Ausência de uma memória raramente é evidência de um sistema lotado, e é mais frequentemente traço de um momento que nunca foi totalmente armazenado, ou que simplesmente nunca foi evocado.
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Seu cérebro não fica sem espaço – ele fica sem atenção. A ciência por trás do motivo pelo qual duas pessoas podem viver o mesmo momento e se lembrar dele de maneiras muito diferentes
Mais do que um erro pontual, o viés de confirmação se manifesta como uma espécie de defeito de fábrica: não é um problema de inteligência, mas um erro profundamente humano.
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O viés de confirmação é uma tendência sistemática da cognição humana que nos leva a raciocinar de forma menos eficaz, e o primeiro passo para evitá-lo é aprender a reconhecê-lo.
Estudos de neurociência, psicologia social e comunicação comprovam que o uso do nome próprio faz com que nosso cérebro reaja de forma única, com efeitos que podem transformar radicalmente a interação interpessoal.
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Ouvir alguém pronunciar o nosso próprio nome desencadeia reações neurológicas e psicológicas comprovadas pela Ciência
Busca não é só um exercício de observação, mas também de previsão: cérebro tenta adivinhar constantemente onde algo provavelmente está e direciona a atenção de acordo com isso.
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Seu cérebro não está apenas olhando – ele está prevendo. É por isso que você pode ficar olhando fixamente para um objeto e, mesmo assim, não vê-lo
A memória não se resume apenas à inteligência, mas também à estratégia, e pequenas mudanças na maneira como você estuda ou trabalha podem fazer uma diferença real na qualidade e duração da retenção de informações cruciais.
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Desde colocar o celular de lado até aprender a organizar melhor as informações, um pesquisador em neurociência explica como melhorar a sua memória
Embora o sono do idoso saudável seja mais frágil e mudanças consideradas parte natural do envelhecimento fisiológico do cérebro, certas alterações e dificuldades podem ser sinais de problemas e apontar maior risco no desenvolvimento de demência.
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Embora o sono noturno piore com a idade, certas alterações ou uma maior dependência de medicamentos hipnóticos podem indicar um envelhecimento cerebral não saudável
Situação piora em ambientes barulhentos, onde esforço para entender falas ocupa capacidade cognitiva normalmente usada para sustentar poderes de previsão que funcionam como compensação à perda auditiva, o que pode levar a isolamento social e afetar saúde mental, física e cognitiva .
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Costumamos pensar que a conversação é algo fácil, mas na verdade é uma dança bem sincronizada entre ouvir e falar
Casos como da “visão cega”, provocada por danos no cérebro, e da “cegueira por desatenção” servem de argumento de uma candidata a teoria da consciência conhecida como “teoria do espaço de trabalho neuronal global”.
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A informação que os seus olhos captam é apenas parte da história, e fenômeno está na base de uma das hipóteses para uma “teoria da consciência”
Ver duas pessoas bocejando ao mesmo tempo aumenta a probabilidade de você ser contagiado pelos bocejos delas (e ler a palavra “bocejo” também causa contágio). Então, você pode contar quantas vezes bocejou enquanto lia este texto… Quantas serão?
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A capacidade contagiosa do bocejo é quase universal entre os seres humanos, e sua existência parece responder a sinais ancestrais desenvolvidos para aumentar a sobrevivência dos grupos.
Esquecer por que você entrou em uma sala não é sinal de declínio cognitivo, é o seu cérebro fazendo exatamente o que evoluiu para fazer
Hoje, a neurociência está começando a mapear como as moléculas aromáticas presentes nos óleos essenciais podem interagir com o sistema nervoso e influenciar estados emocionais e fisiológicos.
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Fernando Gomes, Universidade de São Paulo (USP) and Daiana Petry, Universidade do Sul de Santa Catarina (UniSul)
O sistema olfativo humano é altamente sofisticado e profundamente integrado às redes cerebrais de emoção, memória, tomada de decisão e regulação fisiológica
Saiba por que em ambientes altamente formais, como igrejas, tribunais, funerais, o riso pode se tornar incontrolável quanto mais você tenta reprimi-lo, e quase impossível de conter quando outras pessoas percebem e se juntam.
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Reprimir o riso em ambientes solenes pode sair pela culatra. Veja o que a ciência do cérebro diz sobre por que as “risadas na igreja” parecem incontroláveis
Nos últimos anos, termo se popularizou em áreas como marketing, gestão empresarial ou coaching, mas nem tudo que reluz é “neuro” e prefixo só deve ser usado quando há relação direta comprovada com o sistema nervoso.
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Nem tudo que reluz é “neuro”: prefixo só deve ser empregado para aquilo que tem uma relação comprovada com o sistema nervoso
Nas últimas décadas, estudos vêm mostrando que processos inflamatórios, hormonais e metabólicos interferem diretamente no funcionamento do cérebro e no risco de transtornos do humor.
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Laís Murta, Instituto de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (IPq/FMUSP) and Eliane Contreras, Faculdade VP
Entre 20% e 30% das pessoas com depressão apresentam um perfil específico, marcado por inflamação de baixo grau, o que ajuda a explicar por que parte dos pacientes não responde bem aos antidepressivos tradicionais
Uma das perguntas mais intrigantes e que envolve a comunidade científica atual: será que algumas das moléculas mais antigas da cultura humana, como os psicodélicos, podem interferir nos mecanismos biológicos que regulam o envelhecimento?
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Stevens Rehen, Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR)
Psicodélicos não são apenas moduladores da consciência, mas agentes biológicos ativos com impactos significativos no metabolismo celular.
Muitas dessas vias de sinalização são as mesmas envolvidas com o envelhecimento
Em atividades como correr ao ar livre, os fractais visuais das árvores, a irregularidade do terreno e os sons da mata ativam redes de atenção involuntária, permitindo o descanso do córtex pré-frontal e favorecendo a neuroplasticidade, num fenômeno que pode ser descrito como “simbiose neural”.
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Trabalhos bem consolidados mostram que os neurônios gerados no hipocampo durante a idade adulta são necessários para a expressão normal dos hormônios relacionados ao estresse.
Pensamento claro, foco, criatividade e bom senso são desenvolvidos por meio de desafios, quando o cérebro é solicitado a ir além da rotina, em vez de funcionar no piloto automático.
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Desafiar o cérebro, expondo-o a novas situações, tarefas e aprender novas habilidades pode melhorar sua eficiência, como os exercícios fortalecem os músculos, mas o descanso também é fundamental
Área da saúde é uma das que o desenvolvimento da capacidade dos robôs de sentir o toque como os humanos pode fazer uma grande diferença, tanto no treinamento de profissionais quanto provendo cuidados a pacientes e idosos.
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Para aprender da mesma forma que os humanos, os robôs precisam de corpos que também sintam como os humanos.
Os seres humanos têm uma relação ambivalente com os guaxinins, que parecem selvagens demais para serem domesticados, adoráveis demais para serem tratados apenas como pragas e onipresentes demais para serem considerados animais exóticos.
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O talento dos guaxinins para escapar dos laboratórios frustrou pesquisadores, mas suas habilidades para resolver problemas tornam seus cérebros uma área fascinante de pesquisa.
O mito dos 25 anos ocupou um papel cultural poderoso, especialmente entre as gerações mais jovens, mas novos estudos mostram que o cérebro continua passando por alterações que avançam até o início dos 30 anos
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A alegação de que o cérebro, e particularmente o lobo frontal, termina seu desenvolvimento aos 25 anos é muito menos sólida do que as redes sociais querem fazer crer.