Da Ciência depende nossa prosperidade, individual e coletiva. Então, a questão que paira na véspera das eleições é: quais candidatos são mais favoráveis à Ciência? Para a Câmara dos Deputados, o setor tem pela primeira vez na história quatro candidatos - dois deles ex-ministros. Uma bancada plural, formada por cientistas, seria algo inedito no Congressso Nacional.
Imagem: TRE-MT.jus
Artigo traz reflexões sobre a diferenças de importância que os governos executivos dão à Ciência e lembra que este ano, pela primeira vez, quatro cientistas importantes são candidatos à Câmara dos Deputados. Que tal escolher um?
Flávio Bolsonaro, que visita neste dia 26 de maio a Casa Branca, em Washington, na esperança de encontrar-se com Donald Trump, segue trabalhando intensamente para tentar minimizar os estragos da comprovação de seu envolvimento próximo com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro.
Foto: Gabriela Biló / Folhapress
Beto Vasques, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Percentualmente, parece haver mais eleitores defendendo sua permanência como candidato do que dispostos a votar nele em um eventual segundo turno contra Lula
Manifestantes contra a vacina confrontam vereadores na Câmara Municipal de Porto Alegre, durante votação do passaporte sanitário, em 2021: padrão de comportamento identificado pela pesquisa sugere que as pessoas não rejeitavam a vacina por avaliarem evidências científicas de forma independente, mas tomavam atitudes com base em intuição e lealdade política. E depois buscavam argumentos para justificá-las.
Foto: Elson Sempé Pedroso / CMPA
Eleitores que declararam só votar em Bolsonaro, rejeitando outros candidatos, mesmo os alinhados à direita, apresentaram uma taxa de vacinação de 65%. Entre aqueles dispostos a considerar outras opções dentro do campo conservador, a taxa de vacinação subia para 71%
Os governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás) e Ratinho Júnior (Paraná) disputam herança de votos do bolsonarismo para disputarem a presidência em 2026, mas a equação não é tão simples.
Imagens: Montagem sobre fotos Folhapress
Muitas vezes identificada como um bloco homogêneo, em razão do posicionamento ideológico, a base bolsonarista apresenta diferenças que podem tornar o trabalho dos candidatos do campo da direita mais difícil do que aparenta
Brasileiros apoiadores da extrema direita no Brasil seguram placas em inglês dando apoio às medidas de Trump que prejudicam o planeta inteiro, inclusive o Brasil, durante um ato de apoio ao ex-presidente do país e de protesto contra o STF, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, no último domingo.
AP Photo/Bruna Prado
Danilo Sorato, Universidade Federal Fluminense (UFF)
A nova estratégia da extrema-direita é usar países aliados no exterior para pressionar e desestabilizar o Brasil, inclusive alardeando que a Eleição de 2026 não será reconhecida pelos EUA
Na última Marcha para Jesus, em São Paulo, faixas que mesclam as bandeiras de Brasil e Israel com o Leão de Judá, símbolo do sionismo, eram numerosas na multidão presente ao evento evangélico.
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
Para muitos evangélicos, o Estado de Israel é mais do que uma nação: é o cenário do retorno messiânico. Mas essa defesa não se baseia em uma aproximação com o judaísmo como religião, e sim em uma leitura específica da Bíblia que instrumentaliza Israel como peça-chave de um futuro apocalíptico
Manifestante durante o evento bolsonarista na Avenida Paulista: sempre marcado por traços de masculinismo e misoginia, os eventos mais recentes da direita usam um imaginário de religião, sacrifício e feminismo, por conta das mulheres presas pelos atos de 8 de janeiro, tidas como “mártires”.
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Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) and Álex Kalil, Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)
Diante da inelegibilidade de Bolsonaro, da criminalização da [tentativa de golpe, da prisão de centenas de manifestantes e do afastamento dos militares, o campo bolsonarista precisou reorganizar sua gramática política
O ex-presidente Jair Bolsonaro passa por trás de grades ao desembarcar ontem no Aeroporto Internacional de Brasilia, onde acompanhou parte das deliberações do STF que o tornaram réu por tentativa de golpe de Estado. Expectativa é de que o processo se desenvolva ao longo dos próximos meses e, em razão das eleições de 2026, é possível que seja concluído ainda este ano.
AP Photo/Luis Nova
Pela primeira vez na história do Brasil, um ex-presidente e oficiais de alta patente se tornam réus por crimes ligados a um golpe de Estado
Fragmentação da extrema-direita, isolamento de Jair Bolsonaro e um certo respiro para governo reorganizar sua coordenação política estão entre as possíveis consequências da denúncia contra o ex-presidente.
AP Photo/Luis Nova
Beto Vasques, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Acusações formalizadas pela PGR tiveram grande repercussão nacional e internacional, e produzirão forte impacto na agenda política brasileira de 2025. Veja algumas hipóteses sobre o que pode acontecer
O Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, autor das denúncias apresentadas ao STF: julgamento do ex-presidente não representará só a possível punição dele e dos demais envolvidos, mas a definição de até onde vai a tolerância institucional a um movimento político que tentou a ruptura democrática.
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Isabela Kalil, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)
Além dos desafios jurídicos, o Brasil enfrenta o dilema social e político de lidar com um amplo espectro de apoiadores que tendem a manter seu apoio ao ex-presidente mesmo após a denúncia
O deputado Eduardo Bolsonaro defendendo a tese de que os golpistas de 8 de janeiro são presos políticos perseguidos, durante encontro de partidos conservadores em Buenos Aires, ano passado: com o pai inelegível, figuras como ele, a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro e o governador Tarcísio de Freitas projetam-se como concorrentes para a corrida presidencial de 2026.
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Guilherme Casarões, Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP)
Denúncia da PGR pode ser usada para reforçar narrativa de que Bolsonaro é perseguido político, e tem o potencial de inflamar os apoiadores do ex-presidente, com possíveis desdobramentos eleitorais.
No campo político, a renovação da onda conservadora provocada pela vitória de Trump deixou bolsonaristas em êxtase. Mas as decisões fiscais e monetárias que a nova administração republicana deverá tomar podem provocar impactos custosos à economia brasileira.
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Guilherme Casarões, Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EAESP)
Políticas protecionistas podem prejudicar as exportações de produtos industriais brasileiros, e aliança entre EUA e Argentina prejudicará os esforços do Brasil de integração da América do Sul
Tropa de choque sobe a rampa do Palácio do Planalto, depois que a depredação da sede do governo já estava consumada: quando a Praça dos Três Poderes se transformou numa praça de guerra, a nova extrema direita brasileira mostrou de vez a sua cara.
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Diretor de Relações Institucionais do Instituto Democracia em Xeque e Professor de Comunicação Política, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP)