Pesquisadores do Laboratório de Imunologia e Toxinologia da Unesp encontraram em Roraima duas novas espécies de escorpiões até então desconhecidas pela Ciência e as batizaram com os nomes de Cayooca puchus e Brotheas cernii.
Imagem: arquivo pessoal
Manuela B. Pucca, Universidade Estadual Paulista (Unesp) and Felipe Costa, Universidade Estadual Paulista (Unesp)
Os animais foram localizados na base de uma elevação rochosa isolada na Cachoeira do Evandro, no município de em Mucajaí, em Roraima
Será que votamos apenas por convicção? Um estudo internacional investigou a relação entre ser canhoto e ter uma orientação política de esquerda, mas resultados indicam ser mais uma questão de identidade do que de biologia.
Thibaud Moritz/AFP
Pesquisa realizada em 18 países ocidentais, observou que os canhotos se posicionam mais à esquerda no espectro político, mas resultado parece estar mais relacionado à identidade do que à biologia
Em “2001: Uma Odisseia no Espaço”, os astronautas discutem desligar a IA que controla a nave: testes mostram que uma tarefa inacabada pode ser suficiente para gerar resistência ao desligamento em uma IA, mas comportamento não deve ser interpretado como autopreservação.
Metro-Goldwyn-Mayer/Getty Images
Em testes, alguns sistemas de IA resistiram ao desligamento, mas o instinto de permanecer “vivos” não é a razão pela qual eles se comportaram dessa maneira
O constante vaivém das embarcações de grande porte e o ruído subaquático dos motores forçam baleias, golfinhos e cardumes inteiros de peixes a alterar as suas rotas naturais de navegação. Apesar do cenário alarmante, o conflito pode ser gerido. A literatura científica é unânime: desviar sutilmente rotas comerciais e reduzir a velocidade das embarcações em habitats críticos são as formas mais eficientes de prevenir atropelamentos letais.
Foto: Leonardo Merçon/Projeto Amigos da Jubarte
Quando os cetáceos e os cardumes abandonam certas áreas devido ao estresse acústico e ao risco de colisão, toda a dinâmica se altera, afetando diretamente as áreas da pesca artesanal brasileira
Novo estudo aponta que desenvolvimento de sistemas digestivos mais complexos teve um papel ecológico importante na chamada explosão cambriana, em que a maioria dos principais grupos animais hoje existente surgiu, há cerca de 540 milhões de anos.
Kimmig & Bicknell / Trends in Ecology & Evolution
Será que a evolução dos excrementos é a razão da nossa existência?
Nossos narizes realizam funções que vão muito além de simplesmente nos permitir respirar e cheirar: separação funcional entre nariz e laringe criou um sistema ideal para modular sons complexos e contrastantes, entre os quais vogais claramente diferenciadas.
Umesh Jayasekara/Shutterstock
Nosso nariz não tem esse formato por mero capricho e permite que nossa voz seja mais clara e mais grave do que a de qualquer outro primata
Ratos, camundongos e outros roedores são frequentemente considerados pragas: descoberta de que animais eram portadores da Peste Negra que se espalhou pela Europa no século XIV deu origem a uma das primeiras profissões relacionadas ao controle de pragas: o caçador de ratos.
Prot Tachapanit/iStock via Getty Images Plus
Chamar um animal de “praga” pode, às vezes, causar mais danos às pessoas do que o próprio animal
Pesquisas mostram que tumores degradam ATP liberado por células danificadas e criam um ambiente favorável para se proliferar. Bloquear esse processo reduziu a adesão e migração em células de câncer de fígado, indicando um possível novo alvo terapêutico.
Foto: Envato
Jose Roberto Meyer Fernandes, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB)
Pesquisas mostram que tumores degradam o ATP liberado por células danificadas e criam um ambiente favorável para se proliferar. Bloquear esse processo reduziu a adesão e migração em células de câncer de fígado, indicando um possível novo alvo terapêutico
O desenvolvimento das mãos foi moldado pela evolução, pela biologia e pelo ambiente, com o comprimento e formato de cada dedo ajudando cada um deles a melhor realizar tarefas diferentes ou atuarem em conjunto.
Cunaplus_M.Faba/iStock via Getty Images Plus
O comprimento dos seus dedos é apenas uma das muitas características que permitem que suas mãos segurem, pressionem, puxem e interajam de outras formas com o mundo
Os espinhos dos cactos cholla saltadores são um excelente exemplo de como a evolução cria ferramentas especializadas de perfuração: pedaços dos cactos devem ficar presos na pele dos animais para que a planta se espalhe no ambiente via clonagem.
Tony Cyphert/Flickr
Espinhos dos cactos, ferrões de vespas, órgãos genitais de caracóis e dentes de tubarões têm muito mais em comum do que parece à primeira vista
O polvo gigante (Enteroctopus dofleini) vive nas águas do Pacífico: inteligentes e muito diferentes dos humanos, estudar os polvos poderia servir como um ensaio do que significaria nos depararmos com uma mente de outro mundo.
Victor1153/Shutterstock
Os polvos são muito diferentes de nós: seu sistema nervoso é descentralizado e eles enxergam em preto e branco com os olhos, mas em cores com a pele, o que faz com que até pareçam extraterrestres
Peixes, focas e baleias vivem na água, mas suas coberturas corporais não são variações de um mesmo projeto, pois a evolução não tem projeto e simplesmente trabalha com o que já existe.
liudmila_selyaninova / shutterstock
Um golfinho, um salmão e uma foca: o que fez com que uns tivessem pelos, outros escamas e outros nada? A resposta é que seus caminhos evolutivos foram completamente diferentes.
O tubarão-martelo é uma das espécies marinhas mais ancestrais do planeta, e é muito comum no litoral brasileiro: cientistas do projeto EcoShark da UFRJ, que monitoram a saúde de tubarões na costa fluminense desde 2018, identificaram sertralina — o ingrediente ativo do Zoloft e de dezenas de outros antidepressivos — no tecido cerebral destes animais.
Martin Prochazkacz / Shutterstock
Cientistas identificaram sertralina — o ingrediente ativo do Zoloft e de dezenas de outros antidepressivos — no tecido cerebral de tubarões-martelo capturados na costa fluminense
Nativo da Europa, Ásia e África, o javali tornou-se um problema no Brasil, associado à destruição de lavouras, predação de animais nativos e de criações, impedimento da regeneração da vegetação e transmissão de doenças.
Stevan Mondoloni
Javali, leucena e braquiárias mostram como invasões biológicas podem afetar florestas, rios, produção agrícola, restauração ecológica e políticas de conservação na Amazônia Legal
No contexto da busca por vida fora da Terra, a pergunta “o que é vida?” deixa de ser apenas um problema filosófico e passa também a ter importância para a própria investigação científica: é necessário estabelecer critérios que permitam distinguir um ser vivo de algo não vivo.
Foto: Alan Fitzsimmons / ESO’s La Silla Observatory
A definição de vida é fundamental para o estabelecimento da própria metodologia de pesquisa quando se investiga a origem da vida, ou se há vida fora da Terra
A esponja de águas profundas Calyx: simbiose com micróbios é uma parte importante do modo de vida das esponjas marinhas, mas novo estudo mostra que elas e seus parceiros microbianos também usam uma segunda estratégia surpreendente para sobreviver no escuro do fundo do mar.
PROBIO-DEEP/Fugro
Além do oceano banhado pelo Sol estende-se um vasto abismo onde os organismos precisam reciclar cada resíduo disponível
Cientistas brasileiros decifram o paradoxo da proteína p53, que é essencial para prevenir o câncer, mas tem uma fragilidade essencial em seus genes.
Imagem: reprodução de microscópio eletrônico / Wikipedia
Guilherme C. de Andrade, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB); Guilherme A. P. de Oliveira, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB), and Jerson Lima Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB)
Cientistas brasileiros decifram o paradoxo da proteína p53, que é essencial para prevenir o câncer, mas tem uma fragilidade essencial em seus genes
Embora sejam conhecidos principalmente pelos flashes noturnos, os vagalumes representam um grupo muito mais diverso do que se pode imaginar. Eles pertencem majoritariamente à família Lampyridae, um grupo de besouros famoso pela capacidade de produzir luz, um processo químico chamado de bioluminescência.
Foto: Envato / Pazham
Estudos recentes mostram que diversas espécies vêm sofrendo declínios populacionais. Aos poucos, aquilo que fazia parte da paisagem noturna parece migrar para as lembranças
A primeira etapa da pesquisa de Miescher consistiu na tarefa de raspar pus de curativos cirúrgicos descartados, obtidos em hospitais. O pus constituía uma fonte rica em glóbulos brancos, adequada para analisar de quais moléculas são compostas as células humanas. Miescher descobriu uma nova substância celular com propriedades diferentes das proteínas, rica no elemento fósforo. Ao observar que ela se encontrava quase exclusivamente no núcleo de cada célula, ele a chamou de “nucleína” – um termo que foi amplamente preservado em seu nome moderno de ácido desoxirribonucleico, ou DNA.
Wellcome Collection via Wikimedia
Ao trabalhar com pus humano em um castelo medieval, Miescher descobriu uma substância que acabaria por revelar a compreensão de como a vida funciona.
A universalidade histórica do suicídio sugere que os circuitos neurais que o permitem podem não ser apenas alterações patológicas da neuroquímica cerebral. Eles podem também corresponder a um comportamento evolutivo preservado na espécie e posteriormente deturpado pelos estressores modernos, mesmo contrariando os princípios da evolução.
Para a biologia evolutiva, o suicídio traz um paradoxo intrigante: se a seleção natural favorece a sobrevivência e a reprodução, conforme a teoria de Darwin (1859), por que o cérebro humano manteve mecanismos capazes de permitir que o indivíduo se autodestrua?
Senior Researcher at Swiss Federal Institute for Forest, Snow and Landscape Research and Adjunct Associate Professor of Ecology and Evolution, Stony Brook University (The State University of New York)
Professor titular de Microbiologia e coordenador do Laboratório de Virologia e Diagnóstico Molecular do Instituto de Biotecnologia (IBTEC), Universidade Estadual Paulista (Unesp)