Capacidade do cérebro de manter a atenção e compreensão em uma conversa em meio a uma festa barulhenta tem intrigado os cientistas especializados em audição desde a década de 1950.
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Entender como o cérebro é tão bom em se concentrar em uma única conversa em meio a uma festa barulhenta tem mantido os neurocientistas especializados em audição ocupados desde a década de 1950
A dimetiltriptamina (ou DMT) é um psicodélico de ação rápida, conhecido por produzir alterações profundas da percepção, é o principal componente psicodélico da ayahuasca, cuja história antecede em muitos séculos a investigação científica moderna e é utilizada por diferentes povos originários da Amazônia em contextos cerimoniais, espirituais e terapêuticos.
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Stevens Rehen, Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR); Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) and José Alexandre Salerno, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO)
Séries de estudos têm evidenciado que a dimetiltriptamina, ou DMT, deixa as células cerebrais mais dispostas a se multiplicar sem alterar o rumo de sua maturação, o que pode derrubar a crença de que o cérebro adulto não se regenera
Conceito de “reserva tecnológica” está alinhado com o de reserva cognitiva, segundo o qual certas experiências ajudam o cérebro a resistir melhor ao envelhecimento e aos danos a ele associados.
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Assim como ocorre com atividades como a leitura ou o aprendizado de idiomas, o uso da tecnologia poderia favorecer um desempenho cognitivo melhor do que o esperado para a idade ou o estado de saúde
Com tecnologias cada vez mais complexas, a neurociência computacional busca restaurar movimentos, detectar sintomas de doenças mentais ou degenerativas e entender como pensamos.
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Com a neurociência computacional, surgem tecnologias capazes de prever crises epilépticas e restaurar movimentos em pessoas paralisadas.
Ausência de uma memória raramente é evidência de um sistema lotado, e é mais frequentemente traço de um momento que nunca foi totalmente armazenado, ou que simplesmente nunca foi evocado.
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Seu cérebro não fica sem espaço – ele fica sem atenção. A ciência por trás do motivo pelo qual duas pessoas podem viver o mesmo momento e se lembrar dele de maneiras muito diferentes
Esquecer por que você entrou em uma sala não é sinal de declínio cognitivo, é o seu cérebro fazendo exatamente o que evoluiu para fazer
Hoje, a neurociência está começando a mapear como as moléculas aromáticas presentes nos óleos essenciais podem interagir com o sistema nervoso e influenciar estados emocionais e fisiológicos.
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Fernando Gomes, Universidade de São Paulo (USP) and Daiana Petry, Universidade do Sul de Santa Catarina (UniSul)
O sistema olfativo humano é altamente sofisticado e profundamente integrado às redes cerebrais de emoção, memória, tomada de decisão e regulação fisiológica
Em atividades como correr ao ar livre, os fractais visuais das árvores, a irregularidade do terreno e os sons da mata ativam redes de atenção involuntária, permitindo o descanso do córtex pré-frontal e favorecendo a neuroplasticidade, num fenômeno que pode ser descrito como “simbiose neural”.
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Trabalhos bem consolidados mostram que os neurônios gerados no hipocampo durante a idade adulta são necessários para a expressão normal dos hormônios relacionados ao estresse.
Pensamento claro, foco, criatividade e bom senso são desenvolvidos por meio de desafios, quando o cérebro é solicitado a ir além da rotina, em vez de funcionar no piloto automático.
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Desafiar o cérebro, expondo-o a novas situações, tarefas e aprender novas habilidades pode melhorar sua eficiência, como os exercícios fortalecem os músculos, mas o descanso também é fundamental
Os seres humanos têm uma relação ambivalente com os guaxinins, que parecem selvagens demais para serem domesticados, adoráveis demais para serem tratados apenas como pragas e onipresentes demais para serem considerados animais exóticos.
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O talento dos guaxinins para escapar dos laboratórios frustrou pesquisadores, mas suas habilidades para resolver problemas tornam seus cérebros uma área fascinante de pesquisa.
O mito dos 25 anos ocupou um papel cultural poderoso, especialmente entre as gerações mais jovens, mas novos estudos mostram que o cérebro continua passando por alterações que avançam até o início dos 30 anos
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A alegação de que o cérebro, e particularmente o lobo frontal, termina seu desenvolvimento aos 25 anos é muito menos sólida do que as redes sociais querem fazer crer.
O amor começa no cérebro. Estudos com neuroimagem mostram que o amor romântico ativa intensamente o sistema de recompensa, em especial a via mesolímbica dopaminérgica, associada à motivação, energia e busca. A fase inicial, do flerte ao encantamento, é uma tormenta organizada de estímulos cerebrais.
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Pesquisas em neuroimagem funcional indicam que o amor romântico reduz a atividade do córtex pré-frontal dorsolateral, área associada ao julgamento crítico e ao controle cognitivo. Por isso, na paixão, tendemos a perceber mais os aspectos positivos do parceiro
Células de glioblastoma onde observamos a presença da proteína prion marcada em vermelho, e de um de seus parceiros em verde. O núcleo das células é corado em azul. Apesar de estar vinculada à formação de diversas doenças neurológicas agressivas, as proteínas príons também têm seu lado protetor e essencial para a saúde neural.
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Apesar de estar vinculada à formação de diversas doenças neurológicas agressivas, as proteínas príons também têm seu lado protetor e essencial para a saúde neural
Vivemos uma cultura de imediatismo, dominada pela emoção sem compreensão, pela expressão sem reflexão. Os alunos, e cada vez mais todos nós, corremos o risco de nos tornarmos editores do que já foi dito, onde o futuro é construído apenas a partir de fragmentos reciclados dos dados de ontem.
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O excesso de confiança nos chatbots pode estar corroendo nossas habilidades de linguagem e pensamento crítico.
O envelhecimento do cérebro não pode ser evitado, mas nossas escolhas de comportamento e estilo de vida podem moldar a forma como ele se desenvolve. As implicações de nossa pesquisa são claras: para manter o cérebro mais saudável por mais tempo, é importante fazer do sono uma prioridade.
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Quando o sono é interrompido, o cérebro sente as consequências, às vezes de forma sutil, que se acumulam ao longo dos anos.
A acalculia pode ter um enorme impacto na vida cotidiana, já que os números estão à nossa volta toda hora, do alarme do relógio ao transporte público, nas orientações para tomar remédios e nas transações financeiras mais simples como pagar uma conta.
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A acalculia afeta a maneira como uma pessoa processa e compreende os números
Pesquisas feitas por cientistas da USP e da UFRJ mostram que uma proteína, ainda pouco estudada, tem grande potencial no tratamento de lesões do sistema nervoso periférico e dores neuropáticas.
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Débora Foguel, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB)
Proteína pouco estudada pode ser a chave para tratamentos de dores provocadas por doenças como diabetes, hanseníase ou síndromes do Túnel do Carpo ou Guillain-Barré
O Juba de Leão como ele se apresenta na natureza: usado há milênios na medicina oriental, ele agora começa a ser valorizado no ocidente, graças a estudos que mostram que ele possui compostos bioativos capazes de estimular a produção de proteínas essenciais para o crescimento e a manutenção dos neurônios.
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A ciência caminha para validar no mundo ocidental uma tradição antiga da medicina da China e do Japão que tem grande potencial terapêutico
A maneira como você processa a linguagem é influenciada pela forma como cada lado do seu cérebro se desenvolveu na infância.
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Os cérebros esquerdo e direito ouvem a fala de forma diferente, mas como essa divisão se forma não estava claro - até que estudos com ratos mostraram que cada hemisfério funciona com seu próprio relógio de desenvolvimento.
Ao seguir regras diferentes no processo de aprendizagem, os neurônios podem realizar várias tarefas e executar várias funções em paralelo. Essa descoberta proporciona uma compreensão mais clara de como as conexões entre os neurônios mudam durante o aprendizado.
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À medida que você experimenta ou encontra coisas novas, seu cérebro precisa codificar essas informações por meio das redes neurais certas no momento certo.