O então presidente dos EUA, George W. Bush, reage em uma sala de aula após ser informado dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001: contar onde você estava e o que estava fazendo naquele dia conecta sua história pessoal a uma história mais ampla.
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Ter uma lembrança vívida e detalhada de um evento marcante como o 11 de Setembro pode parecer uma demonstração de patriotismo e um vínculo com outras pessoas, estadunidenses ou não
As memórias traumáticas não são relembradas da mesma forma que as agradáveis: as pessoas podem vivenciar a memória como fragmentos desconexos de sensações, emoções, cheiros ou imagens que fazem com que o corpo reviva a ameaça passada.
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Quando o relato de uma pessoa sobre um evento traumático parece confuso, ela pode estar vivenciando as nuances de como seu cérebro processa o trauma
Descobrir um caminho entre o ponto A e o ponto B pode fortalecer seu cérebro: envolvimento contínuo com o raciocínio espacial ajuda o cérebro a fortalecer os circuitos que a doença ataca em primeiro lugar.
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Hatim Sharif, The University of Texas at San Antonio
Trabalhar e viver em ambientes espacialmente complexos pode ajudar a retardar o declínio cognitivo, embora sejam necessárias mais pesquisas para comprovar os benefícios
Para que o tédio seja produtivo, no entanto, precisamos evitar simplesmente recorrer à próxima distração fácil, como ficar navegando no celular, e nos perguntar o que de significativo podemos fazer com esta “parada” e permitir à mente divagar.
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Trudy Meehan, RCSI University of Medicine and Health Sciences
Um pouco de tédio na verdade pode fazer bem a você, ajudando desde na resolução de problemas e aumento da criatividade até a memória e o aprendizado
Algumas das distorções comumente consideradas falhas nas recordações podem ser sinais de um sistema de memória saudável e adaptativo, uma forma de autoproteção que remodela experiências para reforçar a autoimagem positiva atual.
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E se a tecnologia atual de “memória total” estiver criando um sistema de memória que não precisamos nem tiramos proveito?
Mundo interior é sustentado pela “rede de modo padrão” do cérebro, que conecta várias áreas e entrelaça memórias, objetivos, crenças e emoções em um senso contínuo de identidade.
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Existe um lado mais profundo do cérebro que entrelaça suas memórias, objetivos, crenças e emoções, formando uma percepção contínua de si mesmo
Ausência de uma memória raramente é evidência de um sistema lotado, e é mais frequentemente traço de um momento que nunca foi totalmente armazenado, ou que simplesmente nunca foi evocado.
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Seu cérebro não fica sem espaço – ele fica sem atenção. A ciência por trás do motivo pelo qual duas pessoas podem viver o mesmo momento e se lembrar dele de maneiras muito diferentes
A memória não se resume apenas à inteligência, mas também à estratégia, e pequenas mudanças na maneira como você estuda ou trabalha podem fazer uma diferença real na qualidade e duração da retenção de informações cruciais.
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Esquecer por que você entrou em uma sala não é sinal de declínio cognitivo, é o seu cérebro fazendo exatamente o que evoluiu para fazer
Costumamos pensar que a memória funciona como uma espécie de arquivo, mas ela não reproduz o passado: ela o reconstrói, com cada lembrança sendo uma versão atualizada do que vivemos, filtrada pelo que somos hoje.
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Fotos que comparam 2016 e 2026 que tomaram as redes sociais mostram como a memória reconstrói o passado e o torna mais agradável para enfrentar o presente
Pensamento claro, foco, criatividade e bom senso são desenvolvidos por meio de desafios, quando o cérebro é solicitado a ir além da rotina, em vez de funcionar no piloto automático.
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Desafiar o cérebro, expondo-o a novas situações, tarefas e aprender novas habilidades pode melhorar sua eficiência, como os exercícios fortalecem os músculos, mas o descanso também é fundamental
Neste banco de carpas koi, há algumas ousadas e outras tímidas.
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Pesquisas realizadas em laboratório e no ambiente natural por mais de duas décadas demonstram que, como todos os animais, os peixes possuem habilidades cognitivas complexas
O funcionamento psicológico geral atinge o seu pico entre os 55 e os 60 anos. Pessoas nessa faixa etária podem estar em seu melhor momento para solucionar problemas complexos e liderar equipes de trabalho.
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Os pesquisadores descobriram que é mais provável que os sonhos ocorram durante o estágio do sono conhecido como movimento rápido dos olhos, ou REM.
Irene Ravache em ação no filme ‘A memória que me contam’, o segundo em que a atriz interpreta a própria Lucia Murat: em 40 anos de carreira, a diretora assinou 34 obras de ficção e não-ficção, quase todas dedicadas a tornar visíveis as histórias de corpos torturados pela ditadura, pela polícia, pela usurpação de terras, pelo tráfico, pela opressão de classe, idade, gênero e raça.
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Ao longo de mais de 40 anos de carreira, Lucia Murat usou sua câmera para tornar visíveis os invisibilizados, denunciando a ditadura e as desigualdades sociais e de gênero. Mostra sobre sua obra no CCBB tem 34 filmes
Ao seguir regras diferentes no processo de aprendizagem, os neurônios podem realizar várias tarefas e executar várias funções em paralelo. Essa descoberta proporciona uma compreensão mais clara de como as conexões entre os neurônios mudam durante o aprendizado.
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À medida que você experimenta ou encontra coisas novas, seu cérebro precisa codificar essas informações por meio das redes neurais certas no momento certo.
Mais pessoas do que nunca estão sendo diagnosticadas com a doença de Alzheimer.
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Entender por que os dois estão conectados pode ser fundamental para encontrar tratamentos - ou até mesmo uma cura - para o zumbido
Walter Salles posa com o Oscar de melhor filme internacional, depois de dedicar o prêmio a Eunice Paiva: vitória de ‘Ainda Estou Aqui’ reforça reflexão sobre falta de punição aos crimes da ditadura e às tentativas do governo Bolsonaro de desresponsabilizar os militares pelas mortes e desaparecimentos ocorridos no período.
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Lucas Pedretti, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Com a enorme repercussão do longa, familiares de mortos e desaparecidos políticos e movimentos sociais assistiram a alguns tímidos, mas importantes, avanços em suas demandas por memória, verdade, reparação e justiça pelos crimes da ditadura militar.
Fernanda Torres comemora com Walter Salles anúncio da vitória de “Ainda estou aqui” como melhor filme internacional no Oscar 2025: obra recupera a importância do cinema como expressão da identidade brasileira perante o mundo.
Indicações ao Oscar aumentam oportunidades para novos projetos audiovisuais, contribuem para resgates da História e recuperam autoestima de setores culturais que sofreram com cortes de verbas e cancelamentos motivados por questões ideológicas e fakenews