Articles on Oceanos

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Esqueleto de um golfinho exposto no Museu Oceanográ de Arraial do Cabo: à medida em que o Brasil se prepara para sediar a Conferência Global da Década do Oceano, em 2027, pesquisa mostra que é preciso ampliar o diálogo entre a Ciência do Mar e as comunidades costeiras. Foto: Wikimedia

Década do Oceano chega à metade com o desafio: aproximar ciência e sociedade

À medida que o Brasil se prepara para sediar a Conferência Global da Década do Oceano, em 2027, pesquisa em Arraial do Cabo mostra que é preciso ampliar o diálogo entre a Ciência do Mar e as comunidades costeiras
Estudos recentes identificaram em golfinhos lesões cerebrais em golfinhos similares às causadas pela doença de Alzheimer em humanos. Shutterstock

Golfinhos também podem ter Alzheimer?

Lesões semelhantes às do Alzheimer foram encontradas em golfinhos e outros cetáceos. Comparar seus cérebros com os de humanos abre novos caminhos na neurociência e conecta a saúde do oceano com a nossa.
Petroleiros cruzam o Estreito de Ormuz: Acordo assinado entre EUA e Irã vale por 60 dias, deixa em aberto os pontos mais difíceis das negociações e estende o cessar-fogo ao Líbano sem que Israel tenha assumido compromisso de cessar suas hostilidades. Ou seja, trata-se de um documento ainda frágil, que pode ruir antes de o primeiro navio pagar a primeira taxa. Foto aérea de Boukhatala Chamseddine / Shutterstock

O Estreito de Ormuz reabriu. Agora a disputa é sobre quem cobra pedágio no mar

Guerra entre Estados Unidos e Irã está suspensa por um acordo que libera a passagem por 60 dias. Depois disso, Teerã quer administrar, e cobrar, pelo corredor onde transita um quinto do petróleo do mundo
O Oceano Atlântico oferece poucos sinais visíveis do que se move sob suas ondas, como a circulação responsável por levar o calor dos trópicos para regiões mais frias do Hemisfério Norte. Arno Ryser / unsplash

Enfraquecimento de corrente no Atlântico, uma das maiores ameaças climáticas do mundo, tem um problema de imagem

A Circulação de Revolvimento Meridional do Atlântico (AMOC) pode estar diminuindo sua velocidade, mas mudanças nas profundezas do oceano não geram imagens fáceis de transmitir ao público
O Atol de Rose é uma grande área protegida na Samoa Americana: sem regras, regulamentações e fiscalização consistentes, juntamente com financiamento e colaboração significativa com governos locais, indústrias e comunidades, muitas áreas correm o risco de se tornarem “parques no papel”. Wendy Cover/NOAA

O mundo acertou proteger 30% dos oceanos até 2030, mas a proteção marinha não pode ser avaliada apenas com base na área

Até agora, cerca de 10% dos oceanos contam com proteção formal, à medida que os países trabalham para atingir a meta 30x30, mas muitas áreas ainda estão protegidas apenas no papel
O tubarão-martelo é uma das espécies marinhas mais ancestrais do planeta, e é muito comum no litoral brasileiro: cientistas do projeto EcoShark da UFRJ, que monitoram a saúde de tubarões na costa fluminense desde 2018, identificaram sertralina — o ingrediente ativo do Zoloft e de dezenas de outros antidepressivos — no tecido cerebral destes animais. Martin Prochazkacz / Shutterstock

Biólogos encontram antidepressivo no cérebro de tubarões do litoral do Rio de Janeiro

Cientistas identificaram sertralina — o ingrediente ativo do Zoloft e de dezenas de outros antidepressivos — no tecido cerebral de tubarões-martelo capturados na costa fluminense
O Brasil está em processo de requerer a extensão de sua Zona Econômica Exclusiva, a Amazônia Azul, de 3,6 milhões para 5,7 milhões de km². Sendo que 80% dessa área possui profundidades superiores a 200 metros. Para isso, é necessário conhecer o que há no fundo, e entender melhor seu potencial de exploração econômica e científica. Imagem: Data is Beautiful Visual Map

Mapear o fundo dos oceanos é uma questão de soberania, especialmente para o Brasil

Nos últimos quinze anos, pesquisadores brasileiros acumularam descobertas relevantes sobre o fundo do Oceano Atlântico e da chamada Amazônia Azul. Mas ainda faltam investimento e embarcações com tecnologia de ponta para aprofundar o trabalho
A esponja de águas profundas Calyx: simbiose com micróbios é uma parte importante do modo de vida das esponjas marinhas, mas novo estudo mostra que elas e seus parceiros microbianos também usam uma segunda estratégia surpreendente para sobreviver no escuro do fundo do mar. PROBIO-DEEP/Fugro

Esponjas de águas profundas sobrevivem na escuridão total de maneiras surpreendentes

Além do oceano banhado pelo Sol estende-se um vasto abismo onde os organismos precisam reciclar cada resíduo disponível
O navio holandês MV Hondius, que registrou surto de hantavírus na primeira semana de maio de 2026, com pelo menos três mortes: caso reascende discussões sobre os riscos do confinamento de milhares de pessoas em alto-mar. Imagem: Divulgação / Oceanwide Expeditions

Hantavírus, COVID, norovírus… Por que os navios de cruzeiro são tão suscetíveis a surtos de doenças?

À luz do surto que atingiu o navio holandês MV Hondius, um epidemiologista explica por que os germes se espalham tão facilmente em navios de cruzeiro e como se manter seguro nas férias
Sistema melhora a identificação de algas calcárias como esta da foto, uma rodofícea do gênero Lithothamnion, para tornar o monitoramento ambiental mais eficiente. Imagem: Wikimedia

Modelo brasileiro utiliza Inteligência Artificial para proteger ecossistemas no fundo do mar

Modelo desenvolvido no Brasil melhora a identificação de algas calcárias para tornar o monitoramento ambiental mais eficiente
A tripulação do submarino nuclear Bryansk, da Marinha russa, realizando exercícios no Atlântico Norte: frota passou mais de um mês mapeando cabos e dutos submersos que transmitem dados digitais entre diversos países do Ocidente. Foto: Serviço de Imprensa do Ministério da Defesa da Rússia

Guerra mais fria e mais funda: submarinos russos mapeiam os cabos que conectam o mundo e preocupam Otan

É pelos cabos submarinos de fibra ótica que transitam 95% do tráfego intercontinental de dados, e garantir sua segurança é uma tarefa difícil
Sentinelas ecológicas: as águas dos recifes costeiros do Espírito Santo abrigam a maior diversidade de macroalgas do Atlântico Sul ocidental. Elas são excelentes bioindicadores de excesso de matéria orgânica (eutrofização) e contaminação por poluentes, e ajudam nos estudos sobre os impactos ambientais provocados pelo rompimento da Barragem do Fundão,cujos rejeitos desaguaram ali. Foto Rede Abrolhos/UFRJ

Por que controvérsias sobre responsabilidades e impactos ambientais na zona costeira se arrastam por décadas

Dez anos depois do rompimento da Barragem do Fundão, no Rio Doce, e da contaminação das águas do litoral do Espírito Santo, uma pergunta continua: como demonstrar o tamanho de um impacto quando faltam dados sobre como aquele ecossistema funcionava antes do desastre?
O poetroleiro russo Arctic Metagaz, sendo rebocado por uma embarcação líbia até as proximidades das águas territorias de Malta, onde agora se encontra novamente à deriva: segundo o WWF, o risco de vazamento de sua carga de petróleo e gás natural em pleno Mediterrâneo é “extremamente elevado e potencialmente irreversível”. Foto: Marinha da Líbia

Um navio sem dono no mar de ninguém: o Arctic Metagaz e o custo ambiental de uma governança que não existe

Um petroleiro russo à deriva no Mediterrâneo expõe como a fluidez do oceano derrota a rigidez das fronteiras — e quem paga a conta é o ecossistema
A famosa Geleira de Rhone, na Suíça, coberta com panos numa tentativa desesperada de retardar o seu derretimento, no verão de 2025: o degelo recorde não é apenas um dado científico, é um sinal de uma nova fase do sistema climático, que exige adaptação, planejamento e compreensão. AP Photo/Matthias Schrader

O degelo recorde revela um planeta em transformação, e o Brasil já está vivendo esse futuro

O sistema climático está sob estresse: todas as regiões glaciais do planeta registraram perda de massa em 2024, pelo terceiro ano consecutivo. E os efeitos disso vão muito além das regiões polares
No mar, ainda faltam dados que estimem os custos com a problemática da bioinvasão no Brasil, mas é possível ter uma ideia a partir dos custos de uma única ação para remoção de uma espécie de coral invasor bem conhecida, o Coral-sol (foto). A ação por um dia custa cerca de R$ 4 mil reais. Imagem: Keidy Beranger/Flickr

Espécies exóticas em águas brasileiras: entenda por que a bioinvasão marinha é um problema para o nosso litoral

Atualmente, o litoral brasileiro registra 175 espécies exóticas, que chegam ao país em diferentes embarcações ou estruturas que se movimentem e possam servir como meio de transporte.
Centenas de barbatanas de tubarão secam ao sol num entreposto pesqueiro em Hong Kong: vendidas a preço de ouro em restaurantes, as sopas de barbatana de tubarão são sinal de status. Depois de obtê-las, os barcos pesqueiros descartam no mar os animais mutilados, e impossibilitados de nadar. Apesar de já haver rigorosa proibição dessa prática em vários países, ela continua ativa em todo o Sudeste Asiático. AP Photo / Kin Cheung, arquivo

Sobreviventes de 400 milhões de anos de mudanças globais, os tubarões talvez não sobrevivam a nós

Especialistas estimam que cerca de 100 milhões de tubarões são abatidos na pesca a cada ano – um massacre ao qual eles simplesmente não conseguem resistir
Barcos de pesca partem de Zhoushan, China: navios permanecem no mar por meses, muitas vezes em águas longe do litoral de seus países, em práticas de sobrepesca que degradam ecossistemas marinhos e afetam a subsistência de populações costeiras. Zou Xunyong/VCG via Getty Images

Luta global pelos recursos finitos dos oceanos pede uma diplomacia criativa

A expansão do transporte marítimo no Ártico, a corrida pela mineração do fundo do mar e a pesca excessiva são fatores de pressão nas relações internacionais.
Depósito de plástico no Quênia: Com a demanda triplicada nos últimos 30 anos, alavancada pelo lobby da indústria fóssil, o plástico contamina principalmente países com regulações e/ou capacidades institucionais mais fracas. AP Photo/Ben Curtis

Controle nos portos pode ser começo de solução para reduzir excesso de poluição plástica no Sul Global

Estudo brasileiro começou a destacar o papel dos grandes portos marítimos no rastreamento e controle do excesso de plástico que se espalha pelo mundo, apoiado pelo lobby do petróleo
A Grande Barreira de Corais da Austrália. Foto: Great Barrier Reef Marine Park Authority

Podcast ‘Vozes do Sul’, episódio 2: No branqueamento de corais e na exploração da Foz do Amazonas, os maiores desafios dos oceanos do Brasil e da Austrália

Neste episódio, nossa equipe conversa com especialistas sobre o branqueamento da Grande Barreira de Corais australiana e o risco de a exploração de petróleo na Costa Equatorial brasileira afetar manguezais e corais da foz do Rio Amazonas
No Canal do Panamá, os Portos de Balboa (foto), do lado do Pacífico, e Cristóbal, do lado do do Golfo do México, movimentam cerca de 6% do comércio marítimo global. A presença chinesa nesses locais, administrados pela Hutchison Ports de Hong Kong, gera inquietação em Washington, que percebe esses contratos de longa duração como uma potencial influência econômica e estratégica externa. Em discurso público, Trump chegou a mencionar a necessidade de “recuperar” o controle do canal, o que evidencia o uso da retórica histórica para legitimar projeções de poder. AP Photo/Noah Berger

Tabuleiro molhado: a “Doutrina Donroe” e o mar que os EUA não deixam de vigiar

O Canal do Panamá, os portos do Caribe e rotas próximas ao Atlântico Norte e Sul não são apenas pontos de trânsito de mercadorias: são nós críticos que conectam flutuações econômicas globais à presença militar

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