Covas rasas abertas às pressas no cemitério Vila Formosa, em São Paulo: certamente a imagem mais marcante da massificação de mortes causadas pela Covid-19 no Brasil. Os números mais recentes da OMS mostram que a tragédia foi ainda maior.
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Eliara Santana, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas); Observatório das Eleições
Negacionismo e máquina de desinformação atuaram em diversos países durante a pandemia, e contribuiram para tornar o Brasil o país com o segundo maior número de mortes por Covid-19
Dados da Quaest e uma pesquisa qualitativa do INCT-ReDem indicam que o grupo que rejeita os dois principais polos políticos não é homogêneo — e essa divisão pode influenciar o rumo da disputa presidencial
Trump e Bolsonaro em encontro na Casa Branca, em 2019: a atual onda populista que se manifesta no mundo inteiro (a quarta da história contemporânea) é marcada por uma polarização política, social e afetiva que se alimenta mais do “gostar ou não gostar” do outro do que de divergências ideológicas concretas. E as ferramentas desse processo são a radicalização e o uso intensivo das redes sociais.
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Uso crescente das redes sociais na política e lógica do engajamento algorítmico levam a uma política cada vez mais personalizada, recheada de memes, ironias e insultos
Os ‘Nem, Nem’ são majoritariamente adultos jovens (quase 40% têm entre 16 e 34 anos), apenas 32% têm curso superior, a maioria é de homens (52%) e quase 50% desse grupo pensa que a situação econômica hoje está pior do que antes. Não são radicalizados, mas nem por isso são ingênuos. Um terço deles (33,6%) vê tanto bolsonaristas quanto lulistas como ameaças sérias ao Brasil.
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Pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) indicou que 25% dos eleitores brasileiros podem estar indiferentes às duas maiores lideranças políticas nacionais
Apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em vigília durante o julgamento que o condenou por tentativa de golpe de Estado: vestidosde verde-e-amarelo mas enrolados em bandeiras dos Estados Unidos, não se sabe ainda bem porquê… Estudo tomou o caso das eleições de 2022 nos EUA como base para uma investigação ampla, que mostra como a desinformação fragiliza a relação entre veículos de comunicação e suas audiências, e corrói a confiança no jornalismo.
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Campanhas de desinformação marcaram as eleições presidenciais de 2022, que depois de vencidas pela oposição foram alvo de uma tentativa de golpe, conforme sentenciou esta semana o próprio STF
Manifestantes em São Paulo vestidos como policiais escoltando o presidente dos EUA, Donald Trump, e o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, protestam contra o anúncio de Trump de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e contra o relatório dos EUA que citou a venda de produtos falsificados no Brasil.
Ettore Chiereguini @ 2025/ ASSOCIATED PRESS
A intervenção de Trump mostra que atores estrangeiros — inclusive chefes de Estado com ampla influência online — estão dispostos a enfraquecer instituições e influenciar a política no Brasil.
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, autor das denúncias apresentadas ao STF: julgamento do ex-presidente não representará só a possível punição dele e dos demais envolvidos, mas a definição de até onde vai a tolerância institucional a um movimento político que tentou a ruptura democrática.
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Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Além dos desafios jurídicos, o Brasil enfrenta o dilema social e político de lidar com um amplo espectro de apoiadores que tendem a manter seu apoio ao ex-presidente mesmo após a denúncia
Cientista política e pesquisadora de pós-doutorado no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Representação e Legitimidade Democrática (INCT ReDem), Universidade Federal do Paraná (UFPR)