial expõe os verdadeiros objetivos do conselho na Faixa de Gaza - e eles nada têm a ver com a segurança do povo Palestino. AP Photo/Mark Schiefelbein

Desmantelamento de organizações e criação do Conselho da Paz mostram desprezo de Trump pela ordem internacional liberal

Presença do presidente do Banco Mundial no Conselho da Paz e escancara a perniciosidade da relação dos EUA com a instituição
Um agente de segurança monta guarda durante uma manifestação em apoio à nomeação do aiatolá Mojtaba Khamenei como sucessor de seu falecido pai, o aiatolá Ali Khamenei, como líder supremo do Irã. Foto AP/Vahid Salemi

Entenda por que a guerra com o Irã não mudará o regime em Teerã

A história recente mostra que grupos armados não estatais frequentemente sobrevivem à queda de seus patrocinadores
Marinheiros iranianos feridos resgatados do navio de guerra IRIS Dena, do Irã, são escoltados até um hospital do Sri Lanka. EPA/Chamila Karunarathne

Os EUA afundaram um navio de guerra iraniano e não resgataram os sobreviventes. Isso é legal em uma guerra?

Regras de combate naval foram desenvolvidas ao longo dos séculos, à medida que os Estados buscavam regular a condução de conflitos no mar e, ao mesmo tempo, permitir que as marinhas operassem de forma eficaz
Polícia de fronteira do Paraná em seus novos uniformes: o que realmente ameaça o brasileiro médio não é uma incursão estrangeira. É o crime organizado que capturou a governança local em vastas extensões do país, diversificando-se do narcotráfico e do comércio de armas para a mineração ilegal, o roubo de combustíveis e os ecossistemas de lavagem de dinheiro. Foto: Polícia Militar do Estado do Paraná

Política Nacional de Defesa: Brasil atualizou sua doutrina de segurança, mas está resolvendo o problema errado

Brasília passou 2024 e 2025 renovando sua doutrina de segurança nacional. O resultado foi uma capa do século XXI para um livro do século XX — e um plano mal adaptado às ameaças que se aproximam do país
Covas abertas às pressas num cemitério em Teerã: quando os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra alvos iranianos foram seguidos por retaliações contra bases militares americanas e também contra áreas civis e infraestrutura sensível, o ciclo de pressão transformou-se em guerra aberta. Foto: Departamento Iraniano de Mídia Estrangeira, via AP

Guerra contra o Irã: entenda a mudança nas relações internacionais que escalou o conflito no Oriente Médio

Ao tornar exigências públicas e mobilizar forças militares, os EUA elevaram o custo político de recuar. Diante da ausência de concessões nos termos esperados, a lógica da credibilidade empurrou a crise para o uso efetivo da força
O petróleo não é uma mercadoria comum – ele molda a geopolítica do mundo. À medida que as tensões internacionais aumentam, dezenas de países estão acelerando planos para reduzir sua dependência do combustível fóssil e aumentar a segurança energética. Anton Petrus/Getty

Guerra e transição energética: ataques ao Irã mostram por que abandonar petróleo é mais importante que nunca

O petróleo não é uma mercadoria comum – ele molda a geopolítica do mundo. À medida que as tensões internacionais aumentam, dezenas de nações estão acelerando planos para reduzir sua dependência do combustível fóssil e aumentar a segurança energética
Iranianos residentes em Istambul, na Turquia, queimam cartaz com a imagem de Donald Trump, durante protesto na porta da Embaixada de Israel após o anúncio da morte do líder Ali Khamenei. AP Photo/Khalil Hamra

Ataque americano e israelense contra o Irã cometeu três grandes ilegalidades

Legítima defesa preventiva e retaliação à violência interna do regime estão entre as falácias usadas por Trump e Netanyahu para justificar a operação
O presidente Trump aparentemente discute ações relacionadas ao ataque dos EUA e de Israel ao Irã, em foto divulgada pela Casa Branca: falha da diplomacia tradicional na resolução de conflitos e na mediação de acordos coloca populações locais sob constante e violenta ameaça em nome do discurso da “segurança”. AP Photo/Daniel Torok

O mito da segurança: conflito envolvendo EUA, Israel e Irã evidencia fracasso da diplomacia tradicional

Como tem sido praxe em conflitos, guerras e invasões recentes, estados condenam certas ações políticas e militares, mas raramente tomam medidas práticas que garantam a proteção de seus cidadãos
Posse do novo presidente interino peruano, José María Balcázar, escolhido pelo Congresso, aos 83 anos de idade: ex‑juiz da Suprema Corte com um histórico de problemas éticos e de corrupção, Balcázar é o oitavo presidente do Peru em dez anos, e simboliza a atual fragilidade da democracia do país, que tem o Poder Executivo refém do poder excessivo do Congresso. AP Photo / Guadalupe Pardo

Troca de presidentes fragilizados no Peru: como isso afeta o Brasil e a América Latina?

A “peruanização” da crise de governabilidade deixa de ser um cenário hipotético e passa a ser um risco real para toda a América Latina
Donald Trump no lançamento da plataforma TrumpRx, no começo de fevereiro de 2026: presidente alega que EUA pagam até três vezes mais por medicamentos de marca do que países comparáveis da OCDE, mas essa distorção vem do fato de que o mercado farmacêutico norte-americano é descentralizado. AP Photo / Alex Brandon

Reduzir preços nos EUA, elevar na Europa: como funciona a nova estratégia de Trump para medicamentos

Lançamento da plataforma TrumpRx e acordos firmados com grandes farmacêuticas estão entre as táticas do governo para reduzir preços dos remédios no mercado interno
Em 2022, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky assinou formalmente o pedido de adesão do país à União Europeia apenas 36 horas após a invasão russa. No ano passado, a Ucrânia finalmente foi incluída pela primeira vez nos relatórios formais do Pacote de Alargamento da UE. Ainda assim, a adesão plena permanece incerta. Foto: Alimdok / Envato

Invasão da Rússia completa quatro anos e Ucrânia segue fora da União Europeia

O caminho da Ucrânia rumo à UE não será fácil; ao contrário, será politicamente sensível e juridicamente exigente, exigindo reformas profundas, estabilidade institucional e o fim de uma guerra que ainda redefine o destino do país e da própria Europa
Segundo a teoria gramsciana, a hegemonia de uma potência como os EUA não se sustenta apenas pela força, mas por uma combinação entre consenso e coerção. Seja no plano doméstico ou internacional, a hegemonia depende tanto da capacidade de imposição violenta de regras quanto da produção de aceitação social por meio de instituições, normas e valores compartilhados. Nesse contexto, a violência é um elemento fundamental. AP Photo/John Minchillo

Violência nos EUA de Trump: pacificação e militarismo em tempos de declínio

O segundo governo Trump insere-se em um momento de aprofundamento de crise hegemônica, onde o uso recorrente de dispositivos de coerção deve ser interpretado como reação defensiva diante de um processo de declínio
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, à esquerda, e o chanceler alemão Friedrich Merz se encontram em Munique, Alemanha, na sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, na Conferência de Segurança de Munique. AP Photo/Alex Brandon, Pool

Por que a Conferência de Segurança de Munique 2026 importa para a América Latina – e para o Brasil

Para a América Latina, a lição é dupla: fortalecer capacidades próprias de defesa e gestão de crises, sem cair em corridas armamentistas insustentáveis, e defender com consistência princípios de não intervenção, solução pacífica de controvérsias e respeito a direitos

Top contributors

More